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Estenose hipertrófica do piloro

Por

William J. Cochran

, MD, Geisinger Clinic

Última modificação do conteúdo mar 2020
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Estenose hipertrófica do piloro é a obstrução do lúmen do piloro por hipertrofia muscular do piloro. O diagnóstico é por ultrassonografia abdominal. O tratamento é cirúrgico.

A estenose hipertrófica do piloro pode causar obstrução quase completa do canal gástrico. Afeta 2 a 3 em cada 1.000 lactentes, sendo mais comum no sexo masculino, em uma proporção de 5:1, particularmente nos primogênitos. Ocorre mais frequentemente entre 3 e 6 semanas de idade e raramente após 12 semanas.

Etiologia

A etiologia exata da estenose hipertrófica do piloro é desconhecida, mas há probabilidade de um componente genético, porque irmãos e descendentes de pessoas afetadas apresentam risco aumentado, especialmente gêmeos monozigóticos. Mães que fumam durante a gestação também aumentam o risco. Os mecanismos propostos incluem falta de óxido nítrico sintetase neuronal, inervação anormal da camada muscular e hipergastrinemia. Lactentes expostos a certos antibióticos macrolídeos (p. ex., eritromicina) nas primeiras semanas de vida apresentam alto risco significativo. Alguns estudos observaram maior risco nos lactentes alimentados com fórmula em comparação aos lactentes recebendo aleitamento materno, mas não está claro se esse risco está associado a uma mudança no método de alimentação ou ao tipo de alimentação.

Sinais e sintomas

Os sintomas da estenose hipertrófica do piloro tipicamente surgem entre 3 e 6 semanas de vida. Vômitos em jato (sem bile) ocorrem logo após as refeições. Até que a desidratação se instale, as crianças se alimentam avidamente e, por outro lado, aparentemente parecem estar bem, muito diferente das que vomitam por apresentarem doença sistêmica. Ondas peristálticas gástricas podem ser visíveis cruzando o epigástrio da esquerda para a direita. Uma massa pilórica semelhante a uma azeitona, discreta, firme, móvel, de 2 a 3 cm, é as vezes palpável no fundo do lado direito do epigástrio. Com a evolução da doença, as crianças não ganham peso, ficam desnutridas e evoluem com desidratação.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia

Deve-se suspeitar de estenose hipertrófica pilórica em todos os recém-nascidos nos primeiros meses de vida com vômito em jato.

A ultrassonografia abdominal pode levar ao diagnóstico da estenose hipertrófica do piloro, revelando aumento do espessamento (tipicamente 4 mm; normal, < 2 mm) e alongamento do piloro (> 16 mm).

Se não houver certeza do diagnóstico, repetir a ultrassonografia seriada ou fazer seriografia do trato gastrointestinal superior, que tipicamente revela retardo do esvaziamento gástrico e um “sinal do cordão” ou de “trilho de trem” do alongamento e estretamento da luz do piloro. Em casos mais raros, é preciso confirmação diagnóstica com endoscopia superior.

O padrão hidreletrolítico clássico de uma criança com estenose hipertrófica do piloro é o de alcalose metabólica hipoclorêmica (decorrente da perda de ácido hidroclorídrico e hipovolemia simultânea). Cerca de 5 a 14% dos recém-nascidos têm icterícia e cerca de 5% têm má rotação.

Tratamento

  • Cirurgia (piloromiotomia)

O tratamento inicial da estenose hipertrófica do piloro deve ser direcionado para a correção do distúrbio hidreletrolítico.

O tratamento definitivo é a pilorotomia longitudinal, que deixa a mucosa intacta e separa as fibras musculares incisadas. No prazo de 1 dia de pós-operatório, a criança geralmente tolera bem a alimentação. O tratamento clínico usando uma sonda alimentar passada além do piloro não é considerada uma boa alternativa por causa da eficácia e da segurança da piloromiotomia.

Pontos-chave

  • Vômitos em jato ocorrem logo após a alimentação em um lactente < 3 meses de idade, geralmente entre 3 a 6 semanas de idade.

  • O diagnóstico é feito por ultrassonografia.

  • O tratamento é incisão cirúrgica do músculo do piloro hipertrofiado.

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