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Manual MSD

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Obstrução duodenal

Por

William J. Cochran

, MD, Geisinger Clinic

Última modificação do conteúdo ago 2019
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O duodeno pode ser obstruído por estenose, atresia e por pressão provocada por massa extrínseca.

Atresia duodenal

Essa anomalia é a 3ª atresia mais comum do trato gastrointestinal. Estima-se que a incidência seja de 1 em 5.000 a 10.000 nascidos vivos. É decorrente da falta de canalização do duodeno embrionário. Essa falha pode estar relacionada a um evento isquêmico ou a fatores genéticos.

A atresia duodenal, ao contrário de outras atresias intestinais, é comumente associada a outras anomalias congênitas, como a síndrome de Down, que está presente em 25 a 40% dos casos. Outras anomalias associadas incluem VACTERM (anomalias vertebrais, atresia anal, malformações cardíacas, fístula traqueal, atresia esofágica, anomalias renais, aplasia do rádio e anomalias dos membros), má rotação, pâncreas anular, anormalidades do trato biliar e anormalidades mandibulofaciais.

Pode-se suspeitar de atresia duodenal no pré-natal se houver polidrâmnio, dilatação intestinal, ascite ou uma combinação destes. Ultrassonografia pré-natal pode detectar uma bolha dupla em cerca de 50% dos casos.

No pós-natal, lactentes com atresia duodenal apresentam polidrâmnio, dificuldades alimentares e vômito bilioso. O diagnóstico é sintomático e pela clássica imagem “bolha dupla” — uma bolha no estômago e a outra no duodeno proximal e pouco ou nenhum ar no intestino distal. Embora uma série contratada GI superior forneça o diagnóstico definitivo, ela deve ser realizada com cuidado em crianças por um radiologista experiente nesse procedimento para evitar a aspiração, e não costuma ser necessária se a cirurgia for feita imediatamente. Se for necessário postergar a cirurgia (p. ex., por causa de outros problemas clínicos, como síndrome da dificuldade respiratória, os pacientes precisam ser estabilizados), um enema com contraste deve ser feito para confirmar que o sinal de bolha dupla não é decorrente de má rotação. Uma vez feita a suspeita diagnóstica, o lactente não deve receber nada por boca, e a sonda nasogástrica deve ser colocada para diminuir a compressão sobre o estômago.

A cirurgia é a terapia definitiva.

Estenose duodenal

Ocorre menos comumente do que a atresia duodenal, mas apresenta aspecto semelhante e requer cirurgia. É também frequentemente associada à síndrome de Down.

Cisto do colédoco

Um cisto do colédoco pode obstruir o duodeno por pressão extrínseca. Existem algumas evidências de que a incidência dos cistos de colédoco está aumentando.

Lactentes com cisto do colédoco apresentam, classicamente, a tríade clássica de dor abdominal (dado muito difícil de ser considerado no neonato), massa no hipocôndrio direito e icterícia. Se o cisto for grande, ele também pode apresentar-se com graus variados de obstrução duodenal. Neonatos podem manifestar colestase. Esses casos são relativamente raros e ocorrem mais comumente em neonatos de ascendência asiática.

Seu diagnóstico é feito, com mais frequência, pela ultrassonografia. Pode-se definir esses cistos ainda mais usando colangiopancreatografia por ressonância magnética, coloangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) ou ultrassonografia endoscópica.

O tratamento de cistos do colédoco é cirúrgico e requer excisão completa do cisto por causa do alto risco (20 a 30%) de desenvolver neoplasia nos remanescentes císticos. O procedimento cirúrgico mais comumente utilizado é hepatojejunostomia em Y de Roux.

Pâncreas anular

Pâncreas anular é uma anomalia congênita rara (5 a 15 por 100.000 nascidos vivos), muitas vezes associado à síndrome de Down, em que o tecido pancreático circunda a 2ª porção do duodeno, causando obstrução duodenal.

Cerca de dois terços das pessoas afetadas permanecem assintomáticas. Entre aqueles que desenvolvem os sintomas, a maioria apresenta no período neonatal, mas a manifestação pode aparecer apenas na idade adulta. Lactentes apresentam polidrâmnio, problemas alimentares e êmese que pode ser biliosa.

O diagnóstico do pâncreas anular pode ser sugerido por radiografia do abdome mostrando o mesmo sinal de bolha dupla visto na atresia duodenal. O diagnóstico também pode ser feito por uma série GI superior e, de modo mais definitivo, por TC ou colangiopancreatografia por ressonância magnética. ERCP pode ser feito em crianças maiores.

O tratamento é derivação cirúrgica do pâncreas anular com duodenoduodenostomia, duodenojejunostomia ou gastrojejunostomia. Deve-se evitar a ressecção do pâncreas por causa das potenciais complicações da pancreatite e do desenvolvimento de fístula pancreática.

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