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Displasia fibromuscular

Por

Koon K. Teo

, MBBCh, PhD, McMaster University, Hamilton, Ontario, Canada

Última modificação do conteúdo jul 2019
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A displasia fibromuscular se caracteriza por um grupo heterogêneo de alterações arteriais sem componentes inflamatórios ou ateroscleróticos, causando algum grau de estenose ou oclusão vascular, ou aneurisma.

A displasia fibromuscular ocorre geralmente em mulheres na faixa etária de 40 a 60 anos. A causa é desconhecida. No entanto, pode haver um componente genético e o tabagismo pode ser um fator de risco. A displasia fibromuscular é mais comum nas pessoas com certas enfermidades do tecido conjuntivo (p. ex., síndrome de Ehlers-Danlos tipo 4, necrose cística da média, nefrite hereditária e neurofibromatose).

A displasia medial, o tipo mais comum, caracteriza-se por regiões alternadas de cristas fibromusculares espessas e delgadas contendo colágeno ao longo da média. Na displasia perimedial, a deposição extensa de colágeno na metade externa da média. A displasia fibromuscular pode comprometer artérias renais (60 a 75%), artérias carótidas e intracranianas (25 a 30%), artérias intra-abdominais (9%) ou artérias ilíacas externas (5%).

Em geral, a displasia fibromuscular é assintomática, independentemente da localização. Os sintomas, quando ocorrem, variam quanto à localização:

  • Claudicação em coxas e panturrilhas, sopros nas femorais e diminuição dos pulsos femorais, quando ocorre comprometimento das artérias das pernas

  • Hipertensão secundária, quando há comprometimento das artérias renais

  • Ataques isquêmicos transitórios ou sintomas de acidente vascular encefálico, quando há comprometimento das artérias carótidas

  • Sintomas de aneurismas, quando há comprometimento das artérias intracranianas

  • Raramente, sintomas de isquemia mesentérica quando houver comprometimento das artérias intra-abdominais

Ultrassonografia pode sugerir o diagnóstico, porém realiza-se a confirmação da displasia fibromuscular angiografia, que revela o aspecto em contas (na displasia medial ou perimedial), em faixa concêntrica ou estreitamento liso e longo (em outras formas).

O tratamento da displasia fibromuscular varia de acordo com a localização. Ele pode envolver somente angioplastia transluminal percutânea, cirurgia de revascularização ou correção de aneurisma. É essencial a interrupção do tabagismo. O controle de outros fatores de risco de aterosclerose (hipertensão, dislipidemia e diabetes) ajuda a prevenir o desenvolvimento acelerado de estenoses arteriais que limitem o fluxo.

Pontos-chave

  • A displasia fibromuscular é mais comum nas mulheres entre 40 e 60 anos.

  • Pacientes com doença do tecido conjuntivo, tabagistas ou com história familiar apresentam maior risco.

  • O tratamento depende da localização, sendo feito por angioplastia, cirurgia de derivação ou correção do aneurisma.

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