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Aneurismas arteriais periféricos

Por

Koon K. Teo

, MBBCh, PhD, McMaster University, Hamilton, Ontario, Canada

Última modificação do conteúdo jul 2019
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Os aneurismas arteriais periféricos são dilatações anormais das artérias periféricas, desencadeadas pelo enfraquecimento da parede arterial.

(Ver também Aneurismas.)

Cerca de 70% dos aneurismas arteriais periféricos são poplíteos e 20% são iliofemorais. Os aneurismas em tais localizações geralmente acompanham aneurismas aórticos abdominais e > 50% são bilaterais. A ruptura é relativamente infrequente, mas esses aneurismas podem desencadear tromboembolia. Aneurismas arteriais periféricos ocorrem em homens a uma frequência muito superior à das mulheres (> 20:1) e a média etária de desenvolvimento das manifestações iniciais é 65 anos. Os aneurismas nas artérias dos membros superiores são relativamente raros, no entanto, podem provocar isquemia do membro, embolia distal e acidente vascular encefálico.

Os aneurismas infecciosos (micóticos) podem ocorrer em qualquer artéria, mas são mais comuns na femoral. Em geral, são decorrentes de salmonelas, estafilococos ou Treponema pallidum (que causa aneurisma sifilítico).

As causas comuns de aneurismas arteriais periféricos envolvem aterosclerose, compressão de artéria poplítea e embolia séptica (que causa os aneurismas micóticos).

Os aneurismas de artérias periféricas geralmente são assintomáticos no momento da detecção. Os membros podem estar dolorosos, frios, pálidos, parestésicos ou sem pulsos em virtude de tromboembolia ou, raramente, ruptura do aneurisma. Os aneurismas infecciosos podem desencadear dor local, febre, mal-estar e perda ponderal.

Efetua-se o diagnóstico por ultrassonografia e angiografia com TC ou ARM. Os aneurismas da artéria poplítea podem ser presumidos quando o exame físico detectar artéria dilatada e pulsátil, confirmando o diagnóstico por métodos de imagem.

O risco de ruptura de aneurismas de membros é baixo (< 5% para aneurismas poplíteos e 1 a 14% para iliofemorais). Para aneurismas arteriais das pernas, reparo cirúrgico é, portanto, frequentemente eletivo. Ele é indicado quando as artérias têm o dobro das dimensões normais ou quando o paciente é sintomático. No entanto, indica-se reparação cirúrgica para todos os aneurismas das artérias dos membros superiores em virtude do risco de complicações graves (p. ex., tromboembolia). Efetua-se excisão cirúrgica do segmento comprometido da artéria e substitui-se por enxerto. O índice de recuperação do membro após reparação cirúrgica é de 90 a 98% em pacientes assintomáticos e de 70 a 80% em sintomáticos.

Em alguns pacientes, um enxerto intravascular de stent é uma opção para o reparo.

Pontos-chave

  • Aneurismas de artérias periféricas ocorrem principalmente nos homens; o local mais comum é a artéria poplítea.

  • As complicações são raras e incluem ruptura e tromboembolismo.

  • Tratar aneurismas dos membros inferiores se os pacientes apresentarem sintomas ou se a artéria tiver o dobro do tamanho normal; deve-se tratar todos os aneurismas dos membros superiores por causa do maior risco de complicações graves (p. ex., acidente vascular encefálico).

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