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Trombose da veia portal

Por

Nicholas T. Orfanidis

, MD, Thomas Jefferson University Hospital

Última modificação do conteúdo abr 2018
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A trombose de veia porta gera hipertensão portal e consequente sangramento digestório varicoso, geralmente de esôfago baixo ou estômago. O diagnóstico baseia-se em ultrassonografia. O tratamento envolve o controle do sangramento digestório (geralmente com a realização de ligadura elástica endoscópica e/ou administração de octreotida), prevenção de recorrência com o uso de betabloqueadores e, algumas vezes, shunts cirúrgicos e trombólise, nos casos de trombose aguda.

Etiologia

Causas mais comuns variam com a idade ( Causas comuns da trombose de veia portal*).

Tabela
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Causas comuns da trombose de veia portal*

Faixa etária

Causa

Comentários

Recém-nascidos

Infecção do cordão umbilical ou onfalite (extensão entre a veia umbilical e a veia porta)

Alterações congênitas da veia porta (menos comuns)

Alterações congênitas da veia porta, geralmente acompanhadas de defeitos congênitos em outros locais.

Crianças maiores

Pileflebite

Na apendicite aguda, a infecção atinge o sistema portal; a infecção/inflamação vascular então age como gatilho para trombose.

Adultos

Cirúrgica (p. ex., esplenectomia)

Estados de hipercoagulabilidade (p. ex., distúrbio mieloproliferativo, deficiência de proteínas C ou S, gestação)

Câncer (p. ex., carcinoma hepatocelular ou pancreático, cânceres renal ou adrenal)

Trauma

Possivelmente, hipertensão portal que causa congestão e estase

*A causa é multifatorial na maioria dos casos e desconhecida em cerca de um terço dos casos.

Sinais e sintomas

Trombose de veia porta aguda é geralmente assintomática, a não ser quando associada a outro eventos, como pancreatite (como causa), ou outras complicações como a trombose venosa mesentérica. Mais frequentemente, as características clínicas— esplenomegalia (especialmente em crianças) e hemorragia varicosa—se desenvolvem ao longo de um período em decorrência da hipertensão portal. Ascite é incomum (10%) em portadores de hipertensão portal pós-sinusoidal. Ascite pode ser precipitada quando a cirrose está presente ou quando albumina sérica (e assim a pressão oncótica) diminui após reanimação volêmica de grandes volumes durante um sangramento gastrintestinal volumoso.

Diagnóstico

A trombose de veia porta deve ser suspeitada em pacientes com:

  • Manifestações de hipertensão portal com ou sem cirrose.

  • Alterações nos testes de função hepática ou enzimas mais fatores de risco como infecção de cordão umbilical em neonatos, apendicite em crianças ou estados de hipercoagulabilidade.

A ultrassonografia com Doppler geralmente garante o diagnóstico, revelando diminuição ou ausência de fluxo portal, e, algumas vezes, o trombo. Casos difíceis podem requerer a realização de TC ou ressonância com contraste. Pode ser necessária angiografia para guiar uma cirurgia para realização de shunts.

Tratamento

  • Trombólise, para casos agudos.

  • Anticoagulação a longo prazo.

  • Manejo da hipertensão portal e de suas complicações.

Em casos agudos, a trombólise é algumas vezes bem-sucedida, melhor nos casos de oclusão recente, particularmente em estados de hipercoagulabilidade. A anticoagulação não faz a lise do coágulo, mas tem valor na prevenção de recorrência, em estados de hipercoagulabilidade apesar do risco de sangramento varicoso. Em neonatos e crianças, o tratamento é direcionado para a causa (p. ex., onfalite, apendicite). Do contrário, o tratamento é direcionado ao controle da hipertensão portal e de suas complicações; o tratamento pode incluir octreotida intravenosa (análogo sintético da somatostatina) e ligadura elástica endoscópica para controle de sangramento varicoso e betabloqueadores para prevenção de ressangramento. Essas terapias têm diminuído o uso de shunts cirúrgicos (p. ex., mesocaval, esplenorrenal), que podem sofrer oclusão e têm mortalidade operatória em torno de 5 a 50%. TIPS não é recomendado. TIPS requer monitoramento (incluindo angiografia frequente) para acessar sua patência, que pode se ocluir, e não promove adequada descompressão do fígado.

Pontos-chave

  • As causas e os fatores de risco de trombose da veia porta incluem infecção do cordão umbilical (em recém-nascidos), apendicite (em crianças) e estados de hipercoagulabilidade (em adultos).

  • Suspeitar de trombose da veia porta se os pacientes têm manifestações da hipertensão portal na ausência de cirrose ou se eles têm anormalidades hepáticas inespecíficas leves além de fatores de risco.

  • Confirmar o diagnóstico por ultrassonografia com Doppler ou, se os resultados não são conclusivos, RM ou TC com contraste.

  • Tratar a causa da trombose da veia porta e as complicações da hipertensão portal

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