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Cânceres da pelve renal e do ureter

Por

J. Ryan Mark

, MD,

  • Assistant Professor, Department of Urology
  • Sidney Kimmel Cancer Center at Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo set 2019
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Os cânceres da pelve renal e do ureter costumam ser carcinomas de células transicionais e, ocasionalmente, carcinomas de células escamosas. Os sintomas incluem hematúria e, às vezes, dor. O diagnóstico é feito por TC, citologia e, algumas vezes, biópsia. O tratamento é cirúrgico.

O carcinoma de células transicionais (CCT) da pelve renal corresponde a 7 a 15% de todos os tumores renais. O CCT dos ureteres é responsável por cerca de 4% dos tumores do trato superior. Os fatores de risco são os mesmos que aqueles do câncer de bexiga (tabagismo, uso de fenacetina em excesso, uso de ciclofosfamida a longo prazo, irritação crônica, exposição a certos produtos químicos). Também os habitantes dos Bálcãs com nefropatia familiar endêmica apresentam uma predisposição inexplicável para desenvolvimento de CCT do trato superior.

Sinais e sintomas

A maioria dos pacientes apresenta hematúria; podem ocorrer disúria e polaciúria se houver também envolvimento da bexiga. A dor em cólica pode acompanhar a obstrução (ver Uropatia obstrutiva). Raramente, a hidronefrose resulta de tumor da pelve renal.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia ou TC com contraste

  • Citologia ou histologia

Nos pacientes com sintomas inexplicados do trato urinário, tipicamente realiza-se ultrassonografia ou TC com contraste. Se o diagnóstico não puder ser excluído, realiza-se análise citológica ou histológica para confirmação. Ureteroscopia é realizada quando é ne-cessária a biópsia do trato superior ou quando a citologia urinária é positiva, mas a fonte das células malignas não é clara. TC abdominal e pélvica e radiografias de tórax são realizadas para determinar a extensão do tumor e para verificar a presença de metástases.

Prognóstico

O prognóstico depende da profundidade da penetração para dentro, ou através, da parede uroepitelial, que é de difícil determinação. A probabilidade de cura é > 90% para pacientes com tumores localizados superficialmente, mas é de 10 a 15% para aqueles com tumores profundamente invasivos. Se o tumor penetrar a parede ou se ocorrerem metástases a distância, a cura é improvável.

Tratamento

  • Excisão ou ablação

  • Vigilância pós-tratamento com cistoscopia

O tratamento usual é a nefroureterectomia radical, incluindo excisão do manguito vesical e a linfadenectomia regional. A ureterectomia parcial é indicada em alguns casos (p. ex., em pacientes com tumor do ureter distal, diminuição da função renal, ou rim único). A fulguração com laser pode ser utilizada para tumores da pelve renal adequadamente estadiados e visualizados; ou para tumores do ureter de baixo grau. Ocasionalmente, instila-se um fármaco quimioterápico, como mitomicina C ou bacille Calmette-Guérin (BCG). Entretanto, a eficácia do tratamento com laser e quimioterapia ainda não foi estabelecida. Recomenda-se quimioterapia neoadjuvante antes da nefroureterectomia para lesões de alto grau e estágio tardio porque outros tratamentos podem diminuir a função renal, muitas vezes impedindo o uso subsequente da quimioterapia adjuvante. Inibidores de checkpoint do PD-1/PD-L1 são agora usados para câncer urotelial do trato superior e podem provar ser um tratamento adjuvante útil em pacientes inelegíveis à cisplatina.

A cistoscopia periódica está indicada em razão de cânceres da pelve renal e do ureter tenderem a recidivar na bexiga e esta recidiva, se detectada em estágio inicial, pode ser tratada por fulguração, ressecção transuretral ou instilações intravesicais. O tratamento das metástases é igual ao do câncer metastático de bexiga.

Pontos-chave

  • O risco de cânceres da pelve renal e ureterais aumenta com tabagismo, uso de fenacetina ou ciclofosfamida, irritação crônica ou exposição a certos produtos químicos.

  • Fazer ultrassonografia ou TC com contraste se os sintomas do trato urinário são inexplicáveis.

  • Confirmar o diagnóstico histologicamente.

  • Fazer excisão ou ablação dos tumores, geralmente usando nefroureterectomia radical, e monitorar os pacientes com cistoscopia periódica.

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