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Câncer do pênis

Por

J. Ryan Mark

, MD, Sidney Kimmel Cancer Center at Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo set 2019
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A maioria dos cânceres do pênis é de carcinomas de células escamosas e, em geral, ocorrem em homens não circuncisados, em particular nos que não higienizam adequadamente o local. O diagnóstico é por biópsia. O tratamento inclui excisão.

O câncer peniano é raro, com cerca de 2.000 casos e 400 mortes nos Estados Unidos e taxas mais altas em regiões como a América do Sul. Papilomavírus humano (HPV), em particular os tipos 16 e 18, exerce um papel na etiologia. Lesões pré-cancerosas incluem eritroplasia de Queyrat, doença de Bowen e papulose bowenoide. A eritroplasia de Queyrat (que afeta a glande ou o prepúcio interno) e a doença de Bowen (que afeta o sulco peniano) progridem para carcinoma de células escamosas em 5 a 10% dos pacientes; a papulose bowenoide não parece fazer isso. As 3 lesões têm apresentações clínicas e efeitos biológicos distintos, mas são virtualmente iguais histologicamente; de modo mais apropriado, podem ser denominadas neoplasias intraepiteliais ou carcinoma in situ.

Sinais e sintomas

A maioria dos carcinomas de células escamosas origina-se na glande, no sulco coronal ou embaixo do prepúcio. Inicialmente, começam como uma lesão eritematosa pequena e ficam confinados à pele por um longo período. Esses carcinomas podem ser fungoides e exofíticos, ou ulcerativos e infiltrativos. O último tipo apresenta metástases mais comumente, geralmente para linfonodos inguinofemorais e pélvicos superficiais e profundos. As metástases a distância (p. ex., pulmões, fígado, osso, cérebro) são raras até tardiamente na evolução da doença.

A maioria dos pacientes apresenta uma ferida que não cicatriza, enduração discreta da pele, ou crescimento verrucoso ou preenchido por pus. A úlcera pode ser superficial ou profunda, com bordas elevadas. Vários pacientes não percebem o câncer ou não o relatam imediatamente. A dor é incomum. Nódulos inguinais podem estar aumentados devido à inflamação e infecção secundária.

Diagnóstico

  • Biópsia

Se houver suspeita de câncer, é necessária a biópsia; se possível, o tecido embaixo da lesão deve ser incluído. Ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) ajudam a estadiar o câncer localizado, verificando a invasão dos corpos cavernosos e avaliando os linfonodos.

Tratamento

  • Geralmente excisão

O câncer do pênis não tratado evolui, causando tipicamente morte em 2 anos. Se tratado precocemente, o câncer peniano pode, em geral, ser curado.

Tratamento tópico com 5-fluorouracila ou imiquimode e ablação a laser podem ser eficazes para lesões superficiais pequenas. Faz-se circuncisão para lesões do prepúcio. A excisão ampla é preferida para lesões recorrentes ou em pacientes que não podem ser acompanhados de maneira confiável. Pode-se realizar a cirurgia de Mohs, quando disponível, em vez de uma excisão ampla.

Lesões invasivas e de alto grau requerem ressecção mais radical. A penectomia parcial é apropriada se o tumor puder ser completamente excisado com margens adequadas, mantendo um coto peniano que permita a micção e a função sexual. A penectomia total é necessária para grandes lesões infiltrativas. Se os tumores forem de alto grau ou invadirem os corpos cavernosos, é necessária linfadenectomia inguinal bilateral. Se há suspeita de doença bilateral com envolvimento de linfonodos ou linfadenopatia unilateral volumosa, recomenda-se quimioterapia neoadjuvante antes da linfadenectomia. O papel da radioterapia não foi estabelecido. Para câncer avançado invasivo, o tratamento paliativo pode incluir cirurgia e radioterapia, mas a cura é improvável. Quimioterapia para o câncer avançado apresenta sucesso limitado. A terapia direcionada e a imunoterapia usadas para câncer de células escamosas cefálico e cervical pode ser útil para pacientes com câncer peniano, mas nenhum estudo definitivo apóia seu uso na prática clínica de rotina.

Prevenção

As medidas que podem ajudar na prevenção incluem circuncisão no início da vida e a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) em adolescentes.

Pontos-chave

  • O câncer de pênis é geralmente escamoso ou outro câncer de pele.

  • Considerar o câncer de pênis na presença de qualquer ulceração não cicatrizante, enduração ou crescimento purulento ou verrucoso, especialmente em homens não circuncisados.

  • Diagnosticar o câncer de pênis por biópsia e tratá-lo através de excisão.

  • O status dos linfonodos informa em relação à sobrevida. O uso adequado da linfadenectomia em pacientes com risco intermediário e alto é um componente essencial no tratamento dessa doença.

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