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Pólipos do cólon e reto

Por

Minhhuyen Nguyen

, MD,

  • Fox Chase Cancer Center, Temple University

Última modificação do conteúdo jun 2019
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Um pólipo intestinal consiste em massa de tecido que se eleva da parede intestinal para a luz. A maioria é assintomática, exceto por sangramento de pequena monta, que geralmenteé oculto. A principal preocupação é a transformação maligna; a maioria dos cânceres de cólon surge em pólipos anteriormente benignos. O diagnóstico é por endoscopia. O tratamento consiste na remoção endoscópica.

Os pólipos podem ser sésseis ou pediculados e seu tamanho varia consideravelmente. A incidência de pólipos é de 7 a 50%, sendo os valores mais altos representados por pólipos muito pequenos (em geral hiperplásicos ou adenomas), encontrados durante autópsias. Os pólipos, geralmente múltiplos, ocorrem muito comumente no reto e no sigmoide e diminuem sua frequência na direção do ceco. Múltiplos pólipos podem representar polipose adenomatosa familiar. Cerca de 25% dos pacientes com câncer do intestino grosso também apresentam pólipos adenomatosos satélites.

Pólipos adenomatosos (neoplásicos) geram grande preocupação. Essas lesões são classificadas histologicamente como adenomas tubulares, adenomas tubulovilosos (pólipos viloglandulares) ou adenomas vilosos. A probabilidade de câncer em um pólipo adenomatoso no momento da descoberta relaciona-se ao tamanho, tipo histológico e grau da displasia; um adenoma tubular de 1,5 cm tem 2% de risco de conter um câncer, contra um risco de 35% em adenomas vilosos de 3 cm. Adenomas serrilhados, um tipo de adenoma um pouco mais agressivo, podem se desenvolver a partir de pólipos hiperplásicos.

Pólipos não adenomatosos (não neoplásicos) incluem pólipos hiperplásicos, hamartomas ( Síndrome de Peutz-Jeghers), pólipos juvenis, pseudopólipos, lipomas, leiomiomas e outros tumores mais raros. Os pólipos juvenis ocorrem em crianças, costumam ultrapassar seu suprimento sanguíneo e se autoamputam em algum momento durante ou após a puberdade. O tratamento é necessário quando há sangramento incontrolável ou intussuscepção. Pólipos inflamatórios e pseudopólipos ocorrem na colite ulcerativa crônica e na doença de Crohn do colo. Pólipos juvenis múltiplos (mas não os esporádicos) apresentam risco aumentado de câncer. O número específico de pólipos que apresentam risco de câncer não é conhecido.

Sinais e sintomas

A maioria dos pólipos é assintomática. Sangramento retal, geralmente oculto e raramente maciço, é a queixa mais frequente. Cólicas, dor abdominal ou obstrução podem ocorrer em lesões maiores. Os pólipos retais podem ser palpáveis ao toque retal. Ocasionalmente, um pólipo com pedículo mais longo pode prolapsar através do ânus. Os adenomas vilosos grandes raramente provocam diarreia e podem causar hipopotassemia.

Diagnóstico

  • Colonoscopia

O diagnóstico dos pólipos colônicos costuma ser feito por colonoscopia. O enema baritado, em particular com duplo contraste, é eficaz, mas prefere-se a colonoscopia, já que permite também a remoção dos pólipos durante o procedimento. Como os pólipos retais geralmente são múltiplos e podem coexistir com o câncer, a colonoscopia completa até o ceco é obrigatória mesmo que a lesão distal seja encontrada por sigmoidoscopia flexível. Durante a colonoscopia, qualquer pólipo visto é removido e avaliado para possível câncer.

Tratamento

  • Remoção completa durante a colonoscopia

  • Às vezes, segue-se a ressecção cirúrgica

  • Colonoscopia de seguimento

Deve-se remover os pólipos completamente com pinça ou biópsia com pinça durante a colonoscopia total. Se a remoção colonoscópica não for bem sucedida, deve-se fazer laparotomia.

Os tratamentos subsequentes dependem da histologia do pólipo. Se o epitélio displásico não invadir a muscular da mucosa, se as margens de ressecção estiverem livres e a lesão for bem diferenciada, a retirada endoscópica e o acompanhamento são suficientes. Os pacientes com invasão mais profunda, sem margens livres ou lesão pouco diferenciada devem ser submetidos à ressecção segmentar do cólon. Como a invasão da muscular da mucosa causa acesso a linfonodos e aumenta o risco de metástases linfonodais, esses pacientes devem submeter-se a uma avaliação posterior (assim como no câncer de cólon).

O agendamento dos exames de acompanhamento após polipectomia é controverso e varia de acordo com a quantidade, tamanho e tipo dos pólipos removidos (ver também American College of Gastroenterology's and the U.S. Multi-Society Task Force on Colorectal Cancer's guidelines for colonoscopy surveillance after polypectomy). Por exemplo, as diretrizes recomendam uma repetição da colonoscopia total (ou enema baritado se a colonoscopia total for impossível) 3 anos após a remoção de um adenoma tubular ≥ 10 mm ou um adenoma viloso de qualquer tamanho.

Prevenção

Aspirina e inibidores da COX-2 podem ajudar a prevenir a formação de novos pólipos em pacientes com pólipos ou câncer de cólon (1). Os potenciais benefícios da terapia a longo prazo com esses agentes devem ser ponderados em relação aos potenciais efeitos adversos (p. ex., sangramento, disfunção renal).

Referência sobre prevenção

  • 1. Cook NR, Lee IM, Zhang SM, et al: Alternate-day, low-dose aspirin and cancer risk: Long-term observational follow-up of a randomized trial. Ann Int Med 159:77–85, 2013. doi: 10.7326/0003-4819-159-2-201307160-00002.

Pontos-chave

  • Pólipos cólicos são comuns; a incidência varia de 7 a 50% (dependendo do método diagnóstico utilizado).

  • A principal preocupação é a transformação maligna, que ocorre em diferentes taxas dependendo do tamanho e tipo do pólipo.

  • O principal sintoma é o sangramento, geralmente oculto e raramente maciço.

  • A colonoscopia é o procedimento diagnóstico e terapêutico recomendado.

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