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Lesões vasculares GI

Por

Parswa Ansari

, MD,

Última modificação do conteúdo fev 2018
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Várias síndromes distintas congênitas ou adquiridas envolvem vasos sanguíneos mucosos e submucosos do trato digestório. Esses vasos podem causar sangramentos recidivantes, que raramente são maciços. Seu diagnóstico se faz por endoscopia e, às vezes, angiografia. O tratamento é por hemostasia endoscópica e ocasionalmente é necessária embolização por angiografia ou ressecção cirúrgica.

Ectasias vasculares (angiodisplasias, malformações arteriovenosas) são vasos dilatados e tortuosos que tipicamente se desenvolvem no ceco e cólon ascendente. Ocorrem principalmente em indivíduos com > 60 anos de idade e são a causa mais comum de sangramento gastrointestinal nesse grupo etário. São tidas como lesões degenerativas e não ocorrem em associação com outras anormalidades. Muitos pacientes apresentam 2 ou 3 lesões, geralmente com 0,5 a 1,0 cm, de cor vermelho-viva, planas ou discretamente elevadas e recobertas por epitélio bastante delgado.

Ectasias vasculares também ocorrem em associação com várias doenças sistêmicas (p. ex., insuficiência renal, cirrose, síndrome CREST [calcinose, fenômeno de Raynaud, dismotilidade esofágica, esclerodactilia e telangiectasias] — Fisiopatologia) e após irradiação no intestino.

Ectasia vascular antral gástrica (estômago em melancia ou GAVE) consiste em grandes veias dilatadas correndo linearmente ao longo do estômago, criando uma aparência de faixas sugestiva de uma melancia. Essa condição ocorre principalmente em mulheres idosas e a etiologia é desconhecida.

Telangiectasia hemorrágica hereditária (síndrome de Rendu-Osler-Weber) é uma doença autossômica dominante que causa múltiplas lesões vasculares em várias partes do organismo, incluindo todo o trato GI. O sangramento gastrointestinal raramente ocorre antes dos 40 anos de idade.

A lesão de Dieulafoy consiste em uma artéria anormalmente grande que penetra a parede intestinal, ocasionalmente erodindo até a mucosa e causando sangramento maciço. Ocorre principalmente no estômago proximal.

Malformações arteriovenosas e hemangiomas, ambos distúrbios congênitos dos vasos sanguíneos, podem ocorrer no trato GI, mas são raros.

Sinais e sintomas

As lesões vasculares são indolores. Os pacientes geralmente têm sangue oculto nas fezes ou pequenas quantidades de sangue vivo eliminado pelo reto. O sangramento geralmenteé intermitente, algumas vezes com longos períodos entre os episódios. As lesões do trato digestório alto podem se apresentar como melena. Os sangramentos grandes não são comuns.

Diagnóstico

  • Endoscopia

Lesões vasculares são comumente diagnosticadas por via endoscópica. Caso a endoscopia de rotina não seja diagnóstica, podem ser necessárias enteroscopia, cápsula endoscópica, endoscopia intraoperatória ou angiografia visceral. A cintilografia com eritrócitos marcados com 99mTc é menos sensível, mas pode ajudar a localizar a lesão e orientar a endoscopia.

Tratamento

  • Coagulação endoscópica

A coagulação endoscópica (com sonda aquecida, laser, plasma de argônio ou eletrocoagulação bipolar) é eficaz para várias lesões vasculares. Clipes endoscópicos podem ser aplicados a algumas lesões. As ectasias vasculares geralmente recorrem, embora exista alguma evidência de que o uso de combinações de estrogênio-progesterona por via oral possa limitar a recorrência.

O sangramento discreto recorrente pode ser tratado simplesmente por meio de reposição crônica de ferro. Sangramentos maiores que não respondem aos procedimentos endoscópicos podem requerer embolização angiográfica ou ressecção cirúrgica. Contudo, ocorrem ressangramentos em cerca de 15 a 25% dos pacientes tratados cirurgicamente.

Pontos-chave

  • Uma variedade de anomalias vasculares herdadas e adquiridas pode causar sangramento GI leve a moderada (geralmente baixa).

  • O tratamento preferido consiste em endoscopia com coagulação das lesões.

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