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Herpes-zóster ótico

(Herpes geniculado; síndrome de Ramsay-Hunt)

Por

Lawrence R. Lustig

, MD, Columbia University Medical Center and New York Presbyterian Hospital

Última modificação do conteúdo jun 2021
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Herpes-zóster ótico é uma manifestação incomum do vírus herpes zoster que afeta os gânglios do VIII par craniano e o gânglio geniculado do VII par craniano (facial).

O herpes-zóster Herpes-zóster Herpes-zóster é uma infecção que resulta da reativação do vírus da varicela zóster de seu estado latente em um gânglio da raiz dorsal posterior.... leia mais Herpes-zóster ("cobreiro") é uma reativação da infecção pelo vírus da varicela zóster. Fatores de risco da reativação incluem imunodeficiência secundária a câncer, quimioterapia, radioterapia e infecção pelo HIV. Normalmente, o vírus permanece latente em um gânglio da raiz dorsal, e a reativação se manifesta como lesões cutâneas dolorosas que acompanham uma distribuição dermatômica. Mas raramente o vírus permanece latente no gânglio geniculado e na reativação provoca sintomas que envolvem o VII e VIII pares cranianos.

Sinais e sintomas do herpes-zóster ótico

Os sintomas do herpes-zóster óptico incluem

Vesículas surgem no pavilhão auricular e no meato auditivo externo, ao longo da distribuição do ramo sensorial do nervo facial. Os sintomas de meningoencefalite (p. ex., cefaleia, confusão, rigidez de nuca) são incomuns. Às vezes, outros pares cranianos estão envolvidos.

Diagnóstico do herpes-zóster ótico

  • Avaliação clínica

O diagnóstico do herpes-zoster óptico quase sempre é clínico. Se houver qualquer dúvida sobre a etiologia viral, pode-se coletar esfregaços vesiculares por imunofluorescência direta ou culturas virais e realiza-se RM para excluir outros diagnósticos.

Tratamento do herpes-zóster ótico

  • Antivirais e corticoides

  • Descompressão cirúrgica do canal falopiano para paralisia facial completa

Embora não haja evidências confiáveis de que corticoides, fármacos antivirais ou descompressão cirúrgica sejam de valia no herpes-zóster do ouvido, são os únicos tratamentos possivelmente úteis. Quando utilizados, corticoides são iniciados com prednisona 60 mg por via oral uma vez ao dia durante 4-7 dias, seguido por diminuição gradual da dose para as próximas 2 semanas. Aciclovir 800 mg por via oral 5 vezes ao dia ou valaciclovir 1 g por via oral 2 vezes ao dia por 10 dias pode encurtar o curso clínico e é rotineiramente prescrito para pacientes imunocomprometidos.

A vertigem é efetivamente suprimida com diazepam 2 a 5 mg por via oral a cada 4 ou 6 h. A dor pode exigir o uso de opioides orais. A neuralgia pós-herpética pode ser tratada com amitriptilina.

Pode-se indicar descompressão cirúrgica do canal falopiano se a paralisia facial estiver completa (sem movimento facial visível), mas deve-se realizá-la 2 semanas depois do início da paralisia facial para que seja eficaz. Antes da cirurgia, porém, eletroneurografia é feita e deve mostrar decréscimo > 90%.

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