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Notícias selecionadas sobre a COVID-19

Página inicial de recursos sobre a COVID-19
  

O Manual MSD está compilando algumas das notícias mais significativas sobre a COVID-19 para ajudar as pessoas a se manterem atualizadas.

Itens de notícias compilados pelo Dr. Fred R. Himmelstein da FACEP.


  19 de julho de 2021

Sintomas de longo prazo após infecção por SARS-CoV-2 em crianças e adolescentes

 As consequências da infecção por COVID-19 são uma consideração importante, uma vez que crianças com menos de doze anos de idade ainda não estão sendo vacinadas e aquelas com mais de doze anos têm baixas taxas de vacinação. Para aprender sobre as consequências de longo prazo, um estudo de coorte longitudinal seguiu crianças e adolescentes soropositivos para SARS-CoV-2 por seis meses em 55 escolas selecionadas aleatoriamente no cantão de Zurique, na Suíça, que tem uma população etnicamente diversificada. As 109 crianças que apresentaram resultado positivo para anticorpos contra o SARS-CoV-2 em outubro ou novembro de 2020 foram incluídas no estudo e comparadas a um grupo de crianças pareadas por idade e sexo, que apresentaram resultado negativo. De março a maio de 2021, os pais relataram sintomas que ocorreram em seus filhos, desde outubro de 2020, e duraram por, pelo menos, quatro semanas, bem como se os sintomas persistiram por mais de doze semanas.

Os resultados do estudo descobriram que quatro de 109 crianças soropositivas (4%) versus 28 de 1.246 crianças soronegativas (2%) relataram, pelo menos, um sintoma com duração superior a doze semanas. Os sintomas mais frequentemente relatados com duração superior a doze semanas entre crianças soropositivas foram cansaço (3/109), dificuldade de concentração (2/109) e aumento da necessidade de dormir (2/109). Nenhuma das crianças soropositivas relatou hospitalização durante o período do estudo. Os autores concluíram que houve uma prevalência baixa de sintomas compatíveis com COVID de longa duração em uma coorte de crianças randomicamente selecionadas, avaliada seis meses após testagem sorológica. Serão necessários estudos maiores de maior duração para identificar quaisquer consequências incomuns, mas graves, da infecção por SARS-CoV-2

link:Sintomas de longo prazo após infecção por SARS-CoV-2 em crianças e adolescentes | Medicina do adolescente | JAMA | JAMA Network


  23 de junho de 2021

Baixa incidência de infecção sintomática e assintomática por SARS-CoV-2 após a vacina da Pfizer-BioNTech

Um estudo em profissionais de saúde em um centro médico terciário em Tel Aviv, Israel, abordou a importante questão de quantas pessoas estão infectadas com SARS-CoV-2 após a vacinação com a vacina da Pfizer, e os resultados foram publicados no periódico Journal of the American Medical Association (JAMA) em 6 de maio de 2021. Um total de 6.710 profissionais de saúde (idade média de 44,3 anos; 66,5% mulheres) foi incluído no estudo. Dos participantes, 5.953 profissionais de saúde (88,7%) receberam, pelo menos, uma dose da vacina da Pfizer, 5.517 (82,2%) receberam duas doses e 757 (11,3%) não foram vacinados.  Os profissionais de saúde foram acompanhados por uma mediana de 63 dias a partir do dia da primeira vacinação para o grupo vacinado ou do primeiro dia do estudo para o grupo não vacinado. Todos foram testados quanto à infecção por SARS-CoV-2 mensal ou quinzenalmente, de acordo com o protocolo do hospital. A infecção sintomática por SARS-CoV-2 ocorreu em oito profissionais de saúde totalmente vacinados e 38 não vacinados (taxa de incidência: 4,7 versus 149,8 por 100.000 pessoas‑dias no estudo). A infecção assintomática por SARS-CoV-2 ocorreu em 19 profissionais de saúde totalmente vacinados e 17 não vacinados (taxa de incidência: 11,3 versus 67,0 por 100.000 pessoas‑dias). Os autores concluíram que houve uma incidência significativamente menor de infecção sintomática e assintomática por SARS-CoV-2 mais de 7 dias após a segunda dose.

link:Associação entre a vacinação com BNT162b2 e a incidência de infecções sintomáticas e assintomáticas por SARS-CoV-2 entre profissionais de saúde | Força de trabalho da área da saúde | JAMA | JAMA Network


  29 de abril de 2021

Como a Pfizer produz a sua vacina contra a COVID-19

O New York Times forneceu uma visão dos bastidores do processo de fabricação da vacina de mRNA contra a COVID-19, desde as células iniciais até a vacina finalizada. A história, contada com imagens e vídeos excelentes, é imperdível usando o link abaixo. O processo envolve a colocação do DNA do gene da proteína spike do coronavírus em um plasmídeo circular que é colocado na bactéria E. coli. Então, a bactéria é cultivada em cultura por quatro dias, multiplicando-se a cada 20 minutos e fazendo trilhões de cópias dos plasmídeos de DNA. As bactérias são, então, rompidas liberando os plasmídeos. O plasmídeo circular é cortado e o DNA linear do gene da proteína spike do coronavírus é coletado. Esse DNA é, então, enviado para uma fábrica que o transcreve em RNA. Depois, esse RNA é enviado novamente para uma fábrica que coloca o RNA em frascos de dosagem e o embala para envio. Este processo incrível de biotecnologia ocorre em três locais nos EUA e dois na Europa. 

link: https://www.nytimes.com/interactive/2021/health/pfizer-coronavirus-vaccine.html?smid=em-share


  27 de abril de 2021

Anticorpos contra o fator plaquetário 4 e trombose após a vacinação contra a COVID-19 da AstraZeneca

O New England Journal of Medicine, em 16 de abril de 2021, publicou um artigo relatando achados de 23 pacientes que apresentaram coágulos sanguíneos (trombose) e níveis baixos de plaquetas (trombocitopenia) seis a 24 dias após receberem a primeira dose da vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca. As características clínicas dessa síndrome rara induzida por vacina incluem uma queda grave no número de plaquetas, aumentando o risco de sangramento e hematomas, e trombose grave em diferentes locais do corpo, incluindo o cérebro e os pulmões. Também foi observada evidência de coagulação intravascular disseminada, na qual coágulos sanguíneos se formam em vasos sanguíneos pequenos, por toda a corrente sanguínea, e obstruem os vasos sanguíneos pequenos. O aumento da coagulação exaure as plaquetas e os fatores de coagulação necessários para controlar hemorragias, causando hemorragia excessiva.

Os pesquisadores descobriram que 22 dos 23 pacientes no estudo apresentaram anticorpos anti‑PF4. Esses anticorpos anti‑PF4, que fazem com que as plaquetas se liguem umas às outras formando coágulos sanguíneos e níveis baixos de plaquetas no sangue, ocorreram em um grupo de pacientes predominantemente jovem e saudável, que recebeu recentemente a vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca. O artigo descreve os achados clínicos e laboratoriais em pacientes afetados e discute os mecanismos dessa reação adversa rara. Os pesquisadores discutem considerações importantes para tratar os pacientes afetados e fornecem um algoritmo para identificar a coagulação induzida por vacina.

link: Pathologic Antibodies to Platelet Factor 4 after ChAdOx1 nCoV-19 Vaccination | NEJM


  23 de abril de 2021

Como a COVID-19 rompeu com um século de padrões de mortes nos EUA

Uma análise do New York Times sobre os padrões de morte nos EUA, no século passado, mostra o quanto 2020 fugiu à regra. A pandemia originou um aumento recorde de mortes, interrompeu a tendência de queda das taxas de morte e estimulou a maior taxa de morte acima do normal já registrada no país. As representações gráficas neste artigo ilustram essas descobertas marcantes.

link: https://www.nytimes.com/interactive/2021/04/23/us/covid-19-death-toll.html?smid=em-share


  20 de abril de 2021

Adesão ao uso de máscara pode ser um fator crucial na redução da disseminação da COVID-19

Diferentes estados adotaram políticas diferentes sobre o uso de máscaras durante a pandemia da COVID-19. Um estudo, realizado na Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, investigou o impacto das políticas estatais de uso e adesão às máscaras nas taxas de casos de COVID-19 durante o verão e início do outono de 2020. O estudo utilizou dados disponíveis ao público sobre políticas de uso e adesão às máscaras. Uma análise dos dados, estado a estado, revelou uma associação estatisticamente significativa entre alta adesão ao uso da máscara e taxas reduzidas de COVID-19. Os dados mostraram que os oito estados com, pelo menos, 75% de adesão ao uso de máscara apresentaram uma taxa média de infecção por COVID-19 de 109,21 por cem mil residentes, enquanto a taxa foi mais do que o dobro, 249,99 por cem mil, para estados com menos de 75% de adesão. Os pesquisadores acreditam que a associação entre a adesão ao uso de máscaras e a redução das taxas de COVID-19 deve influenciar os formuladores de políticas a se concentrarem em maneiras de melhorar a adesão ao uso de máscara em toda a população para mitigar a disseminação da COVID-19.

link: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0249891


  19 de abril de 2021

Qual é o seu nível de segurança contra a COVID-19 ao voar?

À medida que as vacinas se tornam amplamente disponíveis e as restrições são aliviadas, milhões de pessoas estão voando novamente, levantando questões sobre quão seguro é embarcar em um voo agora. O New York Times analisa essas questões e fornece uma animação do fluxo de ar nos aviões.

link: https://www.nytimes.com/interactive/2021/04/17/travel/flying-plane-covid-19-safety.html?smid=em-share


  12 de abril de 2021

A vacinação de pessoas que se recuperaram da COVID-19 com vacinas de mRNA aumenta a proteção contra a infecção por diferentes cepas do vírus

Os médicos têm se preocupado com a possibilidade de as vacinas contra a COVID-19 não protegerem as pessoas contra infecções por cepas mais recentes (chamadas variantes) do vírus SARS-CoV-2, que estão se tornando mais prevalentes em todo o mundo. Os pesquisadores compararam a resposta imunológica em amostras coletadas de pessoas que haviam se recuperado da COVID-19 antes de receber a vacina e de pessoas que não haviam sido infectadas anteriormente. As amostras de pessoas que haviam se recuperado da COVID-19 foram capazes de produzir anticorpos contra o vírus. As amostras de pessoas que se recuperaram do vírus e, em seguida, receberam uma dose da vacina conseguiram gerar uma resposta imunológica mais eficaz contra o vírus e contra muitas das variantes, indicando a necessidade de vacinar pessoas que se recuperaram da COVID-19.

link: https://science.sciencemag.org/content/early/2021/03/24/science.abg9175


  9 de março de 2021

Surgimento rápido de variante COVID-19 em Nova York

Uma nova variante do vírus que causa a COVID-19, B.1.526, foi identificada em Nova York. Essa variante surgiu rapidamente e pode já estar disseminada pelo nordeste dos Estados Unidos. Pesquisadores da Universidade de Columbia observaram um aumento constante na taxa de detecção dessa variante do final de dezembro a meados de fevereiro, com um aumento de 12,3% nas últimas duas semanas. A variante B.1.526 inclui múltiplas mutações que podem tornar as terapias atuais de anticorpos monoclonais e as vacinas menos eficazes. É importante ressaltar que o vírus contém a mesma mutação, E484k, encontrada nas variantes preocupantes da África do Sul e do Brasil. Para pesquisar essa nova variante, os pesquisadores da Universidade de Columbia obtiveram amostras nasofaríngeas de pacientes com infecção por SARS-CoV-2 e utilizaram um ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) projetado para identificar vírus com a mutação E484K. Pacientes com essa nova variante vieram de bairros diversos na área metropolitana. Os dados foram publicados em pré-impressão no servidor MedRxiv em 25 de fevereiro de 2021. Os pesquisadores concluíram que o surgimento rápido e recente dessa variante destaca a necessidade de um programa de vigilância nacional combinado para rastrear e conter a disseminação de novas variantes do SARS-CoV-2.

link: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.02.23.21252259v1.full-text

 


  3 de março de 2021

O que os números de eficácia da vacina realmente significam?

Todas as vacinas atuais aprovadas pela FDA oferecem forte proteção contra a COVID-19, mas os números de eficácia citados para cada vacina variam. Um artigo no New York Times, em 3 de março de 2021, detalha o que é realmente a eficácia da vacina, como ela é determinada e quais são as possíveis razões para as diferenças aparentes na eficácia, incluindo onde os estudos clínicos ocorreram e quais as variantes virais que estavam circulando nessas regiões.

link: https://www.nytimes.com/interactive/2021/03/03/science/vaccine-efficacy-coronavirus.html?smid=em-share


  22 de fevereiro de 2021

Quando os Estados Unidos poderiam chegar à imunidade de rebanho? É complicado

Em 20 de fevereiro, um artigo no New York Times apresentou alguns gráficos interessantes sobre o caminho para a imunidade de rebanho nos EUA. O artigo aponta que o tempo para alcançar a imunidade de rebanho pode ser afetado por uma série de variáveis e incógnitas. Algumas dessas variáveis e incógnitas são as seguintes:

  • Quantas pessoas tiveram COVID-19, incluindo aquelas que não foram testadas ou sequer apresentaram sintomas? Após o aumento recente no número de casos, pode ser um grande número de pessoas.
  • Quanto tempo dura a imunidade após a infecção por COVID-19?
  • Com que rapidez as vacinas serão administradas?
  • As novas variantes da COVID-19 se disseminam mais rapidamente. Como isso afetará a meta de alcançar a imunidade de rebanho?
  • E se as pessoas relaxarem o uso da máscara e o distanciamento social? Medidas como utilização de máscaras e distanciamento social provaram ser eficazes em retardar a disseminação do vírus. À medida que mais pessoas são vacinadas, é tentador diminuir essas precauções.

link: https://www.nytimes.com/interactive/2021/02/20/us/us-herd-immunity-covid.html?smid=em-share


  19 de fevereiro de 2021

Medição de dióxido de carbono ambiente para avaliar o risco de inalação de COVID-19

A COVID-19 é transmitida por gotículas transportadas pelo ar a partir da respiração de uma pessoa infectada. A quantidade de gotículas transportadas pelo ar aumenta ao tossir, falar alto e cantar. Em um espaço fechado, como um bar, restaurante ou academia, a ventilação do ar pode ser avaliada medindo o dióxido de carbono (CO2) ambiente. CO2 é exalado a cada respiração. Se a ventilação for fraca, o nível de CO2 aumenta.

Dispositivos portáteis de medição de CO2 estão disponíveis e alguns relatam os utilizar para avaliar a ventilação. Um artigo no Washington Post, em 10 de fevereiro de 2021, discute essa ideia. Há muitos fatores para levar em consideração, incluindo a presença de outras fontes de CO2, como fornos de cozinha, etc.

link: The Washington Post


  17 de fevereiro de 2021

Quem precisa ficar em quarentena?

Em 11 de fevereiro de 2021, o CDC atualizou as suas diretrizes sobre a necessidade de quarentena após a exposição ou o contato próximo com alguém que teve ou testou positivo para COVID-19. Agora, as diretrizes atualizadas declaram que, se você recebeu a vacinação completa nos últimos três meses e não apresenta nenhum sintoma, não precisa entrar em quarentena após um contato próximo. Pessoas que testaram positivo para a COVID-19, nos últimos três meses, e se recuperaram não precisam entrar em quarentena ou fazer o teste novamente, desde que não desenvolvam novos sintomas. Se alguém desenvolver novamente os sintomas dentro de três meses após o primeiro quadro de COVID-19, pode ser necessário fazer o teste novamente, se não houver outra causa identificada para os sintomas. Caso contrário, a quarentena é necessária para aqueles que tiveram contato próximo com alguém com COVID-19. A definição de contato próximo é estar a menos de dois metros de distância de alguém com COVID-19 por um mínimo de 15 minutos, prestar cuidados em casa para alguém que está doente com COVID-19, ter contato físico direto com um indivíduo infectado pela COVID-19 (abraçar ou beijar), compartilhar utensílios para beber ou comer ou permitir que espirrem ou tussam em você. O CDC também discute opções para reduzir o tempo de quarentena.

link: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/if-you-are-sick/quarantine.html


  16 de fevereiro de 2021

A carga viral é o principal fator determinante de transmissão do SARS‑CoV‑2

Ao analisar dados de um estudo espanhol desenhado inicialmente para determinar a eficácia da hidroxicloroquina na redução da transmissão de SARS-CoV-2, os pesquisadores observaram a taxa de ataque secundário aumentar de 12%, quando o caso índice apresentava carga viral < 1 x 106 cópias/ml, para 24%, quando o caso índice apresentava carga viral ≥ 1 x 1010 cópias/ml. Este estudo, publicado no periódico Lancet em 2 de fevereiro de 2021, descobriu que a carga viral era o principal fator determinante da transmissão. Outros fatores associados a um risco aumentado de transmissão foram os contatos domésticos e o aumento da idade do contato. Fatores que não previram a transmissão foram o uso relatado de máscara pelo contato e sintomas respiratórios do caso índice (p. ex., tosse, falta de ar [dispneia], coriza [rinite]). Além disso, verificou-se que cargas virais mais altas nos esfregaços de contatos assintomáticos estavam associadas a um risco alto de desenvolvimento da doença sintomática, e que esses contatos tiveram períodos de incubação mais curtos do que aqueles com cargas virais mais baixas.

link: https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(20)30985-3/fulltext


  9 de fevereiro de 2021

Mutações e variantes do coronavírus

The New York Times forneceu uma excelente explicação sobre como o coronavírus evolui. Conforme o vírus se multiplica, novas mutações surgem à medida que erros são cometidos na replicação do código genético viral. Essas mutações dão origem a novas variantes que se multiplicam e se espalham espontaneamente. Esse artigo fornece um resumo detalhado das variantes importantes que os cientistas conhecem atualmente.

link: https://www.nytimes.com/interactive/2021/health/coronavirus-variant-tracker.html?smid=em-share


  4 de fevereiro de 2021

Infecção por SARS-CoV-2 em pacientes positivos para anticorpos

Este estudo prospectivo avaliando o risco de reinfecção por SARS-CoV-2 foi publicado em pré-impressão em 29 de janeiro de 2021, no servidor MedRxiv. Uma coorte de 3.249 marinheiros recrutas foi acompanhada durante um período de seis semanas. Após uma quarentena de duas semanas e um período de testagem, 3.076 foram negativos em três testes semanais de reação em cadeia da polimerase (PCR) para o vírus SARS-CoV-2. Desses, 225 foram soropositivos para 2 anticorpos separados contra o vírus e o restante foi soronegativo. Esses recrutas foram clinicamente acompanhados durante as seis semanas seguintes e realizaram múltiplos testes de PCR. O estudo descobriu que 19/189 (10,1%) participantes soropositivos apresentaram pelo menos um teste de PCR positivo, enquanto 1.079/2.246 (48%) participantes soronegativos apresentaram resultado positivo. Os autores salientam que o alto risco de infecção nos participantes previamente soronegativos provavelmente se deve às condições de moradia aglomeradas, à necessidade de contato pessoal e à dieta rigorosa durante o treinamento básico. Então, embora os anticorpos induzidos pela infecção inicial sejam amplamente protetores, eles não garantem proteção contra uma infecção subsequente.

link: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.01.26.21250535v1


  3 de fevereiro de 2021

Vacina russa contra a COVID-19 relata eficácia de 91,6% na redução de casos confirmados

Os resultados preliminares do estudo de fase 3 da vacina russa, Gam‑COVID-Vac (chamada Sputnik V), foram publicados no periódico The Lancet em 2 de fevereiro de 2021. Este foi um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, conduzido na Rússia. No outono de 2020, 21.977 adultos foram randomizados para o grupo da vacina (n = 16.501) ou para o grupo placebo (n = 5.476). Os participantes do estudo receberam duas doses da vacina com um intervalo de 21 dias. O desfecho primário do estudo foi a proporção de participantes com COVID‑19, confirmada através de testagem por reação em cadeia da polimerase (PCR), 21 dias após receber a primeira dose (dia da segunda dose). Os resultados mostraram que a vacina tinha uma eficácia de 91,6%. A eficácia observada da vacina foi superior a 87% em todos os subgrupos de idade e sexo. Em especial, a eficácia da vacina foi de 91,8% em participantes com mais de 60 anos de idade. Não foram observados casos (grupo de vacina) e foram observados 20 casos (grupo placebo) de COVID-19 moderada ou grave confirmados pelo menos 21 dias após a primeira dose; portanto, a eficácia da vacina contra a COVID-19 moderada ou grave foi de 100%. A maioria dos efeitos adversos foi leve. Nenhum dos eventos adversos sérios foi considerado relacionado à vacina. Os autores concluíram que essa análise parcial mostrou que a vacina Gam‑COVID-Vac em participantes a partir de 18 anos de idade, na Rússia, era altamente eficaz, capaz de criar uma resposta imunológica substancial e foi bem tolerada.

link: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(21)00234-8/fulltext


  29 de janeiro de 2021

Moderna anuncia estratégia para combater novas variantes virais

The British Medical Journal relatou on‑line, em 26 de janeiro de 2021, que a Moderna anunciou que está desenvolvendo duas novas abordagens para as variantes emergentes da COVID-19. Estudos mostraram uma redução de seis vezes nos anticorpos neutralizantes para a variante sul-africana, levando à preocupação de um possível declínio da imunidade. Embora a vacina atual tenha sido eficaz contra as variantes sul-africanas e do Reino Unido, “por um exagero de cautela”, a Moderna estava explorando duas abordagens diferentes para lidar com essa preocupação. Uma abordagem é analisar se uma terceira dose de reforço da vacina atual aumentaria ainda mais os títulos neutralizantes contra as variantes emergentes. A outra é uma candidata a vacina mRNA de reforço desenvolvida especificamente para a variante sul-africana. A Moderna disse que estava iniciando os estudos de fase 1, nos EUA, para analisar se essa vacina modificada com proteínas específicas para a variante aumentaria o efeito imunológico contra o vírus sul-africano. Um estudo de alguns milhares de participantes para as novas abordagens seria dividido em dois grupos. Um grupo receberia uma terceira dose de reforço da vacina original de duas doses, enquanto um segundo grupo receberia a nova vacina de reforço, mRNA-1273.351.A nova abordagem pode estar pronta até o outono e a autorização da Food and Drug Administration pode ser emitida mais rapidamente do que para os longos estudos de fase I, II e III necessários para uma nova vacina.

link: https://www.bmj.com/content/372/bmj.n232


  27 de janeiro de 2021

A variante da COVID-19 do Reino Unido provavelmente é mais letal

O Scientific Advisory Group for England (SAGE) aconselha os tomadores de decisão governamentais em questões de ciência em momentos de emergência e, no momento, eles se reúnem frequentemente para lidar com a pandemia atual. Em sua reunião em 21 de janeiro de 2021, eles discutiram a variante B.1.1.7 da COVID-19. Essa variante viral, que foi identificada pela primeira vez no Reino Unido em dezembro de 2020, demonstrou ser mais facilmente transmitida e se tornou, rapidamente, a variante dominante em grande parte do Reino Unido. Novos dados sugerem um aumento de 30% a 40% na letalidade com a nova variante. Foi observado um aumento da taxa de mortalidade em todas as faixas etárias. Os estudos e dados utilizados na análise podem ser encontrados na ata da reunião de 21 de janeiro de 2021. Embora os dados sejam preliminares, os consultores concluíram que há uma possibilidade real de aumento no risco de morte em comparação com as outras variantes.

link: https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/955239/NERVTAG_paper_on_variant_of_concern__VOC__B.1.1.7.pdf

 


  18 de dezembro de 2020

Transmissão da COVID-19 entre alunos e funcionários em instituições educacionais na Itália

Foi realizada uma investigação epidemiológica detalhada para determinar a taxa de ataque secundário de casos de COVID-19 que ocorreram em crianças em idade escolar e funcionários em 41 turmas de 36 escolas na província de Reggio Emilia, no norte da Itália, desde sua reabertura em primeiro de setembro até 15 de outubro de 2020. Houve 48 casos índice (43 estudantes, 5 funcionários) entre cerca de 1.000 estudantes e 200 funcionários. Durante as investigações epidemiológicas, 1.200 contatos desses casos índice foram investigados sendo encontrados 38 casos secundários (3,8%), todos resultantes dos casos de estudantes. No entanto, a taxa de ataque secundário variou bastante entre as faixas etárias, com 14 casos na educação elementar e pré-escola apresentando uma taxa de ataque secundário de 0,38%, e 28 casos no ensino fundamental e médio apresentando uma taxa de ataque secundário de 6,46%. A baixa taxa de ataque secundário na educação elementar e pré-escola estava em concordância com outros estudos publicados até o momento. No entanto, o ensino fundamental e o ensino médio apresentaram uma taxa de transmissão significativamente maior do que a relatada em muitos, mas não em todos os estudos anteriores.

link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7730487/


  11 de dezembro de 2020

Como funciona a vacina da Pfizer-BioNTech

Os especialistas do Painel Consultivo de Vacinas da FDA recomendaram que a FDA concedesse a Autorização de Uso Emergencial à vacina da Pfizer-BioNTech contra a COVID-19. O New York Times publicou uma explicação sobre a tecnologia por trás da nova vacina.

link para o anúncio da vacina: https://www.nytimes.com/2020/12/10/health/covid-vaccine-pfizer-fda.html

link para a explicação da vacina: https://www.nytimes.com/interactive/2020/health/pfizer-biontech-covid-19-vaccine.html


  9 de dezembro de 2020

Veja por que as pessoas vacinadas ainda precisam usar uma máscara

Um artigo publicado no New York Times, em 8 de novembro de 2020, apresentou um resumo sobre como as vacinas funcionam para vírus respiratórios, como a COVID-19. As novas vacinas provavelmente impedirão que você fique doente com a COVID-19. Ninguém sabe ainda se elas vão impedir que você espalhe o vírus para outras pessoas, mas essa informação deverá estar chegando.

link: https://www.nytimes.com/2020/12/08/health/covid-vaccine-mask.html?smid=em-share


  8 de dezembro de 2020

A vacina contra a COVID-19 será oferecida aos profissionais de saúde e residentes de instalações de cuidados de longo prazo na fase inicial do programa de vacinação

As recomendações provisórias do Comitê consultivo em práticas de imunização (Advisory Committee on Immunization Practices, ACIP) para a alocação da vacina contra a COVID-19 foram publicadas no Morbidity and Mortality Weekly Report (Relatório semanal de morbidade e mortalidade) do CDC em 3 de dezembro de 2020. O relatório discute as orientações para a fase inicial do programa nacional de vacinação contra a COVID-19. O comitê recomenda que a vacina seja oferecida, na fase inicial, para profissionais de saúde e residentes de instituições de cuidados de longo prazo. O relatório reconhece que, mesmo que uma ou mais vacinas candidatas recebam a autorização de uso emergencial, é esperado que a demanda pela vacina exceda a oferta durante os primeiros meses do programa nacional de vacinação. O comitê observou que os ambientes de saúde em geral, especialmente ambientes de cuidados de longo prazo, podem ser locais de alto risco para exposição e transmissão do SARS-CoV-2. O comitê acredita que a proteção dos profissionais de saúde é fundamental para preservar a capacidade de cuidar de pacientes com COVID-19 ou outras doenças. Residentes de instalações de cuidados de longo prazo, devido à sua idade, altas taxas de comorbidades e situação congregada de moradia, estão em alto risco de infecção e doença grave devido à COVID-19. Isso foi destacado ao relatar que, até 15 de novembro de 2020, aproximadamente 500.000 casos de COVID-19 e 70.000 mortes associadas foram relatados entre residentes de instituições de enfermagem especializadas. 

O grupo de trabalho da COVID-19 era composto por especialistas em vacinas e ética. Eles realizaram mais de 25 reuniões para analisar dados sobre as vacinas candidatas e vigilância e modelagem da COVID-19, bem como a literatura publicada sobre a alocação de vacinas e relatórios externos de especialistas. Além disso, houve sete reuniões públicas do ACIP abordando os tópicos da vacina contra a COVID-19. O comitê foi orientado pelos princípios de maximizar os benefícios, minimizar os danos, promover a justiça e mitigar as desigualdades na saúde. A recomendação provisória pode ser atualizada com base em dados adicionais de segurança e eficácia de estudos clínicos de fase III e condições da autorização de uso emergencial da FDA.

link: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6949e1.htm


  3 de dezembro de 2020

 Delirium é comum em pacientes mais velhos apresentando COVID‑19

Delirium é um estágio agudo de confusão caracterizado por distúrbios de atenção, consciência e cognição. Delirium é conhecido por ser um sintoma de apresentação comum em idosos com doença grave e está associado a resultados adversos, incluindo hospitalização prolongada e morte. Um estudo, publicado no periódico JAMA Network Online em 19 de novembro de 2020, usou uma coorte de 847 pacientes consecutivos a partir de 65 anos de idade, que compareceram ao pronto‑socorro em 7 centros nos EUA e, subsequentemente, receberam o diagnóstico de COVID-19. Notadamente, foi encontrado delirium em 28% dos 847 pacientes e esse foi o principal sintoma apresentado por 16% desses pacientes. De maneira geral, delirium foi o sexto sintoma mais comum de todos os sintomas e sinais apresentados. Além disso, 37% dos pacientes com delirium não apresentavam outros sintomas típicos da COVID-19, como tosse e febre. O delirium na apresentação também estava significativamente associado a um aumento do risco de resultados hospitalares ruins, incluindo permanência na unidade de terapia intensiva e morte. Fatores que contribuíram para se um paciente apresentaria delirium incluíram idade superior a 75 anos, residir em uma comunidade assistida ou em uma instituição de enfermagem especializada, uso prévio de medicamentos psicoativos, deficiência visual ou auditiva, acidente vascular cerebral e doença de Parkinson. Este estudo enfatiza a importância do delirium como um sintoma de apresentação da COVID-19 em pacientes mais velhos.

link: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2773106


  30 de novembro de 2020

 Dedos dos pés da COVID: Uma manifestação da hiperatividade imune induzida por vírus

Durante a pandemia da COVID-19, houve relatos de manchas vermelhas que coçam e doem, inchaço e bolhas nos dedos dos pés e, raramente, nos calcanhares e dedos das mãos. Esse quadro é chamado frieira, mas tem sido chamado de “dedos dos pés da COVID” durante a pandemia. Um relatório no periódico JAMA Dermatology debateu 40 pacientes que apresentaram lesões semelhantes à frieira em uma clínica para COVID em Nice, França, dentro de um período de menos de duas semanas. Essa apresentação foi muito incomum porque a região ao redor de Nice é temperada. As manifestações de lesões semelhantes à frieira corresponderam à disseminação local do SARS-CoV-2. A maioria dos pacientes era jovem e sem problemas médicos adicionais. Os pesquisadores descobriram que todos esses pacientes apresentavam sinais de uma resposta imune hiperativa. É importante observar que todos os pacientes da série apresentaram resultados negativos no teste de PCR para COVID-19 e apenas cerca de 30% apresentavam anticorpos contra o vírus. Vinte e quatro pacientes (60%) relataram contato com possíveis casos de COVID-19 e onze (27,5%) atenderam à definição de possível COVID-19 nas seis semanas anteriores ao início das lesões semelhantes à frieira.

 

O artigo examinou a ligação potencial entre essas lesões de pele e a infecção por SARS-CoV-2. Os pesquisadores observaram uma resposta imunológica significativamente maior em pacientes com lesões semelhantes à frieira em comparação com aqueles com COVID-19 moderada ou grave. Eles acreditam que a resposta imunológica exagerada também pode explicar a taxa relativamente baixa de soropositividade para SARS-CoV-2 em pacientes com lesões semelhantes à frieira, pois esses pacientes foram capazes de eliminar a infecção antes da ocorrência da imunidade humoral. O artigo concluiu que essas lesões são manifestações de uma resposta imunológica exagerada induzida por vírus e sugeriu que elas foram causadas pela infecção por SARS-CoV-2, mas declararam que não houve demonstração de prova definitiva de uma ligação causal entre a COVID-19 e as lesões semelhantes à frieira.

link: https://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/fullarticle/2773121

 


  24 de novembro de 2020

 FDA emite autorização para uso emergencial para o primeiro kit de teste doméstico para COVID-19

A Lucira Health recebeu autorização emergencial da FDA para um kit de autoteste para COVID-19. Esse kit de teste multifuncional destina-se a detectar o vírus SAR-CoV-2 que causa a COVID-19. O teste multifuncional está autorizado para uso domiciliar com receita médica para indivíduos a partir de 14 anos de idade, se seu médico suspeitar de COVID-19. O teste também pode ser usado em consultórios médicos, hospitais, centros de atendimento de urgência e prontos-socorros. Esse teste foi capaz de detectar com precisão 94,1% das infecções em comparação com outros testes de PCR de alta sensibilidade. O teste não foi avaliado em pessoas assintomáticas.

Veja como funciona: Coloque o frasco fornecido na unidade de teste com bateria, realize o swab do nariz (como em outros testes nasais de COVID-19), agite o swab no frasco e, em seguida, tampe o frasco e pressione a tampa até ouvir um clique e a luz “ready” (pronto) começar a piscar. Após a conclusão do teste, os resultados acenderão como positivos ou negativos em cerca de 30 minutos.

link para o comunicado à imprensa: https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/coronavirus-covid-19-update-fda-authorizes-first-covid-19-test-self-testing-home

link: https://www.fda.gov/media/143810/download


  23 de novembro de 2020

 Vacina contra a COVID-19 é importante para combater a pandemia, mas o sucesso depende de quando e como a vacina chegará às pessoas

 Um novo estudo explorou a eficácia de várias vacinas contra a COVID-19 na redução da suscetibilidade a infecções, hospitalizações e mortes. Embora os estudos de vacina tenham relatado altas taxas de eficácia, a eficácia diminuirá quando a vacina for administrada fora das circunstâncias cuidadosamente controladas de um estudo clínico. Pesquisadores descobriram que o sucesso de uma vacina depende não apenas da eficácia da própria vacina, mas também da eficácia da fabricação e distribuição. Outros fatores que influenciarão o sucesso incluem o quanto as pessoas estarão dispostas a receber uma vacina (ou retornar para uma dose de reforço) e como as pessoas continuarão a praticar medidas rotineiras de saúde pública, como lavar as mãos, usar máscara e praticar o distanciamento social.

link: https://www.healthaffairs.org/doi/10.1377/hlthaff.2020.02054


  10 de novembro de 2020

 Uma mutação pode ajudar o vírus SARS-CoV-2 a evadir a resposta imunológica do corpo

Pesquisadores do Centro de Pesquisa Viral (Centre for Viral Research) da Universidade de Glasgow relatam sobre N439K, uma variante do vírus SARS-CoV-2 com uma mutação que permite que ele evada a imunidade mediada por anticorpos enquanto mantém a virulência.

A mutação N439K foi identificada pela primeira vez na Escócia e apareceu subsequentemente em 12 países, incluindo os Estados Unidos, e é a segunda variante mais comumente observada em todo o mundo.

O domínio de ligação ao receptor (receptor binding domain, RBD) é a porção da proteína viral spike que permite que o vírus entre nas células.  A variante de ligação ao receptor com a mutação N439K está associada a uma doença de espectro clínico semelhante e cargas virais discretamente maiores in vivo em comparação com as variantes sem essa mutação. Além disso, a mutação N439K se liga melhor às células humanas e se multiplica um pouco mais rapidamente. Essas características podem ser motivo de preocupação se a versão do vírus SARS-CoV-2 com a mutação N439K se tornar prevalente no mundo.

link: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.11.04.355842v1.full.pdf

 


  2 de novembro de 2020

  Anticorpos monoclonais contra a COVID-19 são promissores no estudo em andamento

Em um comunicado à imprensa em 28 de outubro de 2020, a Regeneron atualizou os resultados do estudo ambulatorial em andamento de seu coquetel de anticorpos monoclonais, REGN-COV2 (uma combinação de dois anticorpos monoclonais). Essa atualização adicionou 524 pacientes aos 275 pacientes inicialmente relatados em um comunicado anterior à imprensa. O ensaio é um estudo randomizado, duplo‑cego, que mede os efeitos da adição de REGN-COV2 vs. placebo ao padrão habitual de tratamento. A Regeneron anunciou que o estudo de fase 2/3 em andamento de seu coquetel de anticorpos monoclonais teve resultados positivos e alcançou o desfecho primário e um desfecho secundário importante. Em especial, REGN-COV2 reduziu significativamente a carga viral e as visitas médicas dos pacientes em uma coorte de pacientes com COVID-19 leve a moderada. A Regeneron compartilhou esses resultados com a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, que está analisando uma solicitação de autorização de uso emergencial para o tratamento com REGN-COV2 em dose baixa de adultos com COVID-19 leve a moderada que apresentem risco alto de resultados ruins.

link para o comunicado à imprensa: https://newsroom.regeneron.com/news-releases/news-release-details/regenerons-covid-19-outpatient-trial-prospectively-demonstrates

 


  27 de outubro de 2020

  Considerações para uma autorização de uso emergencial de vacinas contra a COVID-19

Uma perspectiva, publicada no periódico New England Journal of Medicine em 16 de outubro de 2020, discutiu algumas das questões relacionadas à disponibilização de uma vacina contra a COVID-19 sob uma autorização de uso emergencial. Os autores salientam a necessidade de equilibrar a urgência de ter uma vacina para dar resposta a uma grave emergência de saúde pública versus a necessidade de ter dados suficientes sobre segurança e eficácia. Os autores discutem o raciocínio, que embasa a sua recomendação, de que participantes de estudos clínicos sejam monitorados por dois meses após a administração da vacina, para coletar dados adequados para apoiar uma autorização de uso emergencial. Eles salientam que, embora a maioria dos eventos adversos associados a uma vacina comecem em até seis semanas após a vacinação, as avaliações completas de segurança e eficácia exigem um período de acompanhamento mais longo. Eles alertam que qualquer redução desse período mínimo de acompanhamento comprometeria a credibilidade científica e a confiança do público em relação à decisão de autorizar qualquer vacina para uso sob uma autorização de uso emergencial.

link:https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp2031373


  20 de outubro de 2020

 A probabilidade de gestantes infectadas com SARS-CoV-2 transmitirem o vírus para seus bebês recém-nascidos é baixa

Um estudo publicado on‑line no periódico JAMA Pediatrics em 12 de outubro de 2020 descobriu que a separação de mães positivas para COVID-19 e seus bebês recém-nascidos pode não justificada e que a amamentação direta parece ser segura. Uma análise de coorte retrospectiva dos primeiros 101 neonatos nascidos de 100 mães com infecção perinatal por SARS-CoV-2 em dois grandes hospitais afiliados ao Columbia University Irving Medical Center, entre 13 de março e 24 de abril de 2020, observou que a incidência geral da transmissão foi de 2,0% (IC de 95%: 0,2% a 7,0% – 2 recém‑nascidos) e não houve evidências de infecção clínica na coorte de bebês. Além disso, 55 bebês foram acompanhados durante as primeiras duas semanas de vida em uma nova clínica de acompanhamento de recém‑nascidos com COVID-19, todos os quais permaneceram saudáveis. Segundo o conhecimento do autor, esta foi a maior série de recém‑nascidos de mães positivas ou com suspeita de infecção por SARS‑CoV-2 até o momento. No geral, não houve evidências clínicas de infecção neonatal por COVID-19. O estudo endossa a manutenção das práticas de cuidados ao recém‑nascido baseadas em evidências, como alojamento conjunto da mãe e do bebê, amamentação e adiamento do banho; o estudo também sugere que a separação de mães positivas para SARS-CoV-2 e seus bebês recém-nascidos e evitar a amamentação direta podem não ser justificadas.

link: https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2771636


  19 de outubro de 2020

  Estudo da Organização Mundial da Saúde descobre que remdesivir e outros medicamentos repropostos são ineficazes na COVID-19 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) conduziu recentemente um estudo clínico randomizado, de grande escala, mas não de caráter cego nem controlado por placebo, para avaliar a eficácia de quatro medicamentos antivirais repropostos no tratamento da COVID-19. Os medicamentos antivirais incluíram remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir (combinação de dose fixa com ritonavir) e interferon. O estudo clínico envolveu 11.266 pacientes adultos com COVID-19 internados em 405 hospitais em 30 países. Os pacientes foram randomizados para diferentes grupos de medicamentos e receberam medicamentos do estudo localmente disponíveis ou controle aberto. Neste estudo, 2.750 pacientes receberam remdesivir, 954 receberam hidroxicloroquina, 1.411 receberam lopinavir, 651 receberam interferon e lopinavir, 1.412 receberam apenas interferon e 4.088, o grupo controle, não receberam nenhum medicamento do estudo. O estudo observou que nenhum desses medicamentos reduziu a introdução da ventilação, a mortalidade ou a duração da internação hospitalar em comparação com o grupo controle. Os dados não revisados por pares foram publicados no servidor de pré‑impressão medRxiv pelos investigadores da SOLIDARITY.

link: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.10.15.20209817v1


  15 de outubro de 2020

  Excesso de mortes e efeitos da pandemia da COVID-19 

Um editorial na edição de 12 de outubro de 2020 do periódico Journal of the American Medical Association resumiu e comentou sobre vários relatórios publicados nessa edição do periódico sobre mortalidade, custos econômicos e emocionais da pandemia da COVID‑19 nos Estados Unidos. Entre 1º de março e 1º de agosto de 2020, ocorreram um total de 1.336.561 mortes nos Estados Unidos, um aumento de 20% em relação ao esperado, representando 225.530 mortes em excesso, 67% das quais foram diretamente atribuíveis à COVID-19. As outras mortes em excesso são razoavelmente atribuíveis a outros fatores relacionados à pandemia. A projeção deste período de 5 meses para o restante de 2020 sugere que mais de 400.000 mortes em excesso terão ocorrido este ano, se aproximando do número de mortes nos EUA ocorridos na segunda guerra mundial. Outro artigo chama a atenção para outras consequências da pandemia, sugerindo que, para cada morte, estima-se que nove familiares sejam afetados por luto prolongado ou sintomas de transtorno de estresse pós‑traumático. Outro artigo estima os custos financeiros da pandemia.

link: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2771758


  9 de outubro de 2020

  Os anticorpos contra a COVID-19 presentes em doações de plasma convalescente diminuem em 3 a 4 meses

Um estudo longitudinal realizado em Quebec, Canadá, relatado pela Healio News, e publicado como uma carta no periódico Blood em 1º de outubro de 2020, apresentou informes sobre 15 doadores de plasma convalescente que doaram seu plasma várias vezes. A primeira doação foi feita 33 a 77 dias após o início dos sintomas e a última doação foi feita 66 a 114 dias depois.  Anticorpos contra o domínio de ligação ao receptor (RBD) estavam presentes na primeira doação de todos os doadores, e o nível diminuiu entre a primeira e a última doação de todos os doadores. Os pesquisadores dividiram o momento das doações em quatro intervalos de quartil (33 a 53, 54 a 69, 70 a 84 e 85 a 114 dias). Os níveis de anticorpos permaneceram estáveis entre o primeiro, o segundo e o terceiro quartil com um declínio pequeno, mas não estatisticamente significativo. Já entre o 3º e o 4º quartil, houve uma diminuição acentuada (36,8%; p = 0,0052) nos níveis de anticorpos. Esse achado informa às pessoas que se recuperam da COVID-19 e que desejam doar plasma sanguíneo de que elas não devem esperar muito tempo após se tornarem elegíveis; e informa aos médicos de que eles devem verificar o plasma doado quanto à presença de anticorpos antes de administrar aos pacientes.

links: https://www.healio.com/news/hematology-oncology/20201001/covid19-antibodies-in-convalescent-plasma-donations-wane-by-3-to-4-months?ecp%20=%207e47bd7b-fe8e-4fe6-aa89-4526a98357d5&M_BT=3679670404669

     https://ashpublications.org/blood/article/doi/10.1182/blood.2020008367/463996/Waning-of-SARS-CoV-2-RBD-antibodies-in


  8 de outubro de 2020

  Estudo mostra que contatos de alto risco desempenham um papel importante na transmissão da COVID-19 na Índia

Em um dos maiores estudos sobre a transmissão da COVID-19 até o momento, os esforços de rastreamento de contatos alcançaram 3.084.885 indivíduos expostos a 84.965 pacientes com teste positivo para o coronavírus em dois estados da Índia. Os pesquisadores analisaram 575.071 contatos que tinham dados epidemiológicos individuais, bem como resultados de testes laboratoriais disponíveis. O estudo foi publicado no periódico Science em 30 de setembro de 2020. Pesquisadores do Instituto Ambiental de Princeton (Princeton Environmental Institute), da Universidade John Hopkins e da Universidade da Califórnia em Berkeley colaboraram com autoridades de saúde pública nos estados de Tamil Nadu e Andra Pradesh, no sudeste da Índia. Os dados mostraram que pacientes infectados entraram em contato com cerca de sete pessoas, em média, e que 71% dos pacientes positivos não infectaram nenhum contato. No caso de contatos de alto risco (que tiveram contato social próximo ou contato físico direto com casos indexados sem medidas de proteção), a taxa de transmissão (de um caso indexado para um contato exposto) foi de cerca de 10,7%. No caso de contatos de baixo risco (proximidade com casos indexados, mas que não atendiam a esses critérios de exposição de alto risco), a taxa de transmissão foi de cerca de 4,7%. No estudo, crianças e jovens adultos representaram os principais fatores demográficos para a disseminação do vírus e, na maioria das vezes, eles transmitiram o vírus para alguém da sua idade. Esses fatores demográficos são potencialmente mais importantes na transmissão do vírus do que foi identificado em estudos anteriores. O estudo destaca o papel da transmissão por contatos de alto risco.

link: https://science.sciencemag.org/content/early/2020/09/29/science.abd7672


  2 de outubro de 2020

  Anormalidades imunológicas podem explicar por que alguns pacientes saudáveis desenvolvem COVID-19 grave

Dois estudos publicados recentemente no periódico Science lançam alguma luz sobre o porquê de as pessoas poderemdesenvolver COVID-19 grave. O que os pesquisadores descobriram é que alguns pacientes possuem anticorpos contra proteínas do interferon e outros apresentam erros inatos ou mutações genéticas que impedem a produção e a função do interferon. Na busca por anticorpos contra interferon em pacientes com pneumonia grave por COVID-19, eles descobriram que, dentre os 987 pacientes com COVID-19 grave que eles testaram, 101 dos pacientes tinham autoanticorpos neutralizantes contra interferon tipo 1.Comparativamente, em 663 pessoas que desenvolveram COVID-19 assintomática ou leve, nenhuma tinha anticorpos contra interferon. Os pesquisadores também observaram que pacientes com mais de 65 anos de idade tinham maior probabilidade de desenvolver anticorpos contra interferon. Interferons são um conjunto de 17 proteínas cruciais que protegem as células do corpo contra vírus.Pessoas que não possuem interferons tipo I não conseguem desenvolver uma resposta imunológica eficaz. Os pesquisadores já mostraram anteriormente que um número significativo de pacientes com COVID-19 grave tinha uma variante genética rara em 13 genes críticos para a defesa imunológica do corpo contra a influenza e, neste estudo, eles encontraram mutações semelhantes em (3,5%) 23 dentre 659 pacientes com pneumonia grave por COVID-19. Esse achado pode fornecer um melhor entendimento do motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem uma doença grave, enquanto outras não. Os participantes que desenvolveram pneumonia grave por COVID-19 apresentavam a ausência completa de um gene funcional e não produziram nenhum interferon tipo I detectável em resposta à infecção por SARS-CoV-2. Em geral, erros inatos e anomalias imunológicas que resultam na ausência de interferons tipo 1 podem desempenhar um papel em até 14% dos casos mais sérios de infecção por COVID-19. Essas duas publicações destacam o papel crucial dos interferons tipo I na imunidade protetora contra o SARS-CoV-2.

links: https://science.sciencemag.org/content/early/2020/09/23/science.abd4585

         https://science.sciencemag.org/content/early/2020/09/28/science.abd4570


  23 de setembro de 2020

 Respostas imunes diferentes à infecção por SARS-CoV-2 em pacientes pediátricos e adultos hospitalizados

Um estudo realizado no Albert Einstein College of Medicine Children's Hospital Montefiore e na Universidade de Yale comparou as respostas imunes de pacientes adultos e mais jovens com COVID-19 na tentativa de estudar por que as crianças normalmente têm uma doença mais leve do que os adultos. O estudo comparou respostas imunes celulares, humorais e de citocinas em participantes jovens (idade <24 anos, n = 65) e adultos (n = 60) com COVID-19. Como esperado, o estudo concluiu que as crianças tinham um desempenho clinicamente muito melhor do que os adultos.

Os dados também mostraram que pacientes mais jovens exibiram imunidade inata mais robusta do que adultos, conforme demonstrado por níveis mais elevados da citocina interleucina‑17 (IL‑17), que está associada ao sistema imune inato. Por outro lado, adultos tiveram uma resposta de células T mais robusta à proteína spike viral, apresentaram títulos de anticorpos neutralizantes séricos mais elevados e apresentaram fagocitose celular dependente de anticorpos mais robusta em comparação com pacientes mais jovens. Os pesquisadores também observaram que os níveis de anticorpos neutralizantes eram mais elevados em pacientes adultos com COVID-19 que morreram ou necessitaram de ventilação mecânica do que naqueles que se recuperaram, e significativamente mais elevados do que os níveis detectados em pacientes mais jovens.

Esses achados sugerem que talvez a resposta inata mais robusta dos jovens ajude a protegê-los contra o desenvolvimento de uma doença grave e, muitas vezes, contra resultados fatais; e, como corolário, aumentar a resposta das células T e dos anticorpos, particularmente no final da evolução da doença, pode não ser útil.

link: https://stm.sciencemag.org/content/early/2020/09/21/scitranslmed.abd5487


  16 de setembro de 2020

  Avaliando o risco de participar de um evento durante a pandemia

Em meio à pandemia, conhecer o risco de encontrar um paciente positivo para COVID-19 enquanto participa de um evento seria uma informação importante para decidir se deve ou não participar desse evento. À medida que muitas partes do país começam a abrir, é muito importante ser capaz de estimar os riscos envolvidos na retomada de atividades não essenciais. Existe uma ferramenta, a COVID-19 Event Risk Assessment Planning Tool (Ferramenta de avaliação do risco de COVID-19 em eventos), desenvolvida pela Georgia Tech, que incorpora dados da contagem de casos pelo The New York Times e pelo painel Covidtracking.com e é atualizada diariamente. Este mapa interativo mostrará, até o nível de município, qual a probabilidade de você encontrar alguém com COVID-19 em um evento de determinado tamanho. A ferramenta expressa o nível de risco percentual de haver, pelo menos, uma pessoa com COVID-19 presente em um evento em um determinado município com base no tamanho do encontro. A calculadora pressupõe que todas as pessoas que participam de um evento têm a mesma probabilidade de estarem infectadas que qualquer outra pessoa em uma determinada área. A calculadora pode ser ajustada para viés de averiguação, que leva em conta um múltiplo de quantos casos a mais existem do que estão sendo relatados. Com base nessas suposições, os resultados do cálculo podem ser considerados como uma aproximação. Por exemplo, se você fosse participar de um casamento no município de Los Angeles com a presença de 100 pessoas, usando um viés de averiguação de 10, existe uma chance de 74% de que, pelo menos, uma pessoa estaria infectada com COVID-19. O risco seria de 61% na Filadélfia, mas menos de 1% no município de Wetzel, na Virgínia Ocidental.

 

link:https://covid19risk.biosci.gatech.edu/


  15 de setembro de 2020

  Estudo questiona a responsabilidade da “tempestade de citocinas” pelos resultados graves na COVID-19

Novas pesquisas sugerem que a gravidade da doença em pacientes com COVID-19 pode não ser decorrente da tempestade de citocinas. A tempestade de citocinas é uma reação imunológica na qual as citocinas, que são uma parte normal da resposta imune do corpo, são liberadas em números tão altos que o corpo tem uma reação exagerada. Em um estudo publicado no periódico JAMA, pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Radboud (Radboud University Medical Center) nos Países Baixos mediram a concentração de três citocinas no sangue de pacientes admitidos na unidade de terapia intensiva com

  • COVID-19 e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA)
  • Choque séptico bacteriano (com ou sem SARA)
  • Parada cardíaca ou trauma grave

Pacientes que já tiveram distúrbios que causaram imunodeficiências ou precisaram tomar medicamentos para suprimir o sistema imunológico não foram incluídos neste estudo.

Os pesquisadores descobriram que o nível de todas as três citocinas era significativamente menor nos pacientes com COVID-19 do que em pacientes com choque séptico bacteriano e SARA. As concentrações de citocinas em pacientes com COVID-19 eram semelhantes às de pacientes na UTI com trauma ou parada cardíaca. Os resultados deste estudo mostraram que a COVID-19 não é caracterizada pela tempestade de citocinas, desafiando relatórios e suposições anteriores de que a tempestade de citocinas teria um papel importante nos resultados mais graves de pacientes com COVID-19. Se as terapias anticitocinas beneficiarão pacientes com COVID-19 ainda precisa ser determinado.

link: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2770484?guestAccessKey=ca659b2f-6a60-4204-8ef6-f89f746f0693&utm_source=twitter&utm_medium=social_jama&utm_term=3649792285&utm_campaign=article_alert&linkId=98774464


  8 de setembro de 2020

  Corticosteroides sistêmicos e mortalidade em pacientes criticamente doentes com COVID-19 

Os corticosteroides claramente apresentam redução da mortalidade em pacientes criticamente doentes com COVID-19. Estes são os achados de uma metanálise de sete estudos prospectivos e randomizados, incluindo 1.703 pacientes, publicada no periódico JAMA em 2 de setembro de 2020. A metanálise foi baseada em um número relativamente grande de pacientes criticamente doentes com COVID-19 de locais geograficamente diversos. Dos 1.703 pacientes no estudo, 647 morreram até o 28º dia após a randomização. A taxa de mortalidade em pacientes recebendo tratamento padrão foi de 40%; essa taxa caiu para 32% naqueles tratados com corticoesteroides. Essa foi uma diferença estatisticamente altamente significativa (p < 0,001). Esse achado foi verdadeiro para pacientes que precisavam de ventilação mecânica, bem como para aqueles que precisavam de oxigênio suplementar, mas não de um ventilador. A metanálise também revelou uma pequena diferença em eventos adversos sérios em pacientes que receberam corticosteroides versus aqueles que não receberam. Baseado no benefício claro que os corticosteroides demonstraram em pacientes criticamente doentes, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma orientação atualizada recomendando o uso de corticosteroides sistêmicospara o tratamento de pacientes graves e críticos com COVID‑19.

link para o estudo: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2770279

link para a OMS: https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/who-updates-clinical-care-guidance-with-corticosteroid-recommendations


  28 de agosto de 2020

  A nova vacina intranasal contra a COVID-19 provoca resposta imunológica forte e disseminada e previne a infecção em camundongos

A Faculdade de Medicina da Universidade de Washington anunciou o desenvolvimento de uma nova vacina contra a COVID-19. Diferentemente de outras vacinas em desenvolvimento contra a COVID‑19, essa vacina é administrada por via intranasal. Os camundongos que receberam essa vacina desenvolveram uma resposta imunológica forte, particularmente no revestimento do nariz e do trato respiratório superior. O autor sênior do artigo, Dr. Michael S. Diamond, PhD, disse que “esses camundongos estavam bem protegidos contra a doença e, em alguns dos camundongos, vimos evidências de imunidade esterilizante, onde não há sinal de infecção após o camundongo ser desafiado com o vírus.” Como vetor, a vacina usa um adenovírus tornado inofensivo e no qual foi inserida a proteína spike do coronavírus. A nova vacina também incorpora duas mutações na proteína spike. Essas mutações estabilizam a proteína em um formato específico que é mais condutivo para a formação de anticorpos contra ela. Comparando a administração nasal à injeção intramuscular, os pesquisadores descobriram que a administração intranasal preveniu a infecção nos tratos respiratórios superior e inferior. Embora a injeção intramuscular tenha induzido uma resposta imunológica que preveniu a pneumonia, ela não preveniu a infecção no nariz ou nos pulmões. Um achado promissor foi que uma dose intranasal única produziu uma resposta imunológica tão robusta que uma segunda dose pode não ser necessária. Em breve, os pesquisadores começarão a estudar a vacina intranasal em primatas não humanos e planejam iniciar estudos clínicos em humanos o mais rápido possível. Este estudo foi publicado on-line no periódico Cell em 19 de agosto de 2020.

link para comunicado à imprensa: https://medicine.wustl.edu/news/nasal-vaccine-against-covid-19-prevents-infection-in-mice/

 

link para o estudo: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0092867420310680
                                                            


  19 de agosto de 2020

  O momento de surgimento dos sintomas pode ajudar a diferenciar a COVID-19 de outras doenças respiratórias

Pesquisadores do USC Michelson Center for Convergent Bioscience analisaram milhares de casos de COVID-19 e descobriram a ordem mais provável dos sintomas da COVID-19. De acordo com o estudo publicado no periódico médico Frontier Public Health, a ordem mais provável dos sintomas é a seguinte: febre, seguida por tosse, seguida por dor muscular, seguida por náusea e vômito e, depois, diarreia. Os pesquisadores analisaram conjuntos de dados de mais de 55.000 casos de COVID‑19 na China, que foram coletados em meados de fevereiro pela Organização Mundial da Saúde, bem como dados de quase 1.100 casos de 11 de dezembro a 29 de janeiro coletados pelo China Medical Treatment Expert Group. Comparando a progressão dos sintomas em pacientes com COVID‑19 com a progressão observada na gripe, SARS (síndrome respiratória aguda grave) e MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), os pesquisadores descobriram que a ordem apresentada dos sintomas pode ajudar a diferenciar a COVID-19 das outras doenças respiratórias. A COVID‑19 é mais provavelmente primeiramente anunciada com febre e, depois, tosse, ao contrário da gripe, cujo primeiro sintoma mais provável é a tosse, seguida de febre. Na COVID-19, os sintomas do trato gastrointestinal superior de náusea e vômito provavelmente precedem a diarreia, o que a diferencia da SARS e MERS, em que a diarreia provavelmente precede a náusea e o vômito. A análise também sugeriu que, se a diarreia for um sintoma de apresentação da COVID-19, o paciente pode apresentar um caso mais grave. Essas informações podem ser úteis para os profissionais de saúde para ajudar a distinguir os pacientes com COVID-19 de outros. Os pacientes que são instruídos sobre a progressão dos sintomas da COVID-19 podem buscar cuidados médicos mais cedo do que fariam de outra forma e iniciar a quarentena antes para evitar a disseminação da doença.

link: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpubh.2020.00473/full#SM1


  10 de agosto de 2020

  O número de casos de câncer de recém-identificados diminuiu em 46,4% durante a pandemia

Em uma carta de pesquisa publicada na rede JAMA em 4 de agosto de 2020, a análise do número de novos diagnósticos de câncer diminuiu em 46,4% durante o período de pandemia de 1.º de março a 18 de abril de 2020, em comparação aos dados históricos basais. O estudo incluiu pacientes nos EUA que foram testados por qualquer causa pela Quest Diagnostics, no qual o médico solicitante atribuiu um código CID-10 associado a qualquer um dos seis tipos comuns de câncer (mama, colorretal, pulmonar, pancreático, gástrico e esofágico). A maior parte da redução nos novos diagnósticos de câncer foi de cânceres de mama e colorretais, cujos diagnósticos são mais frequentemente feitos por triagem. Os resultados espelham os achados de outros países, que também observaram um declínio de até 40% na incidência semanal de câncer e um declínio de 75% em encaminhamentos por suspeita de câncer, desde a implementação das restrições devido à COVID-19. A carta chama atenção para o fato de que o câncer não pausa e que o atraso no diagnóstico provavelmente levará à apresentação dos cânceres em estágios mais avançados, possivelmente com resultados clínicos mais reservados. O artigo faz referência a um estudo que sugeriu um potencial aumento de 33.890 mortes em excesso por câncer nos Estados Unidos e pede por um planejamento urgente para abordar as consequências dos diagnósticos tardios.

link: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2768946


  4 de agosto de 2020

  A exposição prévia aos coronavírus que causam o resfriado comum pode afetar a gravidade dos sintomas do SARS-CoV-2

Um artigo on-line do periódico Science Magazine em 29 de julho de 2020, fez um relatório sobre um estudo publicado como uma pré-impressão no periódico Nature mostrando que indivíduos saudáveis possuíam células imunológicas capazes de reconhecer o novo coronavírus SARS-CoV-2. Os pesquisadores sugeriram que essa reatividade cruzada seria devido à exposição prévia a coronavírus do “resfriado comum” e poderia desempenhar um papel no espectro da gravidade dos sintomas na pandemia. Células T auxiliares de indivíduos saudáveis sem exposição conhecida à COVID-19 foram expostas a fragmentos da espícula proteica do SARS-CoV-2. Em 35% dos indivíduos saudáveis, as células T auxiliares de memória foram capazes de reconhecer os fragmentos do SARS-CoV-2. O artigo discute informações gerais sobre a resposta imunológica do corpo, implicações dos resultados do estudo, e futuros planos dos pesquisadores para estudar com mais detalhes como uma gama de fatores imunológicos se correlaciona com os sintomas.

link para Science Magazinehttps://scienmag.com/could-prior-exposure-to-common-cold-viruses-affect-the-severity-of-sars-cov-2-symptoms/

link para Naturehttps://www.nature.com/articles/s41586-020-2598-9


  30 de julho de 2020

  Decaimento rápido de anticorpos anti-SARS-CoV-2

Em uma correspondência publicada no periódico The New England Journal of Medicine, pesquisadores da David Geffen School of Medicine da Universidade da Califórnia fizeram um relatório sobre um pequeno estudo realizado em 31 participantes que se recuperaram de casos leves de COVID-19 e tiveram seus níveis de anticorpos contra o vírus SARS CoV-2 quantificados. As medições mostraram um rápido decaimento dos anticorpos anti-SARS-CoV-2. Os autores observaram que um estudo recente sugeriu um rápido decaimento desses anticorpos, mas a velocidade não foi detalhada. No estudo atual, o primeiro nível de anticorpos foi obtido 37 dias após o início dos sintomas (intervalo, 18 a 65) e a última medição foi obtida 86 dias após o início dos sintomas (intervalo, 44 a 119). A redução média no nível de anticorpos sugeriu uma meia-vida de aproximadamente 36 dias durante o período de observação. Os autores concluíram que o decaimento precoce dos anticorpos após exposições virais agudas levanta a preocupação de que a imunidade humoral contra o SARS-CoV-2 pode não ser duradoura em pessoas com doença leve. Eles levantaram preocupações com relação a passaportes de imunidade baseados em anticorpos, imunidade de rebanho e talvez com relação à durabilidade da vacina, tendo em vista seus achados e o que já se sabe sobre coronavírus humanos comuns.

link:https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc2025179


  29 de julho de 2020

  A FDA adverte consumidores e profissionais de saúde a não usar certos desinfetantes para as mãos à base de álcool

Em um comunicado à imprensa, em 27 de julho de 2020, a Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) reiterou seu alerta para não se usar certos desinfetantes para as mãos contendo metanol. Tem havido um número crescente de eventos adversos, incluindo cegueira, efeitos cardíacos, efeitos no sistema nervoso central, além de hospitalizações e mortes. A notícia também relatou os mais recentes esforços para a aplicação das determinações da FDA, de modo a impedir que certos desinfetantes para as mãos entrem no país. A FDA enfatiza que os consumidores devem estar vigilantes sobre quais desinfetantes para as mãos usam e insistem que os consumidores parem de usar, imediatamente, todos os desinfetantes para as mãos na lista da FDA de produtos desinfetantes perigosos. Metanol, comumente conhecido como álcool de madeira, é uma substância perigosa. A exposição pode resultar em náusea, vômito, dor de cabeça, visão turva, cegueira permanente, convulsões, coma, dano permanente ao sistema nervoso ou morte. As pessoas que usam esses produtos em suas mãos correm risco de envenenamento por metanol; no entanto, crianças pequenas que ingerem esses produtos ou adolescentes e adultos que bebem esses produtos como substitutos de álcool correm um risco muito maior.

link: https://www.fda.gov/drugs/drug-safety-and-availability/fda-updates-hand-sanitizers-methanol#products


  23 de julho de 2020

  Defendendo a transmissão do SARS-CoV-2 por aerossol

Defendendo que o SARS-CoV-2 pode ser transmitido por aerossol, Kimberly Prather, Diretora da Atmospheric Chemistry no Instituto Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia, em San Diego, e colegas escreveram um artigo publicado no periódico Science explicando a ciência e o raciocínio por trás da transmissão por aerossol, que pode ocorrer e ocorre de fato. Dra. Prather comenta que, considerando o pouco que se sabe sobre a produção e o comportamento de gotículas respiratórias infecciosas transmitidas pelo ar, é difícil definir uma distância segura para o distanciamento social. Ela afirma que supondo que os vírions SARS-CoV-2 (a forma completa e infecciosa de um vírus) estão contidos em aerossóis submicron, como é o caso dos vírus da gripe, uma boa comparação é a fumaça de cigarro exalada, que também contém partículas submicron e provavelmente seguirá padrões de fluxo e de diluição comparáveis. “A distância de um fumante na qual se cheira a fumaça do cigarro indica a distância naqueles ambientes na qual é possível inalar aerossóis infecciosos.” Ela acredita que as máscaras são eficazes e que é importante usar uma máscara adequadamente encaixada em ambientes internos, mesmo observando a distância de 2 metros. 

link: https://science.sciencemag.org/content/368/6498/1422


  20 de julho de 2020

  Transmissão do SARS-CoV-2: Um resumo da Organização Mundial da Saúde

A Organização Mundial da Saúde publicou um resumo científico em 9 de julho de 2020, atualizando o conhecimento atual sobre a transmissão da COVID-19. O resumo foi realizado pela Organização Mundial da Saúde e seus parceiros para consolidar informações de análises e publicações em revistas revisadas por pares e em manuscritos não revisados por pares em servidores de pré‑impressão. O documento discute os diferentes modos nos quais o vírus pode ser transmitido e quando pessoas infectadas com SARS-CoV-2 podem infectar outras pessoas. O resumo também explora a questão de se ocorre transmissão de pacientes assintomáticos ou pré‑sintomáticos. O resumo da Organização Mundial da Saúde destaca que entender como a infecção é disseminada e quando e em que condições o vírus é transmitido tem importantes implicações para as estratégias de prevenção da doença.

link:https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/transmission-of-sars-cov-2-implications-for-infection-prevention-precautions


  17 de julho de 2020

  Transmissão materno-fetal da infecção pelo SARS-CoV-2

Foram descritos alguns casos de transmissão da infecção pelo SARS‑CoV‑2 para um recém‑nascido, mas não está claro se a infecção foi transmitida antes ou durante o parto ou se foi causada pela exposição ambiental após o nascimento. Na edição de 14 de julho de 2020, do Nature Communications, pesquisadores compartilharam o relatório de um recém‑nascido que foi infectado pelo vírus SARS‑CoV‑2 através da placenta. Os médicos examinaram a placenta e confirmaram que o tecido continha altos níveis do vírus SARS‑CoV‑2. O recém-nascido apresentava sintomas de lesão cerebral semelhantes aos dos pacientes mais idosos com COVID‑19.

link: https://www.nature.com/articles/s41467-020-17436-6


  15 de julho de 2020

  Um estudo italiano constatou que 81,9% dos indivíduos com até 20 anos de idade não apresentam sintomas após a infecção pelo coronavírus

Estimativas específicas para a idade sobre a probabilidade de desenvolver sintomas após infecção pelo SARS‑CoV‑2 são escassas. Estratégias para controlar a disseminação da infecção que dependem do teste de contatos próximos de indivíduos com a infecção e do isolamento daqueles que testarem positivo são prejudicadas por infecções assintomáticas, que passam facilmente despercebidas pelas equipes de vigilância. De relevância particular é a transmissão da infecção por crianças, visto ser muito menos provável que apresentem sintomas. Em um estudo realizado na região da Lombardia, Itália, foram feitas observações clínicas dos contatos próximos de 64.252 pessoas com infecção por SARS-CoV-2 confirmada pelo laboratório. No estudo, foi identificado um grupo de 3.420 indivíduos infectados e todos os contatos próximos foram testados para COVID-19, fosse por esfregaços nasais ou testes sorológicos, gerando um tamanho geral da amostra de 5.484 contatos próximos. Dentre os 5.484 contatos próximos selecionados, 51,5% ou 2.824 testaram positivo. Das 2.824 infecções confirmadas por SARS-CoV-2, 876 ou 31% foram sintomáticas. Casos sintomáticos foram definidos como apresentando sintomas do trato respiratório superior ou inferior (p. ex., tosse, falta de ar) ou febre ≥ 37,5 °C. Os dados foram estratificados por idade e os pesquisadores constataram que a probabilidade de desenvolver sintomas aumentou com a idade:

  • Idade <20 anos: 18,1% desenvolveram sintomas
  • Idade 20 a 39 anos: 22,4% desenvolveram sintomas
  • Idade 40 a 59 anos: 30,5% desenvolveram sintomas
  • Idade 60 a 79 anos: 35,5% desenvolveram sintomas
  • Idade >80 anos: 64,6% desenvolveram sintomas

Os autores observaram que a contribuição de infecções assintomáticas para a transmissão do SARS-CoV-2 é mal quantificada e que as estimativas da proporção de infecções assintomáticas pelo SARS‑CoV‑2 variam de 17% a 87%, dependendo de quais sintomas foram incluídos na definição e de quando foram verificados. Este estudo mostra que a probabilidade de apresentar sintomas de infecção pelo SARS-Cov-2 aumenta com a idade. Este estudo representa uma informação útil que pode nos levar a entender melhor o papel das crianças e adultos jovens na epidemiologia da COVID‑19.  Este estudo preliminar ainda não aparece em um periódico revisado por pares, mas seus autores disponibilizaram seus achados on‑line, na plataforma de pré‑impressão arXiv.

link: https://arxiv.org/ftp/arxiv/papers/2006/2006.08471.pdf


  14 de julho de 2020

  Uma grande proporção de pacientes com COVID-19 apresentou sintomas persistentes depois de se recuperar da infecção aguda

Um estudo realizado por pesquisadores italianos e publicado no periódico Journal of the American Medical Association descobriu que um grande número de pacientes com COVID-19 apresentava sintomas persistentes. O estudo incluiu 143 pacientes que receberam alta hospitalar após recuperação da COVID-19. Todos os pacientes atenderam aos critérios para descontinuação da quarentena (sem febre por 3 dias consecutivos, melhora de outros sintomas e 2 testes com resultado negativo para COVID-19, com intervalo de 24 horas). Os pacientes foram incluídos no estudo em média 36 dias após a alta e tinham outro teste PCR negativo para COVID-19 no momento da inclusão. A maioria dos pacientes relatou fadiga e falta de ar como sintomas persistentes. No momento da avaliação, apenas 12,6% estavam completamente livres de quaisquer sintomas relacionados à COVID-19, enquanto 30% tinham um ou dois sintomas e 55% tinham três ou mais sintomas. Nenhum dos pacientes apresentava febre ou sinais de doença aguda. Foi observada pior qualidade de vida em 44,1% dos pacientes. Uma alta proporção de indivíduos relatou fadiga (53,1%), dispneia (43,4%), dor articular (27,3%) e dor torácica (21,7%). Os pesquisadores salientam que, embora muita atenção tenha sido focada na fase aguda da COVID-19, é necessário o monitoramento contínuo dos efeitos de longa duração após a alta. Os autores comentaram que o estudo tem limitações, incluindo o fato de ser um estudo unicêntrico e de não haver dados disponíveis sobre os sintomas dos pacientes antes da infecção. Além disso, não havia grupo controle para comparação.

link:https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2768351                                                                                                                


  2 de julho de 2020

 Os CDC dizem que gestantes correm maior risco de desenvolver COVID‑19 grave

De acordo com um novo relatório publicado on-line no Morbity and Mortality Weekly Report (MMWR) em 26 de junho de 2020, gestantes podem correr um risco aumentado de desenvolver COVID‑19 grave. No caso de mulheres em idade reprodutiva (15 a 44 anos) que foram infectadas pelo SARS-CoV-2 (o vírus que causa a COVID‑19), a gestação foi associada a uma maior probabilidade de hospitalização, de admissão na unidade de terapia intensiva e de necessidade de ventilação mecânica. No entanto, a gestação não foi associada a um aumento no risco de morte. Até 7 de junho, os CDC receberam o relato de 8.207 casos de gestantes com resultado positivo para COVID‑19. Essas mulheres foram comparadas a 83.205 mulheres em idade reprodutiva com resultado positivo para COVID-19 e que se sabia não estarem grávidas. Houve uma proporção substancialmente maior de internações hospitalares entre gestantes (31,5%) em comparação a não gestantes (5,8%). Admissões na UTI foram relatadas para 1,5% das gestantes em comparação a 0,9% das suas contrapartes não gestantes e a ventilação mecânica foi necessária para 0,5% das gestantes em comparação a 0,3% de suas contrapartes não gestantes. Mulheres hispânicas e afro‑americanas parecem mais propensas a serem infectadas pelo SARS‑CoV‑2 durante a gravidez. Os autores ressaltam que, durante a gravidez, as mulheres apresentam alterações fisiológicas e imunológicas que poderiam aumentar o risco de doenças mais graves resultantes de infecções respiratórias. Embora o estudo tenha várias limitações, os autores deste relatório dos CDC declaram que “…mulheres grávidas devem estar cientes do potencial risco de apresentarem a COVID-19 grave. Gestantes e suas famílias devem adotar medidas para assegurar sua saúde e prevenir a disseminação da infecção pelo SARS-CoV-2. Ações específicas que gestantes podem tomar incluem não faltar às consultas pré‑natais, limitar as interações com outras pessoas o máximo possível, tomar precauções para evitar serem infectadas pela COVID‑19 ao interagir com outros, ter um suprimento de medicamentos de, pelo menos, 30 dias e conversar com seu médico sobre como se manter saudável durante a pandemia da COVID‑19. Para reduzir os resultados graves da COVID‑19 em gestantes, as medidas para prevenir a infecção pelo SARS‑CoV‑2 devem ser enfatizadas, e deve-se lidar com possíveis barreiras à capacidade de aderir a essas medidas”.

link: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6925a1.htm?s_cid=mm6925a1_w


  29 de junho de 2020

 A redução nas emissões diárias de CO2 durante o confinamento da COVID-19

De acordo com um estudo publicado em 17 de maio de 2020 no periódico Nature Climate Change, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) liberada diariamente pela atividade humana caiu em até 17% no pico da crise do coronavírus no início de abril. As políticas governamentais de confinamento (quarentena ou ficar em casa) para reduzir a transmissão do vírus durante a pandemia da COVID-19 alteraram drasticamente os padrões de demanda de energia em todo o mundo. As emissões diárias caíram temporariamente para níveis vistos pela última vez em 2006. A análise foi realizada por uma equipe internacional de pesquisadores que trabalham no Projeto Global de Carbono (Global Carbon Project) da Future Earth, uma iniciativa para rastrear os impactos dos gases de efeito estufa gerados pelo homem no planeta. O declínio de 17% nas emissões de CO2 ocorreu no início de abril quando as medidas de confinamento em todo o mundo estavam no pico. O impacto geral sobre as emissões anuais de 2020 dependerá da duração do confinamento, com uma estimativa baixa de redução de cerca de 4% se as condições antes da pandemia retornarem até junho e uma estimativa alta de uma diminuição de cerca de 7% se algumas restrições permanecerem em todo o mundo até o final de 2020. Os autores indicam que a redução anual das emissões de CO2 entre 4,2% e 7,5% é comparável à taxa de redução anual necessária durante a próxima década para limitar a mudança climática para 1,5°C, destacando o desafio enfrentado para limitar a mudança climática em conformidade com o acordo climático de Paris.

link: https://www.nature.com/articles/s41558-020-0797-x


  23 de junho de 2020

 O tipo sanguíneo está associado à gravidade da COVID-19

Um estudo publicado no periódico New England Journal of Medicine em 17 de junho de 2020 apresentou um relatório sobre uma análise genética feita em amostras de mais de 1.900 pacientes gravemente enfermos na Espanha e Itália, apresentando insuficiência respiratória causada pela COVID-19. Esses pacientes gravemente doentes foram comparados a mais de 2.000 pacientes saudáveis, alguns dos quais podem ter tido COVID-19, mas apresentavam apenas sintomas leves ou nenhum sintoma. Estudos anteriores sugeriram que o tipo sanguíneo de uma pessoa poderia influenciar a suscetibilidade à COVID-19. Os pesquisadores identificaram a localização de um gene que era comum em muitos pacientes com insuficiência respiratória causada pela COVID-19. Este gene também coincide com um gene que controla o tipo sanguíneo. Estudos adicionais descobriram que pessoas com sangue tipo A apresentavam um risco significativamente maior de desenvolver insuficiência respiratória como resultado da COVID-19 em comparação a pessoas com outros tipos sanguíneos. O sangue tipo O era protetor. Os achados não indicam como os tipos sanguíneos estão relacionados à insuficiência respiratória em pacientes com COVID-19, mas os achados fornecem aos médicos informações adicionais para indicar quais pacientes podem correr maior risco de desenvolver COVID-19 grave.

link: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2020283?query=featured_coronavirus#article_references


 

  18 de junho de 2020

 As comorbidades aumentam a morte por um fator de 12 nos casos de COVID-19

A publicação precoce da edição de 15 de junho do Morbidity and Mortality Weekly Report (Relatório semanal de morbidade e mortalidade), dos Centros de Controle de Doenças dos EUA, descreve as características demográficas, as condições de saúde subjacentes, os sintomas e os resultados em 1.320.488 casos de COVID-19 confirmados por laboratório em 30 de maio de 2020. No geral, 184.673 (14%) pacientes foram hospitalizados, 29.837 (2%) foram internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e 71.116 (5%) morreram. Dentre 287.320 (22%) casos com dados sobre condições de saúde subjacentes individuais, as condições de saúde subjacentes mais comuns foram: doença cardiovascular 32%, diabetes 30% e doença pulmonar crônica 18%. As hospitalizações foram seis vezes mais frequentes e as mortes 12 vezes mais frequentes naqueles pacientes com quadros clínicos subjacentes relatados em comparação àqueles que não relataram quadros clínicos subjacentes. Os CDC consideram que os achados destacam a necessidade de estratégias continuadas de mitigação da transmissão comunitária, especialmente no caso das populações vulneráveis.

link: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6924e2.htm?s_cid=mm6924e2_e&deliveryName=USCDC_921-DM30615

 
                                                                                          

 

  17 de junho de 2020

 A dexametasona reduziu as mortes de pacientes com COVID-19 grave 

Um comunicado à imprensa da Universidade de Oxford, datado de 16 de junho de 2020, relatou resultados positivos de um estudo clínico de 6.425 pacientes com COVID-19 grave. Os pacientes foram randomizados para receber dexametasona 6 mg uma vez ao dia por via oral ou injeção intravenosa por 10 dias (n = 2.104) ou apenas o tratamento habitual (n = 4.321). A dexametasona reduziu as mortes em 1/3 em pacientes ventilados e em 1/5 no caso de pacientes recebendo apenas oxigênio. Ambos os resultados foram altamente estatisticamente significativos. Com base nesses resultados, uma morte seria prevenida pelo tratamento de 8 pacientes ventilados ou cerca de 25 pacientes necessitando apenas de oxigênio. Não houve nenhum benefício para os pacientes que não precisavam de suporte respiratório. No comunicado à imprensa, Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes, no Nuffield Department of Medicine, na Universidade de Oxford, e um dos investigadores principais do estudo clínico disse que “A dexametasona é o primeiro medicamento a mostrar melhor sobrevida na COVID‑19.É importante observar que os dados completos do estudo ainda não foram publicados ou submetidos à revisão por colegas, mas especialistas externos imediatamente adotaram os resultados. Patrick Vallance, consultor científico chefe do governo do Reino Unido, chamou o resultado de “novidade fantástica” e “um desenvolvimento inovador na nossa luta contra a doença”. Scott Gottlieb, ex‑comissário da Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA, chamou esta descoberta “um achado muito positivo”.

link: https://www.recoverytrial.net/files/recovery_dexamethasone_statement_160620_v2final.pdf

 
                                                                                    

 

  12 de junho de 2020

 Declínio acentuado nas visitas ao pronto-socorro durante as fases iniciais da pandemia

A pandemia da COVID-19 teve um impacto significativo no número de visitas ao pronto-socorro nos Estados Unidos. Um relatório publicado pelo CDC no Morbidity and Mortality Weekly Report (Relatório semanal de morbidade e mortalidade) em 3 de junho de 2020, mostrou que houve um declínio de 42% nas visitas ao pronto-socorro no início da pandemia da COVID-19. O número médio de visitas por semana durante o período de 29 de março a 25 de abril de 2020 foi de 1,2 milhão. No mesmo período aproximado no ano anterior, 31 de março a 27 de abril de 2019, houve 2,2 milhões de visitas por semana. A proporção de visitas relacionadas a doenças infecciosas, no entanto, foi quatro vezes maior durante este período de tempo. As reduções foram especialmente pronunciadas para crianças e mulheres, e também no nordeste do país. Visitas para muitos quadros clínicos, incluindo dor abdominal e outros sintomas gastrointestinais, dor torácica não específica, infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco) e hipertensão arterial diminuíram durante a pandemia, levantando a preocupação de que alguns indivíduos podem estar adiando o tratamento de quadros clínicos, o que pode resultar em mortalidade adicional se não forem tratados.

link para o estudo: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6923e1.htm?s_cid=mm6923e1_w

 
                                                                                          

 

  10 de junho de 2020

 Taxas de mortes pela COVID-19 colocadas em perspectiva

New York Times analisou o número de mortes em 25 cidades e regiões em todo o mundo durante os meses mais devastadores do surto, comparando esses números aos níveis normais de mortalidade e, em seguida, comparando os aumentos a outros desastres naturais na história.

Aumento nas mortes durante o mês de pico em comparação a anos normais:

  • 7,3x Gripe espanhola de 1918 na Filadélfia
  • 6,7x COVID-19 em Bergamo, Itália
  • 5,8x COVID-19 na cidade de Nova York
  • 4,0x COVID-19 em Lima, Peru
  • 2,4x Furacão Katrina em Nova Orleans
  • 1,05x Temporada grave de gripe na cidade de Nova York

 

 link para o artigo: https://www.nytimes.com/interactive/2020/06/10/world/coronavirus-history.html?smid=em-share

 

 


   9 de junho de 2020

 Estudo alega que cães conseguem detectar a COVID-19 cheirando as axilas

De acordo com um estudo realizado por cientistas franceses e publicado em 5 de junho de 2020 na pré-impressão, no servidor bioRxiv, cães são capazes de detectar a presença da COVID-19 cheirando o suor axilar (do sovaco) de pacientes infectados. Os pesquisadores treinaram oito cães Pastor-belga Malinois para identificar pessoas infectadas pelo coronavírus a partir de amostras de odor coletadas das axilas de mais de 360 sujeitos. As amostras vieram de indivíduos saudáveis e de indivíduos com COVID-19. No geral, os cães tiveram uma taxa de sucesso de 95% na identificação de amostras de pacientes com COVID-19. Os cães estavam familiarizados com o odor de pacientes com COVID‑19 e foram treinados para sentar quando encontrassem o odor. O teste envolveu 15 a 68 detecções por cão. Quatro cães alcançaram uma pontuação de 100% ou uma pontuação perfeita, enquanto outros alcançaram uma taxa de precisão entre 83% e 94%. Em duas ocasiões, os cães indicaram um resultado positivo para amostras que os cientistas receberam com a informação de serem de indivíduos saudáveis não infectados com o coronavírus. Os pesquisadores enviaram essas informações de volta aos hospitais em questão e os pacientes foram testados novamente e, desta vez, os resultados retornaram positivos para o vírus.

Os pesquisadores escolheram o suor axilar por ser mais eficiente em termos de produtos químicos no corpo que evaporam para o ar em temperatura ambiente e por conter forte sinalização química da doença. Além disso, não há vírus detectável no suor, o que poderia possivelmente colocar a saúde do cão em risco. Este estudo de prova de conceito se baseou na presunção de que cães, devido ao seu olfato avançado, poderiam ser treinados para diferenciar pessoas positivas para a COVID-19 de pessoas negativas detectando determinados metabólitos específicos produzidos pelo vírus SARS-Cov‑2. A detecção dos cães pelo olfato provou ser eficaz em diversas situações. Cães têm sido usados para detectar explosivos, drogas e cédulas. Também são usados na detecção precoce de doenças e de vários tipos de câncer em humanos e para alertar pessoas com diabetes ou epilepsia sobre hipoglicemia ou uma convulsão iminente. Os autores esperam realizar um estudo de validação e, se a sensibilidade e especificidade forem suficientemente altas, as autoridades nacionais poderão usar cães treinados para detectar a COVID-19 como método complementar, especificamente em ambientes em que houver falta de equipamento ou dinheiro para realizar testes de sorologia padrão ou RT‑PCR.

link para o estudo: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.06.03.132134v1.full.pdf+html

 


 

   8 de junho de 2020

 Cerca de 1 em cada 3 adultos usam produtos químicos ou desinfetantes de modo inseguro ao tentarem se proteger contra a COVID-19

Houve um aumento acentuado nas ligações para centros de controle de intoxicação devido a exposições a químicos de limpeza e desinfetantes desde o início da pandemia da COVID-19. Para obter informações sobre este aumento acentuado e sobre o uso, conhecimento e práticas de pessoas com relação a esses produtos, os Centros de controle e prevenção de doenças (CDC) conduziram uma pesquisa no painel de internet opt-in com 502 adultos dos EUA em maio de 2020.

Os resultados foram publicados no Morbidity and Mortality Weekly Report (Relatório semanal de morbidade e mortalidade) da agência, em 5 de junho de 2020. A pesquisa descobriu que aproximadamente 39% dos entrevistados se envolviam em práticas não recomendadas de alto risco, como o uso de alvejante em produtos alimentares, aplicação de produtos de limpeza e desinfecção doméstica na pele e a inalação ou ingestão intencional desses produtos. Os entrevistados envolvidos em práticas de alto risco relataram, mais frequentemente, efeitos adversos à saúde que acreditavam serem causados por seu uso. “Essas práticas representam risco de danos graves e lesões corrosivas nos tecidos e devem ser rigorosamente evitadas”, escreveram os autores no artigo. Eles concluíram que, “Embora os efeitos adversos à saúde relatados pelos entrevistados não pudessem ser atribuídos ao seu envolvimento em práticas de alto risco, a associação entre essas práticas de alto risco e os efeitos de saúde relatados indica a necessidade de mensagens de saúde pública relacionadas a práticas de limpeza seguras e eficazes com o objetivo de prevenir a transmissão do SARS-CoV-2 em residências”.

link para o estudo:https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6923e2.htm?s_cid=mm6923e2_w#F2_down


 

   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

link para o anúncio:https://www.biopharmadive.com/news/eli-lilly-abcellera-coronavirus-antibody-drug-first-trial/57898


 

  3 de junho de 2020

 O momento da realização do teste para COVID-19 e a variabilidade de resultados falso negativos

Em um estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, em 13 de maio de 2020, pesquisadores da Universidade de Johns Hopkins analisaram os resultados de sete estudos publicados anteriormente sobre a precisão do teste para anticorpos para determinar se uma pessoa foi exposta ao vírus que causa a COVID-19. Os exames não são perfeitos. Algumas vezes, o resultado do exame é normal em pessoas que têm a doença que está sendo testada, ou seja, o exame pode ter um resultado falso negativo. Às vezes, o resultado do exame está alterado em pessoas que não têm a doença que está sendo testada. Em outras palavras, o exame pode ter resultados falso positivos. 

Pesquisadores descobriram que a possibilidade de um resultado falso negativo variou significativamente com o momento de realização do teste. As datas dos testes variaram desde a data da infecção (data da exposição) até à data de início dos sintomas (normalmente no dia 5) e às datas após o início dos sintomas. Eles observaram que a probabilidade média de um resultado falso negativo foi de 100% no dia da exposição, 67% no dia 4, 38% no dia do início dos sintomas e 20% (a menor taxa de resultados falso negativos) no dia 8 após a exposição. Após o dia 8, a probabilidade de um resultado falso negativo voltou a aumentar. Portanto, a menor taxa de resultados falso negativos foi 8 dias após a exposição e 3 dias após o início típico dos sintomas. Os autores concluíram que, se o objetivo for minimizar os resultados falso negativos, este pode ser o momento ideal para a realização dos testes. 

link para o estudo:https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/M20-1495


 

  2 de junho de 2020

 O que o esgoto pode nos dizer sobre a disseminação da COVID‑19

Pesquisadores descobriram que grandes quantidades de RNA do SARS‑CoV-2, o material genético da COVID-19, são excretadas nas fezes. Encontrar a assinatura viral da COVID-19 no esgoto permitiu que os cientistas correlacionassem a presença e a quantidade do vírus com a disseminação e a gravidade da doença. A análise do esgoto pode ser uma ferramenta para a vigilância da doença, além de oferecer uma maneira mais fácil de obter uma perspectiva mais ampla da pandemia sem ter que coletar amostras e testar todas as pessoas. Em um artigo publicado no periódico Smithsonian Magazine em 14 de maio de 2020, Catherine J. Wu, jornalista de ciências de Boston e PhD em microbiologia e imunologia pela Universidade de Harvard, discute a recente pesquisa sobre como a água residual pode ajudar a rastrear a disseminação do vírus da COVID-19, e as possíveis implicações de saúde da excreção viral nas fezes, que depois entra no sistema de esgotamento sanitário.

link para o artigo:https://www.smithsonianmag.com/science-nature/how-wastewater-could-help-track-spread-new-coronavirus-180974858/

 
                                                                               

 

  22 de maio de 2020

 A duração de pequenas gotículas no ar lançadas pela fala e sua potencial importância na transmissão do SARS-CoV-2

Um estudo publicado em 13 de maio de 2020, pela publicação Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) demonstrou que a fala humana normal emite gotículas capazes de permanecer flutuando no ar. Pesquisadores usaram um espalhamento de luz laser intensa para visualizar explosões de gotículas da fala produzidas quando os participantes falavam as palavras “permanecer saudável”. Este método de dispersão de luz fornece evidência visual da emissão de gotículas da fala e também avalia sua permanência no ar. Este método é particularmente sensível na medição de gotículas da fala com diâmetros inferiores a 30 micrômetros, capazes de permanecer no ar por mais tempo do que as gotículas maiores que têm sido, normalmente, o objeto de pesquisas. Eles estimaram que um minuto de fala alta gera pelo menos 1.000 núcleos de gotículas contendo vírions que permanecem suspensos no ar por mais de oito minutos. As gotículas da fala geradas por portadores assintomáticos são cada vez mais consideradas um modo provável de transmissão da doença. Esta visualização direta demonstra como a fala normal gera gotículas transportadas pelo ar que podem permanecer suspensas por dezenas de minutos ou mais e são eminentemente capazes de transmitir doenças em ambientes confinados. No entanto, é importante ter em mente que este estudo não aborda a transmissão efetiva da COVID-19.

link para o estudo: https://www.pnas.org/content/early/2020/05/12/2006874117

 
                                                                 

 

  21 de maio de 2020

 Orientações dos CDC para cuidar de alguém doente em casa

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention, CDC) publicaram recentemente diretrizes sobre como cuidar de alguém com COVID-19 em casa ou fora de uma unidade de saúde. As orientações se referem ao cuidado de pessoas sintomáticas com COVID‑19 e de pessoas assintomáticas com teste positivo. As recomendações são extensas e detalhadas. Os CDC fornecem estratégias úteis sobre como atender às necessidades básicas de uma pessoa doente. Os CDC também identificam sintomas que podem exigir atendimento médico de emergência. Os CDC detalham maneiras como os cuidadores podem se proteger. No documento, podem ser encontradas instruções sobre como limitar o contato com a pessoa doente, como manusear as refeições e quando uma pessoa doente ou um cuidador deve usar máscaras faciais ou luvas. Orientações sobre lavagem das mãos, uso do banheiro, limpeza e desinfecção da casa e lavagem das roupas. Os CDC também fornecem orientações sobre como descontinuar o isolamento em casa.

link para as orientações dos CDC: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/if-you-are-sick/care-for-someone.html

 
                                                        

 

  19 de maio de 2020

 COVID-19: explicação sobre a transmissão

Em uma publicação recente no blog “The Risks - Know Them - Avoid Them” (Os Riscos - Conheça-os - Evite-os), Erin S. Bromage, PhD, professor adjunto de biologia da Universidade de Massachusetts em Dartmouth, explica a ciência de uma dose contagiosa, onde e como o vírus se espalha e quais são os ambientes mais arriscados.  Dr. Bromage faz um excelente trabalho traduzindo dados e achados em um texto que não cientistas podem compreender mais facilmente. Esperamos que uma melhor compreensão de como o vírus da COVID-19 se dissemina ajude as pessoas a tomar decisões sobre como evitar a infecção pelo vírus.

link para a publicação no blog: https://www.erinbromage.com/post/the-risks-know-them-avoid-them

 
                                                                 

 

  13 de maio de 2020

 Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente associada à COVID-19

O Boston Children’s Hospital publicou uma visão geral resumida de uma síndrome pediátrica recentemente relatada que pode estar relacionada à COVID-19. Nas últimas semanas, relatórios têm sido recebidos da Europa e do Leste dos EUA de um pequeno número de crianças gravemente enfermas com uma doença inflamatória multissistêmica (chamada síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica). Os relatórios ainda são fragmentários e os sintomas são descritos de várias formas, mas os pacientes parecem ter febre, graus variados de disfunção orgânica e múltiplos marcadores laboratoriais de inflamação grave. Às vezes, a síndrome progride para choque significativo, exigindo o uso de medicamentos para controlar a hipertensão arterial e ventilação mecânica.

Parece haver uma conexão com a pandemia atual da COVID-19 no fato de várias crianças afetadas apresentarem teste positivo para SARS-CoV-2. No entanto, a conexão permanece incerta.

A síndrome também tem alguma relação com a doença de Kawasaki; contudo, nem todas as manifestações da doença de Kawasaki estão presentes.

Embora raros, os casos são bastante graves. As crianças afetadas parecem responder ao tratamento; portanto, as crianças potencialmente afetadas devem ser encaminhadas a um centro especializado.

link para a visão geral: https://discoveries.childrenshospital.org/covid-19-inflammatory-syndrome-children/


 8 de maio de 2020

 O SARS-CoV-2 já estava se espalhando na França no final de dezembro de 2019 

Um teste de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT‑PCR) foi realizado em uma amostra de escarro armazenada de um paciente hospitalizado na França no final de dezembro com síndrome respiratória aguda grave. RT-PCR é uma técnica que permite que os pesquisadores determinem quanto RNA de uma fonte específica existe em uma amostra. A amostra foi considerada positiva para coronavírus. Esse resultado revelou que a epidemia na França começou muito antes do que se acreditava originalmente. Este achado foi publicado on-line no periódico International Journal of Antimicrobial Agents em 3 de maio de 2020. Os pesquisadores examinaram os prontuários médicos de todos os pacientes admitidos na UTI com doença semelhante à gripe entre 2 de dezembro de 2019 e 16 de janeiro de 2020 (um total de 124 pacientes). Eles excluíram pacientes com um teste de PCR positivo para outros vírus respiratórios e excluíram pacientes com prontuários médicos que indicavam achados que não eram típicos para COVID-19. As amostras de nasofaringe dos 12 pacientes restantes foram testadas. Uma amostra foi positiva para COVID-19. A amostra positiva pertencia a um imigrante da Argélia de 42 anos, sem histórico de viagem ou ligação com a China. Ele compareceu ao pronto‑socorro em 27 de dezembro de 2019, com hemoptise (tossindo sangue), tosse, dor torácica, dor de cabeça e febre que estava evoluindo há quatro dias. Vale observar que um dos seus filhos apresentou uma doença semelhante à gripe antes do início dos sintomas do paciente. O artigo inclui histórico médico, apresentação clínica, achados laboratoriais, achados radiológicos e evolução clínica da sua doença. Os pesquisadores concluíram que a doença já estava se espalhando entre a população francesa no final de dezembro de 2019.

link para o estudo: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0924857920301643

                              


  7 de maio de 2020

 Estudo da transmissão do SARS‑CoV‑2 em contatos próximos 

Um estudo epidemiológico da COVID-19 em 391 casos e 1.286 contatos próximos em Shenzhen, China, publicado no periódico The Lancet, fornece informações sobre a história natural e a transmissibilidade do vírus SARS‑CoV‑2. Usando um grande conjunto de dados primários, os pesquisadores foram capazes de esclarecer os tempos de incubação, o tempo até a recuperação e a transmissibilidade do vírus. Curiosamente, eles observaram que a taxa de ataque secundário em contatos próximos ficou em torno de 7% em média. A transmissão entre contatos muito próximos, como indivíduos morando em uma mesma residência, foi menor que um em seis contatos (ou seja, taxa de ataque secundário de 11% a 15%).

O estudo destacou o achado de que crianças tinham a mesma probabilidade dos adultos de serem infectadas. Embora as crianças frequentemente não fiquem doentes, elas não devem ser negligenciadas como uma fonte de transmissão significativa. O estudo também demonstrou o valor da vigilância baseada em contato na redução da disseminação do vírus SARS-CoV-2 na comunidade.

link para o estudo: https://www.thelancet.com/pdfs/journals/laninf/PIIS1473-3099(20)30287-5.pdf


  5 de maio de 2020

 AVC de grandes vasos em pacientes jovens e de meia-idade com COVID-19 

Em 28 de abril de 2020, o periódico The New England Journal of Medicine relatou cinco casos de AVC de grandes vasos em pacientes de até 50 anos de idade infectados pela COVID‑19. A paciente mais jovem era uma mulher de 33 anos. O relatório incluiu todos os pacientes com menos de 50 anos, no sistema de saúde Mount Sinai em Nova York, durante um período de duas semanas do final de março ao início de abril. A frequência foi quase sete vezes o número de pacientes com AVC nessa faixa etária, durante qualquer período médio de duas semanas ao longo do ano anterior, e indica uma correlação muito forte com a COVID-19.

Ariana Eunjung Cha escreve para o Washington Post sobre este fenômeno alarmante e o aumento dos relatos de AVC em pacientes jovens e de meia-idade com COVID‑19.

link para o artigo de notícias: https://www.washingtonpost.com/health/2020/04/24/strokes-coronavirus-young-patients/

                


  29 de abril de 2020

 A Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale observa que amostras de saliva são promissoras como substitutas para o esfregaço da nasofaringe 

A Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale conduziu um estudo comparando amostras de saliva e da nasofaringe em 44 pacientes hospitalizados com COVID-19 e 98 profissionais de saúde com exposição ocupacional a pacientes com COVID-19. O estudo foi relatado por Michael Greenwood em 24 de abril de 2020, no Yale News. Embora o estudo tenha sido pequeno e limitado, ele mostrou grande promessa para o uso de amostras de saliva no lugar do uso padrão atual de esfregaços da nasofaringe. O estudo observou que a saliva tinha maior sensibilidade de detecção e consistência no curso da infecção, quando comparada com amostras da nasofaringe do mesmo paciente. Também houve menos variabilidade na autocoleta de amostras. Isso pode ter um efeito transformador em testes para COVID-19. O teste da saliva não é invasivo, não depende de swabs para a nasofaringe e pode ser facilmente autoaplicado e, portanto, anula os riscos, os obstáculos e o uso de recursos, como swabs e equipamentos de proteção individual (EPI), que são usados no contato direto com o paciente e segundo as práticas de testes atuais. O estudo não foi submetido a revisão por pares. Os resultados da pesquisa estão atualmente disponíveis no servidor pré-impressão medRxiv.

 link para o estudo: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.16.20067835v1.full.pdf+html

 
                   

 

  28 de abril de 2020

 A OMS emite orientação sobre “passaportes de imunidade” 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um breve aviso (24 de abril de 2020) de que não há evidências de que a presença de anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 proteja contra uma reinfecção e o desenvolvimento da COVID-19. A OMS adverte os governos contra o uso de testes de anticorpos como orientação para o relaxamento das medidas sociais e para a emissão de “passaportes de imunidade” ou “certificados de ausência de risco” que permitam que as pessoas se considerem protegidas contra uma reinfecção. Não há garantias de que indivíduos que tenham contraído a COVID-19 ou tenham testado positivo para anticorpos possam voltar a trabalhar ou viajar sem risco. “Neste ponto na pandemia, não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos para garantir a precisão de um ‘passaporte de imunidade’ ou ‘certificado de ausência de risco’” disse a OMS.

A OMS também enfatizou que testes laboratoriais que detectam anticorpos contra o SARS-CoV-2 em pessoas, incluindo testes rápidos de imunodiagnóstico, precisam de validação adicional para determinar sua precisão e confiabilidade. Exames de imunodiagnóstico podem classificar as pessoas falsamente de duas maneiras. A primeira é que eles podem rotular falsamente pessoas que foram infectadas como negativas (falso‑negativo) e a segunda é que pessoas que não foram infectadas são falsamente rotuladas como positivas (falso‑positivo). Será preciso determinar a precisão de cada teste de anticorpos (taxas de falso‑negativo e falso‑positivo). Ambos os erros têm consequências graves e afetarão os esforços de controle.

 link para o aviso da OMS: https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/immunity-passports-in-the-context-of-covid-19                      


 

  27 de abril de 2020

 Características de pacientes hospitalizados com COVID-19 

Uma série grande de casos com 5.700 pacientes sequenciais admitidos nos hospitais da área da cidade de Nova York, entre 1º de março e 4 de abril de 2020, com COVID-19 confirmada, foi publicada no periódico JAMA Network online em 22 de abril de 2020. O estudo fornece uma descrição abrangente das características de apresentação da doença, comorbidades e resultados. O mais notável é que muitos pacientes também tinham outros problemas médicos, como hipertensão arterial (57%), obesidade (42%) e diabetes (34%). Na triagem, apenas 31% apresentavam febre. O estudo se concentrou nos 2.643 pacientes que receberam alta (2.090) ou morreram (553) durante o período do estudo. No grupo de pacientes que atingiram esses resultados, 320 haviam recebido ventilação mecânica, dos quais 88% morreram e, dentre aqueles com mais de 65 anos de idade que receberam ventilação mecânica, 97% morreram. É importante observar que 3.066 pacientes continuavam hospitalizados no momento da coleta de dados dos resultados, e isso certamente inclui um número de pacientes com mais de 65 anos de idade que necessitaram de ventilação mecânica e haviam sobrevivido até aquele momento.

 link para o estudo: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2765184  


  24 de abril de 2020

 Estudos sobre hidroxicloroquina para a COVID-19

O entusiasmo inicial em relação à hidroxicloroquina diminuiu devido a preocupações sobre a eficácia e potenciais efeitos adversos. Vários estudos e relatórios recentes estão resumidos (e mencionados abaixo) em um artigo de revisão on-line de 21 de abril no periódico Science (1), que destaca as razões para essas preocupações:

Uma análise dos resultados de 368 veteranos hospitalizados por COVID-19 e tratados apenas com hidroxicloroquina, com hidroxicloroquina + azitromicina ou sem hidroxicloroquina foi publicada em 21 de abril (2). Este estudo não mostrou nenhum benefício em termos de diminuição da mortalidade ou da necessidade de ventilação mecânica nos grupos recebendo apenas hidroxicloroquina ou hidroxicloroquina combinada à azitromicina. O grupo recebendo apenas hidroxicloroquina teve um aumento na incidência de morte por todas as causas.

Uma publicação (3) no periódico Mayo Clinic Proceedings, em 7 de abril, discutiu as complicações cardíacas causadas pela cloroquina e hidroxicloroquina e forneceu orientação aos médicos para monitorar e prevenir esta complicação potencialmente letal. Os autores listam fatores de risco para esta complicação, recomendam a triagem para estes fatores antes do tratamento, a correção de fatores de risco que podem ser modificados e a monitoração do coração do paciente durante o tratamento.

Um estudo na Escola de Medicina da Universidade de Nova York (4) analisou as alterações no coração de 84 pacientes adultos com infecção por SARS-CoV-2 tratados com hidroxicloroquina mais azitromicina. Em 11% dos pacientes, ocorreram alterações cardíacas significativas, representando um alto risco de ritmos cardíacos anormais (arritmias).

No Brasil, um estudo clínico em caráter cego, randomizado (5), de cloroquina em dose alta e baixa (administrada com ceftriaxona e azitromicina) em pessoas hospitalizadas por COVID-19 foi interrompido precocemente, após apenas 81 pacientes terem sido incluídos, quando os investigadores observaram mais mortes no grupo recebendo a dose mais elevada.

Referências

1. Servick K: Antimalarials widely used against COVID-19 heighten risk of cardiac arrest. How can doctors minimize the danger? Science 21 de abril 2020. https://www.sciencemag.org/news/2020/04/antimalarials-widely-used-against-covid-19-heighten-risk-cardiac-arrest-how-can-doctors

 2. Magagnoli J, Siddharth N, Pereira F, et al: Outcomes of hydroxychloroquine usage in United States veterans hospitalized with Covid-19. 23 de abril de 2020. PRÉ‑IMPRESSÃO medRxiv disponível emhttps://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.16.20065920v2. doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.16.20065920

 3. Giudicessi JR, Noseworthy PA, Friedman PA, et al: Urgent Guidance for Navigating and Circumventing the QTc-Prolonging and Torsadogenic Potential of Possible Pharmacotherapies for Coronavirus Disease 19 (COVID-19). Mayo Clin Proc 7 de abril de 2020 doi: 10.1016/j.mayocp.2020.03.024 [Publicação eletrônica antes da impressão]

 4. Chorin E, Dai M, Schulman E, et al: The QT interval in patients with SARS-CoV-2 infection treated with hydroxychloroquine/azithromycin. 03 de abril de 2020. PRÉ‑IMPRESSÃO medRxiv disponível em https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.02.20047050v1. doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.02.20047050

5. Silva Borba MG, de Almeida Val F, Sampaio VS, et al: Chloroquine diphosphate in two different dosages as adjunctive therapy of hospitalized patients with severe respiratory syndrome in the context of coronavirus (SARS-CoV-2) infection: Preliminary safety results of a randomized, double-blinded, phase IIb clinical trial (CloroCovid-19 Study). 16 de abril de 2020. PRÉ‑IMPRESSÃO medRxiv disponível em https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.07.20056424v2 doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.07.20056424

          


 

  23 de abril de 2020

 Plano de ação nacional proposto para a realização de testes para a COVID-19

A Rockefeller Foundation forneceu um plano abrangente (datado de 21/04/2020, veja o link abaixo) para reabrir locais de trabalho e comunidades com base nos testes para a COVID-19 e acompanhamento atento dos resultados positivos do teste. O objetivo do plano é criar um programa nacional conduzido pelo estado, de testes para COVID-19, que apoie a reabertura da economia através das metas do monitoramento da força de trabalho, da detecção precoce de surtos recorrentes e de testes de diagnósticos e domésticos. O plano tem três componentes principais:

  • Expandir drasticamente os testes para COVID-19 dos atuais 1 milhão de testes por semana para 3 milhões por semana durante as próximas 8 semanas e, depois, para 30 milhões de testes por semana nos próximos 6 meses. Isso exigirá investir e reforçar a capacidade de testes em âmbito nacional, universitário e de milhares de pequenos laboratórios locais em todo o país.
  • Treinar e lançar um exército de profissionais de saúde para aplicar os testes e fazer o rastreamento de contatos para aqueles com testes positivos. Eles sugerem que isso seja organizado em torno das secretarias estaduais de saúde pública. Eles propõem contratar 100.000 a 300.000 trabalhadores que precisarão ter o apoio de redes de computadores ligadas a muitos registros eletrônicos de saúde.
  • Integrar e expandir plataformas de dados federais, estaduais e privados para facilitar análises e rastreamento de doenças em tempo real. Isso identificará surtos recorrentes de COVID-19 e picos diretos nos volumes de testes e acompanhamento.

Este artigo técnico fornecido pela Rockefeller Foundation tem ideias muito boas e é um artigo que vale a pena ler. O plano enorme exigirá a integração de muitas plataformas dispersas de dados computadorizados. Tudo isso precisará equilibrar a privacidade e a necessidade de controlar a infecção.

link para o plano: https://www.rockefellerfoundation.org/wp-content/uploads/2020/04/TheRockefellerFoundation_WhitePaper_Covid19_4_21_2020.pdf


  21 de abril de 2020

 28.000 óbitos faltando: acompanhando a verdadeira contagem da crise do coronavírus

Uma análise dos dados de mortalidade em 11 países, mostrando que muito mais pessoas morreram nesses países do que nos anos anteriores, foi relatada por Jin Wu e Allison McCann no New York Times em 21 de abril de 2020. Eles estimaram a mortalidade excedente em cada país comparando o número de pessoas que morreram por todas as causas este ano com a média histórica durante o mesmo período. O achado foi que, pelo menos, mais 28.000 pessoas morreram durante a pandemia do coronavírus no último mês do que consta no relatório oficial de contagens de mortes pela COVID-19. Como a maioria dos países relata apenas mortes pela COVID-19 que ocorrem em hospitais, há muitas mortes causadas pela COVID-19 que não são relatadas. As 28.000 mortes adicionais encontradas neste estudo incluem mortes pela COVID-19, bem como mortes por outras causas, provavelmente incluindo pessoas com outras doenças que não foram tratadas devido à sobrecarga dos hospitais. Este artigo sugere que o número de mortes globais pela COVID-19 será muito maior do que os relatos de mortes pela COVID-19 confirmadas por testes. Para visualizar uma apresentação gráfica impressionante dessas tendências em cada país, use o seguinte link para o artigo.

link para o artigo de notícias: https://www.nytimes.com/interactive/2020/04/21/world/coronavirus-missing-deaths.html?smid=em-share

 


 

 16 de abril de 2020

 Levantamento sorológico do NIH solicita voluntários

Para obter uma imagem mais clara da magnitude da pandemia pela COVID-19 nos Estados Unidos, o NIH está recrutando até 10.000 voluntários. Indivíduos com histórico confirmado de COVID-19 ou sintomas atuais de COVID-19 não são elegíveis para participar. “Este estudo irá…nos dizer quantas pessoas em diferentes comunidades foram infectadas sem saber, porque tiveram uma doença muito leve e não documentada ou não tiveram acesso a testes quando estavam doentes”, disse Dr. Anthony S. Fauci, Diretor do NIAID. Os pesquisadores irão coletar e analisar amostras de sangue para anticorpos contra a proteína S do Sars-CoV-2. Os resultados ajudarão a esclarecer a extensão da disseminação não detectada do vírus na população. Os participantes receberão kits para coleta de sangue em casa e instruções detalhadas sobre a coleta de uma microamostra de sangue e sua devolução por correio para análise. As pessoas interessadas em participar do estudo devem entrar em contato com: clinicalstudiesunit@nih.gov

link para o comunicado à imprensa: https://www.nih.gov/news-events/news-releases/nih-begins-study-quantify-undetected-cases-coronavirus-infection



 

 

 15 de abril de 2020

 Cientistas proeminentes têm más notícias sobre os testes de anticorpos anti-coronavírus

Em resposta à infecção, nossos corpos produzem anticorpos para combater a infecção. Os testes de anticorpos medem a presença desses anticorpos, identificando uma pessoa que foi infectada. No entanto, embora um teste positivo signifique que uma pessoa foi infectada, ele pode não significar necessariamente que a infecção foi eliminada do corpo e, caso tenha sido eliminada, pode não garantir proteção contra a repetição da infecção. Além disso, existem vários testes de anticorpos diferentes, cada um deles variando em precisão.

Um artigo na CNN em 15 de abril de 2020 relatou que cientistas de renome explicaram às autoridades da Casa Branca os problemas identificados com os testes de anticorpos sendo desenvolvidos para a COVID-19. Elizabeth Cohen, correspondente médica sênior para a CNN, identificou vários problemas com o desenvolvimento de testes de anticorpos nos EUA.

Primeiro, a FDA relaxou as regras para que as empresas possam vender seus testes de anticorpos sem demonstrar até que ponto funcionam bem. A Associação Americana de Laboratórios de Saúde Pública afirma que isso resultou em que o mercado fosse inundado por testes de baixa qualidade. Existe a preocupação de que alguns testes possam identificar anticorpos contra diferentes coronavírus que causam o resfriado comum, apresentando assim resultados falso‑positivos para COVID-19.

Em segundo lugar, sem uma regulamentação criteriosa, bons testes de anticorpos não podem ser distinguidos dos testes ruins.

Em terceiro lugar, está a pergunta sobre qual nível de anticorpos fornece proteção contra uma nova infecção pela COVID-19 e talvez contra a disseminação do vírus para outras pessoas. Muitos estudos serão necessários para responder a esta pergunta, com implicações importantes para a nossa sociedade e economia.

Felizmente, foi relatado que o Comissário da FDA, Dr. Stephen Hahn, disse que os testes de anticorpos passarão por uma análise científica.

link para o artigo: https://www.cnn.com/2020/04/14/health/coronavirus-antibody-tests-scientists/index.html


 

 14 de abril de 2020

 Por que as taxas de morte por coronavírus não podem ser consideradas como um único número

Dr. Johnathan Fuller, PhD, fornece um artigo claro em que ele explica a perspectiva mais ampla sobre as estatísticas em constante mudança da COVID-19. Em um artigo publicado em 10 de abril de 2020 no periódico on-line, The Conversation, Dr. Fuller explica porque as estatísticas e os modelos diferem. Seu conhecimento fornece ao leitor um enquadramento e uma perspectiva para ajudar a interpretar o grande volume de informações epidemiológicas sendo relatadas sobre a pandemia da COVID-19. Tomar as melhores decisões em políticas de saúde pública e casos individuais exige um entendimento mais profundo dos modelos do que apenas os números.

link para o artigo: Por que as taxas de morte por coronavírus não podem ser consideradas como um único número


 

10 de abril de 2020

 Os aplicativos de smartphone podem ajudar a vencer pandemias?

 Um artigo interessante foi publicado em 9 de abril de 2020 pelo Dr. Francis Collins, Diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health, NIH). No blog do diretor do NIH, ele discute mobilizar o uso de smartphones para rastreamento e notificação de contatos na luta contra a pandemia da COVID‑19. Os métodos tradicionais envolvendo equipes de profissionais de saúde pública que falam com pessoas por telefone ou em reuniões presenciais demandam muito tempo. O tempo perdido permite que a infecção se espalhe mais amplamente devido à demora em encontrar e notificar indivíduos expostos ao vírus. Aproveitando a tecnologia Bluetooth dos smartphones, o rastreamento digital pode melhorar as chances de manter a COVID-19 sob controle. Na China, a pesquisa mostrou uma correlação entre o uso de aplicativos para rastreamento de contatos e o que parece ser uma supressão mantida da infecção pela COVID-19. Dr. Collins aborda questões éticas, jurídicas e sociais importantes.

link para a publicação do blog: https://directorsblog.nih.gov/author/collinsfs/


 

9 de abril de 2020

Um novo medicamento antiviral seguindo para estudos clínicos oferece esperança para o tratamento da COVID-19

 

Um novo medicamento chamado EIDD-2801 se mostra promissor no tratamento das lesões pulmonares causadas pelo novo coronavírus Sars-CoV-2.  O EIDD-2801, um análogo de ribonucleosídeos com atividade antiviral na RNA polimerase dependente de RNA, foi desenvolvido por pesquisadores da Escola Gillings de Saúde Pública Global, da Universidade da Carolina do Norte (UNC), em Chapel Hill. Os resultados do estudo mais recente foram publicados on-line em 6 de abril de 2020 pelo periódico Science Translational Medicine. O estudo publicado descobriu que o EIDD-2801 é capaz de proteger células pulmonares humanas cultivadas e infectadas pelo SARS-CoV-2. O medicamento também parece ser eficaz no tratamento de outras infecções sérias causadas por coronavírus. Experimentos em camundongos descobriram que, quando o EIDD‑2801 é administrado 12 a 24 horas após o início da infecção por vírus relacionados à COVID‑19, as lesões pulmonares e a perda de peso foram significativamente reduzidas. Uma vantagem adicional é que o medicamento pode ser administrado por via oral enquanto outros tratamentos devem ser administrados por via intravenosa. A facilidade do tratamento oferece o potencial para tratar pacientes com doença mais leve ou como profilaxia.

link para o estudo: https://stm.sciencemag.org/content/early/2020/04/03/scitranslmed.abb5883

 


8 de abril de 2020

Pesquisa mostra que a potencial vacina contra a COVID-19 é promissora

Notícias interessantes de uma história publicada no ScienceDaily

 

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh anunciaram uma potencial vacina contra a COVID-19. Quando a vacina foi testada em camundongos, ela produziu anticorpos específicos contra SARS‑CoV‑2 em quantidades suficientes para neutralizar o vírus. O artigo detalhando a pesquisa foi publicado em 2 de abril de 2020 na EBioMedicine, que é publicada pelo Lancet. Usando trabalho de base realizado durante epidemias anteriores causadas por coronavírus, a vacina tem como alvo as espículas proteicas do coronavírus. A vacina é produzida usando pedaços de proteína viral feitos em laboratório para desenvolver a imunidade. É assim que as vacinas atuais contra a gripe funcionam. Os pesquisadores usam uma nova abordagem para a aplicação do medicamento, chamada matriz de microagulhas, para aumentar sua potência. O coautor sênior do estudo disse que “os testes em pacientes normalmente exigiriam pelo menos um ano e provavelmente mais tempo”.

link para o estudo: https://www.thelancet.com/journals/ebiom/article/PIIS2352-3964(20)30118-3/fulltext#coronavirus-linkback-header

link para o artigo de notícias: https://www.sciencedaily.com/releases/2020/04/200402144508.htm

 


6 de abril de 2020

Novo relatório não encontra benefícios da combinação de hidroxicloroquina e azitromicina em pacientes gravemente enfermos com a COVID-19

Um pequeno estudo analisando o medicamento hidroxicloroquina, em combinação com azitromicina em pacientes com sintomas graves, não encontrou evidência de forte atividade antiviral ou de benefícios clínicos da combinação dos medicamentos.  Havia apenas onze pacientes no estudo, oito dos quais tinham quadros clínicos subjacentes que os colocavam em maior risco. Este estudo é muito pequeno para permitir uma análise estatística significativa ou conclusões sobre a eficácia ou segurança dos medicamentos. No entanto, este relatório lança dúvidas sobre a eficácia antiviral desta combinação em pacientes gravemente enfermos com a COVID‑19, conforme sugerido por um estudo francês anterior.

Link para o estudo: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0399077X20300858?via%3Dihub

 


6 de abril de 2020

O CDC recomenda usar máscaras faciais de tecido, especialmente em áreas de transmissão comunitária significativa

Uma parcela significativa das pessoas infectadas pelo coronavírus não desenvolve sintomas e mesmo aquelas que acabam desenvolvendo sintomas podem transmitir o vírus para outras pessoas antes de apresentarem sintomas.  Isso significa que o vírus pode se espalhar entre pessoas que interagem em estreita proximidade, por exemplo, através da fala, tosse ou espirros, mesmo que essas pessoas não apresentem sintomas.  Em vista disso, o CDC recomenda o uso de máscaras faciais de tecido em ambientes públicos onde outras medidas de distanciamento social são difíceis de manter (por exemplo, mercearias e farmácias) especialmente em áreas com transmissão comunitária significativa. O uso de máscaras faciais simples feitas de tecido retarda a disseminação do vírus e ajuda as pessoas, que podem ter o vírus e não sabem, a não transmiti-lo para outras pessoas.  Máscaras faciais de tecido, feitas a partir de itens domésticos ou feitas em casa de materiais comuns a um baixo custo, podem ser usadas como uma medida de saúde pública adicional e voluntária.

É fundamental enfatizar que manter o distanciamento social de 2 metros (6 pés) continua sendo importante para retardar a disseminação do vírus. 

As máscaras faciais de tecido recomendadas não são máscaras cirúrgicas ou respiradores N-95.  Esses são suprimentos críticos que devem continuar a ser reservados para profissionais de saúde e outros socorristas médicos, conforme recomendado pela orientação atual do CDC.

Para obter as recomendações completas do CDC, consulte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/cloth-face-cover.html



Página inicial de recursos sobre a COVID-19

 

   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

link para o anúncio:https://www.biopharmadive.com/news/eli-lilly-abcellera-coronavirus-antibody-drug-first-trial/578980/


 

   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

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   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

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   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

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