Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

Carregando

Violência em crianças e adolescentes

Por

Stephen Brian Sulkes

, MD, Golisano Children’s Hospital at Strong, University of Rochester School of Medicine and Dentistry

Última revisão/alteração completa fev 2018| Última modificação do conteúdo fev 2018
Clique aqui para a versão para profissionais
Fatos rápidos
OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais

Muitas crianças e adolescentes ocasionalmente se envolvem em confrontos físicos com outras pessoas, mas a maioria das crianças e adolescentes não continua a apresentar um comportamento violento nem pratica crimes violentos. Contudo, as crianças que se tornam violentas antes da puberdade correm um risco maior de cometer crimes.

Há pouca evidência que sugere que o comportamento violento é causado por defeitos genéticos ou anomalias cromossômicas. Os fatores de risco conhecidos para violência incluem:

  • Punição corporal intensa (como, por exemplo, dar socos ou bater) sofrida pela criança

  • Abuso de álcool ou drogas pelos cuidadores da criança

  • Envolvimento com gangues

  • Problemas de desenvolvimento

  • Pobreza

  • Acesso a armas de fogo

Videogames e meios de comunicação violentos fazem com que as crianças se tornem insensíveis à violência. Embora os especialistas não acreditem que eles possam de fato fazer com que as crianças se tornem violentas, as crianças expostas a eles estão mais acostumadas com o fato de que a violência faz parte da vida.

Envolvimento com gangues

A participação em gangues de jovens já foi vinculada ao comportamento violento, frequentemente envolvendo armas de fogo. Os integrantes geralmente têm entre 13 e 24 anos de idade. As gangues em geral adotam um nome e símbolos identificadores, tais como um estilo de vestuário específico, o uso de certos sinais manuais, tatuagens ou pichações. Algumas gangues exigem que os possíveis membros realizem atos de violência aleatórios antes de a participação ser autorizada. A violência crescente de gangues foi responsabilizada pelo menos em parte no envolvimento das gangues na distribuição e no uso de drogas, especialmente metanfetaminas e heroína.

Bullying

O bullying é quando se inflige intencionalmente danos psicológicos ou físicos a crianças com menos poder. Até trinta por cento das crianças podem estar envolvidas em bullying, seja no papel da pessoa que pratica o bullying, a vítima, ou ambos.

O bullying pode ser praticado de diversas formas, incluindo

  • Implicação constante

  • Ameaças ou intimidação

  • Assédio

  • Ataques violentos

  • Ciber-bullying (o uso de e-mail, mensagens de texto, mídia social e outras ferramentas de comunicação digital para fazer ameaças e/ou espalhar informações ofensivas)

Com frequência, as vítimas não contam para ninguém que estão sofrendo bullying porque se sentem constrangidas, porque acham que nada pode ser feito ou porque têm medo de retaliação por parte da pessoa que está praticando o bullying.

Tanto as pessoas que praticam o bullying como suas vítimas correm o risco de chegarem a um resultado ruim. As vítimas correm o risco de sofrer danos físicos, baixa autoestima, ansiedade depressão e absenteísmo escolar. Em muitos casos, as próprias vítimas de bullying acabam se tornando praticantes do bullying. As pessoas que praticam o bullying correm um risco maior de cumprirem pena de prisão quando são mais velhas. Os praticantes do bullying têm menos probabilidade de continuar na escola, ter um emprego ou ter relacionamentos estáveis quando forem adultos.

Prevenção

A prevenção da violência deve ter início no começo da infância. As estratégias incluem o seguinte:

  • Não usar violência para disciplinar crianças pequenas

  • Limitar o acesso a armas e a exposição à violência através dos meios de comunicação e videogames

  • Criar e manter um ambiente escolar seguro

  • Incentivar as vítimas a informar problemas aos seus pais e às autoridades escolares

  • Ensinar às crianças mais velhas, e aos adolescentes, estratégias para evitar situações de alto risco (incluindo lugares ou ambientes em que outras pessoas estão carregando armas ou usando álcool ou drogas) e como reagir a situações tensas ou o que fazer para dispersá-las

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Obtenha o

Também de interesse

Vídeos

Visualizar tudo
Como tirar a temperatura de um bebê ou de uma criança
Vídeo
Como tirar a temperatura de um bebê ou de uma criança
Modelos 3D
Visualizar tudo
Fibrose cística pulmonar
Modelo 3D
Fibrose cística pulmonar

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS