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Otite média secretora em crianças

(Otite média serosa)

Por

Udayan K. Shah

, MD, Sidney Kimmel Medical College at Thomas Jefferson University

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
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A otite média secretora é um acúmulo de líquido por trás do tímpano que permanece lá depois de uma infecção do ouvido médio aguda ou bloqueio das trompas de Eustáquio.

  • Uma infecção do ouvido anterior é a causa habitual, ainda que algumas crianças possam desenvolvê-la como resultado de uma trompa de Eustáquio bloqueada.

  • Normalmente, as crianças não sentem dor, mas o líquido pode prejudicar a audição.

  • O diagnóstico envolve exame físico do tímpano e, às vezes, timpanometria.

  • A otite média secretora em geral se resolve sem tratamento, mas algumas crianças precisam de cirurgia para a instalação de tubos de ventilação.

Visualização do interior do ouvido

Visualização do interior do ouvido

A otite média secretora ( Otite média (secretória) em adultos) ocorre com frequência depois de uma infecção aguda do ouvido médio. O líquido que se acumulou atrás do tímpano durante a infecção aguda permanece depois da resolução da infecção. A otite média secretora pode ocorrer também sem uma infecção do ouvido anterior. Isso pode ocorrer devido a um bloqueio nas trompas de Eustáquio (o tubo que conecta o ouvido médio às passagens nasais) por infecção, aumento das adenoides (massas de tecido linfático localizadas no ponto de encontro entre a garganta e as passagens nasais), tumores (raramente) ou, possivelmente, doença do refluxo gastroesofágico. Ter alergia (por exemplo, alergia sazonal ou alergia contínua) também pode favorecer o surgimento da otite média secretora. A otite média secretora é extremamente comum entre crianças com três meses a três anos de idade.

Ainda que esse distúrbio geralmente seja indolor, o líquido com frequência prejudica a audição. A audição pode ser suficientemente prejudicada para afetar a compreensão da fala, o desenvolvimento da linguagem, a aprendizagem e o comportamento. As crianças podem ter uma sensação de enchimento, pressão ou estalidos no ouvido durante a deglutição.

Diagnóstico

  • Um exame médico do tímpano

  • Às vezes, timpanometria

Os médicos diagnosticam a otite média secretora buscando alterações na cor e na aparência do tímpano e insuflando ar no ouvido para ver se o tímpano se move. Caso o tímpano não se mova, mas não esteja avermelhado nem saliente, e caso a criança tenha poucos sintomas, é provável que haja otite média secretora.

Caso os resultados do exame não sejam claros, os médicos com frequência realizam uma timpanometria. Na timpanometria, um dispositivo com um microfone e uma fonte de som são acomodados no canal auricular, fazendo com que ondas sonoras ecoem no tímpano à medida que o dispositivo varia a pressão no canal auricular.

Os médicos examinam as passagens nasais e a garganta de adolescentes para detectar a presença de tumores.

Tratamento

  • Frequentemente, nenhum tratamento

  • Às vezes, miringotomia com ou sem tubos

  • Às vezes, adenoidectomia

A otite média secretora com frequência se resolve sozinha, geralmente no prazo de duas a três semanas. Antibióticos ou outros medicamentos, como descongestionantes, não ajudam. Crianças com alergias podem receber anti-histamínicos orais, um spray nasal com corticosteroide ou ambos.

Caso o distúrbio persista e as crianças não melhorem após um a três meses, cirurgia pode ajudar. Às vezes, é feita uma miringotomia. Nesse procedimento, os médicos fazem uma pequena incisão no tímpano, removem o líquido e inserem um pequeno tubo de ventilação, denominado tubo de timpanostomia, na incisão para proporcionar drenagem do ouvido médio para o ouvido externo. As adenoides podem ser removidas ao mesmo tempo (um procedimento denominado adenoidectomia). Às vezes, uma miringotomia é realizada para a remoção de líquido e não para inserir os tubos de ventilação. Se o líquido for removido, mas nenhum tubo for inserido, o procedimento é chamado de perfuração de membrana timpânica ou timpanocentese.

Ocasionalmente, o ouvido médio pode ser aberto temporariamente através da manobra de Valsalva ou politzerização. Ambas as técnicas exigem que a criança consiga seguir instruções e não tenha uma infecção que cause corrimento nasal. Para fazer a manobra de Valsalva, a criança mantém a boca fechada e tenta soprar ar com força através do nariz tampado (tenta fazer com que o ouvido estale). Para fazer a politzerização, o médico usa uma seringa especial para soprar ar dentro da narina da criança e bloqueia a outra narina ao mesmo tempo que a criança engole.

Se possível, viagens aéreas e mergulhos devem ser evitados ou adiados, pois podem causar alterações dolorosas na pressão no ouvido. Se uma viagem aérea não puder ser adiada, pode ajudar se a criança mastigar alimentos ou beber líquidos (por exemplo, de uma mamadeira). Uma manobra de Valsalva ou politzerização pode ajudar crianças mais velhas.

São administrados antibióticos para tratar infecções nasais e sinusais causadas por bactérias.

Miringotomia: Tratamento de infecções do ouvido recorrentes

Durante uma miringotomia, os médicos fazem uma pequena abertura no tímpano para permitir que o líquido seja drenado do ouvido médio. Depois, eles colocam um minúsculo tubo oco de plástico ou de metal (tubo de timpanostomia ou tubos de ventilação) no tímpano através da abertura. Esses tubos equilibram a pressão do ouvido médio com a do ambiente. Os médicos recomendam tubos de ventilação para crianças que tiveram infecções de ouvido recorrentes (otite média aguda) ou acúmulos recorrentes ou persistentes de líquido no ouvido médio (otite média secretória crônica).

A colocação de tubos de ventilação é um procedimento cirúrgico comum que é realizado no hospital ou no consultório médico. Geralmente é necessário anestesia geral ou sedação. Uma vez concluído o procedimento, as crianças geralmente voltam para casa ao fim de poucas horas. Gotas de ouvido com antibiótico são algumas vezes administradas depois do procedimento durante aproximadamente uma semana. Os tubos geralmente caem sozinhos depois de aproximadamente seis a doze meses, mas alguns tipos permanecem no ouvido por mais tempo. Os tubos que não caem sozinhos são removidos pelo médico, algumas vezes sob anestesia geral ou sedação. Se a abertura não se fechar espontaneamente, pode ser necessário fechá-la cirurgicamente.

As crianças com tubos de ventilação podem lavar seus cabelos e nadar, mas alguns médicos recomendam que elas não submerjam a cabeça em água profunda sem utilizar tampões auriculares.

A saída de líquido pelo ouvido indica uma infecção e deve ser comunicada ao médico.

Miringotomia: Tratamento de infecções do ouvido recorrentes
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