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Placebos

Por

Shalini S. Lynch

, PharmD, University of California San Francisco School of Pharmacy

Última revisão/alteração completa jul 2019| Última modificação do conteúdo jul 2019
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Os placebos são substâncias fabricadas com o objetivo de se assemelharem aos medicamentos, mas não contêm princípio ativo.

Um placebo é elaborado para ter a aparência exata de um medicamento real, porém é composto por substâncias químicas inativas, como amido e açúcar. Atualmente, os placebos são utilizados apenas em estudos de pesquisa (consulte A ciência da medicina).

Apesar de o placebo não conter ingredientes ativos, algumas pessoas que o utilizam sentem-se melhor. Outras desenvolvem “efeitos colaterais”. Esse fenômeno, chamado efeito placebo, parece ocorrer por dois motivos. O primeiro deles seria uma mudança ocasional. Muitos sintomas e problemas de saúde vêm e vão, mesmo sem tratamento, de modo que uma pessoa utilizando placebo pode, simplesmente por coincidência, sentir-se melhor ou pior. Quando ocorre essa mudança, o placebo pode, indevidamente, levar o crédito ou culpa pelo resultado. A segunda razão é a antecipação (também conhecida como sugestão). Prever que um medicamento funcionará muitas vezes faz com que as pessoas realmente sintam-se melhor.

O efeito placebo ocorre mais sobre os sintomas do que sobre a doença existente. Por exemplo, um placebo nunca fará com que um osso quebrado se cure mais rapidamente, mas pode fazer a dor parecer menos intensa. Algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis ao efeito placebo do que outras. Pessoas que têm uma opinião positiva com respeito a medicamentos, médicos, enfermeiros e hospitais são mais propensas a responder de forma favorável a placebos do que as que têm uma opinião negativa.

No processo de desenvolvimento de um novo medicamento, os investigadores realizam estudos para comparar o efeito do medicamento com o do placebo, pois qualquer medicamento pode ter um efeito placebo não relacionado com sua ação. O verdadeiro efeito do medicamento deve ser distinguido do efeito placebo. Geralmente, metade dos participantes do estudo recebem o medicamento e os demais recebem um placebo de aspecto idêntico. Idealmente, nem os participantes nem os investigadores devem saber quem recebeu o medicamento e quem recebeu o placebo (esse tipo de estudo chama-se estudo duplo-cego).

Uma vez concluído o estudo, todas as alterações observadas nos participantes que receberam o medicamento ativo são comparadas às apresentadas pelos participantes que receberam o placebo. Para que se justifique seu uso, o medicamento deve ter um desempenho substancialmente melhor do que o do placebo. Em alguns estudos, até 50% dos participantes que tomaram o placebo apresentaram melhora (um exemplo de efeito placebo), dificultando a demonstração da eficácia do medicamento em teste.

Placebo: “agradarei”

Em latim, o termo placebo significa “agradarei”. Em 1785, a palavra placebo apareceu pela primeira vez em um dicionário médico definida como “um método ou medicamento comum”. Após duas edições, o placebo passou a ser definido como “medicamento fictício”, supostamente inerte e inofensivo. Agora, os efeitos profundos dos placebos, bons e ruins, são bem conhecidos.

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