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Urinálise e cultura de urina

Por

Paul H. Chung

, MD, Sidney Kimmel Medical College, Thomas Jefferson University

Última revisão/alteração completa mai 2020| Última modificação do conteúdo mai 2020
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Uma urinálise, ou exame de urina, pode ser necessária na avaliação de distúrbios nos rins e trato urinário Avaliação dos distúrbios renais e urinários O médico consegue o histórico médico entrevistando a pessoa. A entrevista inclui perguntas sobre os sintomas da pessoa, seu histórico médico passado (que doenças a pessoa já teve), medicamentos... leia mais e também pode ajudar a avaliar distúrbios sistêmicos, como diabetes ou problemas no fígado. Uma amostra de urina é normalmente coletada usando um método de coleta asséptica ou outro método estéril. Por exemplo, um método para obter uma amostra de urina não contaminada envolve passar um cateter através da uretra até a bexiga.

Como obter uma amostra de urina asséptica

  • A extremidade do pênis do homem ou a abertura da uretra da mulher é limpa, normalmente com uma pequena esponja contendo uma substância antisséptica. Homens não circuncidados devem retrair o prepúcio para limpar a cabeça do pênis.

  • Deve-se permitir que as primeiras gotas de urina caiam no vaso sanitário, lavando a uretra.

  • A micção deve ser retomada e uma amostra do jato urinário deve ser coletada em um recipiente esterilizado. Normalmente, a amostra é obtida antes que o jato termine (no meio do jato).

Uma urinálise envolve

  • Testes químicos para detectar e medir o nível de diversas substâncias presentes na urina

  • Muitas vezes, exame da urina ao microscópio

Testes químicos procuram por proteínas, glicose (açúcar), cetonas, sangue e outras substâncias. Esses exames usam uma tira fina de plástico (tira reagente) impregnada com produtos químicos que reagem com as substâncias na urina e rapidamente mudam de cor. Por vezes, os resultados dos exames são confirmados através de outras análises laboratoriais mais sofisticadas e precisas.

O exame da urina ao microscópio pode ser realizado para verificar a presença de glóbulos vermelhos e brancos, cristais e cilindros (impressões dos túbulos renais criadas quando células do trato urinário, proteínas ou ambas se precipitam nos túbulos e saem na urina).

Proteína na urina (proteinúria) normalmente pode ser detectada pela tira reagente quando está presente em grandes quantidades. As proteínas podem aparecer na urina constantemente ou apenas de forma intermitente, conforme a causa. A proteinúria pode ocorrer normalmente após exercício extenuante, como correr uma maratona, mas é geralmente um sinal de doença renal. Pequenas quantidades de proteína na urina podem ser um sinal precoce de lesão renal devido ao diabetes. Quantidades tão pequenas podem não ser detectadas pela tira reagente. Nestes casos, a urina será coletada durante um período de 12 ou 24 horas e testada por um laboratório.

Glicose na urina (glicosúria) pode ser precisamente detectada pela tira reagente. A causa mais comum de glicose na urina é diabetes mellitus Diabetes mellitus (DM) O diabetes mellitus é uma doença na qual o organismo não produz uma quantidade suficiente de insulina ou não responde normalmente à insulina, fazendo com que o nível de açúcar (glicose) no sangue... leia mais , mas a ausência de glicose não significa que a pessoa não tenha diabetes ou que o diabetes esteja bem controlado. Além disso, a presença de glicose também não indica, necessariamente, diabetes ou outro problema.

Cetonas na urina (cetonúria) frequentemente podem ser detectadas pela tira reagente. As cetonas são formadas quando o corpo quebra as gorduras. As cetonas podem aparecer na urina devido a inanição, diabetes mellitus não controlado e, ocasionalmente, após beber quantidades significativas de álcool.

Sangue na urina (hematúria) é detectável pela tira reagente e confirmado pela visualização da urina ao microscópio e outros exames. Por vezes, a urina contém sangue suficiente para ser visível, atribuindo à urina uma cor avermelhada ou acastanhada.

Esterase leucocitária (uma enzima encontrada em certos glóbulos brancos) na urina pode ser detectada pela tira reagente. A esterase leucocitária indica uma inflamação, causada geralmente por uma infecção no trato urinário.

A acidez (pH) da urina é medida pela tira reagente. Determinados alimentos, desequilíbrios químicos e distúrbios metabólicos podem provocar alterações da acidez da urina. Às vezes, uma alteração na acidez pode predispor a pessoa a ter cálculos renais.

A concentração da urina (também chamada de osmolalidade indica, grosseiramente, a gravidade específica) pode variar amplamente, dependendo se a pessoa está desidratada, quanto líquido bebeu e outros fatores. A concentração da urina também é, algumas vezes, importante para diagnosticar função renal anormal. Os rins perdem sua capacidade de concentrar a urina em um primeiro estágio do distúrbio que leva à insuficiência renal. Em um exame especial, a pessoa não toma água nem outros líquidos por 12 a 14 horas. Em outro exame, a pessoa recebe uma injeção de vasopressina (também chamada hormônio antidiurético). Depois, mede-se a concentração da urina. Normalmente, qualquer um desses exames tem como resultado uma urina bastante concentrada. No entanto, em determinados distúrbios renais (como o diabetes insipidus nefrogênico Diabetes insipidus nefrogênico No diabetes insipidus nefrogênico, os rins produzem um grande volume de urina diluída porque os túbulos renais não respondem à vasopressina (hormônio antidiurético) e são incapazes de reabsorver... leia mais ), a urina pode não estar concentrada mesmo quando outras funções renais estão normais.

Sedimento na urina pode ser examinado ao microscópio para fornecer informações sobre um possível distúrbio renal ou do trato urinário. Em uma situação normal, a urina contém um número reduzido de células e de outros resíduos provenientes do interior do trato urinário. Uma pessoa com distúrbio renal ou do trato urinário normalmente libera mais células, formando sedimento se a urina for centrifugada em uma centrífuga (um instrumento laboratorial que usa a força centrífuga para separar os componentes de um líquido) ou deixada a assentar.

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