Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

Carregando

Deficiência de vitamina D

(Raquitismo; osteomalácia)

Por

Larry E. Johnson

, MD, PhD, University of Arkansas for Medical Sciences

Última revisão/alteração completa out 2019| Última modificação do conteúdo out 2019
Clique aqui para a versão para profissionais
OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Recursos do assunto

A deficiência de vitamina D é mais comumente causada pela falta de exposição solar. Alguns distúrbios também podem causar a deficiência.

  • A causa mais comum é a falta de exposição solar, geralmente quando a dieta é deficiente em vitamina D, mas determinados distúrbios também podem causar a deficiência.

  • Sem uma quantidade suficiente de vitamina D, pode ocorrer fraqueza e dor nos músculos e nos ossos.

  • Os bebês desenvolvem raquitismo: O crânio é macio, os ossos crescem de forma anormal, e os bebês demoram em sentar-se e engatinhar.

  • Exames de sangue e, às vezes, radiografias, são realizados para confirmar o diagnóstico.

  • Os bebês devem receber suplementos de vitamina D desde o nascimento, pois o leite materno contém pouca quantidade de vitamina D.

  • Suplementos de vitamina D administrados por via oral ou injeção geralmente causam uma recuperação completa.

A vitamina D apresenta-se sob duas formas igualmente importantes para a nutrição:

  • Vitamina D2 (ergocalciferol): Essa forma é sintetizada a partir de plantas e precursores da levedura. Essa também é a forma utilizada em suplementos de alta dose.

  • Vitamina D3 (colecalciferol): Essa é a forma mais ativa de vitamina D. Ela é formada na pele quando é exposta à luz solar direta. As fontes alimentares mais comuns são os alimentos enriquecidos, como os cereais e os produtos lácteos. A vitamina D também está presente em óleo de fígado de peixe, peixes gordurosos, gema de ovo e fígado.

O leite materno contém apenas pequenas quantidades de vitamina D.

A vitamina D é armazenada principalmente no fígado. A vitamina D2 e a D3 não são ativas no organismo. Ambas as formas devem ser processadas (metabolizadas) pelo fígado e pelos rins em uma forma ativa chamada vitamina D ativa ou calcitriol. A forma ativa promove a absorção de cálcio e fósforo a partir do intestino. Cálcio e fósforo, que são minerais, são incorporados aos ossos para torná-los fortes e densos (um processo chamado de mineralização). Assim, o calcitriol é necessário para a formação, o crescimento e a reparação dos ossos.

As necessidades de vitamina D aumentam conforme as pessoas envelhecem.

A vitamina D, assim como as vitaminas A, E e K, é uma vitamina lipossolúvel, a qual se dissolve em gordura, e é mais bem absorvida quando ingerida juntamente com alguma gordura.

A deficiência de vitamina D ocorre com frequência no mundo todo. Ela ocorre, com mais frequência, quando a pele não é exposta a uma quantidade suficiente de luz solar. Alimentos naturais (não enriquecidos) por si só raramente fornecem uma quantidade suficiente de vitamina D para prevenir a deficiência. Alimentos enriquecidos com vitamina D e suplementos de vitamina D podem ajudar a prevenir a deficiência quando a exposição solar for inadequada.

Quando há deficiência de vitamina D, o organismo absorve menos cálcio e fosfato. Se não houver uma quantidade suficiente de cálcio e fosfato disponível para manter os ossos saudáveis, a deficiência de vitamina D pode causar um distúrbio ósseo denominado raquitismo em crianças e osteomalacia em adultos. Na osteomalacia, o organismo não incorpora a uma quantidade suficiente de cálcio e outros minerais nos ossos, o que causa o enfraquecimento dos ossos.

Em uma gestante, a deficiência de vitamina D provoca a deficiência no feto, e o recém-nascido apresenta um elevado risco de desenvolver raquitismo. Ocasionalmente, a deficiência é grave o suficiente para causar osteomalacia na mulher. A deficiência de vitamina D causa o agravamento da osteoporose.

A deficiência de vitamina D causa baixos níveis de cálcio no sangue. Para tentar aumentar o baixo nível de cálcio, o organismo pode produzir uma quantidade maior de hormônio da paratireoide. No entanto, à medida que o nível do hormônio da paratireoide torna-se mais elevado (um quadro clínico chamado de hiperparatireoidismo), o hormônio drena cálcio dos ossos para aumentar o nível de cálcio no sangue. O hormônio da paratireoide também faz com que uma quantidade maior de fosfato seja eliminada na urina. Tanto o cálcio como o fosfato são necessários para manter os ossos saudáveis. Assim, ocorre um enfraquecimento dos ossos.

Você sabia que...

  • A falta de exposição solar pode causar deficiência de vitamina D.

Causas

Exposição solar inadequada

A causa mais comum de deficiência de vitamina D é

  • Exposição solar inadequada

Assim, a deficiência de vitamina D ocorre principalmente entre pessoas que não passam muito tempo ao ar livre: pessoas idosas e aquelas que vivem em uma instituição, como um lar de idosos. A deficiência também pode ocorrer no inverno, em latitudes norte e sul, ou em pessoas que deixam seus corpos cobertos, como mulheres muçulmanas.

Uma vez que o leite materno contém apenas pequenas quantidades de vitamina D, bebês que não são expostos a uma quantidade suficiente de luz solar correm o risco de desenvolver a deficiência e raquitismo.

Alguns especialistas recomendam que braços e pernas, ou o rosto, braços e mãos devem ser expostos à luz solar direta por cinco a 15 minutos, pelo menos três vezes por semana, mas algumas pessoas, como aquelas que têm a pele mais escura ou são de mais idade, podem precisar de mais exposição à luz solar. No entanto, muitos dermatologistas não recomendam exposições aumentadas ao sol devido ao risco de câncer de pele ser aumentado.

A deficiência de vitamina D geralmente ocorre em pessoas que não são expostas à luz solar e não consomem uma quantidade suficiente de vitamina D em sua dieta.

Outras causas

Quando a pele é suficientemente exposta à luz solar, o organismo normalmente forma uma quantidade suficiente de vitamina D. No entanto, determinadas circunstâncias aumentam o risco de deficiência de vitamina D, mesmo quando há exposição à luz solar:

  • A pele forma menos vitamina D em resposta à luz solar em determinados grupos de pessoas. Isso inclui pessoas com pele mais escura (em especial, negras), idosos e pessoas que usam protetor solar.

  • É possível que o organismo não consiga absorver uma quantidade suficiente de vitamina D a partir dos alimentos. Nos distúrbios de má absorção, as pessoas não conseguem absorver as gorduras normalmente. Elas também não conseguem absorver vitamina D, pois esta é uma vitamina lipossolúvel, a qual é normalmente absorvida juntamente com gorduras no intestino delgado. Uma menor quantidade de vitamina D pode ser absorvida pelo intestino com a idade.

  • É possível que o organismo não consiga converter a vitamina D em uma forma ativa. Determinadas doenças renais e hepáticas e várias doenças hereditárias raras (por exemplo, o raquitismo hipofosfatêmico) interferem nessa conversão, assim como determinados medicamentos, como alguns medicamentos anticonvulsivantes e a rifampicina.

Destaque para idosos: Deficiência de vitamina D

As pessoas mais velhas tendem a desenvolver deficiência de vitamina D por várias razões:

  • Suas necessidades são mais altas do que das pessoas mais jovens.

  • Eles tendem a passar menos tempo ao ar livre e, portanto, não são expostos a uma quantidade suficiente de luz solar.

  • É possível que eles não sejam expostos a uma quantidade suficiente de luz solar, porque estão acamados, vivem em instalações de cuidados de longa duração ou precisam permanecer no hospital por um longo tempo.

  • Quando expostas à luz solar, sua pele não forma tanta vitamina D.

  • Elas podem consumir uma quantidade tão pequena de vitamina D em sua dieta que, mesmo tomando complementos de vitamina D em pequenas doses (como 400 unidades por dia), isso não evita a deficiência.

  • Eles podem ter distúrbios ou tomar medicamentos que interferem no processamento da vitamina D.

Pessoas mais velhas devem tomar 800 unidades de vitamina D todos os dias para mantes seus ossos saudáveis.

A vitamina D não demonstrou prevenir câncer ou outros distúrbios nem evitar quedas em pessoas idosas. Pesquisas estão sendo realizadas para se verificarem outros benefícios da vitamina D.

Pessoas mais velhas que tomam elevadas doses de suplementos de vitamina D precisam fazer exames de sangue periódicos para verificar seus níveis de cálcio, vitamina D e hormônio da paratireoide.

Sintomas

A deficiência de vitamina D pode causar dores musculares, fraqueza e dor óssea em pessoas de todas as idades.

Os espasmos musculares (tetania) podem ser o primeiro sinal de raquitismo em bebês. Eles são causados por um baixo nível de cálcio no sangue em pessoas com deficiência grave de vitamina D. Se uma gestante apresentar deficiência de vitamina D, seu recém-nascido poderá apresentar espasmos. Os espasmos podem afetar a face, as mãos e os pés. Se os espasmos forem graves, os mesmos podem provocar convulsões.

Em bebês com raquitismo, o crânio todo pode ser macio.

Os bebês com menos de um ano de idade podem demorar em conseguir sentar-se e engatinhar e os espaços entre os ossos do crânio (fontanelas) podem demorar a fechar-se.

Em crianças entre um e quatro anos de idade, o crescimento ósseo tende a ser anômalo, causando desvios na curvatura da coluna vertebral (escoliose) e pernas arqueadas (joelho varo) ou joelhos juntos (joelho valgo). Essas crianças podem demorar a aprender a andar.

É provável que as crianças mais velhas e os adolescentes sintam dor ao andar. A deficiência de vitamina D grave pode causar pernas arqueadas (joelho varo) ou joelhos juntos (joelho valgo). Em meninas adolescentes, ela pode provocar um achatamento dos ossos pélvicos, causando um estreitamento da vagina.

Nos adultos, provoca fragilidade óssea, particularmente na coluna vertebral, na pelve e nas pernas. As zonas afetadas são dolorosas ao tato e podem ocorrer fraturas.

Em pessoas idosas, fraturas ósseas, especialmente fraturas do quadril, podem ocorrer apenas a partir de um leve choque ou de uma pequena queda.

Diagnóstico

  • Exames de sangue

  • Em alguns casos, radiografias

O médico suspeita da presença de deficiência de vitamina D nas seguintes pessoas:

  • Pessoas que relatam uma dieta inadequada ou exposição solar inadequada

  • Recém-nascidos com tetania

  • Crianças com sinais de raquitismo

  • Adultos idosos, especialmente aqueles com diminuição da densidade óssea (por exemplo, com osteoporose) ou ossos quebrados

Exames de sangue para medir a vitamina D podem confirmar a deficiência. Os níveis de cálcio e fosfato são medidos. Os níveis de outras substâncias podem ser medidos para descartar outras causas de diminuição da densidade óssea.

Radiografias podem também ser tiradas. As alterações características nos ossos podem ser vistas nas radiografias antes de os sintomas tornarem-se perceptíveis.

O diagnóstico de raquitismo ou osteomalacia devido à deficiência de vitamina D toma por base os sintomas, o aspecto característico dos ossos nas radiografias e a presença de níveis baixos de vitamina D no sangue.

Prevenção

Muitas pessoas precisam tomar suplementos de vitamina D. A exposição suficiente à luz solar pode ser difícil, especialmente porque a pele também precisa ser protegida contra os danos causados pelo sol. Alimentos naturais raramente contêm uma quantidade suficiente de vitamina D para compensar a falta de luz solar.

Os suplementos de vitamina D são especialmente importantes para as pessoas em situação de risco (como as pessoas idosas, acamadas, ou que vivem em estabelecimentos de cuidados de longo prazo). Para prevenir a deficiência, idosos geralmente devem tomar 800 unidades de vitamina D diariamente através de suplementos. Doses mais altas são raramente necessárias.

O leite líquido disponível comercialmente (mas não queijo ou iogurte) é enriquecido com vitamina D nos Estados Unidos e no Canadá. Muitos outros países não enriquecem o leite com vitamina D. Cereais matinais também podem ser enriquecidos.

Em bebês amamentados, é especialmente importante iniciar com suplementos de vitamina D ao nascimento, porque o leite materno contém pouca vitamina D. Os suplementos são administrados até os bebês completarem seis meses de idade, quando começam a ingerir uma dieta mais variada. Em relação aos bebês alimentados com fórmula lácteas, as fórmulas infantis comerciais contêm uma quantidade suficiente de vitamina D.

Tratamento

  • Suplementos de vitamina D

  • Às vezes, suplementos de cálcio e fosfato

O tratamento da deficiência de vitamina D consiste na ingestão de doses elevadas de vitamina D diariamente, geralmente por via oral, durante aproximadamente um mês. Depois de um mês, a dose costuma ser gradativamente reduzida até chegar à dose recomendada.

Se espasmos musculares estiverem presentes ou se houver suspeita de deficiência de cálcio, também são administrados suplementos de cálcio. Se houver deficiência de fosfato, são administrados suplementos de fosfato. Geralmente, esse tratamento leva a uma recuperação completa.

Pessoas com doença hepática ou renal crônica podem necessitar de formulações especiais de suplementos de vitamina D.

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais

Também de interesse

Vídeos

Visualizar tudo
Considerações gerais sobre vitaminas e minerais
Vídeo
Considerações gerais sobre vitaminas e minerais
O corpo humano precisa de várias vitaminas e minerais para se desenvolver. Muitos desses nutrientes...

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS