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Considerações gerais sobre distúrbios das plaquetas

Por

David J. Kuter

, MD, DPhil, Harvard Medical School

Última revisão/alteração completa jul 2019| Última modificação do conteúdo jul 2019
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As plaquetas (às vezes chamadas trombócitos) são fragmentos celulares que circulam na corrente sanguínea e ajudam o sangue a coagular. A trombopoietina, produzida principalmente no fígado, estimula a medula óssea a fabricar células grandes (megacariócitos) que, por sua vez, fabricam plaquetas a partir de seu citoplasma. As plaquetas não usadas em coágulos circulam por sete a dez dias e são então destruídas. Cerca de um terço delas estão sempre armazenadas no baço.

A contagem de plaquetas (número de plaquetas que circulam na corrente sanguínea) costuma ser de aproximadamente 140.000 a 440.000 plaquetas por microlitro (140 × 109 a 440 × 109 por litro). A contagem de plaquetas pode variar de acordo com o ciclo menstrual. Ela pode diminuir perto do final da gravidez (trombocitopenia gestacional) e aumentar em resposta a inflamações (trombocitose secundária ou reativa). Nenhum desses quadros é sério, e a maioria das pessoas afetadas não apresenta problemas resultantes de nenhum deles.

Os distúrbios das plaquetas incluem

Qualquer um desses distúrbios pode causar problemas de coagulação do sangue.

Na trombocitemia essencial, as células da medula óssea que fabricam plaquetas crescem exageradamente e produzem plaquetas em excesso, apesar de nenhum outro distúrbio ser identificado. Curiosamente, o aumento no número de plaquetas causa mais frequentemente excesso de hemorragia em vez de coagulação. Os médicos às vezes administram aspirina às pessoas para reduzir o risco de coagulação anormal se elas tiverem doença vascular ou risco maior de um ataque cardíaco. Às vezes, podem ser necessários medicamentos para reduzir a contagem de plaquetas.

Na trombocitose reativa, outro distúrbio clínico estimula a medula óssea a fabricar plaquetas em excesso (as plaquetas são fabricadas em reação ao outro distúrbio). Tais distúrbios incluem infecções, inflamação crônica (como ocorre na artrite reumatoide e na doença inflamatória do intestino), deficiência de ferro e certos cânceres. O aumento do número de plaquetas geralmente não causa nenhum aumento na coagulação nem risco de hemorragias. Não é necessário tratamento específico para o número elevado de plaquetas, mas o quadro clínico de base pode ter que ser tratado.

Na trombocitopenia, há muitas causas para a diminuição do número de plaquetas. As causas são geralmente divididas entre as que envolvem a diminuição da produção de plaquetas e as que envolvem o aumento da destruição ou perda de plaquetas.

Na disfunção das plaquetas, as pessoas têm o número correto de plaquetas, mas elas não funcionam normalmente.

Sintomas

Hemorragia na pele pode ser o primeiro sinal de uma baixa contagem de plaquetas ou de disfunção das plaquetas. Muitos pontos vermelhos diminutos (petéquias) aparecem com frequência na pele da parte inferior das pernas e pequenas lesões podem causar hematomas pretos e azulados (equimoses ou púrpura). As gengivas podem sangrar e pode aparecer sangue nas fezes ou na urina. Os períodos menstruais ou hemorragias nasais podem ser incomumente intensos. Quanto menor a contagem de plaquetas, mais graves os sintomas.

Hemorragia na pele

As pessoas com plaquetas em excesso podem ter os mesmos sinais de hemorragia que as pessoas com escassez de plaquetas. Isso ocorre porque um número muito elevado de plaquetas consegue absorver uma quantidade suficiente de um fator de coagulação importante (uma proteína encontrada no sangue que atua com as plaquetas para ajudar o sangue a coagular) para causar sangramento. No entanto, algumas pessoas têm, em vez disso, sintomas causados por coágulos de sangue anormais. Por exemplo, as pessoas podem apresentar inchaço na perna originário de um coágulo de sangue em uma veia da perna, ou podem ter formigamento e fraqueza devido a um coágulo de sangue no cérebro que está causando um acidente vascular cerebral (AVC).

Diagnóstico

  • Hemograma completo

Os médicos podem diagnosticar muitos distúrbios das plaquetas com um simples exame de sangue (um hemograma completo) para medir o número de plaquetas.

Podem ser necessários exames especiais para diagnosticar a disfunção das plaquetas.

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