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Paralisia das cordas vocais

Por

Clarence T. Sasaki

, MD, Yale University School of Medicine

Última revisão/alteração completa jan 2020| Última modificação do conteúdo jan 2020
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A paralisia das cordas vocais é a incapacidade de mover os músculos que controlam as cordas vocais.

  • A paralisia pode ser causada por tumores, lesões ou danos a nervos.

  • Os sintomas comuns são mudanças da voz e, possivelmente, dificuldades para respirar.

  • O diagnóstico é baseado no exame da laringe, brônquios ou esôfago.

  • Muitos procedimentos podem prevenir o fechamento das vias aéreas.

A paralisia pode afetar uma ou as duas cordas vocais. As mulheres são mais afetadas que os homens.

A paralisia de uma corda vocal pode resultar de doenças cerebrais, como tumores no cérebro, AVCs e doenças desmielinizantes (como esclerose múltipla) ou de lesões nos nervos que enervam a laringe. Lesões nervosas podem ser causadas por tumores não cancerosos (benignos) e cancerosos (malignos); lesões de pescoço; muitos tipos de cirurgia que envolvem o pescoço ou tórax, como a remoção cirúrgica da glândula tireoide, ou cirurgia da coluna vertebral ou cirurgia cardíaca; infecção viral dos nervos; doença de Lyme; neurotoxinas (substâncias que envenenam ou destroem tecido nervoso) como chumbo, mercúrio e arsênico ou as toxinas produzidas na difteria. Em muitas pessoas, a causa é desconhecida.

A paralisia de ambas as cordas vocais é um distúrbio com risco à vida, porque as cordas vocais não conseguem abrir o suficiente para permitir a passagem de ar adequadamente. Esta paralisia pode ser causada por cirurgia da coluna com acesso pela parte anterior do pescoço, remoção cirúrgica da glândula tireoide, inserção de um tubo para respiração na traqueia (intubação traqueal) ou doenças que afetam os nervos e músculos (como miastenia grave).

Paralisia das cordas vocais

A paralisia pode afetar uma corda vocal (unilateral), ou ambas as cordas vocais (bilateral, não ilustrada).

Paralisia das cordas vocais

Sintomas

A paralisia das cordas vocais impede que elas se abram e se fechem, e pode afetar a fala, a respiração e a deglutição. A paralisia pode permitir que os alimentos e os líquidos sejam inalados (aspirados) até a traqueia e os pulmões.

Caso haja paralisia de uma única corda vocal, a voz fica rouca e sussurrada. Geralmente, a via respiratória não fica obstruída, porque a corda normal, do outro lado, abre o suficiente.

Quando ambas as cordas vocais ficam paralisadas, a voz reduz-se em potência, embora continue a soar normalmente. Contudo, o espaço entre as cordas paralisadas é pequeno e a via aérea é inadequada; por esta razão, até mesmo um exercício moderado causa dificuldade de respirar e um som rouco e agudo (estridor), sempre que a pessoa respira.

Diagnóstico

  • Laringoscopia

  • Estudos diagnósticos por imagem

Os médicos tentam descobrir a causa da paralisia das cordas vocais. Eles fazem perguntas sobre todas as causas possíveis, incluindo exposição crônica a metais pesados (arsênico, chumbo e mercúrio), uso de fenitoína e vincristina, histórico de doenças do tecido conjuntivo (como a síndrome de Marfan), doença de Lyme, sarcoidose, diabetes e alcoolismo.

Além de fazer perguntas sobre o histórico médico do paciente, o médico baseia o diagnóstico na laringoscopia. A laringoscopia é o exame da laringe com um tubo de visualização fino e flexível.

Exames adicionais podem incluir

  • Ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) da cabeça, pescoço e tórax

  • Uma TC da glândula tireoide

  • Radiografias do esôfago (ingestão de bário)

Tratamento

  • Cirurgia

Caso haja paralisia de um único lado, pode ser realizada uma cirurgia para mover a corda vocal paralisada para a melhor posição para permitir uma fala mais normal. A operação pode envolver a inserção de um espaçador ajustável junto à corda paralisada ou injetar nela uma substância para aproximar as cordas, melhorar a voz e prevenir a aspiração.

Quando ambos os lados estão paralisados, é difícil manter as vias aéreas abertas de forma adequada. Pode ser necessária uma traqueostomia (cirurgia que cria uma abertura para a traqueia, cortando a parte anterior do pescoço). A abertura criada pela traqueostomia pode ser permanente ou ser utilizada apenas enquanto a pessoa tem uma infecção do trato respiratório superior.

Em outro procedimento, conhecido como aritenoidectomia, as cordas vocais ficam permanentemente separadas e, deste modo, alargam-se as vias aéreas. No entanto, este procedimento pode piorar a qualidade da voz.

A remoção a laser de parte de uma ou das duas cordas vocais é preferível à aritenoidectomia e ajuda a alargar as vias aéreas. Se for feita de forma correta, a remoção a laser pode preservar satisfatoriamente a qualidade da voz e eliminar a necessidade de traqueostomia.

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