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Síndrome de Horner

(Síndrome de Horner)

Por

Phillip Low

, MD, College of Medicine, Mayo Clinic

Última revisão/alteração completa dez 2018| Última modificação do conteúdo dez 2018
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A síndrome de Horner afeta um lado da face, fazendo a pálpebra cair, a pupila ficar pequena (contraída) e a diminuição do suor. A causa é o rompimento das fibras nervosas que conectam o cérebro ao olho.

  • A síndrome de Horner pode ocorrer por si só ou ser resultado de uma doença que rompe as fibras nervosas que conectam o cérebro ao olho.

  • A pálpebra superior cai, a pupila continua pequena e o lado afetado da face pode suar menos.

  • Os médicos testam a pupila para ver se aumenta e também é possível fazer testes de imagem para buscar a causa.

  • A causa, se identificada, é tratada.

A síndrome de Horner pode manifestar-se em pessoas de qualquer idade.

Causas

Algumas das fibras nervosas que conectam os olhos e o cérebro fazem um circuito. A partir do cérebro, descem até a medula espinhal. Avançam pelo tórax e voltam para cima, através do pescoço, junto à artéria carótida, atravessando o crânio até o interior do olho. Se essas fibras nervosas forem interrompidas, em qualquer parte, ao longo do seu trajeto, produz-se a síndrome de Horner.

A síndrome de Horner pode ocorrer sozinha ou ser causada por outra doença. Por exemplo, pode ser causada por doenças da cabeça, cérebro, pescoço ou medula espinhal, tais como os seguintes:

A síndrome de Horner pode estar presente desde o nascimento (congênita).

Sintomas

Essa síndrome afeta o olho do lado das fibras nervosas interrompidas.

Os sintomas da síndrome de Horner incluem uma pálpebra superior caída (ptose) e uma pupila contraída (miose). Em algumas pessoas, a constrição da pupila interfere com a capacidade de enxergar no escuro. Contudo, a maioria das pessoas não percebe uma diferença na visão.

O lado afetado da face pode suar menos que o normal ou nada e, raramente, parece ruborizado.

Na forma congênita, a íris do olho afetado mantém uma cor azul acinzentada, tal como no momento do nascimento.

Diagnóstico

  • Testes de colírios

  • Exame de imagem por ressonância magnética ou tomografia computadorizada para identificar a causa

Suspeita-se de síndrome de Horner com base nos sintomas.

Para confirmar o diagnóstico de síndrome de Horner e determinar onde está o problema, os médicos fazem um teste de duas etapas:

  • Primeiramente, aplicam colírio com pequenas quantidades de cocaína ou outro medicamento (apraclonidina) nos dois olhos.

  • Se for provável tratar-se de síndrome de Horner, os médicos fazem outro exame 48 horas depois. São aplicadas gotas de hidroxianfetamina nos dois olhos.

A forma como as pupilas reagem aos medicamentos indica se é provável tratar-se de síndrome de Horner e ajuda a localizar onde está o problema.

Geralmente é necessário fazer exames de imagem por ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) do cérebro, medula espinhal, tórax ou pescoço para buscar tumores e outras doenças sérias que podem perturbar as fibras nervosas conectando o cérebro e o olho.

Tratamento

  • Tratamento da causa, caso identificada

A causa da síndrome de Horner, se identificada, é tratada. Porém, não há nenhum tratamento específico para a síndrome de Horner. Em geral, não é necessário nenhum tratamento, pois, normalmente, a queda da pálpebra é bem leve.

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