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Nervos

Por

Steven A. Goldman

, MD, PhD, University of Rochester Medical Center

Última revisão/alteração completa mar 2018| Última modificação do conteúdo abr 2018
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O sistema nervoso periférico é composto por mais de 100 bilhões de células nervosas (neurônios) que percorrem todo o organismo como cabos, fazendo a ligação entre o cérebro e outras partes do corpo, e muitas vezes entre si.

Os nervos periféricos consistem em feixes de fibras nervosas, revestidas por muitas camadas de tecido composto por uma substância gordurosa chamada mielina. Essas camadas formam a bainha de mielina, que acelera a condução de impulsos nervosos ao longo da fibra nervosa. Os nervos conduzem impulsos em diferentes velocidades, dependendo do seu diâmetro e da quantidade de mielina em volta deles.

O sistema nervoso periférico tem duas partes:

  • O sistema nervoso somático

  • O sistema nervoso autônomo

Sistema nervoso somático

O sistema nervoso somático é composto por nervos que ligam o cérebro e a medula espinhal aos músculos controlados por esforço consciente (músculos voluntários ou esqueléticos) e aos receptores sensitivos da pele. Os receptores sensitivos são as terminações especializadas das fibras nervosas que detectam informações no corpo e em volta dele.

Sistema nervoso autônomo

Este sistema liga o tronco cerebral e a medula espinhal aos órgãos internos e regula os processos corporais internos que não exigem um esforço consciente, de modo que as pessoas geralmente não estão cientes deles (consulte Considerações gerais sobre o sistema nervoso autônomo). Por exemplo, a força e a frequência cardíaca e respiratória, a pressão arterial e a velocidade da passagem dos alimentos através do trato digestivo.

O sistema nervoso autônomo é composto pelos sistemas simpático e parassimpático.

  • Sistema simpático: Sua principal função é a de preparar o organismo para situações de estresse ou de emergência, para lutar ou fugir.

  • Sistema parassimpático: Sua principal função é manter normais as funções corporais durante situações ordinárias.

Esses dois sistemas trabalham em conjunto: normalmente, um ativa e o outro inibe as ações dos órgãos internos. Por exemplo, o sistema simpático aumenta a pulsação, a pressão arterial e a frequência respiratória, enquanto o parassimpático as diminui.

Estrutura típica de um neurônio

Um neurônio é composto por um corpo celular grande e fibras nervosas – um prolongamento extenso (axônio), que envia impulsos elétricos e, em geral, no extremo oposto do neurônio, várias ramificações (dendritos) que recebem os impulsos.

Cada axônio grande é revestido por oligodendrócitos no cérebro e na medula espinhal, e por células de Schwann no sistema nervoso periférico. As membranas dessas células são compostas por uma substância rica em gordura (lipoproteína) denominada mielina. As membranas envolvem o axônio, formando uma bainha de várias camadas. Essa bainha de mielina é semelhante a um isolante, como aquele que reveste um fio elétrico. Os impulsos nervosos viajam muito mais depressa nos nervos revestidos por uma bainha de mielina do que naqueles sem revestimento.

Quando ocorrem lesões na bainha de mielina de um nervo, a transmissão nervosa se torna lenta ou é interrompida. A bainha de mielina pode ser lesionada por diversos problemas de saúde que causam dano ao cérebro ou aos nervos periféricos incluindo

  • Esclerose múltipla

  • Certos tipos de acidentes vasculares cerebrais

  • Certas doenças autoimunes (tais como a síndrome de Guillain-Barré)

  • Alguns tipos de infecções

  • Medicamentos e toxinas

  • Determinadas doenças hereditárias

Estrutura típica de um neurônio

Nervos cranianos e nervos espinhais

Os nervos que conectam o cérebro com os olhos, ouvidos, o nariz e a garganta, e também com várias partes da cabeça, pescoço e tronco são chamados de nervos cranianos. Há 12 pares ( Considerações gerais sobre nervos cranianos).

Os nervos que conectam a medula espinhal com outras partes do corpo são chamados de nervos espinhais. O cérebro se comunica com quase todo o corpo através dos nervos espinhais. Há 31 pares de nervos espinhais, localizados nos intervalos ao longo da medula espinhal ( Considerações gerais sobre doenças da medula espinhal). Diversos nervos cranianos e a maioria dos nervos espinhais estão envolvidos nas partes somática e autônoma do sistema nervoso periférico.

Os nervos espinhais emergem da medula espinhal pelos espaços entre as vértebras. Cada nervo surge em duas ramificações curtas (chamadas raízes nervosas espinhais): uma na parte da frente e outra na parte posterior da medula espinhal.

  • Raiz nervosa motora (raiz nervosa anterior): a raiz motora surge na parte frontal da medula espinhal. As fibras nervosas motoras transportam comandos do cérebro e da medula espinhal para outras partes do corpo, em especial para os músculos esqueléticos.

  • Raiz nervosa sensitiva (raiz nervosa posterior): a raiz sensitiva está localizada na parte de trás da medula espinhal. As fibras nervosas sensitivas transportam para o cérebro informações sensoriais (em relação à posição corporal, luz, tato, temperatura e dor) proveniente de outras partes do organismo. As fibras nervosas sensitivas em cada raiz nervosa sensitiva transportam informações de uma área específica do corpo, denominada dermátomo ( Dermátomos).

Após deixar a medula espinhal, as raízes nervosas motora e sensitiva correspondentes juntam-se para formar um único nervo espinhal.

Alguns nervos espinhais formam redes de nervos entrelaçados, denominados plexos nervosos. Em cada plexo, as fibras nervosas dos diferentes nervos espinhais são ordenadas e recombinadas, de forma que todas as fibras indo ou vindo de uma área específica do corpo se juntam num único nervo ( Caixas de junção nervosa: Os plexos).

Há dois plexos nervosos principais:

  • Plexo braquial: ordena e recombina as fibras nervosas que passam pelos braços e mãos

  • Plexo lombossacral: ordena e recombina as fibras nervosas que vão até as pernas e pés

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