Síndromes mielodisplásicas (SMD)

PorAshkan Emadi, MD, PhD, West Virginia University School of Medicine, Robert C. Byrd Health Sciences Center;
Jennie York Law, MD, University of Maryland, School of Medicine
Revisado porJerry L. Spivak, MD, MACP, Johns Hopkins University School of Medicine
Revisado/Corrigido: modificado fev. 2026
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As síndromes mielodisplásicas dizem respeito a um grupo de doenças relacionadas nas quais células formadoras do sangue anômalas se desenvolvem na medula óssea. De início, essas células interferem na produção das células sanguíneas normais. Posteriormente, essas células podem se tornar cancerosas, transformando-se em uma forma de leucemia.

(Consulte também Considerações gerais sobre a leucemia.)

  • Os sintomas dependem do tipo de célula afetada, mas podem incluir cansaço, fraqueza, palidez, febre e infecções ou hemorragia e formação de hematomas.

  • São necessários exames de sangue e da medula óssea para o diagnóstico.

  • O tratamento com azacitidina e decitabina pode ajudar a aliviar os sintomas e a diminuir a probabilidade de se desenvolver leucemia aguda.

  • O transplante de células-tronco pode curar a doença.

Nas síndromes mielodisplásicas, se desenvolve uma linhagem de células idênticas (clones) e ocupa a medula óssea. Essas células anômalas não crescem, amadurecem ou funcionam normalmente. As células também interferem na função normal da medula óssea, resultando em deficiências de:

  • Glóbulos vermelhos (que transportam oxigênio na corrente sanguínea), o que causa anemia

  • Glóbulos brancos (que ajudam a defender o organismo contra infecções), o que causa infecções

  • Plaquetas (pequenas partículas semelhantes a células que ajudam no processo de coagulação), causando sangramento e hematomas

Em algumas pessoas predomina o prejuízo da produção dos glóbulos vermelhos.

As síndromes mielodisplásicas ocorrem com mais frequência em pessoas com mais de 50 anos, principalmente nas que têm mais de 65 anos. Homens têm mais probabilidade de serem afetados do que mulheres.

A causa tende a ser desconhecida. No entanto, a exposição da medula óssea à radioterapia ou a alguns tipos de medicamentos quimioterápicos ou substâncias químicas pode afetar algumas pessoas.

Sintomas de SMD

Os sintomas podem evoluir muito lentamente. São frequentes fadiga, fraqueza e outros sintomas relacionados à anemia. Pode se desenvolver febre devido a infecções se o número de glóbulos brancos diminuir. A redução do número de plaquetas (trombocitopenia) pode causar sangramento anômalo e facilidade de formação de hematomas.

Diagnóstico de SMD

  • Exames de sangue

  • Exame da medula óssea

  • Provas moleculares

Pode-se suspeitar da existência de síndrome mielodisplásica quando as pessoas apresentam anemia persistente e inexplicável, mas o diagnóstico requer uma avaliação da medula óssea.

Em alguns centros, são feitos exames para procurar por anomalias genéticas ou cromossômicas presentes na síndrome mielodisplásica (às vezes denominados provas moleculares). Existem tratamentos experimentais disponíveis direcionados a algumas dessas anomalias específicas.

Tratamento de SMD

  • Quimioterapia

  • Às vezes, é realizado transplante de células-tronco

Os medicamentos azacitidina e decitabina ajudam a aliviar os sintomas e a diminuir a probabilidade de desenvolver leucemia aguda. A azacitidina também pode melhorar a sobrevida. O transplante de células-tronco é o único tratamento curativo e é normalmente realizado em pessoas jovens.

Caso ocorra a transformação em leucemia mieloide aguda (LMA), quimioterapia, como aquela dada no caso de LMA, pode ser útil, mas é improvável que este tipo de LMA seja curável somente com quimioterapia.

Tratamento das complicações das síndromes mielodisplásicas

As pessoas com síndromes mielodisplásicas frequentemente precisam de transfusões de glóbulos vermelhos. Um medicamento denominado lenalidomida, que ataca as células que funcionam com uma anomalia cromossômica específica, diminui a necessidade de transfusões de sangue. Plaquetas são transfundidas somente se as pessoas apresentarem hemorragias descontroladas ou se for necessária cirurgia e o número de plaquetas estiver baixo.

Pessoas que apresentam números muito baixos de neutrófilos (os glóbulos brancos que combatem infecções) podem se beneficiar de injeções periódicas de um tipo especial de proteína denominada fator estimulante de colônias de granulócitos. As pessoas também podem se beneficiar da proteína eritropoietina, que pode ajudar na produção de glóbulos vermelhos, e da proteína trombopoietina, que estimula o desenvolvimento de plaquetas.

Prognóstico da SMD

Considera-se que síndromes mielodisplásicas são um tipo de pré-leucemia que pode progredir gradualmente por um período de diversos meses a anos. Em 10% a 30% das pessoas, uma síndrome mielodisplásica se transforma em leucemia mieloide aguda.

Mais informações

Os seguintes recursos em inglês podem ser úteis. Vale ressaltar que O Manual não é responsável pelo conteúdo desses recursos.

  1. Blood Cancer United: Síndromes mielodisplásicas:

  2. MDS Foundation: O que é SMD?:

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