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Visão geral da reabilitação

Por

Alex Moroz

, MD, New York University School of Medicine

Última modificação do conteúdo jul 2017
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A reabilitação visa facilitar a recuperação da perda de função. A perda pode decorrer de fratura, amputação, acidente vascular cerebral (AVC) ou outras doenças neurológicas como artrites, disfunção cardíaca ou falta prolongada de condicionamento (p. ex., após alguma doença ou procedimento cirúrgico). A reabilitação pode ser feita com

Para alguns pacientes o objetivo é a recuperação com função completa, sem restrição; para outros, é a recuperação da capacidade de realizar o máximo possível de atividades da vida diária (AVD). Os resultados da reabilitação dependem da natureza da perda e da motivação do paciente. O progresso pode ser lento em pacientes idosos e em pacientes que não tenham força muscular ou motivação.

A reabilitação pode se iniciar em um hospital de tratamento agudo. Os hospitais de reabilitação geralmente fornecem um tratamento mais amplo e intenso, devendo ser uma opção para os pacientes com bom potencial de recuperação e que conseguem tolerar e participar de tratamentos intensivos (em geral, 3 h/dia). Várias casas de repouso apresentam programas menos intensivos (em geral, de 1 a 3 horas/dia, por até 5 dias/semana) que duram mais e, assim, são mais adequados a pacientes com menor capacidade de tolerar a terapia (p. ex., pacientes idosos ou frágeis). Os programas de reabilitação menos variados e frequentes podem ser oferecidos para pacientes ambulatoriais ou em domicílio e são adequados a muitos pacientes. Entretanto, a reabilitação de pacientes ambulatoriais pode ser intensiva (várias horas/dia, até 5 dias por semana).

A abordagem interdisciplinar é melhor, pois a incapacidade pode levar a vários problemas (p. ex., depressão, falta de motivação para recuperar a função perdida, problemas financeiros). Assim, os pacientes podem necessitar intervenção psicológica e ajuda de assistentes sociais ou agentes de saúde mental. Também é necessário que os membros da família aprendam a se ajustar as incapacidades e como ajudar o paciente.

Encaminhamento

Para iniciar uma terapia de reabilitação formal, o médico deve prescrever um encaminhamento/prescrição a um fisioterapeuta, terapeuta ou centro de reabilitação. O encaminhamento/prescrição deve mencionar o diagnóstico e a finalidade da terapia. O diagnóstico pode ser específico (após AVC do lado esquerdo, déficits residuais à direita nas extremidades superiores e inferiores) ou funcional (fraqueza generalizada associada a repouso no leito). Os objetivos devem ser os mais específicos possíveis (p. ex., treinamento para utilização de prótese de membro, fortalecimento máximo muscular generalizado ou resistência geral). Embora instruções vagas (p. ex., fisioterapia para avaliar e tratar) sejam algumas vezes aceitas, elas não constituem os melhores interesses do paciente e podem ser rejeitadas para instruções mais específicas. Os médicos não familiarizados com prescrição de encaminhamentos para programas de reabilitação podem consultar um fisiatra.

Objetivos do terapia

A avaliação inicial estabelece os objetivos para restaurar as funções necessárias para a realização das AVD, que incluem autocuidados (p. ex., se arrumar, tomar banho, vestir-se, alimentar-se, ir ao banheiro), cozinhar, limpar, fazer compras, tomar fármacos, cuidar das finanças, utilizar telefone e viajar. O médico quem encaminha e a equipe de reabilitação determina quais atividades são atingíveis e quais são essenciais para a independência do paciente. Uma vez que a função das AVD seja maximizada, adicionam-se objetivos para melhoria da qualidade de vida.

Os pacientes apresentam melhoras em diferentes velocidades. Algumas evoluções de terapias duram apenas algumas semanas, outras duram mais tempo. Alguns pacientes que já completaram a terapia inicial necessitam de terapia adicional.

Questões relacionadas ao paciente e cuidador

A educação do paciente e de seus familiares é uma parte importante do processo de reabilitação, particularmente quando o paciente recebe alta para a comunidade. Em geral, a enfermeira é o membro da equipe primariamente responsável para esta educação. Os pacientes são ensinados a manter as funções novas recuperadas e como reduzir os riscos de acidentes (p. ex., quedas, cortes, queimaduras) e incapacidades secundárias. Os membros da família são ensinados a ajudar o paciente a ser o mais independente possível, de forma que não superprotejam o paciente (levando a diminuição do estado funcional e aumento da dependência) ou negligenciem as necessidades primárias (levando a sentimentos de rejeição, que podem causar depressão ou interferir com o funcionamento físico).

O apoio emocional dos membros da família e amigos é essencial. Ele pode assumir várias formas. O apoio espiritual e aconselhamento pelos pares ou religiosos podem ser indispensável para alguns pacientes.

Reabilitação geriátrica

As situações que necessitam de reabilitação (p. ex., AVC, IAM, fratura de quadril, amputação de membros) são comuns entre pacientes idosos. Os idosos também tem maior probabilidade de estarem descondicionados, antes de um problema agudo que necessite de reabilitação.

Os idosos, mesmo com prejuízo cognitivo, podem se beneficiar de reabilitação. A idade isolada não é motivo para adiar ou mesmo negar a reabilitação. Entretanto, os idosos podem apresentar uma recuperação mais lenta, pois têm uma capacidade de adaptação a mudanças ambientais reduzida, incluindo

  • Sedentarismo

  • Falta de resistência

  • Diminuição da força muscular, mobilidade articular, coordenação ou agilidade

  • Equilíbrio prejudicado

Os programas estabelecidos especificamente para idosos são preferíveis devido aos idosos geralmente terem objetivos diferentes, necessitarem de reabilitação menos intensiva e de cuidados diferentes dos indivíduos jovens. Em programas com separação por idade, os idosos têm menor probabilidade de comparar o progresso com os pacientes mais jovens e se tornarem desestimulados e os aspectos sociais dos cuidados pós-alta podem ser mais prontamente integrados. Alguns programas são estabelecidos para situações clínicas específicas (p. ex., recuperação de cirurgia de fratura de quadril), pacientes com condições similares podem trabalhar juntos buscando objetivos comuns através do estímulo mútuo e reforçando o treinamento da reabilitação.

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