Manual MSD

Please confirm that you are a health care professional

honeypot link

Alimentos sólidos na infância

Por

Deborah M. Consolini

, MD, Sidney Kimmel Medical College of Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo set 2019
Clique aqui para acessar Educação para o paciente

A OMS e a American Academy of Pediatrics recomendam exclusivamente o aleitamento materno por cerca de 6 meses, com a introdução de alimentos sólidos a partir daí. Outras organizações sugerem que os pais podem introduzir alimentos sólidos entre 4 e 6 meses de idade e manter o aleitamento materno ou usar mamadeira. Antes dos 4 meses de vida, alimento sólido não é necessário em termos nutricionais e o reflexo de extrusão, no qual a língua empurra para fora qualquer coisa colocada na boca, dificulta a alimentação com sólidos. A introdução de alimentos sólidos antes de 4 e após 6 meses de idade pode estar associada a um maior risco de alergias alimentares e doença celíaca.

Evidências crescentes sugerem que a introdução de alimentos sólidos entre os 4 e 6 meses de idade pode realmente proteger contra o desenvolvimento de alergias alimentares. Em 2008, a American Academy of Pediatrics divulgou diretrizes afirmando que não há evidências atuais de que atrasar a introdução de alimentos sólidos (incluindo alimentos alergênicos como ovo e amendoim) depois dos 4 a 6 meses de idade protege contra o desenvolvimento de alergias alimentares (1). Posteriormente, vários estudos avaliaram o potencial benefício da introdução precoce de alimentos alergênicos em lactentes (2–4). Assim, a introdução de qualquer alimento sólido específico não precisa ser atrasada além dos 4 a 6 meses de vida na maioria das crianças. De acordo com as diretrizes atuais para a prevenção da alergia ao amendoim nos Estados Unidos, mesmo em crianças com alto risco de eczema grave ou alergia a ovo, ou ambos, deve-se introduzir alimentos que contenham amendoim apropriados à idade entre 4 e 6 meses de idade para reduzir a risco de alergia ao amendoim, desde que os resultados das medições de IgE específicas do amendoim e/ou teste cutâneo sejam negativos (5).

Inicialmente, alimentos sólidos devem ser introduzidos após aleitamento materno ou mamadeira para garantir nutrição adequada. Cereal de arroz enriquecido com ferro é tradicionalmente o primeiro alimento introduzido porque não é alergênico, é facilmente digerido e é uma fonte necessária de ferro.

Em geral, recomenda-se a introdução de um único alimento novo por semana, de tal forma que se possa identificar o alimento alergizante. Os alimentos não precisam ser introduzidos em uma ordem específica, embora devam ser introduzidos gradualmente aumentando-se a textura do alimento — p. ex., do cereal de arroz para um alimento macio e para um cortado em pedaços.

Carne em forma de purê para prevenir a aspiração, uma boa fonte de ferro e zinco (que podem estar limitados na dieta de um lactente que é exclusivamente amamentado no peito), é, portanto, um bom complemento na alimentação.

Lactentes vegetarianos podem obter o ferro de cereais enriquecidos com ferro, legumes folhosos verdes, grãos, ervilha e feijão seco, e zinco a partir de pão integral e cereais enriquecidos.

Preparações caseiras são equivalentes a alimentos comerciais, mas as preparações comerciais de cenouras, beterrabas, nabos, couve e espinafre são preferíveis antes de 1 ano, se disponível, porque são testadas quanto a nitratos. Altos níveis de nitrato, que podem induzir metemoglobinemia em crianças pequenas, estão presentes quando os vegetais são cultivados usando suprimentos de água contaminados por fertilizantes.

Alimentos a evitar incluem:

  • Mel deve ser evitado até o 1 ano por causa do risco de botulismo no lactente

  • Alimentos que possam obstruir as vias respiratórias, se aspirados, devem ser evitados (p. ex., nozes inteiras, doces arredondados, pipoca, cachorro-quente, carne que não esteja sob a forma de purê, uva que não esteja cortada em pequenos pedaços)

Pedaços inteiros de oleaginosas devem ser evitados até os 2 ou 3 anos porque não são totalmente dissolvidas com a mastigação, podendo pequenos pedaços ser aspirados com ou sem obstrução brônquica, provocando pneumonia e outras complicações.

Por volta do 1º ano, as crianças podem tomar leite de vaca integral, e evita-se o leite com pouca gordura até 2 anos, quando, então, a dieta da criança torna-se semelhante à da família. Os pais devem ser orientados a limitar a ingestão de leite a 450 a 700 mL/dia em crianças menores; uma grande ingestão pode reduzir a ingestão de outras importantes fontes nutricionais e contribuir para a deficiência de ferro.

Sucos são uma fonte nutricional pobre, contribuem para cáries dentárias e deve-se limitá-los a 120 a 180 mL/dia ou simplesmente evitados.

Por volta do 1º ano de vida, a taxa de crescimento geralmente diminui. As crianças necessitam de menos comida e podem recusá-la em alguma refeição. Os pais devem ser tranquilizados e informados para avaliar a ingestão da criança por semana, e não por uma única refeição ou durante um dia. A subalimentação de alimentos sólidos apenas preocupa quando a criança não ganha peso adequado.

(Ver também Nutrição em lactentes.)

Referências

Clique aqui para acessar Educação para o paciente
OBS.: Esta é a versão para profissionais. CONSUMIDORES: Clique aqui para a versão para a família

Também de interesse

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS