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Crescimento físico de lactentes e crianças

Por

Evan G. Graber

, DO, Sydney Kimmel Medical College

Última modificação do conteúdo fev 2019
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O crescimento físico é avaliado pela aquisição de peso e altura apropriados e pelo aumento de todos os órgãos (exceto o tecido linfático, que diminui de tamanho). O crescimento do nascimento à adolescência ocorre em 2 fases distintas:

  • Fase 1 (do nascimento até a idade de 1 a 2 anos): essa fase é de crescimento rápido, embora a taxa de crescimento diminua nesse período.

  • Fase 2 (por volta dos 2 anos até o início da puberdade): nessa fase, ocorre crescimento com aumentos anuais relativamente constantes.

A puberdade é a maturação física que se processa da criança para o adulto. A adolescência é definida por uma faixa etária; a puberdade ocorre durante a adolescência (ver Crescimento físico e amadurecimento sexual dos adolescentes). Na puberdade, ocorre um 2º crescimento rápido, discretamente diferente para meninas e meninos.

Do nascimento aos 2 anos de idade, recomenda-se mapear todos os parâmetros de crescimento usando o padrão growth charts from the WHO. Depois dos 2 anos de idade, os parâmetros de crescimento são acompanhados usando as curvas de crescimento do CDC (growth charts from the CDC) (1).

Referência

Comprimento

O comprimento é medido em crianças muito pequenas que ainda não ficam em pé; a altura é medida assim que a criança possa permanecer em pé. Geralmente, o comprimento de lactentes a termo normais aumenta cerca de 30% em 5 meses e > 50% em 12 meses; os lactentes crescem cerca de 25 cm durante o primeiro ano e a altura aos 5 anos é aproximadamente o dobro do comprimento ao nascimento. A maioria dos meninos alcança metade da altura adulta por volta dos 2 anos de idade; a altura da maioria das meninas aos 19 meses é cerca de metade da altura adulta.

A velocidade na mudança da altura (velocidade da altura) é uma medida de crescimento mais sensível do que as medidas de altura próprias do momento. Em geral, os lactentes de termo saudáveis crescem cerca de 2,5 cm/mês entre o nascimento e o 6o mês, 1,3 cm/mês dos 7 aos 12 meses e cerca de 7,6 cm/ano entre 12 meses e 10 anos.

Antes dos 12 meses, as variações da velocidade de altura são, em parte, devidas aos fatores perinatais (p. ex., prematuridade). Após os 12 meses, a altura é predominantemente determinada geneticamente, e a velocidade da altura permanece praticamente constante até a puberdade; a altura de uma criança tende a permanecer a mesma de seus pares.

A tendência de alguns lactentes pequenos para a idade gestacional é a de permanecerem menores durante a vida do que os nascidos adequados para a idade gestacional. Meninos e meninas mostram pequenas diferenças de altura e da taxa de crescimento durante a infância.

As extremidades crescem mais rapidamente do que o tronco, determinando uma mudança gradual nas relações das proporções; a relação cabeça-púbis/púbis-calcanhar é de 1,7 ao nascimento, 1,5 aos 12 meses, 1,2 aos 5 anos e 1,0 após os 7 anos.

Peso

O peso segue um padrão semelhante. Recém-nascidos normais a termo geralmente perdem 5 a 8% do peso no nascimento nos dias que se seguem ao parto, mas recuperam o peso no prazo de 2 semanas. Eles ganham de 14 a 28 g/dia até o 3o mês, depois 4.000 g entre 3 e 12 meses, dobrando o peso de nascimento por volta do 5o mês, triplicando até os 12 meses, e quase quadruplicando até os 2 anos. Entre os 2 anos e a puberdade, o peso aumenta 2 kg/ano. A recente epidemia de obesidade infantil (ver tabela Alterações na prevalência da obesidade segundo o NHANES) inclui ganho de peso acentuadamente maior, mesmo entre crianças muito pequenas. Em geral, os meninos são mais pesados e mais altos do que as meninas quando o crescimento está concluído, porque os meninos têm um período de crescimento pré-puberal mais longo, um pico maior durante o estirão pubertário e estirão de crescimento mais longo na adolescência.

Tabela
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Alterações na prevalência da obesidade segundo o NHANES

Faixa etária

1976–1980

2003–2004

2007–2008

2009–2012

2–5 anos

5%

13,9%

10,4%

12,1%

6–11 anos

6,5%

18,8%

19,6%

18,0%

12–19 anos

5%

17,4%

18,1%

18,4%

20–74 anos

15%

32,9%

33,8%

35,7%

NHANES = National Health and Nutrition Examination Survey.

Perímetro cefálico

O perímetro cefálico é reflexo do tamanho cerebral, sendo medido rotineiramente até os 36 meses. Ao nascimento, o cérebro corresponde a 25% do tamanho do adulto, e o perímetro cefálico tem, em média, 35 cm. O perímetro cefálico aumenta, em média, 1 cm/mês durante o 1o ano; o crescimento é mais rápido nos 1ºs 8 meses, e até os 12 meses o cérebro completa metade do seu crescimento pós-natal, correspondendo a 75% do tamanho adulto. O perímetro cefálico aumenta mais 3,5 cm até os 2 anos; até os 3 anos, o cérebro corresponderá a 80% do adulto e 90% até os 7 anos.

Composição corporal

A composição corporal (proporções da gordura e água do corpo) se altera e afeta o volume de distribuição do fármaco. A proporção de gordura aumenta rapidamente de 13% ao nascimento para 20 a 25% até os 12 meses, explicando o aspecto rechonchudo da maioria dos lactentes. A partir daí, ocorre diminuição gradativa até a pré-adolescência, quando a gordura do corpo retorna aos 13%. Novamente haverá aumento lento até o início da puberdade, quando a gordura corpórea pode diminuir novamente, especialmente nos meninos. Após a puberdade, esse percentual geralmente se estabiliza nas meninas, ao passo que nos meninos ele tende a sofrer um leve declínio.

A água do corpo medida em termos percentuais do peso corpóreo é de 70% ao nascimento, declinando para 61% aos 12 meses (quase igual ao percentual do adulto). Essa mudança deve-se fundamentalmente à diminuição do líquido extracelular de 45 para 28% do peso corpóreo. O líquido intracelular permanece relativamente constante. Após os 12 meses de idade, há queda lenta e variável no líquido extracelular e elevação do líquido intracelular para níveis de adulto de cerca de 20% e 40%, respectivamente. O aumento relativamente maior da água do corpo, sua alta taxa de renovação e a superfície de perda comparativamente alta (por causa da área da superfície proporcionalmente maior) tornam os lactentes mais suscetíveis à privação de líquidos do que as crianças maiores e os adultos.

Erupção dentária

A erupção dentária é variável ( Épocas da erupção dentária), primariamente devido aos fatores genéticos. Em média, lactentes normais devem ter 6 dentes até os 12 meses, 12 dentes até 18 meses, 16 dentes até os 2 anos e todos os dentes (20) até os 2½ anos; dentes decíduos são substituídos pelos permanentes entre as idades de 5 e 13 anos. A erupção dos dentes decíduos é semelhante em ambos os sexos; os dentes permanentes tendem a surgir mais cedo nas meninas. O atraso da erupção dentária pode decorrer do padrão familiar ou de situações como raquitismo, hipopituitarismo, hipotireoidismo ou síndrome de Down. Dentes supranumerários e ausência congênita deles são provavelmente variantes normais.

Identificação dos dentes

O sistema numérico apresentado é o mais comumente utilizado nos EUA.

Identificação dos dentes
Tabela
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Épocas da erupção dentária

Dentes

Número

Idade da erupção*

Decíduos (total = 20)

Incisivos centrais inferiores

2

5–9 meses

Incisivos centrais superiores

2

8–12 meses

Incisivos laterais superiores

2

10–12 meses

Incisivos laterais inferiores

2

12–15 meses

1ºs molares

4

10–16 meses

Caninos

4

16–20 meses

Segundos molares

4

20–30 meses

Permanentes (total = 32)

1ºs molares

4

5–7 anos

Incisivos

8

6–8 anos

Bicúspides

8

9–12 anos

Caninos

4

10–13 anos

Segundos molares

4

11–13 anos

Terceiros molares

4

17–25 anos

*Varia bastante.

Os molares são numerados da frente para trás da boca ( Identificação dos dentes).

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