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Displasia do desenvolvimento do quadril

Por

Simeon A. Boyadjiev Boyd

, MD, University of California, Davis

Última modificação do conteúdo fev 2018
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Displasia do desenvolvimento do quadril (anteriormente chamada luxação congênita do quadril) é o desenvolvimento anormal do quadril.

Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) resulta em subluxação ou luxação; pode ser unilateral ou bilateral. Fatores de alto risco incluem

DDH parece ser o resultado da frouxidão dos ligamentos ao redor da articulação ou da posição intraútero. Dobras de pele assimétricas no quadril e na virilha são comuns, mas tais dobras também ocorrem em lactentes sem DDQ. Se DDQ não for diagnosticada e não tratada, o membro inferior afetada, eventualmente, pode se tornar mais curta e o quadril torna-se dolorido. A abdução do quadril está diminuída, muitas vezes, em decorrência do espasmo do adutor.

Todos os lactentes são triados por exame físico. Como o exame físico tem sensibilidade limitada, os lactentes de alto risco e aqueles com anormalidades encontradas no exame físico normalmente devem realizar exame de imagem.

Usam-se dois procedimentos de triagem:

  • Manobra de Ortolani: detecta o deslizamento posterior do quadril para dentro do acetábulo

  • Manobra de Barlow: detecta o deslizamento do quadril para fora do acetábulo

Cada coxa é examinada em separado. Ambas as manobras começam com o lactente em supinação e as coxas e joelhos fletidos a 90° (os pés estarão fora da cama).

Para realizar a manobra de Ortolani, a coxa do quadril em exame é abduzida (o joelho é movido longe da linha média na posição de perna de rã) e delicadamente puxada anteriormente. A instabilidade é indicada pela palpação, às vezes um clique audível da cabeça do fêmur movendo-se sobre o arco posterior do acetábulo e recolocação na cavidade.

Em seguida, na manobra de Barlow, o quadril é retornado à posição inicial e, então, levemente abduzido (o joelho é puxado sobre o corpo) e o quadril é movido posteriormente. Um clique indica que a cabeça do fêmur está se movendo para fora do acetábulo.

Também, a diferença na altura dos joelhos quando a criança está em pronação, quadris fletidos, joelhos dobrados e pés sobre a mesa examinadora (sinal de Galeazzi — Sinal de Galeazzi) sugerem displasia, sobretudo a forma unilateral. Pouco mais tarde (p. ex., por 3 ou 4 meses de idade), subluxação ou deslocamento é apontado pela inabilidade de completar a abdução da coxa, quando o quadril e o joelho são fletidos; a abdução é impedida pelo espasmo do adutor, que está frequentemente presente, mesmo que o deslocamento do quadril não seja real por ocasião do exame físico. Os cliques menores benignos são facilmente notados. Embora os cliques quase sempre desapareçam em 1 ou 2 meses, eles devem ser reavaliados regularmente. Como a displasia bilateral pode ser difícil de detectar ao nascimento, recomenda-se a realização de testes periodicamente para verificar a limitação de abdução do quadril durante o primeiro ano de vida.

Sinal de Galeazzi

A criança é posicionada como mostrado. O joelho é mais baixo do lado afetado em razão do deslocamento posterior no quadril displásico (seta).

Sinal de Galeazzi

Ultrassonografia dos quadris é recomendada em 6 semanas de idade para recém-nascidos de alto risco, incluindo os nascidos em posição glútea, ou com outras deformidades (p. ex., torcicolo, deformidade congênita do pé) e as meninas com história familiar de DDQ.

Exame de imagem também é necessário quando há suspeita de qualquer anormalidade durante o exame. Ultrassonografia pode ser acuradamente estabelecer o diagnóstico mais cedo na vida. Radiografias de quadril são úteis após o início da ossificação, geralmente após 4 meses de idade.

O tratamento precoce do DDQ é fundamental. Qualquer atraso pode diminuir rapidamente a chance de evitar cirurgia. Logo após o nascimento, pode-se proceder à redução do quadril e, com o crescimento, o acetábulo pode formar uma articulação quase normal. O tratamento é com aparelhos, mais fequentemente tiras de tração de Pavlik, que mantêm os quadris afetados em abdução e rodados externamente. Almofada de Frejka e outras talas podem ajudar. Fraldas coximdas e trocas de fralda não são eficazes e não deveriam ser usadas para corrigir DDQ.

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