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Deficiência auditiva em crianças

Por

Udayan K. Shah

, MD, Sidney Kimmel Medical College at Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo jan 2017
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As causas mais comuns da perda auditiva são defeitos genéticos em neonatos e infecções de orelha e cerume em crianças. Muitos casos são detectados por triagem, mas deve-se suspeitar da perda de audição se as crianças não respondem a sons ou têm atraso no desenvolvimento da fala. O diagnóstico é geralmente por meio de testes eletrodiagnósticos (teste de emissões otoacústicas evocadas e resposta auditiva do tronco encefálico) em recém-nascidos e por exame clínico e timpanometria em crianças. O tratamento para a perda auditiva irreversível pode incluir aparelho auditivo ou implante coclear.

Nos EUA, a perda auditiva infantil permanente é detectada em 1,1/1.000 recém-nascidos examinados. Em média, 1,9% das crianças relata “problemas de audição.” A deficiência auditiva é ligeiramente mais comum entre meninos do que em meninas; a relação homem:mulher é de 1,24:1.

Etiologia

As causas mais comuns da perda auditiva em neonatos são

  • Defeitos genéticos

As causas mais comuns em bebês e crianças são

Outras causas em crianças maiores incluem lesões na cabeça, ruídos altos (incluindo música alta), uso de fármacos ototóxicos (p. ex., aminoglicosídeos, tiazidas), infecções virais (p. ex., caxumba), tumores ou lesões que afetam o nervo auditivo, corpos estranhos no canal auditivo e, raramente, doenças autoimunes.

Os fatores de risco da perda auditiva em neonatos incluem:

Os fatores de risco da perda auditiva em crianças incluem aqueles para neonatos além dos seguintes:

Sinais e sintomas

Se a perda auditiva é grave, o bebê ou criança não consegue responder a sons ou pode ter atraso na fala ou na compreensão da linguagem. Se a perda auditiva é menos grave, as crianças podem ignorar intermitentemente as pessoas que falam com elas. As crianças podem parecem estar se desenvolvendo bem em certos ambientes, mas têm problemas em outros. Por exemplo, como o ruído de fundo de uma sala de aula pode dificultar a discriminação da fala, a criança pode ter problemas de audição apenas na escola.

Não detectar e não tratar a deficiência pode prejudicar gravemente a compreensão da linguagem e fala. A deficiência pode levar ao fracasso escolar, provocação por colegas, isolamento social e dificuldades emocionais.

Diagnóstico

  • Testes eletrodiagnósticos (neonatos)

  • Exame clínico e timpanometria (crianças)

Frequentemente recomenda-se a triagem de todos os recém-nascidos antes dos 3 meses de idade e é legalmente obrigatória na maioria dos estados (1). O exame de triagem inicial é feito pelo teste de emissões otoacústicas evocadas, usando estalidos suaves feitos por um dispositivo portátil. Se os resultados são anormais ou equívocos, testam-se as respostas auditivas evocadas no tronco encefálico, o que pode ser feito durante o sono; resultados anormais devem ser confirmados com a repetição dos testes após 1 mês.

Em crianças, podem ser utilizados outros métodos. Avaliam-se clinicamente a fala e o desenvolvimento. Examinam-se as orelhas, e testa-se o movimento da membrana timpânica em resposta a várias frequências na triagem a procura de derrames da orelha média. Em crianças com 6 meses a 2 anos de idade, a resposta a sons é testada. Aos > 2 anos de idade, a capacidade de seguir comandos auditivos simples pode ser avaliada, assim como as respostas a sons usando fones de ouvido pode ser avaliada. Pode-se usar a avaliação do processamento auditivo central para crianças > 7 anos sem déficits neurocognitivos que parecem ouvir, mas não compreender.

Imagens são muitas vezes indicadas para identificar a etiologia e orientar o prognóstico. Para a maioria dos casos, incluindo quando o exame neurológico é anormal, reconhecimento de palavras é ruim e/ou a perda de audição é assimétrica, RM com gadolínio é feita. Se houver suspeita de anormalidades ósseas, TC é feita.

Referência sobre diagnóstico

  • 1. US Preventive Services Task Force: Universal screening for hearing loss in newborns: US Preventive Services Task Force recommendation statement. Pediatrics 122(1):143–148, 2008. doi: 10.1542/peds.2007-2210.

Tratamento

  • Aparelhos auditivos ou implantes cocleares para a perda auditiva irreversível

  • Às vezes, ensinar um idioma não auditivo

As causas reversíveis são tratadas. Se a perda auditiva é irreversível, um aparelho auditivo geralmente pode ser usado. Eles estão disponíveis para neonatos, bem como crianças. Se a perda auditiva é leve ou moderada ou afeta apenas um ouvido, pode ser usado um aparelho auditivo ou fones de ouvido. Na sala de aula, um aparelho auditivo por ondas FM pode ser usado. No aparelho auditivo por ondas FM, o professor fala em um microfone que envia sinais para um aparelho auditivo no ouvido não afetado.

Se a perda auditiva é grave o suficiente para que possa ser tratada com aparelhos auditivos, pode ser necessário um implante coclear. As crianças também podem necessitar de terapia para dar suporte ao desenvolvimento da linguagem, como aulas para aprender a linguagem de sinais.

Pontos-chave

  • As causas mais comuns da perda auditiva são defeitos genéticos (em recém-nascidos) e acúmulo de cerume e derrames na orelha média (em crianças).

  • Suspeitar de perda auditiva se a resposta de uma criança a sons ou desenvolvimento da fala e linguagem é anormal.

  • Monitorar em lactentes a perda de audição, começando com testes de emissões otoacústicas evocadas.

  • Diagnosticar as crianças com base nos resultados do exame clínico e timpanometria.

  • Tratar a perda auditiva irreversível com um aparelho auditivo ou implante coclear e linguagem de apoio (p. ex., ensinar a língua de sinais) conforme necessário.

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