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Testes de rastreamento para lactentes, crianças e adolescentes

Por

Deborah M. Consolini

, MD,

  • Assistant Professor of Pediatrics
  • Sidney Kimmel Medical College of Thomas Jefferson University
  • Chief, Division of Diagnostic Referral
  • Nemours/Alfred I. duPont Hospital for Children
  • Staff Pediatrician in Pediatric Liver Transplantation Program
  • Nemours/Alfred I. duPont Hospital for Children

Última modificação do conteúdo jun 2019
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O rastreamento (junto com exame físico) é uma parte importante dos cuidados de saúde preventiva para lactentes, crianças e adolescentes.

Exames de sangue

Para detectar deficiência de ferro, os médicos devem determinar o hematócrito ou hemoglobina da seguinte forma:

  • Em crianças a termo: entre os 9 e os 12 meses de vida

  • Em prematuros: entre o 5 e 6 meses de vida

  • Em adolescentes que menstruam: anualmente se apresentarem qualquer um dos fatores de risco: menstruações moderadas a intensas, perda ponderal crônica, deficit nutricional ou participação em atividades esportivas

Pode-se fazer testes para Hb S dos 6 aos 9 meses de idade se ainda não tiverem sido realizados como parte da triagem neonatal.

Recomendações dos testes sanguíneos de exposição ao chumbo variam com as regiões. Em geral, o teste deveria ser realizado entre 9 meses e 1 ano de idade em crianças sob risco de exposição (naquelas que vivem em casas construídas antes de 1980) e repetido aos 24 meses de idade. O teste deve ser realizado se o médico não estiver seguro quanto ao risco de exposição. Não existe nível sérico de chumbo seguro em crianças; mesmo níveis baixos de chumbo no sangue afetam o QI, a capacidade de prestar atenção e o desempenho acadêmico. Os efeitos do chumbo não podem ser corrigidos. Nos EUA, um nível > 5 mcg/dL (> 0,24 micromol/L) agora é usado para identificar as crianças que foram expostas ao chumbo e que requerem tratamento.

Indica-se rastreamento do colesterol a todas as crianças entre os 9 e 11 anos e novamente entre os 18 e 21 anos. Na maioria das vezes, utiliza-se o perfil lipídico de jejum. Indica-se triagem para colesterol apenas para crianças entre 1 e 8 anos de idade e entre os 12 e 17 anos de idade cujas famílias apresentem história de colesterol elevado ou coronariopatias ou fatores de risco de doenças coronarianas (p. ex., diabetes, obesidade, hipertensão).

Exames de audição

Os pais podem suspeitar de deficit auditivo se a criança para de responder apropriadamente aos barulhos ou às vozes ou não entende e não desenvolve a fala ( Audição normal na infância*).

Os problemas de audição devem ser tratados o mais cedo possível porque podem prejudicar o desenvolvimento da linguagem. Portanto, o médico deve estar atento a qualquer informação parental sobre a audição em cada consulta da criança pequena e estar preparado para testar ou encaminhar para o audiologista sempre que for questionada a habilidade de audição da criança.

Tabela
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Audição normal na infância*

Idade

Resposta esperada

3 meses

Sustos com sons altos próximos

Agitação ou despertar do sono quando alguém fala ou emite som

Acalma-se com a voz da mãe

6 meses

Olha em direção a um som interessante

olta-se quando é chamado pelo nome

Emite sons “moo”, “ma”, “da”, “di” para brinquedos

“Coos” quando ouve música

10 meses

Emite sons próprios

Imita alguns sons

Entende “não” e “até logo”

18 meses

Entende muitas palavras simples ou comandos

Balbucia sentenças-padrão

*Crianças que não conseguem ter esses desempenhos-padrão mínimos ou cujos pais suspeitam da existência de perda de audição, deveriam, em qualquer idade, ser encaminhadas para testes.

A audiometria pode ser realizada no conjunto dos cuidados primários; a maioria dos outros procedimentos audiológicos (teste de emissão otoacústica e resposta do evocado auditivo do tronco cerebral) deve ser realizada por audiologista. Crianças ao redor dos 3 anos podem ser submetidas à audiometria convencional; crianças menores também podem ser testadas observando suas respostas aos sons via fones de ouvido, observando suas tentativas de localizar o som ou observando-as realizar uma tarefa simples.

ExamesTimpanometria, outro procedimento feito no consultório, pode ser utilizada em crianças de qualquer idade e é útil para determinar a função da orelha média. Timpanogramas anormais frequentemente refletem disfunção da tuba auditiva ou secreção da orelha média que não pode ser observada com exame otoscópico.

Embora a otoscopia pneumática seja útil para avaliar o estado da orelha média, a combinação dela com a timpanometria é mais informativa do que outro procedimento isolado.

Teste de tuberculina

Deve-se realizar o teste de tuberculina se

  • As crianças foram expostas à tuberculose (p. ex., quando há um membro da família infectado ou contato próximo).

  • Um membro da família foi positivo para o teste da tuberculina.

  • Nasceram em um país em desenvolvimento.

  • Seus pais são imigrantes recém-chegados desses países ou estiveram encarcerados há pouco tempo.

Rastreamento para doenças sexualmente transmissíveis

Indica-se o rastreamento laboratorial de rotina a procura de doenças sexualmente transmissíveis comuns (DST) para adolescentes sexualmente ativos ( Infecções da mucosa, micoplasma e ureaplasma por clamídia : Triagem).

Também recomenda-se a triagem para os seguintes:

  • Todas as mulheres ≤ 25 anos sexualmente ativas e aquelas que não estão mais ativas, mas têm história de DST: triagem anual para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.

  • Gestantes ≤ 25 anos: a triagem deve ser feita durante a primeira consulta pré-natal e novamente durante o 3º trimestre.

  • Homens jovens heterossexuais ativos: se atendidos em ambientes clínicos com alta prevalência de doenças sexualmente transmissíveis (p. ex., em clínicas para adolescentes e DSTs, ao entrarem em unidades correcionais)

  • Homens que fazem sexo com homens: se estiveram sexualmente ativos no ano anterior

Testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) são os testes mais sensíveis para detectar infecção por C. trachomatis e N. gonorrhoeae. Há NAATs disponíveis que usam amostras de urina, cervicais e da uretra.

Deve-se oferecer exame de HIV a todos os adolescentes pelo menos uma vez dos 16 aos 18 anos de idade; todo esforço deve ser feito para preservar a confidencialidade do adolescente. Deve-se testar os adolescentes com maior risco de infecção pelo HIV (são sexualmente ativos, usam drogas injetáveis ou têm outra DST) anualmente.

O teste de rotina para displasia cervical só é indicado para adolescentes depois dos 21 anos de idade.

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