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Fraturas fisárias infantis (placa de crescimento)

Por

Danielle Campagne

, MD, University of San Francisco - Fresno

Última modificação do conteúdo jul 2019
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As placas de crescimento abertas nas crianças costumam estar envolvidas nas fraturas. O diagnóstico é dado por meio de radiografia simples. O tratamento é com redução fechada e imobilização ou redução aberta com fixação interna.

(Ver também Visão geral das fraturas.)

O osso cresce à medida que tecido é acrescentado ao disco epifisário (placa de crescimento), emoldurado proximalmente pela metáfise e distalmente pela epífise [ver figura Classificação de Salter-Harris das fraturas do disco epifisário (placa de crescimento)]. A idade em que a placa de crescimento se fecha e o crescimento ósseo cessa varia de acordo com o osso, mas a placa de crescimento é fechada em todos os ossos por volta dos 20 anos de idade [ver figura Discos epifisários (placas de crescimento)].

Antes do fechamento, a placa de crescimento consiste na parte mais frágil do osso e, por isso, é frequentemente rompida quando se aplica força. As fraturas da placa de crescimento podem se estender para a metáfise e/ou a epífise; os diferentes tipos são classificados pelo sistema de Salter-Harris. O risco de comprometimento do crescimento é maior à medida que as fraturas progridem do tipo I ao tipo V. Uma técnica mnemônica útil para os tipos é a sigla RAAAI:

  • RAAAI I: R = Reto (a linha de fratura atravessa toda a placa de crescimento)

  • RAAAI II: A = Acima (a linha da fratura se estende acima ou para longe da placa de crescimento)

  • RAAAI III: A = Abaixo (a linha da fratura se estende abaixo da placa de crescimento)

  • RAAAI IV: A = Através (a linha de fratura se estende através da metáfise, da placa de crescimento e da epífise)

  • RAAAI V: = Imprensada (a placa de crescimento foi esmagada)

Crianças com lesões atingindo a epífise, bem como a placa de crescimento (Salter tipos III e IV) ou que comprimam a placa de crescimento (Salter tipo V) tendem a ter pior prognóstico.

Classificação de Salter-Harris das fraturas do disco epifisário (placa de crescimento)

Tipos I até IV são separações fisárias; a placa de crescimento é separada da metáfise. Tipo II é a mais comum e tipo V é a menos comum.

Classificação de Salter-Harris das fraturas do disco epifisário (placa de crescimento)

Discos epifisiais (placas de crescimento)

Os primeiros números são a idade na qual a ossificação aparece inicialmente na radiografia; os números entre parênteses são a idade na qual ocorre a união.

Discos epifisiais (placas de crescimento)

Diagnóstico

  • Radiografias simples

Há suspeita de descolamento epifisário nas crianças com dor e edema localizados sobre a placa de crescimento e que não conseguem movimentar ou sustentar peso com o membro afetado.

Radiografias simples são o exame diagnóstico preferido. Se os resultados forem ambíguos, a comparação com radiografias do membro contralateral podem ajudar. Apesar do uso de incidências comparativas, as radiografias podem parecer normais nos tipos I e V de Salter. Se as radiografias parecerem normais, mas houver suspeita de fratura na placa de crescimento, presume-se que os pacientes tenham uma fratura, e procede-se à imobilização com tala ou gesso e os pacientes são reexaminados alguns dias depois. Dor e sensibilidade contínuas sugerem fratura da placa de crescimento.

Tratamento

  • Redução fechada (se necessário) e imobilização ou redução aberta com fixação interna (RAFI), dependendo da fratura

Dependendo da fratura específica, a redução fechada é normalmente suficiente para os tipos I e II; RAFI costuma ser necessária para os tipos III e IV.

Os pacientes com lesões do tipo V devem ser encaminhados a um ortopedista pediátrico, pois essas lesões quase sempre levam a anormalidades no crescimento.

Pontos-chave

  • Como a placa de crescimento é mais frágil nas crianças, rompem-se com frequência antes de outras estruturas de estabilização (p. ex., grandes ligamentos).

  • O prognóstico tende a ser pior para crianças com classificação de Salter tipos III, IV e V que para aquelas com os tipos I e II.

  • Considerar fazer radiografias comparativas do lado ileso se houver suspeita de fratura, mas não estiver visível nas radiografias do lado da lesão.

  • RAFI costuma ser necessária para os tipos III e IV.

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