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Transplante de intestino delgado

Por

Martin Hertl

, MD, PhD, Rush University Medical Center

Última modificação do conteúdo ago 2018
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Transplante de intestino delgado é feito com pouca frequência (p. ex., cerca de 141 transplantes nos EUA em 2015). Esse tipo de transplante é feito com menos frequência porque existem novos tratamentos para doenças hepáticas colestáticas secundárias (p. ex., Omegaven®, um suplemento nutricional rico em ácidos graxos ômega) e técnicas de colocação de acessos de nutrição parenteral total mais seguras.

Há indicação de transplante de intestino delgado para pacientes que

  • Têm risco de morte por causa da insuficiência intestinal secundária a distúrbios intestinais (p. ex., gastrosquise, doença de Hirschsprung, enterite autoimune, enteropatias congênitas como doença de inclusão de microvilosidades) ou ressecção intestinal (p. ex., para tromboembolismo mesentérico ou doença de Crohn extensa)

  • Evoluem com complicações da nutrição parenteral total usada para tratar uma insuficiência intestinal (p. ex., insuficiência hepática secundária a doença hepática colestática, sepse recorrente, perda completa do cateter venoso)

  • Têm tumores localmente invasivos que causam obstrução, abcessos, fístulas, isquemia ou hemorragia (tumores geralmente desmoides associados à polipose familiar)

Procedimento

A busca de doadores com morte cerebral e batimentos cardíacos mantidos é complexa, em parte porque o intestino delgado pode ser transplantado isolado, com o fígado, ou com estômago, fígado, duodeno e pâncreas. O papel dos doadores vivos relacionados nos aloenxertos de intestino delgado ainda não foi definido.

Os procedimentos variam de acordo com a unidade de saúde, assim como os esquemas de imunossupressão, mas o esquema típico é com globulina antilinfocitária para indução, seguida de altas doses de tacrolimo e micofenolato de mofetila para manutenção.

Complicações

Rejeição

Para monitorar a rejeição, indica-se a endoscopia semanal. Cerca de 30 a 50% dos receptores têm um ou mais episódios de rejeição durante o primeiro ano após o transplante.

Os sinais e sintomas de rejeição incluem diarreia, febre e dores abdominais. Os achados endoscópicos incluem eritema da mucosa, friabilidade, ulceração e esfoliação; as alterações são distribuídas irregularmente, podem ser de difícil detecção e diferenciadas das enterites por CMV pela presença de corpos de inclusão viral. Os achados das biópsias revelam vilos planos e infiltrados inflamatórios na lâmina própria (ver tabela Manifestações da rejeição do transplante de intestino delgado por categoria).

O tratamento da rejeição aguda é feito com altas doses de corticoides, globulina antitimocítica, ou ambos.

Tabela
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Manifestações da rejeição do transplante de intestino delgado por categoria

Categoria de rejeição

Manifestações

Hiperaguda

Febre, nivel de ácido lático muito elevado

Acelerada

Febre, diarreia, ácido lático elevado

Aguda

Febre, diarreia, má absorção, ácido lático moderadamente elevado

Crônica

Diarreia, má absorção

Outras complicações

As complicações cirúrgicas afetam 50% dos pacientes e incluem extravasamentos nas anastomoses, extravasamentos e estenoses biliares, trombose de artéria hepática e ascite quilosa.

As complicações não cirúrgicas são:

  • Isquemia do enxerto

  • Doença enxerto versus hospedeiro causada pelo transplante do tecido linfoide associado ao intestino.

  • Aparecimento tardio de doença linfoproliferativa

  • Maior risco de infecção

Prognóstico

Em 3 anos, a sobrevida após transplante de intestino delgado isolado é

  • Pacientes: 65%

  • Enxertos: > 50%

Infecções geralmente contribuem para a morte.

No transplante de fígado e intestino delgado, a taxas de sobrevida são mais baixas porque o procedimento é mais extenso e as condições dos receptores mais graves. Contudo, depois da fase perioperatória, a sobrevida do enxerto e do paciente é mais alta do que aquelas depois de um transplante de intestino delgado isolado, presumivelmente porque o fígado transplantado tem um efeito protetor, evitando a rejeição pela absorção e neutralização de anticorpos.

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