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Introdução à geriatria

Por

Richard W. Besdine

, MD, Warren Alpert Medical School of Brown University

Última modificação do conteúdo abr 2019
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Geriatria refere-se à assistência médica ao idoso representado por um grupo etário que não é fácil de se definir precisamente. O termo “idoso” é preferível a “velho", mas ambos são igualmente imprecisos; > 65 anos é a idade geralmente utilizada, porém, a maior parte das pessoas só requer cuidados geriátricos depois de completar 70 a 75 anos, ou mesmo 80 anos. A gerontologia é o estudo do envelhecimento que inclui alterações biológicas, sociológicas e psicológicas.

Por volta do ano de 1900 nos EUA, pessoas com > 65 anos representavam 4% da população; agora, representam > 14% (quase 50 milhões, com um ganho líquido acima de 10.000/dia). Em 2026, quando os baby boomers do pós-Segunda Guerra Mundial alcançarem os 80 anos, estima-se que > 20% da população (quase 80 milhões) terá > 65 anos. A média etária dos indivíduos com > 65 anos está agora um pouco acima de 75 anos, e a proporção daqueles com > 85 tende a aumentar mais rapidamente.

Há um adicional de 17 anos à expectativa de vida aos 65 anos e de 10 anos aos 75 anos para homens, enquanto para as mulheres esse adicional é de 20 anos aos 65 e 13 anos aos 75. Em geral, as mulheres vivem cerca de 5 anos mais que os homens, provavelmente em virtude de fatores biológicos, genéticos e ambientais. Essas diferenças na taxa de sobrevida mudaram pouco, apesar das mudanças no estilo de vida das mulheres (p. ex., aumento de tabagismo e estresse) no final do século XX e começo do século XXI.

Envelhecimento

Envelhecimento (envelhecimento puro) refere-se ao declínio inevitável e irreversível na função de órgãos que ocorre ao longo do tempo mesmo na ausência de lesões, doenças, riscos ambientais ou escolhas ruins do estilo de vida (p. ex., dieta não saudável, falta de exercícios, uso abusivo de substâncias). Inicialmente, as alterações na função dos órgãos (ver tabela Alterações fisiológicas selecionadas relacionadas à idade) não afetam a função basal; as primeiras manifestações são capacidade reduzida de cada órgão de manter a homeostase sob estresse (p. ex., doenças, lesões). Os sistemas cardiovascular, renal e nervoso central são geralmente os mais vulneráveis (os elos mais fracos).

As doenças interagem com os efeitos do envelhecimento puro e causam complicações geriátricas específicas (agora chamadas síndromes geriátricas), particularmente em sistemas com elos fraco, mesmo quando esses órgãos não são aqueles primários afetados por uma doença. Exemplos típicos são delirium que complica pneumonia ou infecções do trato urinário e quedas, tontura, síncope, incontinência urinária e perda ponderal que muitas vezes acompanham várias doenças menores nos idosos. Órgãos envelhecendo também são mais suscetíveis a lesões; p. ex., hemorragia intracraniana é mais comum e é desencadeada por lesão menos clinicamente importante nos idosos.

Os efeitos do envelhecimento devem ser levados em consideração durante o diagnóstico e tratamento dos idosos. Os médicos não devem

  • Confundir envelhecimento puro com doença (p. ex., a demora para recuperar informações não é demência)

  • Confundir doença com envelhecimento puro (p. ex., atribuir artrite debilitante, tremor, ou demência à velhice)

  • Ignorar o maior risco dos efeitos adversos sobre os sistemas com elos fracos estressados por doença

  • Esquecer que os idosos muitas vezes têm vários distúrbios subjacentes (p. ex., hipertensão, diabetes, aterosclerose) que aceleram o potencial de dano

Além disso, os médicos devem estar alertas para doenças e problemas que são muito mais comum entre idosos (p. ex., insuficiência cardíaca diastólica, doença de Alzheimer, incontinência urinária, fibrilação atrial). Essa abordagem permite que os médicos entendam e tratem melhor a complexidade das doenças que muitas vezes coexistem em pacientes idosos.

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