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Exames de sensibilidade

Por

Kevin C. Hazen

, PhD,

  • Duke University Health System

Última modificação do conteúdo jun 2018
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Testes de sensibilidade determinam a vulnerabilidade dos micróbios aos fármacos antimicrobianos por meio da exposição de concentrações-padrão de microrganismos a concentrações específicas de fármacos antimicrobianos. Testes de sensibilidade podem ser realizados para bactérias, fungos e vírus. Para alguns microrganismos, os resultados obtidos com um fármaco predizem resultados com fármacos similares. Dessa forma, nem todos os fármacos potencialmente úteis são testados.

Testes de sensibilidade são realizados in vitro e podem não levar em consideração muitos fatores in vivo (p. ex., farmacodinâmica e farmacocinética, concentrações local-específicas dos fármacos, estado imunitário do hospedeiro e defesas locais do hospedeiro) que influenciam o sucesso do tratamento. Assim, os testes de sensibilidade nem sempre predizem a evolução do tratamento.

Testes de sensibilidade podem ser qualitativos, semiquantitativos, ou métodos com base nos ácidos nucleicos. Os testes também podem determinar o efeito combinado de diferentes antimicrobianos (testes de sinergismo).

Métodos qualitativos

Os métodos qualitativos são menos precisos do que os semiquantitativos. Os resultados geralmente são relatados como um dos seguintes:

  • Suscetível (S)

  • Intermediário (I)

  • Resistente (R)

Algumas cepas que não têm critérios de resistência estabelecidos podem ser descritas apenas como susceptíveis ou não susceptíveis. O estabelecimento de quais concentrações específicas dos fármacos representam S, I e R baseia-se em múltiplos fatores, especialmente dados farmacocinéticos, farmacodinâmicos, clínicos e microbiológicos.

Habitualmente utilizado, o disco de difusão (também chamado de teste de Kirby-Bauer) é apropriado para microrganismos de crescimento rápido. Discos impregnados de antibióticos são colocados sobre placas de ágar inoculadas com o organismo a ser testado. Após incubação (em geral, 16 a 18 h), mede-se o diâmetro da zona de inibição ao redor de cada disco. Cada combinação de organismo-antibiótico possui diferentes diâmetros, que significam S, I, ou R.

Métodos semiquantitativos

Os métodos semiquantitativos determinam a concentração mínima de um fármaco que inibe o crescimento de um determinado organismo in vitro. Essa concentração inibitória mínima (CIM) é descrita como um valor numérico que pode ser transcrito como 1 de 4 grupos: S (sensível), I (intermediário), R (resistente) ou, às vezes, não susceptível. A determinação da CIM é usada principalmente para grupos isolados de bactérias, incluindo micobactérias e anaeróbios e, algumas vezes, para fungos, especialmente Candida sp.

A concentração bactericida mínima (MBC, minimal killing bactericidal] concentration) também pode ser determinada, mas isso é tecnicamente difícil e sua interpretação não foi padronizada. O valor do teste MBC é o que indica se o fármaco pode ser bacteriostático ou bactericido.

O antibiótico pode ser diluído em ágar ou meio líquido, que é então inoculado com o organismo. A diluição em meio líquido é o padrão-ouro, mas é muito trabalhoso porque somente uma concentração do fármaco pode ser testado por tubo. Um método mais eficiente usa uma fita de filme de poliéster impregnada com antibiótico em um gradiente de concentração ao longo de seu comprimento. A fita é deixada na placa do ágar contendo o inóculo e a CIM é determinada pelo local na fita em que se inicia a inibição; vários antibióticos podem ser testados em uma placa.

A CIM permite correlação entre a sensibilidade do microrganismo ao fármaco e a concentração tecidual alcançada do fármaco livre (fármaco não ligado à proteína). Se a concentração tecidual for maior que a CIM é provável que o tratamento seja eficaz. As designações de S, I e R provenientes do estudo da CIM geralmente se correlacionam com as concentrações de fármaco livre alcançáveis no soro, no plasma e na urina.

Métodos baseados em ácido nucleico

Esses testes incorporam técnicas de ácido nucleico semelhantes às usadas para a identificação de microrganismos, mas modificadas para detectar genes ou mutações de resistência conhecidas. Um exemplo é o mecA, um gene de resistência à oxacilina do S. aureus; se esse gene for identificado, considera-se que o microrganismo é resistente à maioria dos betalactâmicos, independentemente dos resultados de sensibilidade aparente. Entretanto, embora alguns desses genes sejam conhecidos, sua presença não confere uniformemente resistência in vivo. E, considerando que novas mutações ou outros genes de resistência podem estar presentes, sua ausência não garante susceptibilidade ao fármaco. Por isso, os métodos de teste de suscetibilidade fenotípica de rotina continuam sendo a abordagem convencional para avaliar a sensibilidade de bactérias e fungos aos antimicrobianos.

Mas os métodos com ácido nucleico são preferíveis para

  • Diagnóstico rápido de TB multirresistente em grupos de risco

  • Detecção rápida de possível resistência em organismos recuperados diretamente de hemoculturas positivas

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