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Coriomeningite linfocítica

Por

Thomas M. Yuill

, PhD, University of Wisconsin-Madison

Última modificação do conteúdo jul 2018
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Coriomeningite linfocitária é causada por um arenavírus. Geralmente, produz uma doença semelhante a infuenza ou meningite asséptica, às vezes com exantema, artrite, orquite, parotidite, ou encefalite. O diagnóstico é feito por isolamento viral, PCR ou imunofluorescência indireta. O tratamento é de suporte.

O vírus da coriomeningite linfocitária (VCML) é endêmico em roedores. Infecções em seres humanos resultam mais comumente de exposições à poeira ou alimentos contaminados por camundongos cinzentos domésticos ou hamsters, que abrigam o vírus e o secretam na urina, nas fezes, no sêmen e em secreções nasais. O percentual de ratos domésticos infectados em uma população pode variar de acordo com a localização geográfica; estima-se que 5% dos camundongos domésticos em todo os EUA sejam portadores do VCML e possam transmitir o vírus por toda a vida sem ter nenhum sinal da doença. Quando transmitida por camundongo, a doença ocorre principalmente em adultos durante o outono e o inverno.

Sinais e sintomas

O período de incubação para coriomeningite linfocítica é 1 a 2 semanas.

A maioria dos pacientes é assintomática ou apresenta sintomas mínimos. Alguns desenvolvem doença semelhante à influenza. Febre, geralmente de 38,5 a 40° C, é acompanhada por calafrios, mal-estar, fraqueza, mialgia (em especial lombar), cefaleia retro-orbitária, fotofobia, anorexia, náuseas e tontura na cabeça. Faringite e disestesia ocorrem com menos frequência.

Após 5 dias a 3 semanas, os pacientes podem melhorar por 1 a 2 dias. Muitos apresentam recaídas com recorrência de febre, cefaleia, exantema, edema de articulações metacarpofalangiana e interfalagiana proximal, sinais meníngeos, orquite, parotidite, ou alopecia do couro cabeludo.

Meningite asséptica ocorre na minoria dos pacientes. Raramente ocorre encefalite franca, paralisia ascendente, paralisia bulbar, mielite transversa ou outros sintomas neurológicos. Sequelas neurológicas são raras nos pacientes com meningite, mas ocorrem em mais de 33% dos pacientes com encefalite.

A infecção durante a gestação pode provocar anormalidades, incluindo hidrocefalia, coriorretinite e deficiência intelectual. As infecções que ocorrem durante o 1º trimestre podem resultar em morte fetal.

Diagnóstico

  • PCR, análise do líquor, detecção de anticorpos e isolamento viral

Suspeita-se de coriomeningite linfocitária em pacientes com exposição a roedores e doença aguda, particularmente meningite asséptica ou encefalite. A meningite asséptica pode diminuir de forma discreta a glicose no líquor, ocasionalmente para níveis inferiores a 15 mg/dL. Leucócitos no líquor variam de poucas centenas a milhares de células, geralmente com > 80% de linfócitos. A contagem de leucócitos de 2.000 a 3.000/μl e contagem de plaquetas de 50.000 a 100.000/μl ocorrem caracteristicamente durante a primeira semana da doença.

O diagnóstico pode ser feito por

  • PCR ou por isolamento do vírus do sangue ou do líquor durante a fase aguda da doença

  • Teste de imunofluorescência indireta de cultura de células inoculadas, embora seja mais provável que esses testes sejam utilizados em laboratórios de pesquisa.

  • Testes que detectam seroconversão dos anticorpos para o vírus

Tratamento

  • Cuidados de suporte

O tratamento da coriomeningite linfocítica é de suporte. As medidas necessárias dependem da gravidade da doença. Se ocorrer meningite asséptica, encefalite, ou meningoencefalite, os pacientes devem ser hospitalizados e o tratamento com ribavirina pode ser considerado.

Fármacos anti-inflamatórios (p. ex., corticoides) podem ser considerados em determinadas circunstâncias.

Pontos-chave

  • Nos seres humanos, a coriomeningite linfocítica é geralmente adquirida através da exposição à poeira ou ingestão de alimentos contaminados por ratos ou excrementos de hamster.

  • A maioria dos pacientes tem sintomas mínimos ou nenhum, mas alguns apresentam doença semelhante à gripe, e outros desenvolvem meningite asséptica.

  • A infecção durante a gestação pode causar anomalias fetais; se a infecção ocorrer durante o 1º trimestre, o feto pode morrer.

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