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Manual MSD

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Fístula arteriovenosa

(Fístula AV)

Por

James D. Douketis

, MD, McMaster University

Última modificação do conteúdo mar 2018
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Fístula arteriovenosa é a comunicação anormal entre artéria e veia.

A fístula arteriovenosa pode ser congênita (comprometendo, geralmente, vasos menores) ou adquirida, decorrente de trauma (ferimento por arma de fogo ou arma branca) ou de erosão de aneurisma arterial em veia adjacente. Em pacientes com doença renal em estágio terminal que exige hemodiálise, cria-se uma fístula arteriovenosa cirurgicamente a fim de fornecer acesso vascular para o procedimento.

A fístula pode causar sinais e sintomas de

  • Insuficiência arterial (p. ex., ulceração devido a fluxo arterial reduzido ou isquemia)

  • Insuficiência venosa crônica, decorrente do fluxo arterial de alta pressão nas veias comprometidas (p. ex., edema periférico, veias varicosas e pigmentação de estase)

Êmbolos podem passar da circulação venosa à arterial (e causar ulceração quando alojados nos vasos distais), embora as diferenças de pressão tornem isso improvável. Se a fístula for próxima da superfície, é possível evidenciar massa e a área comprometida está geralmente edemaciada e quente, com veias pulsáteis e distendidas.

Pode-se palpar frêmito sobre a fístula e auscultar sopro em vaivém (em maquinaria), contínuo e intenso, com intensificação durante a sístole.

Raramente, se uma porção significativa do débito cardíaco for desviada através da fístula para o coração direito, desenvolve-se insuficiência cardíaca de alto débito.

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

  • Às vezes, ultrassonografia

Diagnosticam-se fístulas clinicamente com base na presença de frêmito, sopro e outros sinais. Ultrassonografia com Doppler é o melhor teste confirmatório.

Tratamento

  • Às vezes, técnicas de oclusão percutânea

  • Algumas vezes, cirurgia

As fístulas congênitas não necessitam de tratamento, a não ser que desenvolvam-se complicações significativas. Quando necessário, pode-se utilizar técnicas vasculares percutâneas para implantar dispositivos ou tampões dentro dos vasos para ocluir a fístula. O tratamento raramente obtém sucesso completo, mas as complicações são geralmente controladas.

As fístulas adquiridas geralmente possuem conexão ampla e única, de maneira que podem ser e tratadas efetivamente por cirurgia.

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