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Visão geral das cardiomiopatias

Por

Thomas D. Stamos

, MD, University of Illinois at Chicago

Última modificação do conteúdo fev 2017
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A miocardiopatia é uma doença primária do miocárdio. É diferente das doenças cardíacas estruturais, como doença coronariana (DAC), valvopatias e das doenças cardíacas congênitas. As cardiomiopatias dividem-se em 3 tipos principais com base nas características patológicas ( Formas de cardiomiopatia.):

O termo “miocardiopatia isquêmica” refere-se ao miocárdio dilatado e mal contraído que pode ocorrer em pacientes com DAC grave (com ou sem áreas de infarto). Não é classicamente considerado nas categorias listadas acima porque não descreve uma doença primária do miocárdio.

As manifestações de cardiomiopatias são, em geral, aquelas da insuficiência cardíaca e variam dependendo de haver disfunção sistólica, disfunção diastólica ou ambas. Algumas cardiomiopatias também podem causar dor torácica, síncope, arritmias ou morte súbita.

A avaliação normalmente exige história familiar, exames de sangue, ECG, radiografia de tórax, ecocardiograma e às vezes RM cardíaca, se disponível. Alguns pacientes necessitam de biópsia endomiocárdica (ventricular direita transvenosa ou ventricular esquerda retrógrada). Outros testes são feitos conforme necessário para determinar a causa. O tratamento depende do tipo específico e da causa da miocardiopatia ( Diagnóstico e tratamento das cardiomiopatias).

Formas de cardiomiopatia.

Formas de cardiomiopatia.
Tabela
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Diagnóstico e tratamento das cardiomiopatias

Característica ou método

Dilatada

Hipertrófica

Restritiva

Fisiopatologia

Disfunção sistólica

Disfunção sistólica ± obstrução da via de saída

Disfunção diastólica

Achados clínicos

Insuficiência VE e VD, morte súbita,

Cardiomegalia

Insuficiência de valva AV funcional

B3 e/ou B4

Dispneia ao esforço, angina, síncope, morte súbita

Sopro sistólico ± sopros de insuficiência mitral, B4

Pulso carotídeo bífido com brusca ascensão rápido e descenso

Dispneia e fadiga ao esforço

Insuficiência VE ± VD

Insuficiência de valva AV funcional

ECG

Anormalidades não específicas ST-T

Ondas Q ± bloqueio de ramo

Sobrecarga VE e isquemia

Ondas Q septais profundas

Sobrecarga VE ou baixa voltagem QRS

Ecocardiografia

Ventrículos hipocinéticos dilatados ± trombo mural

Fração de ejeção baixa e, frequentemente, insuficiência valvar AV funcional

Ventrículo hipertrofiado FE alta, normal ou baixa, ± movimento sistólico anterior da mitral ± hipertrofia assimétrica ± gradiente no trato de saída de VE

Aumento da espessura de parede ± obliteração da cavidade

Disfunção diastólica VE

Radiografia

Cardiomegalia

Congestão venosa pulmonar

Sem cardiomegalia

Nenhuma ou leve cardiomegalia

Hemodinâmica

Pressão diastólica final normal ou alta, fração de ejeção baixa, ventrículos hipocinéticos com dilatação difusa ± insuficiência valvar AV

DC baixo

Pressão diastólica final, ± gradiente subvalvar de saída ± insuficiência mitral

DC normal ou baixo

Pressão diastólica final, platô e declive da curva de pressão diastólica VE

DC normal ou baixo

Prognóstico

20% de mortalidade no primeiro ano e cerca de 10%/ano em seguida

Cerca de 1% de risco anual de morte súbita

70% de mortalidade em 5 anos

Tratamento

Diuréticos, inibidores da ECA, BRA, betabloqueadores, espironolactona ou eplerenona, digoxina, CDI, terapia de ressincronização cardíaca, anticoagulantes

Betabloqueadores ± verapamil ± disopiromida ± miotomia septal ± ablação por cateter com álcool

Flebotomia para hemocromatose

Ressecção endocárdica

Hidroxiureia para hipereosinofilia

AV = atrioventricular; BBB = bloqueio de ramo; DC = débito cardíaco; PDF = pressão diastólica final, FE = fração de ejeção; CDI = cardiodesfibrilador implantável; VE = ventrículo esquerdo; VD = ventrículo direito; S3 = 3ª bulha; B4= 4ª bulha; ±= com ou sem.

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