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Terapia de ressincronização cardíaca (TRC)

Por

L. Brent Mitchell

, MD, Libin Cardiovascular Institute of Alberta, University of Calgary

Última modificação do conteúdo jul 2019
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A necessidade de tratamento das arritmias depende dos sintomas e da gravidade da arritmia. O tratamento é direcionado às causas. Se necessário, utiliza-se terapia antiarrítmica direta, incluindo antiarrítmicos, cardioversão-desfibrilação, cardiodesfibriladores implantáveis (CDIs), marca-passos (e uma forma especial de estimulação, terapia de ressincronização cardíaca), ablação com cateter, cirurgia ou uma combinação desses procedimentos.

Em alguns pacientes, a sequência ordenada normal da contração das câmaras cardíacas é interrompida (torna-se dessincronizada). A dessincronia pode ser

  • Atrioventricular: entre a contração atrial e ventricular

  • Interventricular: entre a contração ventricular esquerda e direita

  • Intraventricular: entre os diferentes segmentos da contração ventricular esquerda

Pacientes com risco de dissincronia incluem aqueles com:

  • Miocardiopatia dilatada isquêmica ou não isquêmica

  • Intervalo QRS prolongado (≥ 130 milissegundos), particularmente como um típico bloqueio de ramo esquerdo

  • Dimensão diastólica final ventricular esquerda de ≥ 55 mm

  • Fração de ejeção ventricular ≤ 35% em ritmo sinusal

Pode-se suspeitar de dissincronia cardíaca pelos parâmetros eletrocardiográficos (ECG) (p. ex., bloqueio de ramo esquerdo) e técnicas avançadas de ecocardiografia (p. ex., índice de Doppler tecidual, medida do esforço).

A terapia de ressincronização cardíaca (TRC) envolve a utilização de um sistema de estimulação para ressincronizar a contração cardíaca. Esses sistemas geralmente incluem uma derivação atrial direita, derivação ventricular direita e derivação ventricular esquerda. As derivações podem ser colocadas de maneira transvenosa ou cirurgicamente por meio de toracotomia.

Em pacientes com insuficiência cardíaca com sintomas das classes II, III e IV da New York Heart Association (NYHA), a TRC pode reduzir a hospitalização por insuficiência cardíaca e diminuir a mortalidade por qualquer causa. Mas há pouco ou nenhum benefício em pacientes com fibrilação atrial permanente, bloqueio de ramo direito, atraso na condução intraventricular inespecífico ou somente prolongamento leve da duração do QRS (< 150 milissegundos).

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