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Ceratite pontilhada superficial

Por

Melvin I. Roat

, MD, FACS, Sidney Kimmel Medical College at Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo ago 2018
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Ceratite pontilhada superficial é uma inflamação da córnea decorrente de diversas causas, caracterizada por lesões pequenas, pontilhadas e disseminadas no epitélio da córnea. Os sintomas são vermelhidão, irritação e diminuição da visão. O diagnóstico é realizado por biomicroscopia. O tratamento depende da causa.

A ceratite pontilhada superficial é um achado não específico. Os êmbolos podem ser provenientes de qualquer um dos seguintes:

Os sintomas apresentados incluem fotofobia, sensação de corpo estranho, lacrimejamento, rubor e diminuição da visão. Exame de biomicroscopia ou oftalmoscópico da córnea revela uma aparência opaca característica com inúmeros pontilhados que se coram com fluoresceína. Com conjuntivite viral, adenopatia pré-auricular é comum e pode ocorrer quemose.

A ceratite que acompanha conjuntivite por adenovírus (tipo mais comum de conjuntivite viral) resolve-se espontaneamente em cerca de 3 semanas. Blefarite, ceratoconjuntivite seca e tracoma exigem tratamento específico. Quando causada pelo excesso de uso de lentes de contato, a ceratite deve ser tratada com pomada de antibiótico (p. ex., ciprofloxacino a 0,3%, qid), mas o olho não deve ser ocluído devido à alta incidência de infecções graves. Os pacientes devem ser examinados novamente no dia seguinte. O uso de fármacos tópicos suspeitas (ingrediente ativo ou conservante) deve ser interrompido.

Ceratite ultravioleta

Raios ultravioletas B (comprimento de onda < 300 nm) podem queimar a córnea, causando ceratite ou ceratoconjuntivite. Pode ser causada pelo uso de solda elétrica; mesmo um olhar rápido e desprotegido pode causar queimadura. Outras causas incluem faíscas de aparelhos de alta voltagem, lâmpadas solares artificiais e reflexo da neve em altas altitudes. A radiação UV aumenta de 4 a 6% a cada 305 m de aumento de altitude acima do nível do mar, e a neve reflete 85% dos raios UVB.

Os sintomas geralmente não aparecem por 8 a 12 h após a exposição e duram 24 a 48 h. Os pacientes referem dor, lacrimejamento, vermelhidão, fotofobia, edema da pálpebra, sensação de corpo estranho, cefaleia e diminuição da visão. Perda visual permanente é muito rara.

O diagnóstico é feito pela história, pela presença de ceratite pontilhada superficial e ausência de corpo estranho ou infecção.

O tratamento é feito com pomadas antibióticas (p. ex., bacitracina ou gentamicina a 0,3%, a cada 8 h) e eventualmente com agentes cicloplégicos de ação curta (p. ex., ciclopentolato 1% colírio uma gota a cada 4 h). A dor de forte intensidade requer analgesia sistêmica (p. ex., paracetamol 500 mg a cada 4 h durante 24 h). A superfície da córnea se regenera espontaneamente em 24 a 48 h. O olho deve ser reexaminado após 24 h. Óculos escuros e capacetes para soldagem que bloqueiam a luz UV são indicados para prevenir queimaduras.

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