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Neuromielite óptica (NMO)

(Doença de Devic)

Por

Michael C. Levin

, MD, College of Medicine, University of Saskatchewan

Última modificação do conteúdo jun 2018
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A neuromielite óptica é uma doença desmielinizante que acomete predominantemente os olhos e a medula espinhal.

A neuromielite óptica causa neurite óptica aguda, algumas vezes bilateral, além de desmielinização da medula cervical ou torácica. A neuromielite óptica anteriormente era considerada uma variante da esclerose múltipla, mas atualmente é reconhecida como uma doença diferente.

Na neuromielite óptica, o alvo do sistema imunológico é a aquaporina 4, que está presente nos astrócitos no cérebro, sobretudo na medula espinhal e nos nervos ópticos e, possivelmente, em outros alvos. Os astrócitos são danificados pela inflamação mediada por autoimunidade, bem como pela desmielinização.

Os sintomas da neuromielite óptica são perda de visão, espasmos musculares, paraparesia ou quadriparesia e incontinência.

Diagnóstico

  • RM cerebral e da medula espinhal

  • Potencial evocado visual

O diagnóstico da neuromielite óptica geralmente é feito por RM cerebral e da medula espinhal e potenciais visuais evocados.

As características a seguir ajudam a diferenciar a neuromielite óptica da EM:

  • Neuromielite óptica atinge vários segmentos vertebrais contíguos da medula, enquanto a EM tipicamente acomete um único segmento.

  • Na RM, as lesões da substância branca cerebral são incomuns na neuromielite óptica, diferentemente da EM.

  • Na RM, a morfologia e a distribuição das lesões diferem da lesões da EM (1).

Os potenciais visuais evocados podem ajudar a diferenciar a neuromielite óptica das outras neuropatias ópticas. Os achados na neuromielite óptica são redução da amplitude ou latência prolongada. Esse teste também ajuda a detectar lesões subclínicas antes de os sintomas se manifestarem.

Podem ser realizados exames de sangue para medir anticorpos IgG específicos para neuromielite óptica (anticorpos de quaprorina-4 [também conhecida como NMO-IgG]) a fim de diferenciá-la da EM. Os anticorpos anti-MOG (glicoproteína de oligodendrócito de mielina) identificam um subconjunto de pacientes com neuromielite óptica e que parecem ter características clínicas diferentes, menos exacerbações e melhor recuperação do que os pacientes com anticorpos contra AQP4 ou sem nenhum dos anticorpos (2, 3).

Referência sobre diagnóstico

Tratamento

  • Corticoides e imunomoduladores ou tratamentos imunossupressores

A neuromielite óptica não tem cura. Entretanto, o tratamento pode prevenir, alentecer ou diminuir a gravidade das exacerbações.

Em geral, são utilizadas metilpredinisolona e azatioprina em conjunto. A plasmaférese (plasmaférese) pode auxiliar os indivíduos que não respondem aos corticoides.

Rituximabe e anticorpos anticélulas B reduzem a produção de IgG e parecem estabilizar a doença. Outros tratamentos imunomoduladores às vezes são usados. O natalizumabe e o fingolimode parecem ineficazes e podem ser prejudiciais.

O tratamento dos sintomas é semelhante ao da EM. Baclofeno e tizanidina podem aliviar os espasmos musculares.

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