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Câncer testicular

Por

J. Ryan Mark

, MD, Sidney Kimmel Cancer Center at Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo set 2019
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O câncer de testículo inicia-se como uma massa escrotal, que geralmente é indolor. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. O tratamento é a orquiectomia e, às vezes, dissecção de linfonodos, ocasionalmente seguida por radioterapia, quimioterapia, ou uma combinação de ambas, dependendo da histologia e do estágio.

Nos EUA, cerca de 9560 novos casos de câncer testicular e cerca de 410 mortes (estimativas de 2019) ocorrem a cada ano (1) Referência geral O câncer de testículo inicia-se como uma massa escrotal, que geralmente é indolor. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. O tratamento é a orquiectomia e, às vezes, dissecção de linfonodos... leia mais Referência geral . Câncer de testículo é o tumor mais comum entre os homens dos 15 aos 35 anos de idade. A incidência é 2,5 a 20 vezes maior em pacientes com criptorquidia Criptorquidia Criptorquidia é a falha de um ou ambos os testículos descerem para o escroto; em crianças mais jovens, geralmente é acompanhada por hérnia inguinal. O diagnóstico é por exame testicular, às... leia mais Criptorquidia . O excesso do risco diminui ou é eliminado se a orquipexia for realizada antes dos 10 anos de idade. O câncer também pode se desenvolver em testículos contralaterais que apresentaram descida normal. A causa do câncer testicular é desconhecida.

A maioria desses cânceres se origina das células germinativas primordiais. Os tumores de células germinativas são categorizados como seminomas (40%), ou não seminomas (tumores que contenham qualquer elemento que não seja de seminoma). Os tumores não seminomatosos incluem teratomas, carcinomas embrionários, tumores do saco endodérmico (tumores do saco vitelino) e coriocarcinomas. As combinações histológicas são comuns; p. ex., teratocarcinoma contém teratoma associado a carcinoma embrionário. Carcinomas funcionais de células intersticiais dos testículos são raros.

Mesmo pacientes com tumores aparentemente localizados podem apresentar metástases ocultas em linfonodos ou vísceras. Por exemplo, quase 30% dos pacientes com tumores não seminotomatosos recidivarão com metástases ganglionares ou viscerais caso não sejam submetidos a qualquer tratamento após a orquiectomia. O risco de metástases é maior para coriocarcinoma e menor para teratoma.

Tumores que se originam no epidídimo, nos apêndices testiculares e no cordão espermático geralmente são fibromas benignos, fibroadenomas, tumores adenomatoides e lipomas. Sarcomas, sendo mais comum o rabdomiossarcoma, ocorrem ocasionalmente, em especial em crianças.

Referência geral

Sinais e sintomas

A maioria dos pacientes apresenta uma massa escrotal, que é indolor ou algumas vezes associada à dor contínua. Em alguns pacientes, a hemorragia no tumor pode causar dor local aguda e edema. Vários descobrem por si mesmos a massa, após pequenos traumas escrotais.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia para massas escrotais

  • Exploração, se houver massa testicular

  • Estadiamento por meio de TC abdominal, pélvica e torácica, assim como exame do tecido

  • Marcadores tumorais séricos como alfa-fetoproteína e beta-HCG (gonadotropina coriônica humana)

Muitos pacientes descobrem a massa durante o autoexame. Deve-se encorajar o autoexame para os jovens mensalmente.

A origem e a natureza das massas escrotais devem ser determinadas com precisão, pois a maioria das massas testiculares é cancerosa, mas a maioria das massas extratesticulares não o são; a diferenciação durante o exame físico pode ser difícil. A ultrassonografia escrotal pode confirmar a origem testicular. Se a massa testicular for confirmada, deve-se medir os marcadores tumorais séricos de alfafetoproteína e gonadotrofina coriônica humana beta e fazer radiografia de tórax. Os marcadores séricos podem ajudar a diferenciar as massas benignas das neoplásicas, mas os resultados não são definitivos. A seguir, indica-se a exploração inguinal; o cordão espermático é exposto e ligado antes de o testículo anormal ser manipulado.

Se o câncer é confirmado, é necessária TC abdominal, pélvica e torácica para o estadiamento clínico usando o sistema TNM padrão (ver tabela Estadiamento TNM da AJCC para carcinoma testicular Estadiamento TNM da AJCC* para o câncer testicular O câncer de testículo inicia-se como uma massa escrotal, que geralmente é indolor. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. O tratamento é a orquiectomia e, às vezes, dissecção de linfonodos... leia mais Estadiamento TNM da AJCC* para o câncer testicular e Definições TNM e de marcador sérico para câncer testicular Definições TNM e marcador sérico do câncer de testículo O câncer de testículo inicia-se como uma massa escrotal, que geralmente é indolor. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. O tratamento é a orquiectomia e, às vezes, dissecção de linfonodos... leia mais Definições TNM e marcador sérico do câncer de testículo ). O tecido obtido durante o tratamento (geralmente, orquiectomia inguinal radical) auxilia na obtenção de importantes informações histopatológicas, particularmente sobre a proporção de tipos histológicos e a presença de invasão vascular ou linfática intratumoral. Tais informações podem prever o risco de metástases ocultas em gânglios e vísceras. Os pacientes com tumores não seminomatosos têm um risco aproximado de 30% de recidiva apesar de radiografias e marcadores séricos normais, com aparente doença localizada. Os seminomas recidivam em cerca de 15% dos pacientes.

Tabela
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Tabela
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Prognóstico

O prognóstico depende da histologia e da extensão do tumor. A sobrevida em 5 anos é > 95% para pacientes com seminoma, ou não seminoma localizado nos testículos, ou não seminoma e metástases de volume pequeno no retroperitônio. A sobrevida em 5 anos para pacientes com metástases extensas no retroperitônio, ou com metástases pulmonares ou viscerais, varia de 48% (para alguns não seminomas) para > 80%, dependendo do local, do volume e da histologia das metástases, mas mesmo os pacientes com doença avançada na apresentação podem ser curados.

Tratamento

  • Orquiectomia radical inguinal

  • Radioterapia ou quimioterapia para seminomas

  • Geralmente, quimioterapia ou linfadenectomia retroperitoneal para tumores não seminomatosos

A orquiectomia inguinal radical, o tratamento fundamental, fornece informações histopatológicas importantes e auxilia na proposição dos tratamentos subsequentes. Uma prótese testicular cosmética pode ser colocada durante a orquiectomia. Próteses de silicone não estão amplamente disponíveis por causa dos problemas com implantes mamários de silicone. No entanto, foram desenvolvidos implantes salinos. Para homens com vontade de preservar a capacidade reprodutora, dispõe-se do banco de sêmen para armazenamento antes da radio ou quimioterapia.

Radioterapia

O tratamento padrão para seminoma após orquiectomia unilateral é radioterapia, geralmente com 20 a 40 grays (Gy; doses mais altas são utilizadas em pacientes com massas linfonodais) na região para-aórtica até o diafragma. A região ilioinguinal ipsolateral não é mais tratada rotineiramente. Ocasionalmente, o mediastino e a região supraclavicular esquerda também são irradiados, dependendo do estágio clínico. Entretanto, no estágio I da doença, carboplatina em dose única substituiu em grande medida a radioterapia por causa de preocupações em relação à toxicidade cardiovascular a longo prazo, incidência mais alta de cânceres secundários e morbidade devida à radiação. Radioterapia não desempenha nenhum papel em não seminomas.

Linfadenectomia

Para os não seminomas, vários consideram como tratamento-padrão a linfadenectomia retroperitoneal. Para os tumores em estágio clínico 1 sem fatores prognósticos que prevejam recidiva, uma alternativa é a vigilância ativa (medidas frequentes de marcadores séricos, radiografias de tórax, TC). Massas ganglionares retroperitoneais de tamanho intermediário podem necessitar de linfadenectomia retroperitoneal e quimioterapia (p. ex., bleomicina, etoposide, cisplatina), mas a sequência ótima não está estabelecida.

A linfadenectomia é realizada por via laparoscópica em alguns centros. O principal efeito adverso da linfadenectomia é a falha na ejaculação. Entretanto, uma dissecção que poupa os nervos geralmente é possível, particularmente para tumores em estágios iniciais, que geralmente preserva a ejaculação.

Quimioterapia

Massas ganglionares > 5 cm, metástases ganglionares acima do diafragma, ou metástases viscerais necessitam de quimioterapia combinada inicial baseada em platina seguida de cirurgia das massas residuais. Tal tratamento comumente controla o tumor a longo prazo. A fertilidade geralmente é prejudicada, mas não se relatou riscos para o feto caso ocorra gestação.

Vigilância ativa

A vigilância é apropriada para alguns pacientes, embora muitos médicos não ofereçam essa opção porque envolve um seguimento rigoroso de protocolos e grande adesão do paciente para ser segura. É mais comumente oferecida para pacientes com baixo risco de recidiva. Pacientes de alto risco geralmente são submetidos a linfadenectomia retroperitoneal, ou, em alguns centros, 1 a 2 ciclos de quimioterapia após orquiectomia em vez da cirurgia.

Recorrências

As recidivas de tumores não seminomatosos geralmente são tratadas com quimioterapia, apesar de poder ser adequado o retardamento da linfadenectomia retroperitoneal para alguns pacientes com recidiva ganglionar e sem evidência de metástases viscerais. A vigilância não é tão utilizada para seminomas porque a morbidade após 2 semanas de radioterapia é tão baixa e os resultados da prevenção de recidivas tardias tão altos que não existem razões para evitar o tratamento.

Pontos-chave

  • O câncer de testículo é o câncer sólido mais comum em homens com 15 a 35 anos de idade, mas frequentemente é curável, particularmente seminoma.

  • Avaliar as massas escrotais por ultrassonografia e se são testiculares, fazer radiografia de tórax e medir a alfa-fetoproteína e beta-gonadotrofina coriônica humana (HCG).

  • Realizar orquiectomia radical, geralmente com radioterapia (para seminomas) e dissecção de linfonodos retroperitoniais (para não seminomas).

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