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Polipose adenomatosa familiar

Por

Minhhuyen Nguyen

, MD,

  • Fox Chase Cancer Center, Temple University

Última modificação do conteúdo jun 2019
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A polipose adenomatosa familiar (PAF) é uma doença hereditária que causa numerosos pólipos no cólon e costuma resultar em carcinoma do cólon, geralmente aos 40 anos de idade. Os pacientes geralmente são assintomáticos, mas podem ter fezes hemepositivas. O diagnóstico é feito por endoscopia e exames genéticos. O tratamento consiste em colectomia.

A polipose adenomatosa familiar é uma doença autossômica dominante na qual 100 pólipos adenomatosos forram o cólon e o reto. O distúrbio ocorre em 1 a cada 8.000 a 14.000 pessoas. Pólipos são encontrados em 50% dos pacientes aos 15 anos e em 95% aos 35 anos de idade. O câncer se desenvolve antes dos 40 anos em quase todos os pacientes não tratados.

Os pacientes também podem desenvolver várias manifestações extracolônicas (anteriormente chamadas de síndrome de Gardner), tanto benignas como malignas. As manifestações benignas incluem tumores desmoides, osteomas do crânio ou da mandíbula, cistos sebáceos e adenomas em outras partes do trato gastrointestinal. Os pacientes têm maior risco de câncer no duodeno (5 a 11%), pâncreas (2%), tireoide (2%), encéfalo (meduloblastoma em < 1%) e fígado (hepatoblastoma em 0,7% das crianças < 5 anos de idade).

Sinais e sintomas

Muitos pacientes são assintomáticos, mas ocorre sangramento retal, tipicamente oculto.

Diagnóstico

  • Colonoscopia

  • Exame genético do paciente e de parentes de 1º grau

  • Os descendentes fazem rastreamento em busca de hepatoblastoma

O diagnóstico da polipose adenomatosa familiar baseia-se no achado de > 100 pólipos na colonoscopia. Embora as lesões características da polipose adenomatosa familiar possam ser reconhecidas na sigmoidoscopia, a colonoscopia geralmente é feita para detectar um câncer mais proximal, que exigiria pesquisa de metástases antes do tratamento.

Deve-se realizar exame genético em pacientes diagnosticados para identificar a mutação específica, que deve então ser procurada em parentes de 1º grau. Se os exames genéticos não estiverem disponíveis, parentes devem ser monitorados com sigmoidoscopia anual a partir dos 12 anos, reduzindo a frequência a cada década. Se não houver pólipos evidentes aos 50 anos, a frequência dos testes é então a mesma que para pacientes com risco médio.

Pode-se testar filhos de pais com polipose adenomatosa familiar para hepatoblastoma do nascimento aos 5 anos de idade, mensurando anualmente os níveis séricos de alfafetoproteína e, possivelmente, realizando uma ultrassonografia do fígado.

Tratamento

  • Colectomia

  • Vigilância endoscópica do restante do trato gastrointestinal

  • Talvez anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

Deve-se fazer colectomia logo após o diagnóstico. A proctocolectomia total, com ileostomia ou proctectomia mucosa e bolsa ileoanal, elimina o risco de câncer de reto e cólon. Se for feita colectomia subtotal (remoção da maior parte do colo, preservando o reto) com anastomose ileorretal, o remanescente retal deve ser verificado frequentemente; novos pólipos devem ser excisados ou fulgurados. AINEs podem inibir a formação de novos pólipos. Se novos pólipos aparecem de maneira muito rápida ou prolifica impedindo sua remoção, são necessárias excisão do reto e ileostomia permanente.

Depois da colectomia, os pacientes devem ser submetidos à endoscopia alta de vigilância em intervalos períodicos. As diretrizes de 2015 para exame genético e tratamento das síndromes de câncer GI hereditárias do American College of Gastroenterology's guidelines for genetic testing and management of hereditary gastrointestinal cancer syndromes recomendam fazer endoscopia digestiva alta, incluindo duodenoscopia, a partir dos 25 a 30 anos de idade e repetir a vigilância a cada 6 meses a 4 anos dependendo do estágio da polipose duodenal. Também recomenda-se triagem anual da tireoide com ultrassom.

Pontos-chave

  • A polipose adenomatosa familiar é uma doença autossômica dominante na qual 100 pólipos adenomatosos forram o cólon e o reto.

  • Quase todos os pacientes evoluem com carcinoma de colo aos 40 anos; assim, normalmente é feita uma proctocolectomia total logo após o diagnóstico.

  • Os pacientes têm maior risco de outros cânceres, especialmente de duodeno, e também de pâncreas, tireoide, encéfalo e fígado.

  • Após o tratamento, os pacientes são monitorados regularmente quanto a outros tipos de câncer e desenvolvimento de pólipos no trato gastrointestinal superior.

  • Pode-se testar os filhos de pais com polipose adenomatosa familiar para hepatoblastoma do nascimento aos 5 anos de idade.

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