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Gastrite erosiva

Por

Nimish Vakil

, MD, University of Wisconsin School of Medicine and Public Health

Última modificação do conteúdo jan 2020
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Gastrite erosiva é a erosão da mucosa gástrica causada por dano nas defesas da mucosa. É tipicamente aguda, manifestando-se com sangramento, mas pode ser subaguda ou crônica com poucos ou nenhum sintoma. O diagnóstico é por endoscopia. O tratamento é de suporte e consiste na remoção da causa de base e início da terapia supressora de ácido. Alguns pacientes em unidades de tratamento intensivo (p. ex., em ventilação mecânica, com traumatismo craniano, grandes queimados ou politraumatizados) podem se beneficiar da profilaxia com supressores do ácido gástrico.

Causas comuns da eritrocitose incluem

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

  • Álcool

  • Estresse

As causas menos comuns incluem

  • Radiação

  • Infecções virais (p. ex., citomegalovírus)

  • Lesão vascular

  • Trauma direto (p. ex., sondas nasogástricas)

Erosões superficiais e pontuais podem ocorrer na mucosa gástrica. Estas podem ocorrer já 12 horas após a lesão inicial. Erosões profundas, úlceras e algumas vezes perfuração, podem ocorrer em casos mais graves ou que não foram tratados. As lesões classicamente acontecem no corpo, mas o antro pode também estar envolvido.

A gastrite aguda por estresse é uma forma de gastrite erosiva, ocorrendo em cerca de 5% dos pacientes gravemente enfermos. A incidência aumenta com a duração da permanência na unidade de tatamento intensivo e com o tempo durante o qual o paciente não recebe alimentação enteral. A patogênese provavemente está relacionada com hipoperfusão da mucosa gastrointestinal, provocando diminuição das defesas da mucosa. Pacientes com história de trauma na cabeça ou queimaduras podem também apresentar excesso da produção de ácido.

Sinais e sintomas

Pacientes com gastrite erosiva leve em geral são assintomáticos, embora alguns possam referir dispepsia, náusea ou vômitos. Com frequência, o primeiro sinal é hematêmese, melena ou sangue no aspirado da sonda nasogástrica, em geral dentro de 2 a 5 dias após o evento etiológico. O sangramento costuma ser leve a moderado, embora possa ser maciço, se houver lesão ulcerosa profunda, em particular na gastrite aguda por estresse.

Diagnóstico

Gastrites erosivas agudas ou crônicas são diagnosticadas endoscopicamente.

Tratamento

  • Para sangramento: hemostasia endoscópica

  • Para supressão ácida: IBP ou bloqueadores H2

Nas gastrites mais intensas, o sangramento é manuseado com líquidos intravenosos e transfusões sanguíneas, quando necessário. A hemostasia endoscópica deve ser tentada, com a cirurgia (gastrectomia total) como última opção. A angiografia não tende a ser eficaz nos sangramentos mais intensos, já que existem vários vasos colaterais suprindo o estômago. A supressão ácida deve ser iniciada, se o paciente ainda não estiver recebendo esse tratamento.

Para gastrites mais leves, podem ser suficientes a remoção do agente etiológico e o uso de fármacos para diminuir a acidez gástrica ( Tratamento farmacológico da acidez gástrica), de modo a limitar lesão futura e promover a cicatrização.

Prevenção

A profilaxia é capaz de reduzir a incidência de gastrite aguda por estresse. Entretanto, isso beneficia principalmente alguns pacientes em estado grave na unidade de tratamento intensivo, como os grandes queimados, pacientes com trauma de sistema nervoso central, coagulopatias, sepse, choque, politraumatismo, em ventilação mecânica há > 48 horas, com insuficiência hepática ou renal, disfunção de múltiplos órgãos e história de úlcera péptica ou sangramento gastrointestinal.

A profilaxia consiste em bloqueadores H2 IV, IBP ou antiácidos orais, para que se possa elevar o pH intragástrico > 4,0. Aferições repetidas do pH intragástrico e titulação da terapia não são necessárias. A alimentação enteral precoce também pode diminuir o risco de ressangramento.

A supressão do ácido gástrico não é recomendada para os pacientes somente em uso de AINE, exceto se houver história de úlcera péptica.

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