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Hipofosfatemia

Por

James L. Lewis, III

, MD,

  • Attending Physician
  • Brookwood Baptist Health and Saint Vincent’s Ascension Health, Birmingham

Última modificação do conteúdo mar 2018
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A hipofosfatemia caracteriza-se por concentração plasmática de fosfato < 2,5 mg/dL (0,81 mmol/L). As causas incluem alcoolismo, queimaduras, jejum e uso de diuréticos. As características clínicas incluem fraqueza muscular, insuficiência respiratória e insuficiência cardíaca; convulsões e coma podem ocorrer. O diagnóstico se faz por meio das concentrações séricas de fosfato. O tratamento consiste em suplementação de fosfato.

A hipofosfatemia ocorre em 2% dos pacientes hospitalizados, mas é mais prevalente em certas populações (p. ex., ocorre em até 10% dos pacientes hospitalizados com alcoolismo).

Etiologia

A hipofosfatemia tem diversas causas, mas a hipofosfatemia clinicamente significativa ocorre em poucas condições clínicas, incluindo:

Hipofosfatemia aguda grave com fosfato plasmático < 1 mg/dL (< 0,32 mmol/L) costuma ser causada por desvios transcelulares de fosfato, geralmente sobrepostos à depleção crônica de fosfato.

A hipofosfatemia crônica geralmente resulta da diminuição da reabsorção de fosfato. Possíveis causas são:

Hipofosfatemia crônica grave resulta de equilíbrio negativo prolongado de fosfato. As causas incluem

  • Desnutrição crônica ou má absorção, frequentemente em pacientes com alcoolismo, em especial se associada a vômitos ou diarreia copiosa

  • Ingestão em longo prazo de grandes quantidades de alumínio ligador de fosfato, em especial sob a forma de antiácidos

Os pacientes com doença renal crônica avançada (especialmente aqueles em diálise), muitas vezes tomam ligantes de fosfato às refeições para reduzir a absorção do fosfato alimentar. O uso prolongado desses ligantes pode causar hipofosfatemia, especialmente quando combinados com ingestão alimentar significativamente reduzida de fosfato.

Sinais e sintomas

Embora a hipofosfatemia seja, em geral, assintomática, podem ocorrer anorexia, fraqueza muscular e osteomalácia na depleção crônica grave. Pode haver distúrbios neuromusculares graves, incluindo encefalopatia progressiva, coma e morte. A fraqueza muscular com hipofosfatemia grave pode estar acompanhada de rabdomiólise, em especial no alcoolismo agudo.

Distúrbios hematológicos incluem anemia hemolítica, diminuição da liberação de oxigênio da hemoglobina e alteração das funções de leucócitos e plaquetas.

Diagnóstico

  • Níveis de fosfato sérico

A hipofosfatemia é diagnosticada por concentração plasmática de fosfato < 2,5 mg/dL (< 0,81 mmol/L). A maioria das causas de hipofosfatemia (p. ex., cetoacidose diabética, queimaduras, realimentação) é imediatamente aparente. Os exames para identificar a causa são realizados quando indicado (p. ex., testes de função hepática ou sinais de cirrose em paciente com suspeita de alcoolismo).

Tratamento

  • Tratar a doença subjacente

  • Reposição oral de fosfato

  • Fosfato IV quando o fosfato sérico é < 1 mg/dL (< 0,32 mmol/L) ou os sintomas são graves

Tratamento oral

O tratamento da doença subjacente e a reposição de fosfato oral costumam ser adequados para pacientes assintomáticos, mesmo quando a concentração plasmática for muito baixa. O fosfato pode ser administrado em doses em torno de 1 g VO tid, em comprimidos contendo fosfato de sódio ou fosfato de potássio. Fosfato de sódio ou fosfato de potássio oral não costuma ser bem tolerado por causa de diarreia. A ingestão de 1 L de leite desnatado ou pobre em gorduras fornece 1 g de fosfato e parece ser mais aceitável. A remoção da causa da hipofosfatemia pode incluir a suspensão de diuréticos ou antiácidos ligadores de fosfato e a correção da hipomagnesemia.

Tratamento parenteral

Fosfato parentérico é geralmente dado IV. Ele deve ser administrado em qualquer uma das seguintes circunstâncias:

  • Quando o cálcio sérico é < 1 mg/dL (< 0.32 mmol/L)

  • Quando houver rabdomiólise, hemólise e sintomas do sistema nervoso central

  • Quando não for possível a reposição oral em razão de doença subjacente

A administração IV de fosfato de potássio (na forma de mistura tamponada de K2HPO4 e KH2PO4) é relativamente segura se a função renal estiver bem preservada. Fosfato de potássio parentérico contém 93 mg (3 mmol) de fósforo e 170 mg (4,4 mEq) de potássio por mL. A dose habitual é 0,5 mmol de fósforo/kg (0,17 mL/kg) IV durante 6 h. Pessoas com alcoolismo podem necessitar de 1 g/dia durante nutrição parenteral total; suspende-se a suplementação de fosfato quando a ingestão oral for retomada.

Se os pacientes têm insuficiência renal ou potássio sérico > 4 mEq/L, preparações de fosfato de sódio geralmente devem ser usadas; essas preparações também contêm 3 mmol/mL de fósforo e são, portanto, administradas na mesma dose.

As concentrações plasmáticas de cálcio e fosfato devem ser monitoradas durante o tratamento, em particular quando o fosfato for administrado IV ou para pacientes com alteração da função renal. Na maioria dos casos, não mais de 7 mg/kg (cerca de 500 mg para um adulto de 70 kg) de fosfato devem ser administrados durante 6 h. Fazer um controle rigoroso e evitar a administração rápida de fosfato para evitar hipocalcemia, hiperfosfatemia e calcificações metastáticas por excesso de produção de fosfato de cálcio.

Pontos-chave

  • Hipofosfatemia aguda ocorre mais frequentemente em casos de alcoolismo, queimaduras ou inanição.

  • Hipofosfatemia aguda grave pode causar distúrbios neuromusculares sérios, rabdomiólise, convulsões, coma e morte.

  • Hipofosfatemia crônica pode ser devido a distúrbios hormonais (p. ex., hiperparatireoidismo, síndrome de Cushing, hipotireoidismo), uso de diuréticos crônico ou uso de antiácidos que contêm alumínio por pacientes com doença renal crônica.

  • A hipofosfatemia é geralmente assintomática, mas depleção grave pode causar anorexia, fraqueza muscular e osteomalacia.

  • Tratar o distúrbio subjacente, mas alguns pacientes exigem substituição de fosfato oral, ou raramente, IV.

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