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Úlceras de contato laríngeas

Por

Clarence T. Sasaki

, MD, Yale University School of Medicine

Última modificação do conteúdo mar 2019
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Úlceras de contato laríngeas são erosões unilaterais ou bilaterais da mucosa ao longo do processo vocal da cartilagem aritenoide.

Úlceras de contato laríngeas geralmente são causadas por abuso vocal na forma de crises glotais agudas repetidas (intensidade sonora abrupta no início da fonação), muitas vezes experimentadas por cantores (ver Exame das pregas vocais). Elas também podem ocorrer após entubação endotraqueal se um tubo muito grande corrói a mucosa que recobre os processos vocais cartilaginosos. O refluxo gastroesofágico também pode causar ou agravar úlceras de contato. Ulceração prolongada leva a granulomas inespecíficos.

Os sintomas das úlceras de contato laríngeas incluem diferentes graus de rouquidão e dor leve com fonação e deglutição.

O diagnóstico das úlceras de contato laríngeas é por laringoscopia. Biópsia para excluir carcinoma ou tuberculose é importante.

O tratamento das úlceras de contato laríngeas consiste em ≥ 6 semanas de repouso vocal. Os pacientes devem reconhecer as limitações das suas vozes e aprender a ajustar suas atividades vocais de pós-recuperação para evitar recorrência. Também recomenda-se a supressão da flora bacteriana com antibióticos.

O risco de recorrência é menor por meio de um tratamento vigoroso do refluxo gastroesofágico.

Exame das pregas vocais

Pessoas que usam sua voz profissionalmente para falar e cantar em público costumam enfrentar distúrbios vocais, manifestados como rouquidão ou soprosidade da voz, pitch vocal diminuído, fadiga vocal, tosse seca, sensação de pigarro e/ou dor à fonação. Esses sintomas quase sempre têm causas benignas, como nódulos vocais, edema de pregas vocais, pólipos ou granulomas. Essas condições são comumente causadas por hiperfunção das pregas vocais (tensão muscular laríngea excessiva durante a fala) e, possivelmente, refluxo gastroesofágico.

O tratamento na maior parte do caso é feito com:

  • Avaliação da voz por fonoaudiólogo especialista em voz ou médico experiente, incluindo, quando disponível, o uso de avaliação computadorizada, para aferição de pitch e intensidade, e determinação de parâmetros acústicos.

  • Tratamento comportamental (diminuição da tensão musculoesquelética laríngea ao falar) usando um programa de computador para obter feedback visual e auditivo.

  • Higiene vocal para eliminar comportamentos vocais abusivos, como intensidade excessiva, duração exagerada da fonação (fala contínua por mais de 1 hora), tensão vocal (esforço muscular excessivo durante a fonação) e hábito de pigarrear.

  • Dieta antirrefluxo, quando apropriada.

  • Hidratação adequada, para promover a formação de onda mucosa glótica satisfatória.

  • Modificação dietética e comportamental antes das performances vocais, evitando ingestão de álcool, cafeína e exposição à fumaça de cigarro ou outros irritantes inalatórios.

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