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Paroníquia aguda

Por

Chris G. Adigun

, MD,

  • Board-Certified Dermatologist
  • Dermatology & Laser Center of Chapel Hill

Última modificação do conteúdo ago 2019
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É a infecção dos tecidos periungueais. Paroníquia aguda causa eritema, calor e dor nas laterais dos dedos. O diagnóstico é por inspeção. O tratamento é com antibióticos antiestafilococicos e drenagem do pus.

Em geral, paroníquia é aguda, mas há casos crônicos. Na paroníquia aguda, os organismos causais são habitualmente Staphylococcus aureus ou estreptococos e, menos comumente, Pseudomonas ou Proteus spp. As bactérias penetram através de uma solução de continuidade da pele, trauma na dobra ungueal ou perda de cutícula ou irritação crônica (p. ex., água e detergentes). A paroníquia é mais comum em pessoas que roem ou mordem suas unhas. Nos pododáctilos, a infecção geralmente se inicia como onicocriptose.

Tratamentos farmacológicos recentes, como com inibidores do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), proteína alvo da rapamicina em mamíferos (mTOR) e, menos comumente, inibidores de genes BRAF, podem causar paroniquia juntamente com outras alterações cutâneas. O mecanismo não é totalmente compreendido. Mas a maioria dos casos parece ser provocada pelo próprio fármaco, como por meio de alterações no metabolismo do ácido retinoico, não pela infecção secundária.

Em diabéticos e pacientes com doenças vasculares periféricas, a paroníquia nos pododáctilos causa infecção mais extensa e ameaça o membro.

Sinais e sintomas

A paroníquia se desenvolve na borda ungueal (dobra lateral e/ou proximal), manifestando-se por horas ou dias com dor, eritema, edema e calor. A presença de pus é observada na região lateral da unha e, às vezes, embaixo da lâmina. A infecção pode se disseminar para a polpa do dedo causando seu abaulamento. Raramente a infecção penetra na profundidade dos tecidos do dedo, mas pode causar tenossinovite do flexor.

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

O diagnóstico da paroníquia aguda é feito por anamnese e exame físico.

Diversas doenças cutâneas assemelham-se à paroníquia, devendo ser consideradas particularmente, se o tratamento inicial não for efetivo. Essas condições incluem carcinoma de células escamosas, onicomicose proximal, granuloma piogênico, pioderma gangrenoso e herpes simples.

Tratamento

  • Antibióticos eficazes contra estafilococos e estreptococos

  • Drenagem do pus

O tratamento inicial é feito pela aplicação de compressas quentes ou umedecidas e antibióticos orais eficazes contra o estafilococo (p. ex., dicloxacilina ou cefalexina 250 mg 4 vezes ao dia ou clindamicina 300 mg 4 vezes ao dia). Em áreas em que S. aureus meticilina-resistente é comum, introduzir antibióticos efetivos contra essas bactérias (p. ex., sulfametoxazol-trimetoprima) com bases nos resultados dos antibiogramas. Em pacientes com diabetes e outras doenças vasculares periféricas, a paroníquia do hálux deve ser monitorada quanto a sinais de celulite ou infecção mais grave (p. ex., extensão do eritema ou edema, linfadenopatia e febre).

Edema flutuante ou coleção purulenta visível devem ser drenados com um elevador (pinça) de Freer, pinça hemostática pequena ou lâmina de bisturi no 11 inserida entre a unha e a dobra cutânea. Não há necessidade de incisão na pele. Uma camada fina de gaze pode ser inserida no local por 24 a 48 horas para permitir a drenagem.

Um caso provocado pelo tratamento com o inibidor do fator de cresimento epidérmico e refratário ao tratamento habitual foi tratado com sucesso usando plasma autólogo rico em plaquetas.

Pontos-chave

  • A paroniquia aguda pode estar relacionada com pele solta na raiz da unha, trauma da prega ungueal, perda de cutícula, irritação crônica, ou morder ou chupar os dedos.

  • O diagnóstico é provável quando vermelhidão, dor e calor intensos se desenvolvem agudamente ao longo da margem ungueal, mas considerar diagnósticos alternativos, especialmente se o tratamento não for bem sucedido.

  • Tratar com antibiótico e calor úmido e drenar qualquer pus visível.

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