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Dermatite esfoliativa

(Eritrodermia)

Por

Mercedes E. Gonzalez

, MD,

  • University of Miami Miller School of Medicine
  • Florida International University Herbert Wertheim College of Medicine
  • Pediatric Dermatology of Miami

Última modificação do conteúdo ago 2019
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É um quadro extenso com eritema e descamação da pele causado por doença cutânea preexistente, fármacos, neoplasias ou de causa desconhecida. Os sinais e sintomas são prurido, eritema difuso e descamação epidérmica. O diagnóstico é clínico. O tratamento consiste em corrigir a causa e no uso de corticoides.

(Ver também Definição da dermatite.)

A dermatite esfoliativa é uma manifestação da rápida renovação da pele. Sua causa é desconhecida, mas ocorre mais frequentemente no contexto de

Até 25% dos pacientes não têm nenhuma causa subjacente identificável. A infecção secundária bacteriana pode complicar dermatite esfoliativa.

Sinais e sintomas

Alguns sintomas da dermatite exfoliativa são prurido, mal-estar e calafrios. Eritema difuso inicialmente ocorre em placas, mas se espalha e atinge quase todo ou até todo o corpo. A extensa descamação da epiderme causa distúrbio de termorregulação, deficiências nutricionais por perda de proteínas, aumento da taxa metabólica com estado hipercatabólico e hipovolemia por perda transepidérmica de líquidos.

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

O diagnóstico da dermatite exfoliativa é feito pela anamnese e pelo exame físico. Doenças de pele preexistentes podem causar extenso eritema e sugerir uma causa.

A biópsia geralmente não é específica, mas é indicada quando se suspeita de micose fungoide. Exames de sangue podem revelar hipoproteinemia, hipocalcemia e deficiência de ferro; mas esses resultados não são diagnósticos.

Prognóstico

A doença pode ser fatal; hospitalização é muitas vezes necessária. O prognóstico depende da causa. Os casos relacionados com reações a fármacos são os de curta duração, perdurando 2 até 6 semanas após a suspensão do fármaco.

Tratamento

  • Cuidados de suporte (p. ex., reidratação)

  • Cuidados tópicos (p. ex., hidratantes, banhos de aveia coloidal)

  • Corticoides sistêmicos quando a doença é grave.

Qualquer causa conhecida deve ser tratada. O tratamento de suporte é a reidratação, correção do desequilíbrio dos eletrólitos e deficiência nutricional, bem como cuidados abrangentes da pele e curativos para evitar infecção secundária bacteriana. Como a erupção por fármacos e a dermatite de contato não podem ser descartadas somente pela história, todos os fármacos devem ser suspensos ou, se possível, trocadas.

O cuidado da pele é feito com hidratantes e banhos de aveia coloidal. Corticoides tópicos de baixa potência (p. ex., hidrocortisona a 1 ou 2,5%) devem ser utilizados.

Em casos graves são usados corticoides como prednisona, 40 a 60 mg VO uma vez ao dia, por 10 dias, e depois reduzir a dose.

Pontos-chave

  • Dermatite esfoliativa frequentemente ocorre em associação a problemas cutâneos preexistentes, fármacos e câncer, mas a causa pode ser desconhecida.

  • Os sintomas incluem prurido, eritema disseminado e descamação epidérmica.

  • O diagnóstico é clínico.

  • Hospitalização é muitas vezes necessária, porque a doença pode ser fatal.

  • O tratamento consiste em cuidados de suporte, cuidados abrangentes da ferida e pele, e corticoides sistêmicos para doença grave.

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