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Notícias selecionadas sobre a COVID-19

Página inicial de recursos sobre a COVID-19
  

O Manual MSD está compilando algumas das notícias mais significativas sobre a COVID-19 para ajudar as pessoas a se manterem atualizadas.

                                                                                                                         


  2 de julho de 2020

 Os CDC dizem que gestantes correm maior risco de desenvolver COVID‑19 grave

De acordo com um novo relatório publicado on-line no Morbity and Mortality Weekly Report (MMWR) em 26 de junho de 2020, gestantes podem correr um risco aumentado de desenvolver COVID‑19 grave. No caso de mulheres em idade reprodutiva (15 a 44 anos) que foram infectadas pelo SARS-CoV-2 (o vírus que causa a COVID‑19), a gestação foi associada a uma maior probabilidade de hospitalização, de admissão na unidade de terapia intensiva e de necessidade de ventilação mecânica. No entanto, a gestação não foi associada a um aumento no risco de morte. Até 7 de junho, os CDC receberam o relato de 8.207 casos de gestantes com resultado positivo para COVID‑19. Essas mulheres foram comparadas a 83.205 mulheres em idade reprodutiva com resultado positivo para COVID-19 e que se sabia não estarem grávidas. Houve uma proporção substancialmente maior de internações hospitalares entre gestantes (31,5%) em comparação a não gestantes (5,8%). Admissões na UTI foram relatadas para 1,5% das gestantes em comparação a 0,9% das suas contrapartes não gestantes e a ventilação mecânica foi necessária para 0,5% das gestantes em comparação a 0,3% de suas contrapartes não gestantes. Mulheres hispânicas e afro‑americanas parecem mais propensas a serem infectadas pelo SARS‑CoV‑2 durante a gravidez. Os autores ressaltam que, durante a gravidez, as mulheres apresentam alterações fisiológicas e imunológicas que poderiam aumentar o risco de doenças mais graves resultantes de infecções respiratórias. Embora o estudo tenha várias limitações, os autores deste relatório dos CDC declaram que “…mulheres grávidas devem estar cientes do potencial risco de apresentarem a COVID-19 grave. Gestantes e suas famílias devem adotar medidas para assegurar sua saúde e prevenir a disseminação da infecção pelo SARS-CoV-2. Ações específicas que gestantes podem tomar incluem não faltar às consultas pré‑natais, limitar as interações com outras pessoas o máximo possível, tomar precauções para evitar serem infectadas pela COVID‑19 ao interagir com outros, ter um suprimento de medicamentos de, pelo menos, 30 dias e conversar com seu médico sobre como se manter saudável durante a pandemia da COVID‑19. Para reduzir os resultados graves da COVID‑19 em gestantes, as medidas para prevenir a infecção pelo SARS‑CoV‑2 devem ser enfatizadas, e deve-se lidar com possíveis barreiras à capacidade de aderir a essas medidas”.

link: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6925a1.htm?s_cid=mm6925a1_w

 
                                                                                                       

  29 de junho de 2020

 A redução nas emissões diárias de CO2 durante o confinamento da COVID-19

De acordo com um estudo publicado em 17 de maio de 2020 no periódico Nature Climate Change, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) liberada diariamente pela atividade humana caiu em até 17% no pico da crise do coronavírus no início de abril. As políticas governamentais de confinamento (quarentena ou ficar em casa) para reduzir a transmissão do vírus durante a pandemia da COVID-19 alteraram drasticamente os padrões de demanda de energia em todo o mundo. As emissões diárias caíram temporariamente para níveis vistos pela última vez em 2006. A análise foi realizada por uma equipe internacional de pesquisadores que trabalham no Projeto Global de Carbono (Global Carbon Project) da Future Earth, uma iniciativa para rastrear os impactos dos gases de efeito estufa gerados pelo homem no planeta. O declínio de 17% nas emissões de CO2 ocorreu no início de abril quando as medidas de confinamento em todo o mundo estavam no pico. O impacto geral sobre as emissões anuais de 2020 dependerá da duração do confinamento, com uma estimativa baixa de redução de cerca de 4% se as condições antes da pandemia retornarem até junho e uma estimativa alta de uma diminuição de cerca de 7% se algumas restrições permanecerem em todo o mundo até o final de 2020. Os autores indicam que a redução anual das emissões de CO2 entre 4,2% e 7,5% é comparável à taxa de redução anual necessária durante a próxima década para limitar a mudança climática para 1,5°C, destacando o desafio enfrentado para limitar a mudança climática em conformidade com o acordo climático de Paris.

link: https://www.nature.com/articles/s41558-020-0797-x


  23 de junho de 2020

 O tipo sanguíneo está associado à gravidade da COVID-19

Um estudo publicado no periódico New England Journal of Medicine em 17 de junho de 2020 apresentou um relatório sobre uma análise genética feita em amostras de mais de 1.900 pacientes gravemente enfermos na Espanha e Itália, apresentando insuficiência respiratória causada pela COVID-19. Esses pacientes gravemente doentes foram comparados a mais de 2.000 pacientes saudáveis, alguns dos quais podem ter tido COVID-19, mas apresentavam apenas sintomas leves ou nenhum sintoma. Estudos anteriores sugeriram que o tipo sanguíneo de uma pessoa poderia influenciar a suscetibilidade à COVID-19. Os pesquisadores identificaram a localização de um gene que era comum em muitos pacientes com insuficiência respiratória causada pela COVID-19. Este gene também coincide com um gene que controla o tipo sanguíneo. Estudos adicionais descobriram que pessoas com sangue tipo A apresentavam um risco significativamente maior de desenvolver insuficiência respiratória como resultado da COVID-19 em comparação a pessoas com outros tipos sanguíneos. O sangue tipo O era protetor. Os achados não indicam como os tipos sanguíneos estão relacionados à insuficiência respiratória em pacientes com COVID-19, mas os achados fornecem aos médicos informações adicionais para indicar quais pacientes podem correr maior risco de desenvolver COVID-19 grave.

link: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2020283?query=featured_coronavirus#article_references


 

  18 de junho de 2020

 As comorbidades aumentam a morte por um fator de 12 nos casos de COVID-19

A publicação precoce da edição de 15 de junho do Morbidity and Mortality Weekly Report (Relatório semanal de morbidade e mortalidade), dos Centros de Controle de Doenças dos EUA, descreve as características demográficas, as condições de saúde subjacentes, os sintomas e os resultados em 1.320.488 casos de COVID-19 confirmados por laboratório em 30 de maio de 2020. No geral, 184.673 (14%) pacientes foram hospitalizados, 29.837 (2%) foram internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e 71.116 (5%) morreram. Dentre 287.320 (22%) casos com dados sobre condições de saúde subjacentes individuais, as condições de saúde subjacentes mais comuns foram: doença cardiovascular 32%, diabetes 30% e doença pulmonar crônica 18%. As hospitalizações foram seis vezes mais frequentes e as mortes 12 vezes mais frequentes naqueles pacientes com quadros clínicos subjacentes relatados em comparação àqueles que não relataram quadros clínicos subjacentes. Os CDC consideram que os achados destacam a necessidade de estratégias continuadas de mitigação da transmissão comunitária, especialmente no caso das populações vulneráveis.

link: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6924e2.htm?s_cid=mm6924e2_e&deliveryName=USCDC_921-DM30615

 
                                                                                          

 

  17 de junho de 2020

 A dexametasona reduziu as mortes de pacientes com COVID-19 grave 

Um comunicado à imprensa da Universidade de Oxford datado de 16 de junho de 2020, relatou resultados positivos de um estudo clínico de 6.425 pacientes com COVID-19 graveOs pacientes foram randomizados para receber dexametasona 6 mg uma vez ao dia por via oral ou injeção intravenosa por 10 dias (n = 2.104) ou apenas o tratamento habitual (n = 4.321). A dexametasona reduziu as mortes em 1/3 em pacientes ventilados e em 1/5 no caso de pacientes recebendo apenas oxigênio. Ambos os resultados foram altamente estatisticamente significativos. Com base nesses resultados, uma morte seria prevenida pelo tratamento de 8 pacientes ventilados ou cerca de 25 pacientes necessitando apenas de oxigênio. Não houve nenhum benefício para os pacientes que não precisavam de suporte respiratório. No comunicado à imprensa, Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes, no Departamento de Medicina de Nuffield, na Universidade de Oxford, e um dos investigadores principais do estudo clínico disse que “a dexametasona é o primeiro medicamento a mostrar melhor sobrevida na COVID‑19. É importante observar que os dados completos do estudo ainda não foram publicados ou submetidos a revisão por colegas, mas especialistas externos imediatamente adotaram os resultados. Patrick Vallance, consultor científico chefe do governo do Reino Unido, chamou o resultado de “novidade fantástica” e “um desenvolvimento inovador na nossa luta contra a doença”. Scott Gottlieb, ex‑comissário da Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA, chamou esta descoberta “um achado muito positivo”.

link: https://www.recoverytrial.net/files/recovery_dexamethasone_statement_160620_v2final.pdf

 
                                                                                    

 

  12 de junho de 2020

 Declínio acentuado nas visitas ao pronto-socorro durante as fases iniciais da pandemia

A pandemia da COVID-19 teve um impacto significativo no número de visitas ao pronto-socorro nos Estados Unidos. Um relatório publicado pelo CDC no Morbidity and Mortality Weekly Report (Relatório semanal de morbidade e mortalidade) em 3 de junho de 2020, mostrou que houve um declínio de 42% nas visitas ao pronto-socorro no início da pandemia da COVID-19. O número médio de visitas por semana durante o período de 29 de março a 25 de abril de 2020 foi de 1,2 milhão. No mesmo período aproximado no ano anterior, 31 de março a 27 de abril de 2019, houve 2,2 milhões de visitas por semana. A proporção de visitas relacionadas a doenças infecciosas, no entanto, foi quatro vezes maior durante este período de tempo. As reduções foram especialmente pronunciadas para crianças e mulheres, e também no nordeste do país. Visitas para muitos quadros clínicos, incluindo dor abdominal e outros sintomas gastrointestinais, dor torácica não específica, infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco) e hipertensão arterial diminuíram durante a pandemia, levantando a preocupação de que alguns indivíduos podem estar adiando o tratamento de quadros clínicos, o que pode resultar em mortalidade adicional se não forem tratados.

link para o estudo: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6923e1.htm?s_cid=mm6923e1_w

 
                                                                                          

 

  10 de junho de 2020

 Taxas de mortes pela COVID-19 colocadas em perspectiva

New York Times analisou o número de mortes em 25 cidades e regiões em todo o mundo durante os meses mais devastadores do surto, comparando esses números aos níveis normais de mortalidade e, em seguida, comparando os aumentos a outros desastres naturais na história.

Aumento nas mortes durante o mês de pico em comparação a anos normais:

  • 7,3x Gripe espanhola de 1918 na Filadélfia
  • 6,7x COVID-19 em Bergamo, Itália
  • 5,8x COVID-19 na cidade de Nova York
  • 4,0x COVID-19 em Lima, Peru
  • 2,4x Furacão Katrina em Nova Orleans
  • 1,05x Temporada grave de gripe na cidade de Nova York

 

 link para o artigo: https://www.nytimes.com/interactive/2020/06/10/world/coronavirus-history.html?smid=em-share

 

 


   9 de junho de 2020

 Estudo alega que cães conseguem detectar a COVID-19 cheirando as axilas

De acordo com um estudo realizado por cientistas franceses e publicado em 5 de junho de 2020 na pré-impressão, no servidor bioRxiv, cães são capazes de detectar a presença da COVID-19 cheirando o suor axilar (do sovaco) de pacientes infectados. Os pesquisadores treinaram oito cães Pastor-belga Malinois para identificar pessoas infectadas pelo coronavírus a partir de amostras de odor coletadas das axilas de mais de 360 sujeitos. As amostras vieram de indivíduos saudáveis e de indivíduos com COVID-19. No geral, os cães tiveram uma taxa de sucesso de 95% na identificação de amostras de pacientes com COVID-19. Os cães estavam familiarizados com o odor de pacientes com COVID‑19 e foram treinados para sentar quando encontrassem o odor. O teste envolveu 15 a 68 detecções por cão. Quatro cães alcançaram uma pontuação de 100% ou uma pontuação perfeita, enquanto outros alcançaram uma taxa de precisão entre 83% e 94%. Em duas ocasiões, os cães indicaram um resultado positivo para amostras que os cientistas receberam com a informação de serem de indivíduos saudáveis não infectados com o coronavírus. Os pesquisadores enviaram essas informações de volta aos hospitais em questão e os pacientes foram testados novamente e, desta vez, os resultados retornaram positivos para o vírus.

Os pesquisadores escolheram o suor axilar por ser mais eficiente em termos de produtos químicos no corpo que evaporam para o ar em temperatura ambiente e por conter forte sinalização química da doença. Além disso, não há vírus detectável no suor, o que poderia possivelmente colocar a saúde do cão em risco. Este estudo de prova de conceito se baseou na presunção de que cães, devido ao seu olfato avançado, poderiam ser treinados para diferenciar pessoas positivas para a COVID-19 de pessoas negativas detectando determinados metabólitos específicos produzidos pelo vírus SARS-Cov‑2. A detecção dos cães pelo olfato provou ser eficaz em diversas situações. Cães têm sido usados para detectar explosivos, drogas e cédulas. Também são usados na detecção precoce de doenças e de vários tipos de câncer em humanos e para alertar pessoas com diabetes ou epilepsia sobre hipoglicemia ou uma convulsão iminente. Os autores esperam realizar um estudo de validação e, se a sensibilidade e especificidade forem suficientemente altas, as autoridades nacionais poderão usar cães treinados para detectar a COVID-19 como método complementar, especificamente em ambientes em que houver falta de equipamento ou dinheiro para realizar testes de sorologia padrão ou RT‑PCR.

link para o estudo:  https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.06.03.132134v1.full.pdf+html

 


 

   8 de junho de 2020

 Cerca de 1 em cada 3 adultos usam produtos químicos ou desinfetantes de modo inseguro ao tentarem se proteger contra a COVID-19

Houve um aumento acentuado nas ligações para centros de controle de intoxicação devido a exposições a químicos de limpeza e desinfetantes desde o início da pandemia da COVID-19. Para obter informações sobre este aumento acentuado e sobre o uso, conhecimento e práticas de pessoas com relação a esses produtos, os Centros de controle e prevenção de doenças (CDC) conduziram uma pesquisa no painel de internet opt-in com 502 adultos dos EUA em maio de 2020.

Os resultados foram publicados no Morbidity and Mortality Weekly Report (Relatório semanal de morbidade e mortalidade) da agência, em 5 de junho de 2020. A pesquisa descobriu que aproximadamente 39% dos entrevistados se envolviam em práticas não recomendadas de alto risco, como o uso de alvejante em produtos alimentares, aplicação de produtos de limpeza e desinfecção doméstica na pele e a inalação ou ingestão intencional desses produtos. Os entrevistados envolvidos em práticas de alto risco relataram, mais frequentemente, efeitos adversos à saúde que acreditavam serem causados por seu uso. “Essas práticas representam risco de danos graves e lesões corrosivas nos tecidos e devem ser rigorosamente evitadas”, escreveram os autores no artigo. Eles concluíram que, “Embora os efeitos adversos à saúde relatados pelos entrevistados não pudessem ser atribuídos ao seu envolvimento em práticas de alto risco, a associação entre essas práticas de alto risco e os efeitos de saúde relatados indica a necessidade de mensagens de saúde pública relacionadas a práticas de limpeza seguras e eficazes com o objetivo de prevenir a transmissão do SARS-CoV-2 em residências”.

link para o estudo: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6923e2.htm?s_cid=mm6923e2_w#F2_down


 

   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

link para o anúncio: https://www.biopharmadive.com/news/eli-lilly-abcellera-coronavirus-antibody-drug-first-trial/57898


 

  3 de junho de 2020

 O momento da realização do teste para COVID-19 e a variabilidade de resultados falso negativos

Em um estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, em 13 de maio de 2020, pesquisadores da Universidade de Johns Hopkins analisaram os resultados de sete estudos publicados anteriormente sobre a precisão do teste para anticorpos para determinar se uma pessoa foi exposta ao vírus que causa a COVID-19. Os exames não são perfeitos. Algumas vezes, o resultado do exame é normal em pessoas que têm a doença que está sendo testada, ou seja, o exame pode ter um resultado falso negativo. Às vezes, o resultado do exame está alterado em pessoas que não têm a doença que está sendo testada. Em outras palavras, o exame pode ter resultados falso positivos. 

Pesquisadores descobriram que a possibilidade de um resultado falso negativo variou significativamente com o momento de realização do teste. As datas dos testes variaram desde a data da infecção (data da exposição) até à data de início dos sintomas (normalmente no dia 5) e às datas após o início dos sintomas. Eles observaram que a probabilidade média de um resultado falso negativo foi de 100% no dia da exposição, 67% no dia 4, 38% no dia do início dos sintomas e 20% (a menor taxa de resultados falso negativos) no dia 8 após a exposição. Após o dia 8, a probabilidade de um resultado falso negativo voltou a aumentar. Portanto, a menor taxa de resultados falso negativos foi 8 dias após a exposição e 3 dias após o início típico dos sintomas. Os autores concluíram que, se o objetivo for minimizar os resultados falso negativos, este pode ser o momento ideal para a realização dos testes. 

link para o estudo: https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/M20-1495


 

  2 de junho de 2020

 O que o esgoto pode nos dizer sobre a disseminação da COVID‑19

Pesquisadores descobriram que grandes quantidades de RNA do SARS‑CoV-2, o material genético da COVID-19, são excretadas nas fezes. Encontrar a assinatura viral da COVID-19 no esgoto permitiu que os cientistas correlacionassem a presença e a quantidade do vírus com a disseminação e a gravidade da doença. A análise do esgoto pode ser uma ferramenta para a vigilância da doença, além de oferecer uma maneira mais fácil de obter uma perspectiva mais ampla da pandemia sem ter que coletar amostras e testar todas as pessoas. Em um artigo publicado no periódico Smithsonian Magazine em 14 de maio de 2020, Catherine J. Wu, jornalista de ciências de Boston e PhD em microbiologia e imunologia pela Universidade de Harvard, discute a recente pesquisa sobre como a água residual pode ajudar a rastrear a disseminação do vírus da COVID-19, e as possíveis implicações de saúde da excreção viral nas fezes, que depois entra no sistema de esgotamento sanitário.

link para o artigo: https://www.smithsonianmag.com/science-nature/how-wastewater-could-help-track-spread-new-coronavirus-180974858/

 
                                                                               

 

  22 de maio de 2020

 A duração de pequenas gotículas no ar lançadas pela fala e sua potencial importância na transmissão do SARS-CoV-2

Um estudo publicado em 13 de maio de 2020, pela publicação Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) demonstrou que a fala humana normal emite gotículas capazes de permanecer flutuando no ar. Pesquisadores usaram um espalhamento de luz laser intensa para visualizar explosões de gotículas da fala produzidas quando os participantes falavam as palavras “permanecer saudável”. Este método de dispersão de luz fornece evidência visual da emissão de gotículas da fala e também avalia sua permanência no ar. Este método é particularmente sensível na medição de gotículas da fala com diâmetros inferiores a 30 micrômetros, capazes de permanecer no ar por mais tempo do que as gotículas maiores que têm sido, normalmente, o objeto de pesquisas. Eles estimaram que um minuto de fala alta gera pelo menos 1.000 núcleos de gotículas contendo vírions que permanecem suspensos no ar por mais de oito minutos. As gotículas da fala geradas por portadores assintomáticos são cada vez mais consideradas um modo provável de transmissão da doença. Esta visualização direta demonstra como a fala normal gera gotículas transportadas pelo ar que podem permanecer suspensas por dezenas de minutos ou mais e são eminentemente capazes de transmitir doenças em ambientes confinados. No entanto, é importante ter em mente que este estudo não aborda a transmissão efetiva da COVID-19.

link para o estudo: https://www.pnas.org/content/early/2020/05/12/2006874117

 
                                                                 

 

  21 de maio de 2020

 Orientações dos CDC para cuidar de alguém doente em casa

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention, CDC) publicaram recentemente diretrizes sobre como cuidar de alguém com COVID-19 em casa ou fora de uma unidade de saúde. As orientações se referem ao cuidado de pessoas sintomáticas com COVID‑19 e de pessoas assintomáticas com teste positivo. As recomendações são extensas e detalhadas. Os CDC fornecem estratégias úteis sobre como atender às necessidades básicas de uma pessoa doente. Os CDC também identificam sintomas que podem exigir atendimento médico de emergência. Os CDC detalham maneiras como os cuidadores podem se proteger. No documento, podem ser encontradas instruções sobre como limitar o contato com a pessoa doente, como manusear as refeições e quando uma pessoa doente ou um cuidador deve usar máscaras faciais ou luvas. Orientações sobre lavagem das mãos, uso do banheiro, limpeza e desinfecção da casa e lavagem das roupas. Os CDC também fornecem orientações sobre como descontinuar o isolamento em casa.

link para as orientações dos CDC: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/if-you-are-sick/care-for-someone.html

 
                                                        

 

  19 de maio de 2020

 COVID-19: explicação sobre a transmissão

Em uma publicação recente no blog “The Risks - Know Them - Avoid Them” (Os Riscos - Conheça-os - Evite-os), Erin S. Bromage, PhD, professor adjunto de biologia da Universidade de Massachusetts em Dartmouth, explica a ciência de uma dose contagiosa, onde e como o vírus se espalha e quais são os ambientes mais arriscados.  Dr. Bromage faz um excelente trabalho traduzindo dados e achados em um texto que não cientistas podem compreender mais facilmente. Esperamos que uma melhor compreensão de como o vírus da COVID-19 se dissemina ajude as pessoas a tomar decisões sobre como evitar a infecção pelo vírus.

link para a publicação no blog: https://www.erinbromage.com/post/the-risks-know-them-avoid-them

 
                                                                 

 

  13 de maio de 2020

 Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente associada à COVID-19

O Boston Children’s Hospital publicou uma visão geral resumida de uma síndrome pediátrica recentemente relatada que pode estar relacionada à COVID-19. Nas últimas semanas, relatórios têm sido recebidos da Europa e do Leste dos EUA de um pequeno número de crianças gravemente enfermas com uma doença inflamatória multissistêmica (chamada síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica). Os relatórios ainda são fragmentários e os sintomas são descritos de várias formas, mas os pacientes parecem ter febre, graus variados de disfunção orgânica e múltiplos marcadores laboratoriais de inflamação grave. Às vezes, a síndrome progride para choque significativo, exigindo o uso de medicamentos para controlar a hipertensão arterial e ventilação mecânica.

Parece haver uma conexão com a pandemia atual da COVID-19 no fato de várias crianças afetadas apresentarem teste positivo para SARS-CoV-2. No entanto, a conexão permanece incerta.

A síndrome também tem alguma relação com a doença de Kawasaki; contudo, nem todas as manifestações da doença de Kawasaki estão presentes.

Embora raros, os casos são bastante graves. As crianças afetadas parecem responder ao tratamento; portanto, as crianças potencialmente afetadas devem ser encaminhadas a um centro especializado.

link para a visão geral: https://discoveries.childrenshospital.org/covid-19-inflammatory-syndrome-children/


 8 de maio de 2020

 O SARS-CoV-2 já estava se espalhando na França no final de dezembro de 2019 

Um teste de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT‑PCR) foi realizado em uma amostra de escarro armazenada de um paciente hospitalizado na França no final de dezembro com síndrome respiratória aguda grave. RT-PCR é uma técnica que permite que os pesquisadores determinem quanto RNA de uma fonte específica existe em uma amostra. A amostra foi considerada positiva para coronavírus. Esse resultado revelou que a epidemia na França começou muito antes do que se acreditava originalmente. Este achado foi publicado on-line no periódico International Journal of Antimicrobial Agents em 3 de maio de 2020. Os pesquisadores examinaram os prontuários médicos de todos os pacientes admitidos na UTI com doença semelhante à gripe entre 2 de dezembro de 2019 e 16 de janeiro de 2020 (um total de 124 pacientes). Eles excluíram pacientes com um teste de PCR positivo para outros vírus respiratórios e excluíram pacientes com prontuários médicos que indicavam achados que não eram típicos para COVID-19. As amostras de nasofaringe dos 12 pacientes restantes foram testadas. Uma amostra foi positiva para COVID-19. A amostra positiva pertencia a um imigrante da Argélia de 42 anos, sem histórico de viagem ou ligação com a China. Ele compareceu ao pronto‑socorro em 27 de dezembro de 2019, com hemoptise (tossindo sangue), tosse, dor torácica, dor de cabeça e febre que estava evoluindo há quatro dias. Vale observar que um dos seus filhos apresentou uma doença semelhante à gripe antes do início dos sintomas do paciente. O artigo inclui histórico médico, apresentação clínica, achados laboratoriais, achados radiológicos e evolução clínica da sua doença. Os pesquisadores concluíram que a doença já estava se espalhando entre a população francesa no final de dezembro de 2019.

link para o estudo: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0924857920301643

                              


  7 de maio de 2020

 Estudo da transmissão do SARS‑CoV‑2 em contatos próximos 

Um estudo epidemiológico da COVID-19 em 391 casos e 1.286 contatos próximos em Shenzhen, China, publicado no periódico The Lancet, fornece informações sobre a história natural e a transmissibilidade do vírus SARS‑CoV‑2. Usando um grande conjunto de dados primários, os pesquisadores foram capazes de esclarecer os tempos de incubação, o tempo até a recuperação e a transmissibilidade do vírus. Curiosamente, eles observaram que a taxa de ataque secundário em contatos próximos ficou em torno de 7% em média. A transmissão entre contatos muito próximos, como indivíduos morando em uma mesma residência, foi menor que um em seis contatos (ou seja, taxa de ataque secundário de 11% a 15%).

O estudo destacou o achado de que crianças tinham a mesma probabilidade dos adultos de serem infectadas. Embora as crianças frequentemente não fiquem doentes, elas não devem ser negligenciadas como uma fonte de transmissão significativa. O estudo também demonstrou o valor da vigilância baseada em contato na redução da disseminação do vírus SARS-CoV-2 na comunidade.

link para o estudo: https://www.thelancet.com/pdfs/journals/laninf/PIIS1473-3099(20)30287-5.pdf


  5 de maio de 2020

 AVC de grandes vasos em pacientes jovens e de meia-idade com COVID-19 

Em 28 de abril de 2020, o periódico New England Journal of Medicine relatou cinco casos de AVC de grandes vasos em pacientes de até 50 anos de idade infectados pela COVID-19. A paciente mais jovem era uma mulher de 33 anos. O relatório incluiu todos os pacientes com menos de 50 anos, no sistema de saúde Mount Sinai em Nova York, durante um período de duas semanas do final de março ao início de abril. A frequência foi quase sete vezes o número de pacientes com AVC nessa faixa etária, durante qualquer período médio de duas semanas ao longo do ano anterior, e indica uma correlação muito forte com a COVID-19.

Ariana Eunjung Cha escreve para o Washington Post sobre este fenômeno alarmante e o aumento dos relatos de AVC em pacientes jovens e de meia-idade com COVID‑19.

link para o artigo de notícias: https://www.washingtonpost.com/health/2020/04/24/strokes-coronavirus-young-patients/

                


  29 de abril de 2020

 A Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale observa que amostras de saliva são promissoras como substitutas para o esfregaço da nasofaringe 

A Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale conduziu um estudo comparando amostras de saliva e da nasofaringe em 44 pacientes hospitalizados com COVID-19 e 98 profissionais de saúde com exposição ocupacional a pacientes com COVID-19. O estudo foi relatado por Michael Greenwood em 24 de abril de 2020, no Yale News. Embora o estudo tenha sido pequeno e limitado, ele mostrou grande promessa para o uso de amostras de saliva no lugar do uso padrão atual de esfregaços da nasofaringe. O estudo observou que a saliva tinha maior sensibilidade de detecção e consistência no curso da infecção, quando comparada com amostras da nasofaringe do mesmo paciente. Também houve menos variabilidade na autocoleta de amostras. Isso pode ter um efeito transformador em testes para COVID-19. O teste da saliva não é invasivo, não depende de swabs para a nasofaringe e pode ser facilmente autoaplicado e, portanto, anula os riscos, os obstáculos e o uso de recursos, como swabs e equipamentos de proteção individual (EPI), que são usados no contato direto com o paciente e segundo as práticas de testes atuais. O estudo não foi submetido a revisão por pares. Os resultados da pesquisa estão atualmente disponíveis no servidor pré-impressão medRxiv.

 link para o estudo: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.16.20067835v1.full.pdf+html

 
                   

 

  28 de abril de 2020

 A OMS emite orientação sobre “passaportes de imunidade” 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um breve aviso (24 de abril de 2020) de que não há evidências de que a presença de anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 proteja contra uma reinfecção e o desenvolvimento da COVID-19. A OMS adverte os governos contra o uso de testes de anticorpos como orientação para o relaxamento das medidas sociais e para a emissão de “passaportes de imunidade” ou “certificados de ausência de risco” que permitam que as pessoas se considerem protegidas contra uma reinfecção. Não há garantias de que indivíduos que tenham contraído a COVID-19 ou tenham testado positivo para anticorpos possam voltar a trabalhar ou viajar sem risco. “Neste ponto na pandemia, não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos para garantir a precisão de um ‘passaporte de imunidade’ ou ‘certificado de ausência de risco’” disse a OMS.

A OMS também enfatizou que testes laboratoriais que detectam anticorpos contra o SARS-CoV-2 em pessoas, incluindo testes rápidos de imunodiagnóstico, precisam de validação adicional para determinar sua precisão e confiabilidade. Exames de imunodiagnóstico podem classificar as pessoas falsamente de duas maneiras. A primeira é que eles podem rotular falsamente pessoas que foram infectadas como negativas (falso‑negativo) e a segunda é que pessoas que não foram infectadas são falsamente rotuladas como positivas (falso‑positivo). Será preciso determinar a precisão de cada teste de anticorpos (taxas de falso‑negativo e falso‑positivo). Ambos os erros têm consequências graves e afetarão os esforços de controle.

 link para o aviso da OMS: https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/immunity-passports-in-the-context-of-covid-19                      


 

  27 de abril de 2020

 Características de pacientes hospitalizados com COVID-19 

Uma série grande de casos com 5.700 pacientes sequenciais admitidos nos hospitais da área da cidade de Nova York, entre 1º de março e 4 de abril de 2020, com COVID-19 confirmada, foi publicada no periódico JAMA Network online em 22 de abril de 2020. O estudo fornece uma descrição abrangente das características de apresentação da doença, comorbidades e resultados. O mais notável é que muitos pacientes também tinham outros problemas médicos, como hipertensão arterial (57%), obesidade (42%) e diabetes (34%). Na triagem, apenas 31% apresentavam febre. O estudo se concentrou nos 2.643 pacientes que receberam alta (2.090) ou morreram (553) durante o período do estudo. No grupo de pacientes que atingiram esses resultados, 320 haviam recebido ventilação mecânica, dos quais 88% morreram e, dentre aqueles com mais de 65 anos de idade que receberam ventilação mecânica, 97% morreram. É importante observar que 3.066 pacientes continuavam hospitalizados no momento da coleta de dados dos resultados, e isso certamente inclui um número de pacientes com mais de 65 anos de idade que necessitaram de ventilação mecânica e haviam sobrevivido até aquele momento.

 link para o estudo: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2765184  


  24 de abril de 2020

 Estudos sobre hidroxicloroquina para a COVID-19

O entusiasmo inicial em relação à hidroxicloroquina diminuiu devido a preocupações sobre a eficácia e potenciais efeitos adversos. Vários estudos e relatórios recentes estão resumidos (e mencionados abaixo) em um artigo de revisão on-line de 21 de abril no periódico Science (1), que destaca as razões para essas preocupações:

 Uma análise dos resultados de 368 veteranos hospitalizados por COVID-19 e tratados apenas com hidroxicloroquina, com hidroxicloroquina + azitromicina (AZ) ou sem hidroxicloroquina foi publicada em 21 de abril (2). Este estudo não mostrou nenhum benefício em termos de diminuição da mortalidade ou da necessidade de ventilação mecânica nos grupos recebendo apenas hidroxicloroquina ou hidroxicloroquina combinada à azitromicina. O grupo recebendo apenas hidroxicloroquina teve um aumento na incidência de morte por todas as causas.

 Uma publicação no periódico Mayo Clinic Proceedings (3) em 7 de abril, discutiu as complicações cardíacas causadas pela cloroquina e hidroxicloroquina e forneceu orientação aos médicos para monitorar e prevenir esta complicação potencialmente letal. Os autores listam fatores de risco para esta complicação, recomendam a triagem para estes fatores antes do tratamento, a correção de fatores de risco que podem ser modificados e a monitoração do coração do paciente durante o tratamento.

Um estudo na Escola de Medicina da Universidade de Nova York (4) analisou as alterações no coração de 84 pacientes adultos com infecção por SARS-CoV-2 tratados com hidroxicloroquina mais azitromicina. Em 11% dos pacientes, ocorreram alterações cardíacas significativas, representando um alto risco de ritmos cardíacos anormais (arritmias).

No Brasil, um estudo clínico em caráter cego, randomizado (5), de cloroquina em dose alta e baixa (administrada com ceftriaxona e azitromicina) em pessoas hospitalizadas por COVID-19 foi interrompido precocemente, após apenas 81 pacientes terem sido incluídos, quando os investigadores observaram mais mortes no grupo recebendo a dose mais elevada.

 Referências

1. Servick K: Antimalarials widely used against COVID-19 heighten risk of cardiac arrest. How can doctors minimize the danger? Science 21 de abril 2020. https://www.sciencemag.org/news/2020/04/antimalarials-widely-used-against-covid-19-heighten-risk-cardiac-arrest-how-can-doctors

 2. Magagnoli J, Siddharth N, Pereira F, et al: Outcomes of hydroxychloroquine usage in United States veterans hospitalized with Covid-19. 23 de abril de 2020. PRÉ‑IMPRESSÃO medRxiv disponível emhttps://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.16.20065920v2. doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.16.20065920

 3. Giudicessi JR, Noseworthy PA, Friedman PA, et al: Urgent Guidance for Navigating and Circumventing the QTc-Prolonging and Torsadogenic Potential of Possible Pharmacotherapies for Coronavirus Disease 19 (COVID-19). Mayo Clin Proc 7 de abril de 2020 doi: 10.1016/j.mayocp.2020.03.024 [Publicação eletrônica antes da impressão]

 4. Chorin E, Dai M, Schulman E, et al: The QT interval in patients with SARS-CoV-2 infection treated with hydroxychloroquine/azithromycin. 03 de abril de 2020. PRÉ‑IMPRESSÃO medRxiv disponível em https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.02.20047050v1. doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.02.20047050

 5. Silva Borba MG, de Almeida Val F, Sampaio VS, et al: Chloroquine diphosphate in two different dosages as adjunctive therapy of hospitalized patients with severe respiratory syndrome in the context of coronavirus (SARS-CoV-2) infection: Preliminary safety results of a randomized, double-blinded, phase IIb clinical trial (CloroCovid-19 Study). 16 de abril de 2020. PRÉ‑IMPRESSÃO medRxiv disponível em https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.07.20056424v2 doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.07.20056424

          


 

  23 de abril de 2020

 Plano de ação nacional proposto para a realização de testes para a COVID-19

A Rockefeller Foundation forneceu um plano abrangente (datado de 21/04/2020, veja o link abaixo) para reabrir locais de trabalho e comunidades com base nos testes para a COVID-19 e acompanhamento atento dos resultados positivos do teste. O objetivo do plano é criar um programa nacional conduzido pelo estado, de testes para COVID-19, que apoie a reabertura da economia através das metas do monitoramento da força de trabalho, da detecção precoce de surtos recorrentes e de testes de diagnósticos e domésticos. O plano tem três componentes principais:

  • Expandir drasticamente os testes para COVID-19 dos atuais 1 milhão de testes por semana para 3 milhões por semana durante as próximas 8 semanas e, depois, para 30 milhões de testes por semana nos próximos 6 meses. Isso exigirá investir e reforçar a capacidade de testes em âmbito nacional, universitário e de milhares de pequenos laboratórios locais em todo o país.
  • Treinar e lançar um exército de profissionais de saúde para aplicar os testes e fazer o rastreamento de contatos para aqueles com testes positivos. Eles sugerem que isso seja organizado em torno das secretarias estaduais de saúde pública. Eles propõem contratar 100.000 a 300.000 trabalhadores que precisarão ter o apoio de redes de computadores ligadas a muitos registros eletrônicos de saúde.
  • Integrar e expandir plataformas de dados federais, estaduais e privados para facilitar análises e rastreamento de doenças em tempo real. Isso identificará surtos recorrentes de COVID-19 e picos diretos nos volumes de testes e acompanhamento.

Este artigo técnico fornecido pela Rockefeller Foundation tem ideias muito boas e é um artigo que vale a pena ler. O plano enorme exigirá a integração de muitas plataformas dispersas de dados computadorizados. Tudo isso precisará equilibrar a privacidade e a necessidade de controlar a infecção.

link para o plano: https://www.rockefellerfoundation.org/wp-content/uploads/2020/04/TheRockefellerFoundation_WhitePaper_Covid19_4_21_2020.pdf


  21 de abril de 2020

 28.000 óbitos faltando: acompanhando a verdadeira contagem da crise do coronavírus

Uma análise dos dados de mortalidade em 11 países, mostrando que muito mais pessoas morreram nesses países do que nos anos anteriores, foi relatada por Jin Wu e Allison McCann no New York Times em 21 de abril de 2020. Eles estimaram a mortalidade excedente em cada país comparando o número de pessoas que morreram por todas as causas este ano com a média histórica durante o mesmo período. O achado foi que, pelo menos, mais 28.000 pessoas morreram durante a pandemia do coronavírus no último mês do que consta no relatório oficial de contagens de mortes pela COVID-19. Como a maioria dos países relata apenas mortes pela COVID-19 que ocorrem em hospitais, há muitas mortes causadas pela COVID-19 que não são relatadas. As 28.000 mortes adicionais encontradas neste estudo incluem mortes pela COVID-19, bem como mortes por outras causas, provavelmente incluindo pessoas com outras doenças que não foram tratadas devido à sobrecarga dos hospitais. Este artigo sugere que o número de mortes globais pela COVID-19 será muito maior do que os relatos de mortes pela COVID-19 confirmadas por testes. Para visualizar uma apresentação gráfica impressionante dessas tendências em cada país, use o seguinte link para o artigo.

link para o artigo de notícias: https://www.nytimes.com/interactive/2020/04/21/world/coronavirus-missing-deaths.html?smid=em-share

 


 

 16 de abril de 2020

 Levantamento sorológico do NIH solicita voluntários

Para obter uma imagem mais clara da magnitude da pandemia pela COVID-19 nos Estados Unidos, o NIH está recrutando até 10.000 voluntários. Indivíduos com histórico confirmado de COVID-19 ou sintomas atuais de COVID-19 não são elegíveis para participar. “Este estudo irá…nos dizer quantas pessoas em diferentes comunidades foram infectadas sem saber, porque tiveram uma doença muito leve e não documentada ou não tiveram acesso a testes quando estavam doentes”, disse Dr. Anthony S. Fauci, Diretor do NIAID. Os pesquisadores irão coletar e analisar amostras de sangue para anticorpos contra a proteína S do Sars-CoV-2. Os resultados ajudarão a esclarecer a extensão da disseminação não detectada do vírus na população. Os participantes receberão kits para coleta de sangue em casa e instruções detalhadas sobre a coleta de uma microamostra de sangue e sua devolução por correio para análise. As pessoas interessadas em participar do estudo devem entrar em contato com: clinicalstudiesunit@nih.gov

link para o comunicado à imprensa: https://www.nih.gov/news-events/news-releases/nih-begins-study-quantify-undetected-cases-coronavirus-infection



 

 

 15 de abril de 2020

 Cientistas proeminentes têm más notícias sobre os testes de anticorpos anti-coronavírus

Em resposta à infecção, nossos corpos produzem anticorpos para combater a infecção. Os testes de anticorpos medem a presença desses anticorpos, identificando uma pessoa que foi infectada. No entanto, embora um teste positivo signifique que uma pessoa foi infectada, ele pode não significar necessariamente que a infecção foi eliminada do corpo e, caso tenha sido eliminada, pode não garantir proteção contra a repetição da infecção. Além disso, existem vários testes de anticorpos diferentes, cada um deles variando em precisão.

Um artigo na CNN em 15 de abril de 2020 relatou que cientistas de renome explicaram às autoridades da Casa Branca os problemas identificados com os testes de anticorpos sendo desenvolvidos para a COVID-19. Elizabeth Cohen, correspondente médica sênior para a CNN, identificou vários problemas com o desenvolvimento de testes de anticorpos nos EUA.

Primeiro, a FDA relaxou as regras para que as empresas possam vender seus testes de anticorpos sem demonstrar até que ponto funcionam bem. A Associação Americana de Laboratórios de Saúde Pública afirma que isso resultou em que o mercado fosse inundado por testes de baixa qualidade. Existe a preocupação de que alguns testes possam identificar anticorpos contra diferentes coronavírus que causam o resfriado comum, apresentando assim resultados falso‑positivos para COVID-19.

Em segundo lugar, sem uma regulamentação criteriosa, bons testes de anticorpos não podem ser distinguidos dos testes ruins.

Em terceiro lugar, está a pergunta sobre qual nível de anticorpos fornece proteção contra uma nova infecção pela COVID-19 e talvez contra a disseminação do vírus para outras pessoas. Muitos estudos serão necessários para responder a esta pergunta, com implicações importantes para a nossa sociedade e economia.

Felizmente, foi relatado que o Comissário da FDA, Dr. Stephen Hahn, disse que os testes de anticorpos passarão por uma análise científica.

link para o artigo: https://www.cnn.com/2020/04/14/health/coronavirus-antibody-tests-scientists/index.html


 

 14 de abril de 2020

 Por que as taxas de morte por coronavírus não podem ser consideradas como um único número

Dr. Johnathan Fuller, PhD, fornece um artigo claro em que ele explica a perspectiva mais ampla sobre as estatísticas em constante mudança da COVID-19. Em um artigo publicado em 10 de abril de 2020 no periódico on-line, The Conversation, Dr. Fuller explica porque as estatísticas e os modelos diferem. Seu conhecimento fornece ao leitor um enquadramento e uma perspectiva para ajudar a interpretar o grande volume de informações epidemiológicas sendo relatadas sobre a pandemia da COVID-19. Tomar as melhores decisões em políticas de saúde pública e casos individuais exige um entendimento mais profundo dos modelos do que apenas os números.

link para o artigo: Por que as taxas de morte por coronavírus não podem ser consideradas como um único número


 

10 de abril de 2020

 Os aplicativos de smartphone podem ajudar a vencer pandemias?

 Um artigo interessante foi publicado em 9 de abril de 2020 pelo Dr. Francis Collins, Diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health, NIH). No blog do diretor do NIH, ele discute mobilizar o uso de smartphones para rastreamento e notificação de contatos na luta contra a pandemia da COVID‑19. Os métodos tradicionais envolvendo equipes de profissionais de saúde pública que falam com pessoas por telefone ou em reuniões presenciais demandam muito tempo. O tempo perdido permite que a infecção se espalhe mais amplamente devido à demora em encontrar e notificar indivíduos expostos ao vírus. Aproveitando a tecnologia Bluetooth dos smartphones, o rastreamento digital pode melhorar as chances de manter a COVID-19 sob controle. Na China, a pesquisa mostrou uma correlação entre o uso de aplicativos para rastreamento de contatos e o que parece ser uma supressão mantida da infecção pela COVID-19. Dr. Collins aborda questões éticas, jurídicas e sociais importantes.

link para a publicação do blog: https://directorsblog.nih.gov/author/collinsfs/


 

9 de abril de 2020

Um novo medicamento antiviral seguindo para estudos clínicos oferece esperança para o tratamento da COVID-19

 

Um novo medicamento chamado EIDD-2801 se mostra promissor no tratamento das lesões pulmonares causadas pelo novo coronavírus Sars-CoV-2.  O EIDD-2801, um análogo de ribonucleosídeos com atividade antiviral na RNA polimerase dependente de RNA, foi desenvolvido por pesquisadores da Escola Gillings de Saúde Pública Global, da Universidade da Carolina do Norte (UNC), em Chapel Hill. Os resultados do estudo mais recente foram publicados on-line em 6 de abril de 2020 pelo periódico Science Translational Medicine. O estudo publicado descobriu que o EIDD-2801 é capaz de proteger células pulmonares humanas cultivadas e infectadas pelo SARS-CoV-2. O medicamento também parece ser eficaz no tratamento de outras infecções sérias causadas por coronavírus. Experimentos em camundongos descobriram que, quando o EIDD‑2801 é administrado 12 a 24 horas após o início da infecção por vírus relacionados à COVID‑19, as lesões pulmonares e a perda de peso foram significativamente reduzidas. Uma vantagem adicional é que o medicamento pode ser administrado por via oral enquanto outros tratamentos devem ser administrados por via intravenosa. A facilidade do tratamento oferece o potencial para tratar pacientes com doença mais leve ou como profilaxia.

link para o estudo: https://stm.sciencemag.org/content/early/2020/04/03/scitranslmed.abb5883

 


8 de abril de 2020

Pesquisa mostra que a potencial vacina contra a COVID-19 é promissora

Notícias interessantes de uma história publicada no ScienceDaily

 

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh anunciaram uma potencial vacina contra a COVID-19. Quando a vacina foi testada em camundongos, ela produziu anticorpos específicos contra SARS‑CoV‑2 em quantidades suficientes para neutralizar o vírus. O artigo detalhando a pesquisa foi publicado em 2 de abril de 2020 na EBioMedicine, que é publicada pelo Lancet. Usando trabalho de base realizado durante epidemias anteriores causadas por coronavírus, a vacina tem como alvo as espículas proteicas do coronavírus. A vacina é produzida usando pedaços de proteína viral feitos em laboratório para desenvolver a imunidade. É assim que as vacinas atuais contra a gripe funcionam. Os pesquisadores usam uma nova abordagem para a aplicação do medicamento, chamada matriz de microagulhas, para aumentar sua potência. O coautor sênior do estudo disse que “os testes em pacientes normalmente exigiriam pelo menos um ano e provavelmente mais tempo”.

link para o estudo: https://www.thelancet.com/journals/ebiom/article/PIIS2352-3964(20)30118-3/fulltext#coronavirus-linkback-header

link para o artigo de notícias: https://www.sciencedaily.com/releases/2020/04/200402144508.htm

 


6 de abril de 2020

Novo relatório não encontra benefícios da combinação de hidroxicloroquina e azitromicina em pacientes gravemente enfermos com a COVID-19

Um pequeno estudo analisando o medicamento hidroxicloroquina, em combinação com azitromicina em pacientes com sintomas graves, não encontrou evidência de forte atividade antiviral ou de benefícios clínicos da combinação dos medicamentos.  Havia apenas onze pacientes no estudo, oito dos quais tinham quadros clínicos subjacentes que os colocavam em maior risco. Este estudo é muito pequeno para permitir uma análise estatística significativa ou conclusões sobre a eficácia ou segurança dos medicamentos. No entanto, este relatório lança dúvidas sobre a eficácia antiviral desta combinação em pacientes gravemente enfermos com a COVID‑19, conforme sugerido por um estudo francês anterior.

Link para o estudo: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0399077X20300858?via%3Dihub

 


6 de abril de 2020

O CDC recomenda usar máscaras faciais de tecido, especialmente em áreas de transmissão comunitária significativa

Uma parcela significativa das pessoas infectadas pelo coronavírus não desenvolve sintomas e mesmo aquelas que acabam desenvolvendo sintomas podem transmitir o vírus para outras pessoas antes de apresentarem sintomas.  Isso significa que o vírus pode se espalhar entre pessoas que interagem em estreita proximidade, por exemplo, através da fala, tosse ou espirros, mesmo que essas pessoas não apresentem sintomas.  Em vista disso, o CDC recomenda o uso de máscaras faciais de tecido em ambientes públicos onde outras medidas de distanciamento social são difíceis de manter (por exemplo, mercearias e farmácias) especialmente em áreas com transmissão comunitária significativa. O uso de máscaras faciais simples feitas de tecido retarda a disseminação do vírus e ajuda as pessoas, que podem ter o vírus e não sabem, a não transmiti-lo para outras pessoas.  Máscaras faciais de tecido, feitas a partir de itens domésticos ou feitas em casa de materiais comuns a um baixo custo, podem ser usadas como uma medida de saúde pública adicional e voluntária.

É fundamental enfatizar que manter o distanciamento social de 2 metros (6 pés) continua sendo importante para retardar a disseminação do vírus. 

As máscaras faciais de tecido recomendadas não são máscaras cirúrgicas ou respiradores N-95.  Esses são suprimentos críticos que devem continuar a ser reservados para profissionais de saúde e outros socorristas médicos, conforme recomendado pela orientação atual do CDC.

Para obter as recomendações completas do CDC, consulte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/cloth-face-cover.html



Página inicial de recursos sobre a COVID-19

 

   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

link para o anúncio: https://www.biopharmadive.com/news/eli-lilly-abcellera-coronavirus-antibody-drug-first-trial/578980/


 

   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

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   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

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   4 de junho de 2020

 Primeiro estudo clínico em humanos de medicamento de anticorpos contra a COVID-19

Esta semana, a Eli Lilly, empresa farmacêutica sediada em Indianápolis, iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de um medicamento de anticorpos monoclonais desenvolvidos especificamente contra a COVID-19. O medicamento é um anticorpo humano fabricado que duplica um anticorpo encontrado no sangue de um paciente que se recuperou da Covid-19. O sangue do paciente foi triado usando uma nova tecnologia que identificou mais de 550 anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Em seguida, os pesquisadores selecionaram um que parecia particularmente eficaz contra o vírus e começaram sua produção em laboratório. Os medicamentos de anticorpos precisam ser administrados na veia, mas existe a possibilidade de que possam ajudar as pessoas a se recuperarem da doença. Eles também podem ser usados de forma preventiva em pessoas de alto risco expostas à doença, antes de haver uma vacina disponível.

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