Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

Carregando

Disfunção erétil (DE)

(Impotência)

Por

Irvin H. Hirsch

, MD, Sidney Kimmel Medical College of Thomas Jefferson University

Última revisão/alteração completa jun 2019| Última modificação do conteúdo jun 2019
Clique aqui para a versão para profissionais
Fatos rápidos
OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Recursos do assunto

A disfunção erétil (DE) é a incapacidade de alcançar ou manter uma ereção satisfatória para poder ter relações sexuais

Ocasionalmente, todos os homens têm problemas em ter uma ereção, e tais ocorrências são consideradas normais. A disfunção erétil (DE) ocorre quando um homem

  • Nunca consegue atingir uma ereção

  • Atinge ereção brevemente, mas não o suficiente para a relação sexual

  • Atinge ereção eficaz de forma inconsistente

A DE é chamada de primária se o homem nunca conseguiu ter ou manter uma ereção.

A DE é chamada de secundária se ela ocorrer em um homem mais velho que anteriormente conseguia ter ereções.

A DE secundária é muito mais comum que a DE primária.

Nos Estados Unidos, cerca de 50% dos homens com idade entre 40 e 70 são afetados de alguma forma e a porcentagem aumenta com o envelhecimento. No entanto, a DE não é considerada uma parte normal do envelhecimento e pode ser tratada com sucesso em qualquer idade.

Causas

Para atingir uma ereção, o pênis precisa de uma quantidade adequada de sangue fluindo, uma desaceleração do sangue que flui para fora, funcionamento adequado dos nervos que chegam e saem do pênis, quantidades adequadas do hormônio sexual masculino testosterona e impulso sexual suficiente (libido), de modo que um distúrbio em qualquer um destes sistemas pode dar origem à disfunção erétil (DE).

A maioria dos casos de DE é causada ​​por anomalias dos vasos sanguíneos ou nervos do pênis. Outras possíveis causas incluem distúrbios hormonais, distúrbios estruturais do pênis, uso de certos medicamentos e problemas psicológicos (consulte a tabela Causas frequentes e características da disfunção erétil). As causas específicas mais comuns são

  • Endurecimento das artérias (aterosclerose) que afeta as artérias do pênis

  • Complicações da cirurgia de próstata

  • Certos medicamentos, como aqueles usados para tratar hipertensão arterial ou aumento da próstata e aqueles que agem no sistema nervoso central como medicamentos utilizados para tratar a depressão

Você sabia que...

  • A incapacidade ocasional de conseguir uma ereção é normal e não significa que o homem tenha disfunção erétil.

  • Quase a metade dos homens com mais de 65 anos e alguns homens com mais de 80 geralmente podem ter ereções suficientes para a penetração.

  • Uma baixa concentração de testosterona tende a diminuir o impulso sexual, em vez de causar disfunção erétil.

  • As combinações de medicamentos injetáveis ​​no pênis e dispositivos que contraem ou aplicam sucção ao pênis são altamente eficazes e não apresentam alguns dos efeitos colaterais dos medicamentos orais.

  • O aconselhamento sexual pode ajudar até mesmo quando a disfunção erétil tem uma causa física.

Muitas vezes, vários fatores contribuem para a DE. Por exemplo, um homem com uma ligeira diminuição da função erétil causada por diabetes ou vasculopatia periférica pode desenvolver DE grave após iniciar um novo medicamento ou se o estresse aumentar.

Distúrbios dos vasos sanguíneos

A aterosclerose pode bloquear parcialmente o fluxo sanguíneo para as pernas (vasculopatia periférica). Normalmente, artérias que vão ao pênis também são obstruídas, diminuindo a quantidade do fluxo sanguíneo para o pênis e causando a DE. Diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial e tabagismo contribuem para a aterosclerose e, portanto, para a DE.

Às vezes, o sangue vaza das veias do pênis muito rapidamente, diminuindo a pressão sanguínea no pênis e interferindo no alcance e na manutenção da ereção (chamado de disfunção veno-oclusiva).

Distúrbios nervosos

Se os nervos que enviam mensagens ao pênis estiverem danificados, a DE poderá ocorrer. Além de causar aterosclerose, o diabetes também pode afetar os nervos que irrigam o pênis. Como os nervos que vão para o pênis estão junto à glândula da próstata, a cirurgia de próstata (por exemplo, devido ao câncer ou próstata aumentada), muitas vezes, causa a DE.

Distúrbios nervosos menos comuns que causam a DE incluem lesão da medula espinhal, esclerose múltipla e AVC (acidente vascular cerebral). Além disso, a pressão prolongada sobre os nervos das nádegas e área genital (a chamada região selar), como pode ocorrer durante longos passeios de bicicleta, pode causar DE temporária.

Outras doenças

Distúrbios hormonais (por exemplo, concentração excepcionalmente baixa de testosterona) tendem a diminuir o impulso sexual, mas também podem resultar em DE.

Na doença de Peyronie, tecido cicatricial se desenvolve dentro do pênis, resultando em ereções curvadas e muitas vezes dolorosas e causando a DE.

O que é a doença de Peyronie?

Na doença de Peyronie, há inflamação dentro do pênis, o que causa a formação de tecido cicatricial. Uma vez que o tecido cicatricial não se expande durante uma ereção, o pênis ereto fica curvado, fazendo com que a penetração durante a relação sexual seja difícil ou impossível. O tecido cicatricial pode se estender ao tecido erétil (corpo cavernoso), causando disfunção erétil.

O que é a doença de Peyronie?

Alguns medicamentos, álcool e drogas ilícitas, como a cocaína e as anfetaminas, também podem causar ou contribuir para a DE.

Às vezes, problemas psicológicos (como ansiedade de desempenho ou depressão) ou fatores que diminuem o nível de energia do homem (tais como doença, fadiga ou estresse) causam ou contribuem para a DE. A disfunção erétil pode ser situacional, envolvendo um determinado lugar, hora, parceira ou parceiro sexual.

Uma ereção prolongada e dolorida (priapismo) pode danificar o tecido erétil do pênis, levando à DE.

Avaliação

Um episódio ocasional de disfunção erétil (DE) não é incomum, mas os homens que constantemente não conseguem ter ou manter uma ereção devem procurar um médico, porque a DE pode ser um sinal de um grave problema de saúde, como aterosclerose ou uma doença nervosa. A maioria das causas da DE é tratável​. As informações a seguir podem ajudar os homens a saber quando procurar um médico e o que esperar durante a avaliação.

Sinais de alerta

Em homens com DE, certos sintomas e características são motivos de preocupação. Incluem

  • A ausência de ereções durante a noite ou logo ao acordar pela manhã

  • Dormência na região entre e ao redor das nádegas e área genital (chamada de região selar)

  • Cãibras doloridas nos músculos das pernas, que ocorrem durante a atividade física, mas são aliviadas prontamente por repouso (claudicação)

Quando consultar um médico

Embora a DE possa diminuir a qualidade de vida de um homem, ela não é, por si só, um quadro clínico perigoso. No entanto, a DE pode ser um sintoma de um sério distúrbio médico. Devido ao fato de que a dormência na virilha ou perna pode ser sinal de dano na medula espinhal, os homens que, repentinamente, desenvolvem tal dormência devem consultar um médico imediatamente. Homens que têm outros sinais de alerta devem ligar para o seu médico e perguntar em quanto tempo terão de ir à consulta e ser examinados.

O que o médico faz

Primeiramente, o médico faz perguntas sobre os sintomas do homem e o histórico médico. Em seguida, ele realiza um exame físico. O que eles encontram durante o histórico clínico e exame físico muitas vezes sugere uma causa para a DE e talvez seja necessário realizar outros exames (consulte a tabela Causas frequentes e características da disfunção erétil).

O médico pergunta sobre

  • Uso de drogas e álcool

  • Histórico de tabagismo

  • Histórico de diabetes

  • Histórico de hipertensão arterial

  • Histórico de aterosclerose

  • Histórico de cirurgia (por exemplo, devido ao aumento da próstata, câncer de próstata ou retal, ou distúrbios dos vasos sanguíneos)

  • Histórico de lesão (por exemplo, um osso pélvico quebrado ou uma lesão nas costas)

  • Sintomas de distúrbios dos vasos sanguíneos (por exemplo, dor nas panturrilhas ao caminhar ou frieza, dormência ou cor azulada dos pés)

  • Sintomas de distúrbios nervosos (por exemplo, dormência, formigamento, fraqueza, incontinência ou queda)

  • Sintomas de distúrbios hormonais (por exemplo, perda do impulso sexual, aumento do tamanho das mamas, diminuição do tamanho dos testículos, perda de pelos no corpo, tremores, alterações de peso ou apetite ou intolerância ao calor ou frio)

  • Sintomas de distúrbios psicológicos, em particular, depressão

  • Satisfação com as relações sexuais

  • Disfunção sexual (por exemplo, vaginite ou depressão) da parceira ou parceiro sexual

Mesmo que o homem tenha vergonha de falar com o médico sobre esses assuntos, essa informação é importante para determinar a causa da DE.

O exame físico dá enfoque aos órgãos genitais e à próstata, mas o médico também procura por sinais de distúrbios hormonais, do sistema nervoso e dos vasos sanguíneos e examina o reto.

Às vezes, a causa é clara a partir do histórico. Por exemplo, a DE pode ocorrer logo após a cirurgia de próstata ou ao iniciar um novo medicamento. Uma pista importante é saber se as ereções estão presentes durante a noite ou ao acordar. Quando as ereções estão presentes, uma causa física é menos provável do que uma causa psicológica, porque as causas físicas tipicamente inibem as ereções em todos os momentos. Outros fatores que sugerem uma causa psicológica são o desenvolvimento súbito em um homem jovem saudável, a ocorrência de sintomas apenas em determinadas situações e a resolução da DE sem qualquer tratamento. A claudicação ou frieza ou uma cor azulada nos dedos dos pés ou pés pode indicar um problema com os vasos sanguíneos, como a vasculopatia periférica ou a doença vascular causada por diabetes.

Tabela
icon

Causas frequentes e características da disfunção erétil

Causa

Características comuns*

Exames

Distúrbios dos vasos sanguíneos

Obstrução das artérias (vasculopatia periférica)

Claudicação (sensação dolorosa, dor, cãibras ou cansaço nos músculos das pernas que ocorrem regularmente e previsivelmente durante a atividade física, mas são aliviados prontamente pelo repouso)

Fatores de risco comuns (por exemplo, hipertensão arterial, diabetes ou níveis alterados de colesterol e lipídios no sangue)

Comparação da pressão arterial medida no tornozelo e no braço ao mesmo tempo (chamado de índice tornozelo-braquial)

Exames de fatores de risco (por exemplo, níveis elevados de glicose [açúcar] no sangue e lipídios no sangue)

Medição ultrassonográfica do fluxo sanguíneo entrando nas artérias do pênis

Vazamento venoso (quando as veias do pênis não conseguem impedir que o sangue saia do pênis durante uma ereção, como fazem normalmente)

Ereções que ocorrem, mas não podem ser mantidas

Exame de ultrassom das artérias do pênis

Distúrbios nervosos

Lesão do nervo causada ​​pelo diabetes (neuropatia diabética)

Diabetes conhecido

Às vezes, dormência, queimação ou outras dores nos pés

Exame médico

Às vezes, eletromiografia e estudos de condução nervosa

Episódios intermitentes de fraqueza ou dormência em diferentes partes do corpo, em momentos diferentes

RM

Às vezes, punção lombar e testes de líquido cefalorraquidiano

Danos aos nervos durante cirurgia pélvica ou radioterapia

Cirurgia conhecida (como prostatectomia radical) ou radioterapia

Somente exame médico

Distúrbios da medula espinhal (como tumores ou lesões)

Dormência na região entre o pênis e o ânus

Geralmente, outros sintomas de distúrbios da medula espinhal (por exemplo, dormência e fraqueza das pernas e incontinência)

RM

Pressão prolongada nas nádegas e área genital (região do assoalho pélvico), como ocorre ao andar de bicicleta ou a cavalo

Normalmente, atletas de competição que pedalam por longos períodos

Os sintomas ocorrem logo depois de andar de bicicleta ou a cavalo

Somente exame médico

Prostatite (inflamação da próstata)

Dor pélvica ou na virilha e sintomas urinários incômodos, como dor, sensação de queimação, sangue na urina, ter que urinar frequentemente ou ter dificuldade em começar a urinar

Somente exame médico

Acidente vascular cerebral

AVC conhecido

Somente exame médico

Distúrbios hormonais

Hipogonadismo (deficiência de testosterona)

Perda do desejo sexual, distúrbios do sono e depressão ou alterações de humor

Com o tempo, diminuição do tamanho dos músculos e testículos, da densidade óssea e dos pelos corporais

Com o tempo, aumento de gordura corporal e do tamanho das mamas

Dosagem da concentração de testosterona no sangue

Rosto redondo, aumento de gordura corporal no tronco, estrias roxas no abdômen, hipertensão arterial e alterações de humor

Dosagem da concentração de cortisol na urina

Às vezes, exames de sangue

Hipertireoidismo grave (excesso de hormônio da tireoide)

Inquietação, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, tremores, perda de peso e incapacidade de tolerar o calor

Dosagem da concentração de hormônio da tireoide no sangue

Hipotireoidismo grave (deficiência de hormônio da tireoide)

Lentidão, diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial, espessamento da pele, diminuição do apetite, ganho de peso, e incapacidade de tolerar frio

Dosagem da concentração de hormônio da tireoide no sangue

Distúrbios estruturais

Doença de Peyronie (formação de tecido cicatricial no tecido erétil do pênis)

Tecido firme no pênis

Frequentemente, curvatura grave do pênis durante a ereção

Dor frequente durante o intercurso

Somente exame médico

Ultrassonografia do pênis para detectar tecido cicatricial

Hipospadia (uma deficiência congênita)

Uretra localizada na parte inferior do pênis

Somente exame médico

Microfalo (deficiência congênita)

Pênis anormalmente pequeno

Somente exame médico

Distúrbios psicológicos

Tristeza, desamparo, desesperança, perda de apetite e problemas para dormir

Somente exame médico

Ansiedade de desempenho ou estresse

Ereções totais durante o sono e ao se masturbar

Preocupação com o desempenho sexual

Às vezes, a DE ocorre apenas com algumas parceiras ou parceiros sexuais ou em certas situações

Somente exame médico

Outros

Histórico de administração de um medicamento conhecido por causar DE

Somente exame médico

Hipoxemia (níveis cronicamente baixos de oxigênio no sangue)

Normalmente, um distúrbio pulmonar crônico (por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica)

Oximetria de pulso (medição do nível de oxigênio no sangue)

*As características incluem os sintomas e os resultados do exame médico. As características mencionadas são típicas, mas nem sempre estão presentes.

† A concentração de testosterona costuma ser medida. Se a concentração estiver baixa, o médico mede a concentração de outros hormônios.

DE = disfunção erétil; RM = ressonância magnética.

Tabela
icon

Alguns medicamentos que costumam ser usados ​​que podem causar a disfunção erétil

Classe

Medicamentos

Medicamentos para tratar a hipertensão arterial (anti-hipertensivos)

Betabloqueadores (tais como atenolol, carvedilol, metoprolol e propranolol)

Clonidina

Diuréticos (tais como furosemida, hidroclorotiazida e clortalidona)

Metildopa

Espironolactona

Medicamentos para tratar o aumento da próstata

Bloqueadores alfa-adrenérgicos (tais como terazosina, doxazosina, tansulosina e silodosina)

Inibidores da 5-alfa-redutase (tais como a finasterida e dutasterida)

Medicamentos para tratar o câncer de próstata

Medicamentos hormonais (tais como leuprolida, triptorrelina e gosserrelina)

Abiraterona

Bicalutamida

Cetoconazol

Medicamentos que afetam o sistema nervoso central

Álcool

Benzodiazepínicos (tais como alprazolam, clordiazepóxido, diazepam e lorazepam)

Cocaína ou anfetaminas, com uso crônico

Inibidores da monoaminoxidase (tais como fenelzina, selegilina e tranilcipromina)

Opioides (tais como a codeína, heroína, hidromorfona, metadona, morfina ou oxicodona), se utilizados cronicamente

Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (como citalopram, escitalopram, fluoxetina, paroxetina e sertralina)

Antidepressivos tricíclicos (tais como amitriptilina, desipramina, imipramina e nortriptilina)

Outros

Antagonistas de andrógenos (como megestrol)

Medicamentos contra o câncer (a maioria dos medicamentos para quimioterapia)

Cimetidina

Medicamentos com efeitos anticolinérgicos (como muitos anti-histamínicos e alguns antidepressivos)

Estrogênios

Exames

Geralmente são necessários exames. Os exames laboratoriais incluem a medição da concentração de testosterona no sangue. Se a concentração de testosterona estiver baixa, o médico mede outros hormônios. Dependendo dos resultados do histórico e exame físico, exames de sangue também podem ser feitos para verificar a existência de diabetes não reconhecido anteriormente, distúrbios da tireoide e distúrbios lipídicos. Normalmente, esses testes fornecem ao médico informações suficientes para planejar o tratamento.

Ocasionalmente, o médico injeta um medicamento no pênis que estimula a ereção e, em seguida, realiza uma ultrassonografia para avaliar o fluxo sanguíneo nas artérias e veias do pênis. Em casos raros, é possível que o médico recomende o uso de um monitor doméstico que detecta e registra ereções durante o sono.

Tratamento

  • Tratamento das causas subjacentes

  • Educação e aconselhamento

  • Inibidores de fosfodiesterase por via oral

  • Às vezes, outros medicamentos, dispositivos mecânicos ou cirurgia

Qualquer doença de base é tratada e, muitas vezes, os médicos interrompem o uso de medicamentos que podem estar causando a disfunção erétil (DE), ou mudam para um medicamento diferente. No entanto, os homens devem conversar com seu médico antes de interromper o uso de qualquer medicamento.

O excesso de peso é um fator de risco para muitos distúrbios que podem causar a DE, de forma que a perda de peso pode melhorar a função erétil. O tabagismo é um fator de risco para a aterosclerose, então, parar de fumar também pode melhorar a função erétil. Parar ou diminuir o uso do álcool, se for excessivo, também pode ajudar.

Mesmo a DE causada por um distúrbio físico geralmente inclui um componente psicológico; por isso, o médico tranquiliza e dá orientações (incluindo à parceira ou parceiro sexual do homem, sempre que possível). Aconselhamento de casais por um terapeuta sexual qualificado pode ajudar a melhorar a comunicação entre os parceiros, reduzir a pressão de desempenho e resolver conflitos interpessoais que contribuem para a DE.

A testosterona suplementar pode ajudar a restaurar ereções em homens com uma baixa concentração de testosterona. Esses preparados de testosterona podem ser aplicados diariamente na forma de adesivo ou gel. Às vezes, produtos de testosterona aplicados por via nasal e por meio de implante de pele também são recomendados. Homens com uma concentração muito baixa de testosterona talvez precisem de injeções de testosterona duas vezes por mês.

Métodos não invasivos (dispositivos mecânicos e medicamentos) são experimentados primeiro. Às vezes, o homem precisa tentar o método algumas vezes antes de o médico conseguir determinar se ele é ou não eficaz. Normalmente, uma primeira tentativa é feita com medicamentos por via oral. Os medicamentos que são injetados no pênis um pouco antes da relação sexual são eficazes e frequentemente são a segunda tentativa. Embora a maioria dos homens prefira medicamentos a outros métodos de tratamento da DE, os dispositivos mecânicos têm a vantagem de ser altamente eficazes e, uma vez que não apresentam os efeitos colaterais dos medicamentos, geralmente são muito seguros. Cirurgia de implante peniano com uma prótese inflável é a última opção, porém uma forma mais eficaz de realizar uma relação sexual.

Dispositivos mecânicos

Os homens que podem ter, mas não manter uma ereção, podem usar um anel de constrição. Assim que ocorrer a ereção, um anel elástico é colocado em torno da base do pênis, ajudando a evitar que o sangue flua para fora e mantendo a firmeza do pênis. Se o homem não pode desenvolver uma ereção, um dispositivo de ereção a vácuo manual pode ser aplicado sobre o pênis. Este dispositivo leva sangue para o pênis, exercendo um efeito de vácuo suave, após o qual o anel é colocado sobre a base do pênis para manter a ereção. Hematoma no pênis, a frieza da ponta do pênis e falta de espontaneidade são algumas desvantagens deste método. Às vezes, um anel de constrição e dispositivo a vácuo são combinados com tratamento farmacológico.

Medicamentos

Os principais medicamentos para a DE são inibidores de fosfodiesterase orais. Outros medicamentos incluem as prostaglandinas, que são injetadas no pênis ou inseridas na uretra. Inibidores de fosfodiesterase orais são usados ​​com muito mais frequência do que outros medicamentos porque são simples de usar e permitem espontaneidade na relação sexual. Medicamentos fitoterápicos sem receita médica são vendidos para DE, mas eles são geralmente ineficazes, contêm doses ocultas de inibidores de fosfodiesterase, ou ambos. Os inibidores de fosfodiesterase ocultos podem expor o homem a um medicamento com possíveis efeitos colaterais.

Os inibidores de fosfodiesterase orais (sildenafila, vardenafila, avanafila e tadalafila) aumentam o fluxo sanguíneo no pênis. Esses medicamentos funcionam da mesma forma, mas diferem quanto ao tempo de duração dos efeitos, aos seus efeitos colaterais, e às suas interações com alimentos. O efeito da tadalafila dura mais tempo do que o de outros medicamentos (até 36 horas), o que alguns homens preferem.

A maioria dos inibidores de fosfodiesterase funciona melhor quando ingeridos com o estômago vazio e pelo menos 1 hora antes da relação sexual. Homens que tomam nitratos (com mais frequência a nitroglicerina para o tratamento da angina, mas também nitrato de amila recreativo ["estimulantes"]) não devem tomar inibidores de fosfodiesterase, porque a combinação pode causar queda da pressão arterial a níveis não seguros. Outros efeitos colaterais temporários dos inibidores de fosfodiesterase incluem rubor, visão anormal (incluindo percepção anormal de cores) e dor de cabeça. O priapismo (ereção prolongada) se desenvolve muito raramente e pode vir a exigir tratamento médico de emergência. Em casos raros, os homens relataram cegueira ou perda da audição depois de tomar inibidores de fosfodiesterase, mas não está claro se os inibidores de fosfodiesterase tenham sido a causa.

Alprostadil (a prostaglandina PGE1) em monoterapia ou combinado com papaverina e fentolamina pode ser injetado diretamente na lateral do pênis com uma agulha muito fina, o que provoca uma ereção adequada na maioria dos homens. Alprostadil supositório pode ser inserido na uretra por meio de um aplicador tipo canudo. Estas terapias podem causar priapismo e dor peniana. Normalmente, o médico ensina o homem a aplicar o medicamento em si mesmo durante uma consulta. Depois disso, muitos homens aplicam estes medicamentos em si mesmos em casa. Alprostadil supositório pode ser combinado com um inibidor de fosfodiesterase oral para os homens em quem os medicamentos orais não são eficazes.

Cirurgia

Para alguns homens, o tratamento farmacológico não é eficaz ou aceitável. Nestes homens, pode ser feita uma cirurgia para implante de uma prótese peniana. Próteses podem ter a forma de hastes de silicone rígidas ou dispositivos operados hidraulicamente, que podem ser inflados e desinflados. Ambos envolvem os riscos da anestesia geral, infecção e mau funcionamento da prótese.

Informações essenciais para idosos: Disfunção erétil

Embora a disfunção erétil (DE) aumente com o envelhecimento, ela não precisa ser aceita como uma parte normal do envelhecimento. Em vez disso, devido ao fato de que os homens mais velhos são mais propensos a ter problemas de saúde que afetam os vasos sanguíneos, eles também são mais propensos a ter DE. Muitos casais mais velhos têm atividade sexual satisfatória sem ereções ou relações sexuais e podem optar por não procurar tratamento. Mesmo assim, o tratamento da DE pode ser adequado para homens mais velhos.

Pontos-chave

  • A DE geralmente resulta de distúrbios psicológicos, do sistema nervoso ou dos vasos sanguíneos, de lesões ou dos efeitos secundários de alguns medicamentos ou cirurgia.

  • Ao considerar as causas, o médico leva em consideração fatores psicológicos e interpessoais.

  • A terapia com testosterona pode ajudar a restaurar a função erétil em homens com uma baixa concentração sérica de testosterona e DE, mas uma baixa concentração de testosterona não é uma causa comum da DE.

  • A maioria dos homens com DE pode ser tratada com sucesso com um inibidor de fosfodiesterase oral, como a sildenafila, vardenafila, avanafila ou tadalafila.

  • A maioria dos homens que não responde à terapia com inibidores de fosfodiesterase orais pode atingir ereções com injeções de alprostadil, isoladamente ou combinadas com um inibidor de fosfodiesterase oral.

  • Dispositivos de ereção a vácuo e cirurgia de prótese peniana são tratamentos eficazes para homens com DE grave

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Obtenha o

Também de interesse

Vídeos

Visualizar tudo
Hiperplasia prostática benigna
Vídeo
Hiperplasia prostática benigna
A próstata é uma glândula pequena e arredondada do sistema reprodutor masculino que fica localizada...
Modelos 3D
Visualizar tudo
Sistema reprodutor masculino
Modelo 3D
Sistema reprodutor masculino

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS