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Vacinações na infância

Por

Michael J. Smith

, MD, MSCE, Duke University

Última revisão/alteração completa set 2018| Última modificação do conteúdo set 2018
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Fatos rápidos

As crianças devem ser vacinadas para ficarem protegidas contra doenças infecciosas. As vacinas contêm fragmentos não infecciosos de bactérias ou vírus ou formas integrais desses organismos enfraquecidos de modo a não provocar doenças. Dar uma vacina (em geral por injeção) estimula o sistema imunológico do corpo a se defender contra a doença. A vacinação produz um estado de imunidade contra a doença, sendo por vezes chamada de imunização (Consulte também Considerações gerais sobre a imunização).

Eficácia da vacina

As vacinas erradicaram a varíola e quase erradicaram outras infecções, como poliomielite e sarampo, que outrora foram flagelos comuns da infância nos Estados Unidos. Apesar desse sucesso, é importante que os profissionais de saúde continuem a vacinar as crianças. Muitas das doenças prevenidas pela vacinação estão ainda presentes nos Estados Unidos e continuam comuns em outras partes do mundo. Essas doenças podem se espalhar rapidamente entre crianças não vacinadas, que, devido às facilidades modernas para viajar, podem ser expostas mesmo vivendo em áreas nas quais as doenças não são comuns.

Segurança da vacina

Nenhuma vacina é 100% eficaz ou 100% segura. Algumas crianças vacinadas não ficam imunizadas e algumas desenvolvem efeitos colaterais. Na maioria das vezes, os efeitos colaterais são leves, tais como dor no local de injeção, erupção cutânea ou febre baixa. Muito raramente surgem problemas mais graves.

As vacinas passam por melhorias contínuas para garantir sua segurança e eficácia. Aperfeiçoamentos incluem a utilização de:

  • vacina acelular contra coqueluche (normalmente combinada com vacina contra difteria e tétano – DTaP), que tem uma chance muito menor de causar efeitos colaterais do que a vacina de célula inteira contra coqueluche anteriormente usada (também combinada com difteria e tétano – DTP);

  • vacina contra a poliomielite inativada injetável, em vez da vacina oral contra a pólio anteriormente utilizada.

A vacina oral contra a poliomielite, feita com um vírus vivo atenuado, pode causar poliomielite se o vírus atenuado sofrer mutação, o que acontece uma vez a cada 2,4 milhões de crianças. Apesar de esse ser um risco extremamente baixo, ele levou médicos dos Estados Unidos a trocar totalmente para a vacina injetável contra a poliomielite.

Antes de uma vacina poder receber autorização para uso, ela (assim como todo produto médico) deve ser testada em estudos clínicos controlados. Esses estudos comparam a nova vacina com um placebo ou com uma vacina já existente para a mesma doença. Esses estudos mostram se a vacina é eficaz e identificam os efeitos colaterais comuns. Entretanto, alguns efeitos colaterais são muito raros para serem detectados em qualquer estudo clínico de tamanho plausível e não ficam evidentes até que uma vacina comece a ser usada rotineiramente em muitas pessoas. Assim, um sistema de vigilância chamado Sistema de Relato de Eventos Adversos com Vacinas (Vaccine Adverse Event Reporting System), (consulte VAERS) foi criado para monitorar a segurança das vacinas que são usadas para o público geral. O VAERS coleta relatos de pessoas que acreditam terem apresentado um efeito colateral depois de uma vacinação recente e de profissionais da área da saúde que identificam certos efeitos colaterais depois que uma vacina foi aplicada, mesmo se eles não têm certeza de que os efeitos estão relacionados com a vacina.

Para ajudar a avaliar os riscos da vacinação, o governo federal exige que os médicos entreguem aos pais uma declaração de informações sobre as vacinas cada vez que uma criança é vacinada. Além disso, um Programa federal de compensação da lesão por vacina foi criado para compensar as pessoas que sofreram lesões comprovadas relacionadas a vacinas. Esse programa foi estabelecido porque os médicos e as autoridades sanitárias desejam que a maior quantidade possível de crianças seja protegida de doenças que representam risco à vida. Ao considerar os riscos da vacinação, os pais devem se lembrar de que os benefícios da vacinação superam, de longe, os riscos.

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