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Placenta prévia

Por

Antonette T. Dulay

, MD, Main Line Health System

Última revisão/alteração completa out 2020| Última modificação do conteúdo out 2020
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Fatos rápidos
Recursos do assunto

A placenta prévia é quando a placenta está presa (implantada) sobre a abertura do colo do útero, na parte inferior do útero, em vez de na parte superior.

  • É possível que a mulher tenha sangramento indolor, às vezes abundante, no final da gestação.

  • A ultrassonografia pode normalmente confirmar o diagnóstico.

  • Seguir um regime de atividade modificada pode ser o suficiente, mas se o sangramento continuar ou se o feto ou a mulher apresentarem problemas, um parto por cesariana será realizado.

Complicações da gravidez, como a placenta prévia, são problemas que ocorrem apenas durante a gestação. Elas podem afetar a mulher, o feto ou ambos e surgir várias vezes durante a gestação. No entanto, a maioria das complicações da gravidez pode ser tratada.

Geralmente, a placenta fica situada na parte superior do útero. Na placenta prévia, a placenta está localizada na parte inferior. Ela cobre a abertura do colo do útero, ou seja, a entrada para o canal vaginal. Às vezes, a placenta está situada próxima à abertura do colo do útero e não sobre ele (uma situação denominada placenta baixa).

A placenta prévia ocorre em um de cada 250 partos, aproximadamente. Até 2% das gestantes apresentam placenta prévia durante o segundo trimestre. A placenta prévia às vezes pode ser visualizada em uma ultrassonografia. No entanto, ela desaparece por conta própria em mais de 90% das mulheres antes do parto. Se isso não resolver, a placenta pode se descolar do útero, privando o bebê do suprimento de sangue. A passagem do bebê pelo canal vaginal também pode rasgar a placenta, causando sangramento grave.

Os fatores de risco (quadros clínicos que aumentam o risco de apresentar o distúrbio) para a placenta prévia incluem:

Sintomas da placenta prévia

A placenta prévia pode causar sangramento indolor da vagina que inicia repentinamente no final da gestação. O sangue pode ter uma coloração vermelho-vivo. O sangramento pode tornar-se abundante, pondo em risco a vida da mulher e do feto.

A placenta prévia pode causar problemas para o feto, como:

Se a mulher tiver tido um parto por cesariana, a placenta prévia aumenta o risco de que a placenta estar presa muito firmemente ao útero ( placenta acreta Placenta acreta Placenta acreta é uma placenta com uma fixação anormalmente firme ao útero. Caso a mãe tenha tido tanto um parto por cesariana como placenta prévia em uma gestação anterior, isso aumenta em... leia mais ). A placenta acreta pertence a um grupo de distúrbios denominado espectro da placenta acreta. Esses distúrbios variam de acordo com quão firmemente a placenta está presa ao útero.

Diagnóstico da placenta prévia

  • Ultrassonografia

O médico suspeita da presença de placenta prévia em gestantes com sangramento vaginal que tem início após 20 semanas de gestação. Uma ultrassonografia ajuda o médico a identificar a placenta prévia e diferenciá-la de uma placenta que tenha se descolado precocemente ( ruptura prematura da placenta Ruptura prematura da placenta A ruptura prematura da placenta é o descolamento prematuro de uma placenta posicionada normalmente na parede do útero, geralmente depois de 20 semanas de gestação. A mulher pode ter sangramento... leia mais ).

Problemas com a placenta

Normalmente, a placenta está localizada na parte superior do útero, firmemente fixada à parede do útero até após o nascimento do bebê. A placenta transporta oxigênio e nutrientes da mãe para o feto.

Na ruptura prematura da placenta (abruptio placentae), a placenta se separa da parede uterina prematuramente, causando sangramento do útero e redução do suprimento de oxigênio e nutrientes ao feto. A mulher que tem essa complicação será internada no hospital e o parto possivelmente será antecipado.

Na placenta prévia, a placenta está localizada sobre o colo do útero, na parte inferior do útero. A placenta prévia pode causar sangramento indolor que começa repentinamente no final da gestação. O sangramento pode ser abundante. O bebê normalmente nasce de cesariana.

Problemas com a placenta

Tratamento da placenta prévia

  • Internamento hospitalar e atividade modificada

  • Parto entre a 36ª e a 37ª semana se o sangramento tiver cessado

  • Parto imediato se a mulher ou o feto estiverem tendo problemas

Quando o sangramento for de pequeno porte e ocorrer antes de aproximadamente 36 semanas de gestação, os médicos costumam recomendar o internamento hospitalar da mulher e que ela limite suas atividades até o sangramento cessar. A limitação da atividade (um regime denominado atividade modificada ou repouso modificado) significa que a mulher deve descansar durante a maior parte do dia. Se o sangramento parar, talvez a mulher receba autorização para retomar gradativamente as atividades leves. Se o sangramento não se repetir, ela geralmente é enviada para casa, desde que possa voltar para o hospital facilmente. O médico recomenda não praticar relações sexuais, pois elas podem provocar sangramento.

Se o sangramento recorrer, a mulher costuma ser internada novamente no hospital e talvez permaneça lá até o parto.

Alguns especialistas recomendam utilizar corticosteroides para ajudar com o amadurecimento dos pulmões do feto quando houver necessidade de fazer um parto prematuro, geralmente antes da 34ª semana de gestação.

Se a mulher não estiver tendo contrações e se o sangramento tiver cessado, é possível que o médico faça o parto do bebê entre a 36ª e a 37ª semana de gestação.

O parto normalmente é feito imediatamente quando ocorrer um dos itens a seguir:

  • O sangramento é abundante ou não para.

  • A frequência cardíaca do feto está alterada, indicando falta de oxigênio.

  • A pressão arterial da mulher torna-se muito baixa.

A mulher com sangramento abundante talvez precise de transfusões de sangue.

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