Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

Carregando

Câncer do colo do útero

Por

Pedro T. Ramirez

, MD, The University of Texas MD Anderson Cancer Center;


Gloria Salvo

, MD, MD Anderson Cancer Center

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
Clique aqui para a versão para profissionais
Fatos rápidos
OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Recursos do assunto

O câncer do colo do útero se desenvolve no colo do útero (a parte inferior do útero).

  • O câncer do colo do útero geralmente é causado por infecção por vírus do papiloma humano (HPV), transmitido durante a relação sexual.

  • O câncer do colo do útero pode causar sangramento vaginal irregular ou sangramento após a relação sexual, mas às vezes os sintomas somente aparecem depois que o tumor está grande ou já se disseminou.

  • Exames de Papanicolau geralmente podem detectar anomalias, que são, depois, enviadas para biópsia.

  • Realizar exames regulares de Papanicolau e se vacinar contra o HPV pode ajudar a prevenir o câncer do colo do útero.

  • O tratamento geralmente envolve cirurgia para remover o câncer e muitas vezes o tecido circundante e, com frequência, se os tumores forem grandes, radioterapia e quimioterapia.

Nos Estados Unidos, o câncer do colo do útero (carcinoma cervical) é o terceiro câncer ginecológico mais comum entre todas as mulheres e é comum entre as mulheres mais jovens. A idade média de diagnóstico é cerca de 50 anos, mas pode afetar mulheres jovens de 20.

O colo do útero é a parte inferior do útero. Ele se estende para dentro da vagina.

Localização dos órgãos reprodutores femininos internos

Localização dos órgãos reprodutores femininos internos

Aproximadamente 80% a 85% dos casos de câncer do colo do útero são um carcinoma de células escamosas, que se desenvolve nas células planas semelhantes à pele que revestem o colo do útero. A maioria dos outros tipos de câncer do colo do útero são adenocarcinomas, que se desenvolvem a partir de células de glândulas.

O câncer do colo do útero começa com alterações lentas e progressivas em células normais na superfície do colo do útero. Essas alterações, chamadas de displasia ou neoplasia intraepitelial cervical (NIC), são consideradas pré-cancerosas. Isso significa que, se não forem tratadas, podem evoluir para câncer, às vezes depois de anos. A NIC é classificada como sendo leve (NIC grau 1), moderada (NIC grau 2) ou grave (NIC grau 3).

O câncer do colo do útero começa na superfície do colo do útero e pode penetrar profundamente a superfície. O câncer do colo do útero pode se disseminar das seguintes maneiras:

  • Ao se disseminar diretamente para os tecidos adjacentes, incluindo a vagina

  • Ao penetrar a rica rede de vasos linfáticos no interior do colo do útero e depois se disseminar para outras partes do corpo

  • Raramente, por meio de disseminação através da corrente sanguínea

Causas

O câncer do colo do útero costuma ser causado pelo vírus do papiloma humano (HPV), que é transmitido durante a relação sexual. Esse vírus também causa verrugas genitais.

Os fatores de risco para o câncer do colo do útero incluem:

  • Ter relações sexuais pela primeira vez em uma idade jovem

  • Ter mais de um parceiro sexual

  • Fumar cigarro

  • Ter um sistema imunológico enfraquecido (decorrente de uma doença, como câncer ou AIDS, ou causado por medicamentos, como medicamentos quimioterápicos ou corticosteroides)

Quanto mais jovem a mulher tiver sua primeira relação sexual, e quanto mais parceiros sexuais ela tiver tido, maior o risco de câncer do colo do útero.

Sintomas

Alterações pré-cancerosas geralmente não apresentam sintomas. Nos estágios iniciais, o câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas.

O primeiro sintoma do câncer do colo do útero geralmente é sangramento anômalo da vagina, na maioria das vezes após a relação sexual. Manchas ou sangramento mais intenso podem ocorrer entre as menstruações ou as menstruações podem ser extraordinariamente intensas. Tumores grandes têm mais propensão de sangrar e podem dar origem a uma secreção vaginal com mau odor e dor na região pélvica.

Se o câncer for generalizado, pode causar dores lombares e inchaço das pernas. O trato urinário pode estar obstruído e, se não for administrado tratamento, insuficiência renal e morte podem ocorrer.

Diagnóstico

  • Exames de Papanicolau

  • Biópsia

Exames de Papanicolau de rotina ou outros exames similares conseguem detectar o início do câncer do colo do útero. Exames de Papanicolau detectam com precisão até aproximadamente 80% dos casos de câncer do colo do útero, antes mesmo do surgimento dos sintomas. Os exames de Papanicolau também conseguem detectar displasia. A mulher com displasia deve ser examinada novamente no prazo de três a quatro meses. A displasia pode ser tratada, ajudando, assim, a prevenir o câncer.

Biópsia

Uma biópsia será realizada caso um tumor, ferida ou outra área anômala forem observados no colo do útero durante o exame pélvico ou caso displasia ou câncer sejam detectados pelo exame de Papanicolau. Geralmente, o médico insere um instrumento na vagina com uma lente binocular (colposcópio), para examinar o colo do útero e escolher o melhor local para realizar a biópsia.

Dois tipos distintos de exames são realizados:

  • Biópsia por punção: Um pedaço minúsculo do colo do útero, selecionado usando o colposcópio, é removido.

  • Curetagem endocervical: O tecido que não pode ser visto é raspado do interior do colo do útero.

Esses exames causam pouquíssima dor e um pequeno sangramento. As duas juntas geralmente fornecem tecido suficiente para diagnóstico por patologistas.

Se o diagnóstico não ficar claro, uma biópsia de cone será feita para remover um pedaço de tecido maior em forma de cone. Geralmente, é usada uma alça de arame fino com uma corrente elétrica passando por ela. Esse procedimento é chamado de procedimento de excisão eletrocirúrgica com alça (loop electrosurgical excision procedure, LEEP). Como alternativa, pode ser usado um laser (com um feixe de luz altamente concentrado). Qualquer um dos procedimentos requer apenas anestesia local e pode ser feito no consultório do médico. Um bisturi frio (não elétrico) às vezes é utilizado, mas esse procedimento exige uma sala de cirurgia e anestesia.

Estadiamento do câncer do colo do útero

Se for diagnosticado o câncer do colo do útero, seu tamanho exato e locais (seu estágio) serão determinados. O estadiamento começa com um exame físico da pelve e uma radiografia de tórax. Normalmente, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) ou uma combinação de TC e tomografia por emissão de pósitrons (PET) são feitas para determinar se o câncer se disseminou até tecidos adjacentes ou até partes distantes do corpo. Se esses procedimentos não estiverem disponíveis, o médico pode realizar outros procedimentos para examinar órgãos específicos, como cistoscopia (bexiga), sigmoidoscopia (cólon) ou urografia IV (aparelho urinário).

Geralmente, o médico também verifica se houve disseminação até os linfonodos. Saber se o câncer se disseminou até os linfonodos e quantos linfonodos foram afetados ajuda o médico a prever a evolução da pessoa e a planejar o tratamento.

Os estágios do câncer do colo do útero variam de I (mais inicial) a IV (avançado). O estadiamento se baseia no grau de disseminação do câncer:

  • Estágio I: O câncer está confinado no colo do útero.

  • Estágio II: O câncer se disseminou para fora do colo do útero, incluindo a parte superior da vagina, mas ainda está dentro da pelve (que contém os órgãos reprodutores internos, a bexiga e o reto).

  • Estágio III: O câncer se disseminou por toda a pelve e/ou até a parte inferior da vagina e/ou bloqueia os ureteres e/ou causa disfunção de um rim e/ou se dissemina até os linfonodos próximos da aorta (a maior artéria do corpo).

  • Estágio IV: O câncer se disseminou para fora da pelve e/ou para a bexiga ou reto ou para órgãos distantes.

Prognóstico

O prognóstico depende do estágio do câncer do colo do útero. Os percentuais de mulheres que continuam vivas cinco anos após o diagnóstico e tratamento são

  • Estágio I: 80% a 90% das mulheres

  • Estágio II: 60% a 75%

  • Estágio III: 30% a 40%

  • Estágio IV: 15% ou menos

Se o câncer se repetir, isso geralmente acontece dentro de dois anos.

Você sabia que...

  • O Papanicolau já reduziu o número de mortes decorrentes de câncer do colo do útero em mais de 50%.

  • Se todas as mulheres realizarem exames de Papanicolau regularmente, as mortes em razão desse tipo de câncer podem ser praticamente eliminadas.

  • A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) ajuda a prevenir o câncer do colo do útero.

Prevenção

Exames preventivos

Dois tipos de exames são utilizados para tentar detectar a presença de câncer do colo do útero:

  • Exame de Papanicolau: As células do colo do útero são examinadas em um microscópio para determinar se existem células cancerosas ou anômalas. Sem tratamento, as células anômalas podem se transformar em câncer (células pré-cancerosas).

  • Pesquisa de HPV: Uma amostra do colo do útero é examinada para determinar se o HPV está presente.

O número de mortes por câncer do colo do útero foi reduzido em mais de 50% desde a introdução dos exames de Papanicolau.

A frequência desses exames depende, principalmente, da idade da mulher e dos resultados dos exames anteriores. Se a mulher não tiver nenhum fator de risco para ter câncer do colo do útero e nunca teve um resultado de exame alterado, os exames podem ser realizados da seguinte forma:

  • Dos 21 aos 29 anos de idade: Geralmente a cada três anos para o exame de Papanicolau (em geral, a pesquisa de HPV não é recomendada)

  • Entre 30 e 65 anos de idade: A cada três anos, caso apenas o exame de Papanicolau seja realizado, ou a cada cinco anos, caso apenas a pesquisa de HPV seja realizada ou caso os dois exames sejam realizados (os exames são feitos com mais frequência se a mulher tiver fatores de risco para ter câncer do colo do útero)

  • Depois dos 65 anos de idade: Não será mais necessário fazer exames se os resultados foram normais nos últimos 10 anos

Se a mulher não tiver apresentado resultados alterados nos exames de Papanicolau e se teve o útero removido em razão de algum outro câncer, ela não precisa realizar o exame de Papanicolau nem pesquisas de HPV.

Se todas as mulheres realizarem Papanicolau conforme recomendado, as mortes decorrentes desse tipo de câncer podem ser praticamente eliminadas. No entanto, nos Estados Unidos, muitas mulheres não são examinadas regularmente. Além disso, muitas mulheres com câncer do colo do útero não realizaram um exame de Papanicolau em 10 anos ou mais.

Vacina contra o HPV

A vacina contra o HPV combate os tipos de HPV que causam a maioria dos casos de câncer do colo do útero (e verrugas genitais e outros tipos de câncer, incluindo do ânus, vagina, pênis, garganta e esôfago). A vacina pode ajudar a prevenir câncer do colo do útero e outros tipos de câncer, mas não a tratá-los.

Os médicos recomendam que meninas e meninos sejam vacinados com 11 ou 12 anos de idade, mas as crianças podem ser vacinadas logo com nove anos de idade.

Vacinar-se antes de se tornarem sexualmente ativos é o ideal, mas mesmo que a menina ou menino já sejam sexualmente ativos, eles devem ser vacinados.

No caso de pessoas com menos de 15 anos de idade, duas doses da vacina são administradas com um intervalo de seis a doze meses entre elas.

No caso de pessoas com mais de 15 anos de idade, são administradas três doses da vacina. A primeira dose é seguida por uma dose dois meses mais tarde. A última dose é administrada seis meses após a primeira.

Preservativos

O uso correto de preservativos durante a relação sexual pode ajudar a prevenir a disseminação do HPV. Contudo, uma vez que preservativos não cobrem todas as áreas que podem ser infectadas, eles não protegem completamente contra o HPV.

Tratamento

  • Cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia, dependendo do estágio do câncer

O tratamento do câncer do colo do útero depende do estágio do câncer. Pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Alterações pré-cancerosas e câncer do colo do útero em estágio I inicial

As células cervicais pré-cancerosas (neoplasia intraepitelial cervical, ou NIC) e o câncer do colo do útero que engloba apenas a superfície do colo do útero (estágio I inicial) são tratados da mesma maneira. Em geral, o médico consegue remover completamente o câncer, removendo parte do colo do útero com o procedimento de excisão eletrocirúrgica com alça (identificado pela sigla em inglês LEEP), um laser ou um bisturi frio, realizados durante uma biópsia de cone. Esses tratamentos preservam a capacidade de a mulher ter filhos.

Uma vez que o câncer pode retornar, os médicos aconselham as mulheres a realizar análises e exames de Papanicolau a cada três meses no primeiro ano e a cada seis meses depois disso.

Raramente, é necessária a remoção do útero (histerectomia).

Câncer do colo do útero em estágio I avançado e estágio II inicial

Se o câncer de estágio inicial englobar mais do que a superfície do colo do útero, mas o tumor ainda estiver relativamente pequeno, o tratamento habitualmente consiste em

  • Uma histerectomia combinada com a remoção dos tecidos circundantes (incluindo a parte superior da vagina) e os ligamentos (histerectomia radical) e os linfonodos adjacentes.

Uma histerectomia pode ser realizada por meio de uma incisão grande no abdômen (cirurgia aberta) ou por meio de um tubo fino de visualização (laparoscópio) e instrumentos cirúrgicos especializados inseridos através de pequenas incisões logo abaixo do umbigo. Evidências sugerem que, quando é feita uma cirurgia aberta, o câncer tem menos probabilidade de retornar e há uma maior probabilidade de a mulher viver por mais tempo.

Se o câncer já tiver crescido ou começado a se disseminar dentro da pelve, o tratamento habitualmente consiste em:

  • Radioterapia e quimioterapia (mais comum)

  • Uma histerectomia radical com remoção dos linfonodos adjacentes e, às vezes, com radioterapia

Qualquer um dos tratamentos resulta na cura de aproximadamente 85% a 90% das mulheres. Os ovários geralmente não são removidos porque há pouca probabilidade de um câncer do colo do útero se disseminar (passar por metástase) até os ovários.

Se o médico descobrir durante a cirurgia que o câncer se disseminou para fora do colo do útero, ele não faz uma histerectomia e recomenda a realização de radioterapia mais quimioterapia.

Câncer do colo do útero entre estágio II avançado até estágio IV inicial

Quando o câncer do colo do útero tiver se disseminado ainda mais dentro da pelve ou tiver se disseminado para outros órgãos, é dada preferência ao seguinte tratamento:

  • Radioterapia mais quimioterapia, como cisplatina

É possível que o médico use um laparoscópio ou faça uma cirurgia para determinar se há envolvimento dos linfonodos e, assim, determinar para onde a radiação deve ser direcionada. Radiação externa (direcionada para a pelve de fora do corpo) é usada para reduzir e tratar o câncer que possa ter se disseminado até os linfonodos adjacentes. Então, implantes radioativos são colocados no colo do útero para destruir o câncer (um tipo de radiação interna chamado braquiterapia).

A quimioterapia é geralmente administrada juntamente com radioterapia, frequentemente para fazer com que o tumor fique mais propenso a ser lesionado pela radioterapia.

Se o câncer permanecer na pelve após a radioterapia, o médico pode recomendar uma cirurgia para remover alguns ou todos os órgãos pélvicos (chamado de exenteração pélvica). Esses órgãos incluem os órgãos reprodutores (vagina, útero, trompas de Falópio e ovários), a bexiga, a uretra, o reto e o ânus. Quais órgãos são removidos e se todos são removidos depende de muitos fatores, como a localização do câncer, a anatomia da mulher e seus objetivos após a cirurgia. Aberturas permanentes para urina (urostomia) e para fezes (colostomia) são feitas no abdômen para que esses resíduos possam sair do corpo e sejam coletados em sacos. Após o procedimento, a mulher geralmente tem algum sangramento, uma secreção e considerável sensibilidade e dor por alguns dias. Normalmente, o tempo de internação é de três a cinco dias. Podem ocorrer complicações, como infecção ou abertura da incisão cirúrgica, bloqueios no intestino e formação de ligações anômalas entre os órgãos (fístulas). Esse procedimento cura até 40% das mulheres.

Disseminação ampla ou recorrência do câncer do colo do útero

O tratamento principal de uma disseminação abrangente ou recorrência do câncer do colo do útero é

  • Quimioterapia, geralmente com paclitaxel mais cisplatina ou topotecano

No entanto, a quimioterapia reduz o tamanho do câncer e controla sua disseminação em apenas 15% a 25% das mulheres tratadas, e esse efeito geralmente é apenas temporário. Acrescentar outro medicamento (bevacizumabe, um anticorpo monoclonal utilizado para tratar vários tipos de câncer) pode prolongar a sobrevida em alguns meses.

Dissecção de linfonodo sentinela

Um linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo que tem mais propensão de ser atingido pela disseminação das células cancerosas. É possível que exista mais de um linfonodo sentinela. Esses linfonodos são chamados linfonodos sentinela porque eles são os primeiros a avisar que o câncer se disseminou.

O processo de dissecção de um linfonodo sentinela inclui

  • A identificação do linfonodo sentinela (um processo denominado mapeamento)

  • Sua remoção

  • Examiná-lo para verificar se células cancerosas estão presentes

Para identificar um linfonodo sentinela, o médico injeta um corante azul ou verde e/ou uma substância radioativa no colo do útero, próximo ao tumor. Essas substâncias mapeiam o trajeto entre o colo do útero e o primeiro linfonodo (ou linfonodos) na pelve. Durante a cirurgia, o médico então verifica se existem linfonodos que têm cor azul ou verde ou que emitem um sinal radioativo (detectado por um aparelho portátil). O médico remove esse linfonodo (ou linfonodos) e o envia para um laboratório para que ele seja examinado quanto à presença de câncer. Se o linfonodo ou linfonodos sentinela não contiver células cancerosas, nenhum outro linfonodo será removido (exceto se eles tiverem uma aparência anômala).

A dissecção do linfonodo sentinela pode ajudar o médico a limitar o número de linfonodos que precisam ser removidos; às vezes, é apenas necessário remover um. A remoção de linfonodos com frequência causa problemas, como o acúmulo de líquidos nos tecidos, que pode causar inchaço persistente (linfedema) e danos aos nervos.

Gravidez e câncer do colo do útero

Em geral, o tratamento com histerectomia radical, quimioterapia e/ou radioterapia torna impossível que a mulher engravide ou consiga completar uma gestação. Contudo, os avanços das técnicas de reprodução assistida podem permitir que a mulher tenha filhos depois desses procedimentos. Caso ter filhos seja algo importante para a mulher, ela deve conversar com o médico e obter a maior quantidade possível de informações sobre os riscos e o que é necessário para esses procedimentos, bem como a probabilidade de ela engravidar e ter filhos após o referido procedimento.

Caso a mulher com câncer do colo do útero em estágio inicial queira preservar sua capacidade de ter filhos, pode ser realizado outro tratamento oncológico, denominado traquelectomia radical (um tratamento de preservação da fertilidade). O médico remove o colo do útero, o tecido perto do colo do útero, a parte superior da vagina e os linfonodos na pelve. Para remover esses tecidos, o médico pode fazer um dos seguintes:

  • Fazer cirurgia aberta

  • Usar um laparoscópio introduzido através de uma pequena incisão logo abaixo do umbigo, depois inserir instrumentos através do laparoscópio, às vezes assistido por robô (cirurgia laparoscópica)

  • Remover os tecidos através da vagina (cirurgia vaginal)

Depois disso, o útero é preso novamente à parte inferior da vagina. Assim, a mulher ainda consegue engravidar. No entanto, o parto dos bebês deve ser por cesariana. Cerca de 50% a 70% das mulheres que passam por esse procedimento conseguem engravidar.

A traquelectomia parece ser tão eficaz quanto a histerectomia radical para muitas mulheres com câncer do colo do útero em estágio inicial. Há recorrência do câncer em aproximadamente 5% a 10% das mulheres.

Complicações da radioterapia

A radioterapia pode causar irritação na bexiga ou no reto. Posteriormente, pode haver bloqueio do intestino devido a isso e pode haver danos à bexiga e ao reto. Além disso, os ovários geralmente param de funcionar e pode ocorrer o estreitamento da vagina.

Mais informações

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Obtenha o

Também de interesse

Vídeos

Visualizar tudo
Gravidez ectópica
Vídeo
Gravidez ectópica
Durante a ovulação, um óvulo é lançado de um ovário da mulher a cada mês. Fímbrias, pequenas...
Modelos 3D
Visualizar tudo
Síndrome do Ovário Policístico
Modelo 3D
Síndrome do Ovário Policístico

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS