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Como o exercício físico protege contra a demência? Estudo revela pistas

Notícias
27/00/22 Por
Dia da saúde Notícias
Como o exercício físico protege contra a demência? Estudo revela pistas

QUARTA-FEIRA, 27 de abril de 2022 (HealthDay News) – Exercício físico pode ajudar a proteger o cérebro à medida que envelhece, e um novo estudo sugere como isso pode acontecer.

Pesquisas prévias mostraram que a atividade física ajuda a proteger as células cerebrais. Este artigo indica que ela pode fazer isso por meio de níveis mais baixos de insulina e gordura corporal.

“Estes resultados podem nos ajudar a entender como a atividade física afeta a saúde cerebral, o que pode nos guiar no desenvolvimento de estratégias para prevenir ou retardar o declínio relacionado à idade na memória e na cognição”, disse a coautora do estudo Géraldine Poisnel, do Inserm Research Center em Caen, França.

O estudo incluiu 134 pessoas, com idade média de 69 anos, que não apresentavam problemas de memória. Elas preencheram questionários sobre a sua atividade física no último ano.

Os pesquisadores também coletaram informações sobre o índice de massa corporal (IMC, uma estimativa da gordura corporal com base no peso e altura), níveis de insulina, colesterol, pressão arterial e outros fatores de saúde dos participantes.

Exames de imagem do cérebro mostraram que os participantes com os níveis mais altos de atividade física apresentaram um volume total maior de substância cinzenta em seus cérebros (cerca de 550.000 milímetros cúbicos em média) do que as pessoas com a menor quantidade de atividade física (cerca de 540.000 milímetros cúbicos).

Quando os pesquisadores se concentraram apenas nas áreas do cérebro que seriam afetadas pela doença de Alzheimer, eles encontraram resultados semelhantes.

Os participantes mais ativos também apresentaram uma taxa média mais alta de metabolismo da glicose no cérebro do que os menos ativos. De acordo com o estudo, a redução do metabolismo da glicose no cérebro pode ser observada em pessoas com demência.

Os resultados foram publicados on‑line em 13 de abril no periódico Neurology.

Níveis mais altos de atividade física não foram associados à quantidade de placa amiloide que as pessoas apresentaram em seus cérebros. A placa amiloide é um marcador da doença de Alzheimer.

“Os idosos fisicamente ativos obtêm benefícios cardiovasculares, o que pode resultar em maior integridade estrutural do cérebro”, disse Poisnel em um comunicado à imprensa do periódico.

O estudo não prova que o exercício físico protege o volume cerebral; ele mostra apenas uma associação, disseram os autores, observando que mais pesquisas são necessárias.

Ainda assim, “manter um IMC mais baixo por meio de atividade física pode ajudar a prevenir uma perturbação do metabolismo de insulina, que é frequentemente observada no envelhecimento, promovendo assim a saúde cerebral”, disse Poisnel.

Mais informações

Para saber mais sobre como manter a saúde do seu cérebro à medida que envelhece, consulte o U.S. National Institute on Aging.

FONTE: Neurology, comunicado à imprensa, 13 de abril de 2022